Antes que eu me esqueça…
25/08/2005

Outro dia mesmo estava falando sobre o referendo do próximo mês de outubro e, inevitavelmente, citei algo relacionado a democracia. A mesma democracia brasileira de sempre me escolheu (como se esse fosse mesmo um grande sorteio ou concurso, em que você ou eu esperássemos ansiosamente para sermos contemplados) para trabalhos como mesário durante a realização da consulta popular. Isso porquê, como se pode reparar, minha participação será de extrema importância para a lisura e transparência do processo eleitoral.
O processo eleitoral atual é falho. Já falei nisso antes, e já falei porquê acho isso. Acho que democracia é escolha, por livre e espontânea vontade, por livre arbítrio. Não se trata de obrigação. Vota quem quer, e assim, vota mais consciente. É um referendo? Escolhe quem quer escolher. Não deveria haver necessidade de avisos como o do último parágrafo de minha convocação — à qual fui obrigado a atender, sob penas legais, caso não o fizesse —, que diz que “o serviço eleitoral é obrigatório”. Quem não sabe disso? E quem não gostaria de mudar isso?
Me lembrei do diálogo com a moça do cartório, no dia em que fui buscar minha convocação oficial, onde ficam data e hora do comparecimento, treinamentos, etc. Ela me disse, embaraçada, que não sabia o porquê do governo estar promovendo essa consulta com relação ao desarmamento. Ela sabia — tanto quanto eu, aliás — que, independente da opinião vencedora, quem quiser continuar a ter armas em casa o fará. Por bem ou por mal. De um jeito ou de outro. E eu não tiro, assim como imagino que vocês também não, a razão dela.
Quem quiser ter arma vai continuar tendo. Isso torna o referendo falho. A democracia falha. Uma piada de mau gosto com o direito de escolha do cidadão brasileiro. Digo e repito: É hora do fim do serviço eleitoral obrigatório. Hora de serviço eleitoral remunerado e de voto facultativo. Até quando esperar?
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No. 1 — 26/08/2005 @ 10:07
Quando da eleição do Lula-lá, fui também convidado, a ser o presidente de Mesa. Um saco cara, chegar lá cedinho. Eu saia da farra e ia lá, ficar naqela mesa, mais de 10 horas.
Quanto ao desarmamento, ainda não tenho opinião formada. E não votarei também, pois, estou morando fora da cidade na qual eu voto.
Por quê não fazem logo uma pesquisa popular, sobre :
1 - Pena de morte
2 - Decaptação de políticos corruptos
3 - Decepar membros de ladrões
4 - Cortar amizade com o FMI
5 - Criminalizar a venda de cigarros ( eu sou fumante )
6 - Podar a amazônia de uma vez pra acabar com o mundo rapidinho
7 - Liberação da maconha, cocaína e crack…80% dos jovens já fumaram maconha !
hummm ?
Como disse a mina, não será este referendo que determinará se iremos ou não ter armas em casa.
No. 2 — 26/08/2005 @ 10:09
O comentário não aparecem da forma que eu inseri, cadê as quebras de linha
?
No. 3 — 26/08/2005 @ 15:17
pô então, já comentei sobre isso aqui, democracia de c* é rola nesse país.
Voto obrigatório, serviço militar obrigatório, serviço eleitoral obrigatório…
Assim é a nossa democracia.
Mas faça como umas tias que “trabalham” sempre nas mesmas eleições, ficam de braços cruzados o dia inteiro, fingindo que trabalham.
Quem sabe, alguém fica injuriado contigo e nunca mais te chama!
Abração
No. 4 — 26/08/2005 @ 22:21
que cartinha mais safada essa que eles mandam hein, é um tipo de hipocrisia que dá náusea, assim como o processo eleitoral obrigatório, que vai continuar até o brasileiro sair as ruas para protestar a favor de seus direitos e de seus reais deveres… ou seja, vamos ser obrigados a participar dessa dança de cadeiras por um bom tempo ainda… abraço daniel:) ps. ainda agora entrei aqui e me deparei com o theme do wp 1.2, até achei que estava no lugar errado
No. 5 — 29/08/2005 @ 17:13
Tudo o que eu queria era que esse trabalho eleitoral fosse remunerado. Eu não sei como ainda não fui convocada, porque fui mesária nas duas últimas eleições. Aí você ganha folga no trabalho, mas como eu sou professora não posso deixar de dar aula e aí? Numa dessas reuniões de mesários uma coordenadora lá ficou agradecendo por termos ido como voluntários e uma amiga a questionou dizendo que estávamos lá obrigados, e a mulher se estressou e eu perguntou: “Cadê a democracia?”
No. 6 — 25/07/2006 @ 17:45
Infelizmente somos vítimas de um país subdesenvolvido, acabei de receber a tal cartinha safada e acabou com o meu dia. è por mais este motivo que este pasi não sai do atoleiro. Serviço Obrigatório s´existe por que se não o fosse não apareceria uma alma viva. Claro que por que votar para os outros ganharem salários vergonhosos. Eles deveriam colocar essa corja de vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e o raio que o parta pra trabalhar no domingão. Tenho vergonha de ser brasileiro, pra mim brasil se escreve com letra minúsculo, como nossa política.