O Código Da Vinci

Em outubro do ano passado, quando ganhei de presente de meus amigos no trabalho uma cópia de O Código Da Vinci, do escritor americano Dan Brown, nunca pensei que fosse terminar de ler a obra tão rapidamente. Foram menos de 15 dias. A culpa por isso, certamente, é da trama escrita pelo autor — muito bem costurada —, recheada com acontecimentos históricos explicados de maneira simples e divertida, fazendo com que não se deseje parar de ler um segundo sequer. Os críticos chamam o livro de unputdownable, literalmente, o que não se consegue largar de lado, e eu concordo.

Ainda no final do ano passado comentei, em um dos meus posts, que fiquei devendo uma resenha desta obra de Dan Brown. Realmente eu esqueci, o tempo passou e agora, com a adaptação da história pelas mãos hollywoodianas prevista para estrear em 19 de maio de 2006, dois parágrafos que encontrei num artigo publicado pelo site Mídia Sem Máscara resumem tudo o que eu gostaria de dizer, se fosse fazer um resumo conciso para quem, por ventura, ainda não teve a oportunidade de colocar as mãos em um exemplar:

O enredo deturpado gira em torno de uma série de indícios ocultos nas obras de Leonardo da Vinci, que pintou “Mona Lisa” e “A Última Ceia”. O romance apresenta da Vinci como membro de uma sociedade secreta chamada de “Priorado de Sião”, fundada em 1099. O livro também liga algumas celebridades como Sir Isaac Newton, Victor Hugo e Claude Debussy à teoria da conspiração de que o priorado teria deliberadamente escondido a “verdade” sobre Jesus e Maria Madalena do resto do mundo durante séculos.

O romance envolve a história de Robert Langdon, um simbologista de Harvard, e uma criptógrafa francesa chamada Sophie Neveu (“nova sabedoria”, em francês). Juntos, eles teriam encontrado uma série de vestígios criptografados que revelam os “segredos” do Cristianismo: que Deus seria uma mulher, Jesus teria descendentes e que Maria Madalena seria divina. O livro alega que essas verdades estariam escondidas numa série de documentos secretos chamados de “Documentos do Santo Graal”.

Eu, adepto de uma ótima ficção entremeada de acontecimentos estimulantes que sou, adorei a história. Tanto que hoje digo que leria qualquer título de Dan Brown criando expectativas com relação a seu desfecho, que de antemão já imaginaria ser algo de tirar o fôlego. Sei que se trata, como o próprio autor deixa bem claro, de uma obra de ficção que mistura elementos da realidade em seu enredo. Dan Brown não é o primeiro a escrever dessa forma. Só para citar um autor brasileiro, o apresentador Jô Soares é mestre em fazer tais coisas. Vide seus três romances: O Xangô de Baker Street, O Homem que Matou Getúlio Vargas e Assassinatos na Academia Brasileira de Letras são exemplos clássicos de invencionice misturada à fatos históricos. Só não causaram tanto impacto ao redor do mundo quanto O Código.

O próprio artigo do site Mídia Sem Máscara, escrito por Ed Hindson, se entitula O Código DaVinci - Enganoso e Ofensivo. Retrata diversos desvios históricos cometidos por Dan Brown ao contar sua história, e reflete sobre as crenças religiosas do próprio autor, que, segundo citado, com certeza que não são baseadas em crenças cristãs ortodoxas. Tais crenças, misturadas, talvez, à história do livro, confundem religiosos e fazem com que se questionem a respeito de verdades absolutas que lhes foram ensinadas há muito tempo.

A própria Igreja Católica, tema central da trama, através do Vaticano, chegou a promover uma série de debates para derrubar as principais teorias do livro — teorias conspiratórias, segundo o que foi publicado na BBC —, no começo desse ano. Estavam preocupados com o fato de turistas do mundo inteiro se dirigirem à Roma usando cópias da obra de Dan Brown como seus guias turísticos particulares. Mas se for para apoiar uma opinião do clero, eu fico com a do reverendo inglês da cidade de Durham, Tom Wright.

Tom afirma, em artigo da BBC, que as teorias conspiratórias são sempre divertidas. De se inventar. De se ler. E de se fantasiar a respeito. E, convenhamos, quanto mais absurda a conspiração, e quanto mais recheada de pesquisas detalhadas a seu respeito para comprová-la, melhor. É por essas e outras que lhes dou meu veredito final. O Código Da Vinci é unputdownable, mesmo. Se você já leu, sabe o porquê. Se você ainda não leu, não perca mais tempo.

Popularity: 15% [?]

2 pensamentos sobre “O Código Da Vinci”

  1. duard - Carlos Aquino writes:

    Mano, nem vou mais comentar sobre esse livro, pq da briga :-)

  2. Bia Kunze writes:

    O filme tá longe, muito longe de ser lançado, mas já tem até teaser… caraio!