Chaveirinho da Salvação
29/07/2005
Não sei dizer o que acontece com as demais pessoas, mas a minha situação com relação aos telefonemas de telemarketing que recebo às vezes passa dos limites. Antigamente, as mais diversas empresas entravam em contato comigo apenas durante o horário comercial, no trabalho. Hoje em dia, não sei bem por qual motivo — exceto, é claro, a desconfiança de que alguém informou meus dados telefônicos à gatos e lagartos —, esses contatos são feitos não só no trabalho, mas também em casa, e nos mais diversos — e inoportunos — horários imagináveis.
São ofertas promocionais daquele cartão de crédito que eu não solicitei, mas que será enviado pra mim sem qualquer custo adicional (— “Tudo bem, me enviem e eu entro em contato com o Procon”, cheguei a responder em uma das vezes, depois da qual o atendente nunca mais entrou em contato comigo). São pessoas querendo que eu ajude a instituição XPTO com essa ou aquela causa, em busca de apoio financeiro. É o representante dessa ou daquela empresa, me oferecendo uma assinatura de jornal ou revista, pra quem eu tenho sempre que explicar que não leio nada impresso quando se trata de notícias.
— Se não é via jornal, como o senhor se mantém informado então?
— Ah, fácil. Uso a internet e um agregador de feeds RSS ou Atom.
— Agregador? Feeds? RSS? Atom?
— Pois é, isso mesmo. Acho que você deveria ler mais seu jornal. Está desinformado.
A questão principal é a mesma que aflinje não só à mim, mas a muita gente por aí afora que passa pela mesma coisa. Ultimamente, quando me ligam e perguntam pelo senhor Daniel, eu mesmo vou logo dizendo “Ele não está, não chegou ainda, já deveria ter chegado mas deve estar em alguma reunião sem previsão de término”. Só então o atendente desliga. Mas como nos livrar de uma ligação indesejada como esta, ou qualquer outra do gênero?
Os seus (ou melhor, os nossos) problemas acabaram! — só falta agora subir a vinheta das Organizações Tabajara, mas tudo bem. Agora já existe um dispositivo chamado Get Off the Phone Excuse Machine, uma máquina que faz literalmente o que seu nome promete: Arruma desculpas para que se possa encerrar aquele bate-papo indesejado ao telefone sem que isso pareça necessariamente rude.
O Get Off the Phone Excuse Machine emite sons que imitam situações que exigem atenção. Por cerca de US$ 10, você adquire um aparelho que emite sons de um bebê chorando, de alguém chamando para jantar, da campainha da porta, de batidas na porta, de uma sirene ou até mesmo de estática — assim pode-se recorrer ao velho truque do “estou entrando no túnel”.
Preço mais do que justo para nos vermos livres de certas ligações incômodas, não acham?
Popularity: 17% [?]

No. 1 — 29/07/2005 @ 22:58
Eu ainda prefiro usar a ignorância e dizer: “Não me ligue mais, por favor.”.
No. 2 — 30/07/2005 @ 11:53
A minha técnica é mais tosca:
“O Sr. Leonardo por favor ?”
“Quem deseja ?”
“É do Jornal Diário do Rubuxu”
— click —-
Cansei de perder meu tempo tentando dar desculpas e tal. Sei que eh mal-educado mas se eu ficar dando desculpas os caras sempre respondem com mais perguntas e “ofertas”.
[]
Leo
No. 3 — 31/07/2005 @ 02:04
Daniel, pra mim a melhor solução do mundo está num episódio do Seinfeld, inclusive já postei sobre isso.
O link pro post é este e o diálogo diz o seguinte:
ABRAÇOS!
No. 4 — 31/07/2005 @ 02:33
Patrícia! Sensacional! Eu me lembro de ter assistido esse episódio de Seinfeld, na Sony! Não sei como não me lembrei do ocorrido!
Ótima sacada!
No. 5 — 02/08/2005 @ 13:07
Se for telemarketing:
- Blah. Blah.
- Não estou interessado.
- Mas Senhor, blah. Blah blah. Gostaria de confirmar seu endereço.
- Não estou interessado. (repita)
Se for um conhecido que tá me alugando:
- Olha. Eu tenho que ir agora. Depois a gente conversa/Eu estou ocupado. TCHAU.
Se for o chefe:
- Deveriamos conversar depois. Agora estou ocupado. Tchau.
Sem essa de desculpas.
No. 6 — 09/08/2005 @ 16:16
Muito chatas essas ligações. Algumas são mal educadas e até desligam na sua cara. Insistem e enchem o saco. A Abril é uma que liga quinhentas mil vezes na sua casa até você atender. Haja paciência!