Sob medida

Qualquer um que, como eu, tenha se formado em Ciência da Computação — ou qualquer atividade similar, na mesma área — já se deu conta de que, mais cedo ou mais tarde, acaba sendo bombardeado com as mais diversas perguntas feitas pelas pessoas ao seu redor, todas elas relacionadas a algo computacional, seja em maior ou menor grau. Isso é, a meu ver, extremamente normal. É natural que, curiosas a respeito de uma ou outra nova tecnologia, algumas pessoas conhecidas lhe perguntem sobre blogs, sobre XML ou linguagens de programação, sobre uma placa de vídeo ou aquele novo flash disk, por exemplo.

Esta semana mesmo passei por duas situações em que pude verificar o quanto isso é verdade. Na primeira delas, um amigo me perguntou sobre VBA. Como eu sou fascinado por programação em VBA, automaticamente me vi prestando as mais diversas explicações e esclarecimentos a respeito do assunto, sem o menor problema. Na segunda situação, ocorrida ontem, recebi uma ligação de um outro amigo, que foi bastante objetivo. Ia viajar para o Rio de Janeiro e, em dúvida, quis que eu lhe indicasse um bom site de mapas. Novamente eu lhe fiz um favor e indiquei alguns bons sites. Sem problema.

Como pode lhes parecer, é exatamente assim que eu sou. Prestativo. Não me nego a localizar informações. Um amigo meu — que já nem trabalha comigo, por sinal — me apelidou, uma vez, de Mr. Google. Achei a coisa bem sacada e também acredito que o apelido combine comigo. De vez em quando, se a gente se encontra, ele vive me chamando assim. Mas o Mr. Google aqui nem sempre está tão afim de ser prestativo. Como qualquer ser humano da face da Terra, há dias em que meu humor não está dos melhores, e meus níveis de prestatividade e proatividade tendem a zero. Para esses dias, nada melhor do que a camisa que ilustra este post, produto vendido pela Non-Zero Chance.

Com os dizeres I’m not your damn search engine (Eu não sou o seu maldito site de busca) escritos de forma a lembrar o logotipo daquele mesmo site, ela combina perfeitamente com esses dias em que a gente está de mau humor, ou em que, por um motivo ou outro, a gente não está muito afim de ajudar. Se alguém por aí quiser me dar de presente de aniversário adiantado — faltam 3 meses ainda —, eu não vou achar ruim não, viu?

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2 pensamentos sobre “Sob medida”

  1. juninha writes:

    Daniel!
    Quanto tempo sem entrar aqui!
    As suas fotos são lindas!
    Os seus posters são interessantes
    e criativos. Como eram antes ou melhores…

    Esse então!
    Me lembra meu irmão, que fez ciencia da
    computação, sempre está se atualizando
    e jamais me ajuda! rsrsrsrs
    Beijus e bom domingo.

  2. Neto Cury writes:

    Nada como ser como eu….rs
    Quem convive comigo não pestaneja em me chamar de GROSSO ou ESTOPIM CURTO.
    Explico o porque, eu não penso duas vezes em contrariar uma pessoa, não respondendo a uma pergunta, simplesmente porque eu não quero, ou até falar para a pessoa que está do outro lado da linha: NÃO TO COM O HUMOR LEGAL PRA CONVERSAR AGORA, TCHAU!
    Quem gosta de mim continua gostando, mesmo com essas “grosserias”, vistas por mim como sinceridade extrema, quem realmente não gosta de mim, vira a cara, ainda bem!