Vício Digital

Lá pelos idos de 1996, quando eu ainda usava as redes de IRC para me comunicar com todas as pessoas que eu conhecia no mundo virtual — especialmente aquela que mais tarde viria a se tornar a minha namorada, noiva, esposa e mãe do Alexandre —, largar do computador já era, para mim, uma das atitudes mais difíceis de se providenciar. Me lembro das inúmeras vezes em que meus pais me chamavam para almoçar ou jantar, e ainda assim, levava um belo de um tempo até que eu resolvesse atender às incessantes súplicas da família para que pudéssemos ter uma refeição em conjunto. Isso só pra citar um exemplo.

Hoje em dia continuo passando um bom tempo conectado, realizando uma ou outra atividade. Blogar, por exemplo, que considero ser uma terapia, me ocupa boas horas a fio, pois me alivia a mente e me faz esquecer de todos os problemas: A diferença é que hoje consigo administrar meu tempo on-lie de maneira mais controlada. Em 1996, por exemplo, eu não tinha um emprego de tempo integral fixo, nem tanta idade quanto agora. As coisas eram mais fáceis e os interesses eram outros.

Mas há aqueles viciados de carteirinha, que se entregam à Internet como alguém que se entrega à uma garrafa de bebida, ou ao fumo. Algumas pessoas chegam a ter sintomas clínicos devido ao vício que cultivam: depressão, estresse, angústia, e uma série de outros males assolam tais pessoas. As crianças sofrem mais com tais problemas, pois há casos e casos de estudantes que largam seus deveres e estudos para se dedicarem à algum jogo on-line, ou mesmo à blogs. Na China, por exemplo, o governo já classificou tais acontecimentos como uma ameaça.

Tanto é verdade que os chineses desenvolveram um tratamento de recuperação para viciados em Internet. A finalidade é justamente ajudar os viciados, sobretudo os mais jovens:

(…) as formas de medicação variam, de acupuntura, meditação, esportes e terapia até choques elétricos nos casos mais graves.

Como eu disse antes, ainda bem que hoje em dia eu modero meu tempo de conexão. Ainda bem, também, que moro no Brasil. Esse tratamento chinês me faz ter dó só de pensar em quem estiver mesmo apegado ao mundo digital. E os médicos chineses ainda acreditam que o tratamento contra o vicío de Internet é uma tendência que deve se espalhar rápido pelos demais países. Santa tortura chinesa!

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3 pensamentos sobre “Vício Digital”

  1. kadu writes:

    ta certo que existem muitas pesquisas que mostram estas possibilidades de “vício por internet”, mas não creio que isso seja tão alarmante assim, para maioria das pessoas o uso da internet acontece em ciclos, assim como foi contigo, com o tempo passamos a priveligiar mais a qualidade do que a quantidade de horas dedicadas a internet… ao meu ver, isso é completamente normal… abraço daniel:) ps. sobre o nome para o seu domínio, pense em palavras comuns do seu dia-a-dia e faça acrônimos, as vezes surgem nomes simples e bastante legais…

  2. Neto Cury writes:

    Acho que posso me definir como “vício leve”…rs
    Abraços

  3. Glacial writes:

    Não é a toa que eu participo da comunidade “eu já fui viciado em IRC” Hehehehe!

    Rapah tinha época (em meados de 1996/1997) que tinha era briga aqui em casa pelos horarios da internet. Só tinha um computador e ainda era conexao discada. Pense nuns fight! Hehehehehe! :)