Processo Precoce

Tem havido uma grande discussão (ela sempre existiu) a respeito de se trocar músicas on-line, através de sistemas peer-to-peer como o famoso KaZaA, e a legalidade destas ações. Eu já vi dezenas de comentários a respeito das novas investidas da RIAA, Recording Industry Association of America, e ontem meu chefe comentou comigo sobre processos que esta organização estava abrindo contra cerca de 250 pessoas (261, exatamente), nos EUA. Para cada pirata de MP3 as multas impostas pelos processos chegam a US$ 150 mil por música de que se tenha feito o download.

A RIAA afirma que não gosta de ser dura desta forma - perdoou, anteriormente, os piratas que foram pegos com músicas em seus computadores, e reduziu a multa por música para US$ 3.000 em vários casos, mas aparentemente não possui qualquer discernimento sobre quem vai processar: Entre os 261 processos de ontem, um deles foi contra uma menina de 12 anos de idade, Brianna LaHara, que se assustou com a notícia, recebida no apartamento onde mora com seu irmão de 9 anos e a mãe. O mais estranho dessa história toda é o fato de que a família paga US$ 29,95 por mês para o KaZaA, e achava ter o direito de baixar músicas, desde que não as gravasse - coisa que, segundo a mãe de Brianna, eles não faziam.

Independentemente de ser um ato certo ou errado (eu o considero errado), a RIAA tem que ter em mente que, se sair por aí processando todos aqueles que possuem ao menos um arquivo MP3 em seus computadores, levará milhares de anos para punir a todos, fora aqueles que reincidirem na coisa. E eles estão falando apenas nos Estados Unidos, até agora. Se esta se tornar uma tendência global, a coisa será mais descontrolada ainda… Sobre os valores exigidos pela RIAA, a INFO afirma serem os mais altos de toda a história. Onde é que isso vai parar, afinal de contas?

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