Do Wordpress para o Hugo

Escrito em 14/11/2019 3 minutos de leitura

Movido por uma insatisfação que já me consumia há algum tempo, tomei uma decisão: Troquei o Wordpress pelo Hugo CMS para gerar o conteúdo deste site. Na prática, isso significa que mudei de um site dinâmico para um estático.

Qual a diferença entre site dinâmico e site estático?

A diferença básica está no conteúdo. É simples:

  • Sites dinâmicos são aqueles que alteram o conteúdo de suas páginas dinamicamente sempre que elas são exibidas no navegador de um usuário. Para isso, usam linguagens server-side, como PHP, Asp.NET ou JSP. Normalmente, também dependem de soluções como o MySQL, para armazenar e recuperar conteúdo de um banco de dados;

  • Sites estáticos (normalmente) dependem de ferramentas externas que combinam textos, CSS e scripts para originar páginas estáticas, ou seja, que exibirão exatamente a mesma informação a todo visitante, até que o responsável pelo site faça alguma alteração. Estático, no entanto, não quer dizer puro texto, já que imagens, vídeos e outras mídias podem normalmente ser inseridos durante a criação de conteúdo.

Porquê essa troca?

Há anos que eu utilizava WordPress. Embora eu ainda acredite que se trata de uma bela solução, com o passar do tempo comecei a me sentir meio desconfortável com sua crescente complexidade. Não é exatamente a ferramenta mais complexa com a qual me deparei — longe disso —, mas recentes “avanços”, como o Gutenberg, que em breve será o novo editor de textos interno da ferramenta, me fizeram acreditar que a solução estava ficando um pouco complicada demais para as minhas humildes necessidades.

Afinal, tudo o que eu quero a essa altura da minha vida é uma maneira simples de escrever e publicar meus (escassos) textos, que falam do meu dia-a-dia ou de coisas que eu curto, sem grandes ambições. Enquanto é verdade que o WordPress poderia continuar me servindo, também passei a não achar legal que ele também fizesse muito mais coisas, já que a velha regra do KISSKeep It Simple, Stupid — carrega um enorme fundo de razão e verdade.

Estava meio que procrastinando esse movimento, mas depois de alguns recentes acontecimentos em minha vida e de ter lido um pouquinho da experiência do Ghedin em refazer seu próprio site, tomei a decisão de vez.

E porquê o Hugo?

Simples: porquê ele é simples. Muitos geradores de sites estáticos por aí requerem um monte de dependências, que aumentam o fator manutenção. O Hugo, ao contrário, me permite focar em escrever, que é uma das minhas atividades favoritas, já que tudo o que ele requer é o download de um único arquivo binário (não há instalação), a partir do qual milhares de páginas podem ser geradas em questão de segundos.

Além disso, o Hugo permite pré-visualizar o site que está sendo gerado: Como sites estáticos normalmente são uma combinação de arquivos markdown com algum tema, sempre que um arquivo em que eu esteja trabalhando for salvo novamente, posso ver como meu conteúdo está ficando sem nunca precisar sair do meu editor de textos.

Por último, a ideia de poder andar por aí com todo o conteúdo do seu site em um pen drive repleto de arquivos markdown é completamente sexy, e a linguagem Go, de onde o Hugo tira seu nome, parece bastante interessante.

Em resumo, não havia porquê não fazer o movimento 😄!

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