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Profissão: Protetor do Planeta

Entre o grande número de profissões existentes no mercado atualmente, sejam elas clássicas ou modernas, eu certamente nunca tinha ouvido falar de uma: Ocorre que a NASA está procurando candidatos a ocuparem a vaga de oficial protetor planetário.

Pode ser a chance de alguém conseguir ganhar a vida defendendo nosso Planeta Terra de ameaças e invasores alienígenas e, se não fosse o fato de a NASA ser uma agência norte-americana a milhares de quilômetros de onde eu moro, e meus compromissos atuais, eu bem que me candidataria à função, pois assim eu seria capaz de fazer igualzinho aos homens de preto, quem sabe, inclusive, ganhando meu próprio desneuralizador para carregar por aí.

Calma rapazes. É brincadeirinha.

Na verdade, a vaga aberta pela NASA, para uma função que de fato existe, é para buscar profissionais muito menos parecidos com Will Smith e Tommy Lee Jones,  e e muito mais parecidos com aqueles caras das equipes de Apollo 13 ou de Perdido em Marte, ou seja, nada de atirar em alienígenas e outras coisas do gênero, por mais fantástico que isso pudesse ser.

Protetores planetários, na verdade, são profissionais que estudam, de forma muito aplicada, aliás, uma grande diversidade de métodos de contaminação e como fazer para desinfetar equipamentos robóticos utilizados nas missões espaciais realizadas pela agência de maneira apropriada.

Mas como assim… desinfetar?

Pode parecer estranho, mas, de acordo com um texto publicado por Randall Munroe, editor e desenhista por trás do site xkcd, todas as naves espaciais carregam bactérias, e é papel do oficial de proteção planetária esterelizá-las antes e durante os lançamentos, já que ninguém quer contaminar outros planetas ou luas com bactérias terrestres.

Parece bobagem? Eu também pensei isso, mas existem dois grandes motivos para fazer isso. O primeiro é que, da mesma forma que ninguém gostaria de ver nosso tão amado planetinha ter seus ecossistemas invadidos por formas de vida alienígena, a NASA também não quer que isso ocorra ao contrário, ou seja, não seria nada legal deixar vidas terrestres se infiltrarem em outros planetas e seus ecossistemas — uma questão ética e tanto.

O segundo motivo é que, caso encontremos mesmo alguma forma de vida alienígena pelo espaço afora, não seria nada legal ter que ficar gastando um tempão para descobrir se era mesmo um organismo extraterreno ou um de nossos próprios seres já conhecidos — os tataranetos das bactérias que viajassem acidentalmente da Terra para outro lugar no espaço, por exemplo.

Assim, caso alguém por aí resolva se candidatar à vaga da NASA, vai estar prestando um serviço muito grande à NASA — o que, de qualquer maneira, preencheria o tempo até que de fato precisássemos lutar com forças extraterrestres pelo domínio de nosso planeta, o que ainda pode levar anos e anos, se resolvermos ouvir Stephen Hawking, ou nunca de fato acontecer…

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