Como pedir reembolso no Steam?

Ao longo de muitos anos como dono de uma conta no Steam, acumulei uma quantidade razoável de games que, durante as horas de lazer, procuro jogar com meus filhos, e às vezes, com algumas visitas. Sou fã de games há muito tempo, e aprecio particularmente estes que compro através da plataforma, por um motivo muito simples: Ao contrário de outras lojas de aplicativos como as da Microsoft ou Apple, onde em algum canto do regulamento existe uma inscrição similar à “all purchases are final and non-refundable”, o Steam permite que peçamos reembolso dos games que compramos.

E isso veio bem a calhar.

TL; DR: Leia a política de reembolso do Steam mais abaixo e, logo em seguida, pule diretamente para o passo-a-passo.

Entre os dias 14 e 18 de setembro deste ano, foi ao ar um final de semana de descontos Bandai Namco, em que vários títulos da gamehouse foram remarcados com descontos significativos: foi nesta ocasião que resolvi comprar, por cerca de R$ 17,00, o game PAC-MAN™ Championship Edition 2, isso porquê, como já tenho a versão anterior da franquia, PAC-MAN™ Championship Edition DX+, pensei que seria bom ter a versão mais recente.

No entanto, qual foi minha surpresa quando, ao executar o game pela primeira vez e ser apresentado aos seus níveis de tutorial, me vi vítima do famigerado Infinite Loading Bug, reportado, aliás, por centenas de usuários. Trata-se de uma situação em que você escolhe um dos níveis de tutorial e fica eternamente olhando para uma única tela, que eu chamo de loading screen da depressão:

Loading screen da depressão

Depois de navegar pelos fóruns da comunidade do game no Steam e tentar soluções como usar modo de compatibilidade do Windows, iniciar e reiniciar o computador, verificar a integridade dos arquivos do jogo e algumas outras peripécias, acumulei 38 minutos de jogo — ou melhor, de aplicação sendo executada, porquê, de jogo mesmo, neca de pitibiriba. Foi aí que me lembrei da política de reembolso do Steam e daquela que considero sua restrição mais importante:


Reembolsos no Steam

Você pode solicitar o reembolso de quase tudo no Steam — por qualquer motivo. Talvez o seu computador não atenda os requisitos mínimos; talvez tenha comprado o jogo por engano; talvez tenha jogado por uma hora e não gostou.

Não importa. Dentro de um prazo de catorze dias, se o jogo tiver sido jogado por duas horas ou menos, a Valve atenderá solicitações de reembolsos feitos através de help.steampowered.com. Há mais alguns detalhes abaixo, mas mesmo que você não atenda as regras mencionadas, a sua solicitação será analisada.

O reembolso será emitido dentro de uma semana da data em que foi aprovado. Você receberá o reembolso na sua Carteira Steam ou diretamente na forma de pagamento original. Caso o Steam não seja capaz de emitir o reembolso por qualquer motivo para a forma original de pagamento, a sua Carteira Steam receberá o valor total.

Já tendo usado o reembolso da Steam pelo menos mais duas vezes no passado, estava atento ao prazo de reembolso. Acumulando, como disse acima, apenas 38 minutos de tentativas frustradas de jogar, atendi a um dos requisitos, enquanto que, tendo solicitado o reembolso apenas 6 dias após a compra, atendi ao outro. Assim, num intervalo de apenas 42 minutos entre solicitação de reembolso e retorno do Steam,  recebi a seguinte mensagem:

Consegui!

O que vale ressaltar é que, ainda de acordo com a política da plataforma de games, o valor reembolsado volta para a carteira Steam e só pode ser usado a partir de 7 dias após a solicitação. De qualquer maneira, é uma forma de, pelo menos, conseguir empregar o dinheiro anteriormente gasto em algum outro game que seja de interesse. E como o saldo da carteira não expira, não há pressa. Mas qual é o passo-a-passo, caso você nunca tenha feito um reembolso antes?

Passo-a-passo para reembolso no Steam

Passo 1

Acesse as informações da sua conta. No cliente para Windows, vá ao canto superior direito, encontre seu nome de usuário, clique sobre ele e, em seguida, no link Detalhes da conta que aparecerá;

Passo 2

Na página que será aberta, você precisará visualizar seu histórico de compras. Para isso, também do lado direito, encontre o link Ver histórico de compras;

Passo 3

Você chegará à lista dos jogos que comprou, organizados da compra mais recente para a mais antiga. Se você satisfaz a política de reembolso do Steam — ou seja, não jogou o game por mais de 2 horas e não o comprou há mais de 14 dias (vide box acima) —, basta clicar sobre o nome do jogo em questão, para obter maiores informações.

Passo 4

Assim que os detalhes forem exibidos, você perceberá que existe um menu de opções para relatar problemas com a compra realizada. O link que você precisará utilizar é o primeiro da lista, “desejo ser reembolsado“, tal como eu ilustro a seguir:

Passo 5

Na sequência, o Steam exibirá um novo menu de opções para o jogo. Neste caso, para continuar com o processo, o link a ser seguido é o segundo, “desejo solicitar um reembolso”. Novamente eu ilustro a opção, para referência:

Passo 6

Este é o passo final para solicitar o reembolso. Os dados da compra serão apresentados na tela e, na região inferior, você poderá escolher o motivo pelo qual o está solicitando. Novamente, aqui pesa positivamente o fato de que a política de reembolso do Steam é muito liberal, e você pode pedir seu dinheiro de volta por praticamente qualquer motivo. O formulário em questão se assemelha ao que ilustro a seguir, com minha justificativa para devolver meu game:

Por fim, é importante que você use o campo observações para descrever pelo menos alguns detalhes adicionais sobre o motivador da devolução. Em seguida, clique sobre Enviar solicitação. Desta maneira, o atendimento receberá sua solicitação e, através de seu endereço de e-mail registrado no Steam, você saberá dos trâmites envolvendo o reembolso. Se tudo correr bem, sua resposta será rapidamente recebida — e você poderá usar o saldo devolvido após 7 dias.

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Weapons of Math Destruction

Welcome to the dark side of Big Data.Cathy O'Neil, em 'Weapons of Math Destruction'

Esta frase, que conclui a introdução de Weapons of Math Destruction, livro da matemática e cientista de dados Cathy O’Neil é apenas uma demostração de todo o conteúdo do livro, que comecei a ler depois de assistir à uma palestra da autora no TED.

Nosso mundo é hoje cada vez mais cercado de modelos matemáticos, estatísticas e algorítimos que procuram automatizar ou otimizar o que puderem para buscar maior eficiência e rapidez.

Bons modelos matemáticos podem, por exemplo, fazer com que uma equipe esportiva tenha maiores chances de ganhar uma partida: Se considerarmos o futebol, o big data reina absoluto quando, a cada segundo, milhares de informações sobre os atletas são coletadas e processadas por especialistas que analisam não apenas número de gols, passes certos e cartões, mas também quantos chutes acabam gerando gols, a distância de que um chute é dado ou quanto um jogador depende dos demais para marcar. O mesmo ocorre com o basquete, vôlei, boxe, corridas ou baseball — que é aliás o esporte mencionado no livro.

O que é mais interessante em modelos matemáticos bons é que tanto vitórias quanto derrotas serão avaliadas, servindo para refiná-los e torná-los mais precisos e eficientes. Os dados deste tipo de modelo também são praticamente transparentes, pois  quase 100% das variáveis sendo medidas são conhecidas e declaradas: É só ver que até as crianças têm acesso a alguns destes dados, ao trocarem cards figurinhas entre si, e que canais como a NBA TV ou sites como o Footstats mostram os números atualizados ao longo de todas as partidas de basquete da NBA e de futebol, respectivamente.

Bons modelos matemáticos, segundo a autora, então, devem ser inteligíveisrealimentáveis após análise dos resultados gerados — para que não parem no tempo e continuem a gerar benefícios conforme seus projetos originais — e, finalmente, livres de rótulosestereótipos preconceitos.

Os modelos que não têm estas características, como nos mostra Cathy, geram dilemas morais e éticos. Por isso, a autora os batizou de WMDs, ou Weapons of Math Destruction — algo como armas de destruição matemática. Para todo WMD:

  1. Ninguém nunca sabe ao certo quais variáveis considera, tornando-o opaco;
  2. Suas premissas são sempre adotadas como se fossem as únicas verdades absolutas, sem qualquer terreno para revisão ou otimização e;
  3. Há uma carga de rótulos preconceitos que deveriam ser justamente os primeiros eliminados em tais modelos, já que os mesmos são executados de maneira automatizada, e é da natureza humana, e não das máquinas, pré-julgar ou inferir informações sobre as pessoas.

Um modelo WMD pode, por exemplo, relacionar o potencial de uma pessoa terminar de pagar um empréstimo, ou sua capacidade para uma vaga de emprego ao CEP do lugar onde mora — sendo isso altamente discriminatório e ultrajante.

Weapons of Math Destruction é, portanto, um livro que demonstra este tipo de relacionamento furado entre as informações, e como o big data desenfreado e mal utilizado acaba impedindo que as pessoas conseguir um seguro para seus carros, provocando a demissão de professores após a aplicação de testes de desempenho que supostamente deveriam estar corretos, mas que mais tarde nada mediram ou ainda, fazendo com que mais pessoas de certa cor ou região passem por um maior número de abordagens policiais. Tudo isso acelerado pelos computadores e fazendo com que aqueles mais prejudicados pelos WMD sejam cada vez mais prejudicados, num verdadeiro “o de cima sobe e o debaixo, desce“.

Detalhe: Este é o primeiro livro sobre big data que consegui ler até o fim, sem largar. Isso tem que valer alguns pontos extras.

Weapons of Math Destruction
Autor: Cathy O’Neil
Iniciado em 27/08/2017
Concluído em 14/09/2017
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Avaliação final 

Meu aspecto menos favorito das typing notifications

Quantas e quantas vezes, no meio de um chat do WhatsApp ou do Facebook Messenger você já se pegou observando uma typing notification — aquele aviso amigável que mostra que alguém está digitando uma resposta para você?

Essa tirinha do xkcd acertou em cheio: Sempre me perguntei porquê tantos segundos se passam, alternando as typing notifications com períodos de aparente inatividade, só para na sequência receber respostas mnemônicas:

— Ok.

— Sim.

— Tá bom.

Randall Munroe, wise as usual.

Como transferir arquivos entre PC e iPhone via wi-fi

Já faz algum tempo que criei o hábito de enviar todas as minhas fotos e vídeos para o Google Photos, de maneira que eu tenha um backup em nuvem de todas as minhas memórias familiares.

O aplicativo para iPhone é uma mão na roda para isso, já que uso o próprio smartphone para filmar e fotografar. Uma vez que tenha feito isso, basta abrir o Google Photos e aguardar pelo backup automático de conteúdo.

As fotos, arquivos menores, são rapidamente processadas e chegam à nuvem em questão de pouquíssimos minutos. Já os vídeos… 

Bem, o processo de upload é o mesmo das fotos, mas enquanto alguns deles chegam normalmente ao mesmo destino que elas, outros — notadamente os arquivos maiores —- ficam literalmente emperrados em processamento. Já deletei o aplicativo para reinstalar, já fiz limpeza de cache e nada: os uploads de vídeos grandes ficam travados tal como reportado neste thread do Reddit.

Que dureza: Upload de vídeos travado…

Seja como for, sempre que estou lidando com vídeos maiores, o jeito é fazer o envio através da interface web do site, que nunca falha é mais difícil de dar problema.

A maneira convencional de fazer os arquivos chegarem ao Google Photos desta maneira é plugando o iPhone no computador através de seu cabo lightning e acessando o Windows Explorer. Em seguida, arrasto as fotos que quero do iPhone para o PC.

Mas eis a questão: Como enviar os vídeos do iPhone para o PC , quando não temos cabo à mão e tudo o que está à disposição é uma conexão wi-fi?

Encontrei uma resposta muito interessante a esta pergunta: O Air Transfer é o app ideal para o serviço, uma vez que através dele é possível transferir não apenas fotos e vídeos, mas também textos, notas, favoritos do navegador, documentos e músicas que estejam em um iPhone ou iPad para o PC. A operação inversa também é possível, graças a uma interface web oferecida pelo app.

Os arquivos transferidos para o PC podem ser baixados individualmente ou em grupos. Neste último caso, o Air Transfer cria um arquivo no formato zip, contendo tudo o que se decidiu transferir. O conteúdo deste arquivo então, pode ser trabalhado, editado e, posteriormente, enviado a sites na internet, como o Google Photos.

Neste rápido vídeo demonstro como transferi duas fotos e um vídeo que estavam armazenados em meu iPhone. Note que o app é bastante intuitivo:

Ah. Esqueci de mencionar: As funcionalidades que demonstrei são todas integrantes da versão gratuita do app Air TransferApenas para constar, aliás, dentro da aplicação há uma opção para se pagar USD 1,99 e liberar todos os recursos: Mas nem dentro do app, nem na App Store, nem no site do desenvolvedor, uma empresa coreana, consegui encontrar resposta para que recursos seriam estes. Mas pelo visto, não fizeram falta.

Devo explorar mais um pouco o app e complementar este artigo com o tempo.

Quanto vale a bicicleta do meu filho?

No ano passado, quando meu filho mais novo  completou 5 anos e ficou grandinho a ponto de não caber mais no seu berço, ele inevitavelmente nos pediu para comprar uma cama grande, igual à do irmão mais velho. Depois de algum tempo pesquisando, encontramos e encomendamos uma pra ele, em uma loja aqui da cidade.

O problema? Precisávamos nos desfazer do berço, pois berço e cama não caberiam no quarto. E precisava ser rápido, porquê a cama, que estava disponível praticamente a pronta entrega, chegaria em 2 dias.

Assim como muita gente antes de mim, recorri ao site do OLX, já que todo o marketing deles em cima de mim funcionou. O mote parecia uma espécie de earworm (“Desapega, desapega…“) e funcionou: Menos de 2 horas depois de colocado o anúncio, um casal veio aqui em casa para levar o berço.

Desde então, bastou encontrarmos alguma coisa sem mais serventia pra gente aqui em casa que lá vamos nós para o site. Esta semana, pelos mesmos motivos do berço, criei um anúncio para vender a bicicleta do meu filho, já que toda vez que ele a pedalava, ultimamente, batia os joelhos no guidão. E pus essa foto bonitona:

Daí pedi R$ 95,00 por ela. Uma nova está por volta de R$ 350,00, então minha esposa e eu achamos que seria um preço justo.

Dependendo da época do ano — e do mês —, além do tipo de coisa que você está oferecendo, o número de visitas pode ser considerável ou não. Para este anúncio específico, recebi um número razoável delas. Muitas pessoas demonstrando interesse: Em dois casos, inclusive, as pessoas me mandaram mensagem via WhatsApp, dizendo que “mais tarde passariam aqui em casa para pegar“, mas nunca vieram de fato.

Entre as diversas mensagens que eu recebi, uma me chamou a atenção:

— Eu tenho R$ 50. Se você fizer pra mim, vou ai buscar agora.

Agora vejam só: Um amigo de faculdade há muitos anos comentou comigo que em certos países da Ásia, África e do Oriente Médio, como Índia, Arábia Saudita, China, Turquia, Indonésia e Marrocos, é muito comum que existam negociações — às vezes longas, às vezes demoradas, para que vendedor e comprador cheguem a um acordo. Chega a ser, segundo a experiência dele, uma afronta que quem está comprando não faça contra-ofertas.

Loja de tapeçarias, no Marrocos

Mas não estamos em um desses países. E, por R$ 50? Eu não estava desesperado para vender nada, então resolvi esperar. Mais mensagens chegaram, mais pessoas prometeram passar por aqui. Passado mais algum tempo, eis que a mesma pessoa me mandou uma mensagem parecida:

— Olha, eu tenho R$ 70. Posso ir buscar com você?

Vejam só. Uma oferta de maior valor.

Mas as ofertas chegavam e, entre elas, muitas pessoas me pedindo para comprar, pelo valor originalmente pedido pela bicicleta. Então, mais uma vez, decidimos não arredar o pé. Teimosos, mantivemos o preço inicial. E mais uma vez as pessoas não chegavam ao finalmente.

Finalmente, depois de passado mais algum tempo, esta mesma pessoa manda sua última mensagem. Usou sua última cartada, seu último recurso. E me perguntou:

— Você faz por R$ 90? É o que eu tenho.

Então concordei.

Cerca de 16 horas após a publicação do anúncio da bicicleta do meu filho, nós a vendemos por R$ 5 menos do que o preço original. Para mim, foi uma forma de recompensar a insistência do camarada, e também, de passar adiante um brinquedo que, como disse, não tinha mais serventia ao meu filho. Em poucas horas tínhamos tanto comprador quanto vendedor satisfeitos.

Essa história me fez pensar.

A situação, embora transcorrida quase que exclusivamente de forma eletrônica, me lembrou de quando eu era pequeno e íamos à praia, em Ubatuba: Meus pais ficavam sempre em suas cadeiras debaixo de um guarda-sol e, quase que invariavelmente, vinha um vendedor de redes negociar com meu pai para que ele comprasse uma delas.

Eu admirava aquele bate-papo entre o vendedor e o meu pai: Como algumas pessoas sentem prazer em negociar, mesmo que no final talvez não concretizem uma venda. Meu pai levou algumas redes pra casa ao longo dos anos. Outras vezes, não levou nada. E seja como for, essa história de vender a bicicleta do meu filho me trouxe esta lembrança.

No meu caso, embora não tenha feito grande concessão de valor, senti-me, de certa forma, transportado à lembrança do meu amigo de faculdade anos atrás: A de estar em um mercado a céu aberto, num país do Oriente Médio.

Curti.

As melhores frases do Pica-Pau

Algumas das memórias mais tenras da minha infância foram construídas passando manhãs e tardes inteirinhas assistindo a PopeyeLooney Tunes Tom e Jerry. Mas, sem dúvida nenhuma, o meu desenho favorito naquela época era, de longe, o Pica-Pau. Criado em 1940 pelo desenhista e animador norte-americano Walter Lantz, esta ave de cabelo vermelho foi garantia de que eu desse muitas e muitas risadas.

Não é de hoje, posso dizer, portanto, que o Pica-Pau influencia minha vida. Seja em casa ou no trabalho, vira e mexe me lembro de alguns dos desenhos mais memoráveis aos quais assisti. E são essas lembranças que me fazem citar algumas passagens e frases do desenho, muitas vezes divertindo os colegas que têm mais ou menos a minha idade — e que portanto se lembram tão bem quanto eu do personagem e suas travessuras — e intrigando o pessoal que é um pouco mais novo.

Após refletir um pouco sobre o assunto, resolvi compartilhar aqui uma lista, contendo 5 frases e/ ou passagens que mais utilizo,  ou que mais costumam me divertir. E são elas:

Se o Pica-Pau tivesse comunicado à polícia, isso nunca teria acontecido

O episódio Bunco Busters (no Brasil, Um Tesouro Difícil), que foi ao ar originalmente em 21 de novembro de 1955, narra a história do caso do Pica-Pau pateta (The Case of the Gullible Woodpecker): O desenho começa com um jornal noticiando que “o Pica-Pau herda uma nota firme”. Pica-Pau passa com um pote cheio de dinheiro por Zeca Urubu, que decide que vai tomar toda a fortuna do Pica-Pau, inventando um mapa do tesouro e diversas artimanhas para lhe tirar cada centavo. A frase “Se o Pica-Pau tivesse comunicado à polícia, isso nunca teria acontecido” era repetida exaustivamente pelo detetive da polícia que nos narra o caso, todas as vezes em que Zeca tirava mais um dinheirinho de nosso amigo penado.

Ok. Mas nada disto, e disto

O episódio Woody’s Clip Joint (no Brasil, O Pica-Pau na barbearia), exibido pela primeira vez em 3 de agosto de 1964, mostra o Pica-Pau indo cortar seu cabelo (hã?) como muita gente faz todos os dias. Abandonado pelo barbeiro (porque era hora do almoço, afinal de contas), Pica-Pau ouve o noticiário que informa sobre a fuga do leão Rei Luisinho. É claro que o leão vai justamente até a barbearia onde está o Pica-Pau e o obriga a escondê-lo. Até que o Pica-Pau descobre que há uma recompensa pela captura do leão e o engana, oferecendo-se para disfarçá-loLuisinho maltrata Pica-Pau o tempo inteiro com tapas no rosto e socos na cabeça, e, à certa altura, nosso herói só concorda em continuar ajudando caso o leão pare com isso.

Asas batendo. Marcha de decolagem. Turbinas e… já!

Em Sufferin’ Cats (no Brasil, O Gato a Jato), de 1961, um homem está sendo atormentado pelo Pica-Pau, que transformou seu telhado em uma reprodução de queijo suíço com mais buracos do que se pode imaginar. Cansado da situação, ele resolve contratar os serviços do Gato a Jato, que se diz “o gato mais a jato do mundo“. Obviamente, como em qualquer desenho da série, não é nada fácil para os inimigos do Pica-Pau se livrarem dele, e neste caso não há exceção. A frase que cito neste caso é usada pelo Gato a Jato, quando este vai “decolar” para mais uma investida veloz no Pica-Pau.

¡Yo no lo conozco, señor!

O episódio Panhandle Scandal (no Brasil, Pica-Pau Delegado), que foi ao ar pela primeira vez em 18 de maio de 1959 é um dos que mais me provoca risadas. A frase acima é repetida por um baixinho, vestido com trajes mexicanos e sombrero, como parte de um diálogo muito engraçado entre ele e um bandido que chega na cidade e está em busca do Pica-Pau, que proibiu a entrada de bandidos na cidade.  O diálogo é assim:  “Quiere dicer el tal de cabelo vermelho? (sim) E de grande nariz? (sim) E que faz ha-ha-ha? (sim, sim, sim) E que é um grande astro da TV? (Esse mesmo!) ¡Yo no lo conozco, señor!“.  De bônus, o espirituoso cavalo do bandido em questão, quando se mete a pedir uma bebida no bar local é expulso, proferindo a pérola “Nhé, não gosta de beber com cavalo, é?“.

Tô procurando rachador. É um cara que faz assim: VRRUMMMM…

The Screwdriver (no Brasil, O Rachador, ou, algumas vezes, O Pica-Pau biruta) é o segundo desenho do Pica-Pau produzido em toda a filmografia. É um episódio em que o Pica-Pau tem aquela aparência mais amalucada, com olhos verdes, tal como o coloquei neste post. Durante o desenho, o carro do Pica-Pau quebra e ele resolve tentar consertá-lo. Depois de consertá-lo, ele volta a ficar possante, e ele acaba se encontrando com um policial rodoviário que está procurando rachadores. A certa altura, ocorre um diálogo entre o oficial e o Pica-Pau, onde o primeiro está explicando o conceito de um rachador.

 

Todos os Mentirosos

Que tal um livro onde a trama gira em torno de um personagem que descobre, de uma hora para a outra, que é capaz de fazer qualquer um dizer a verdade? Esta é a proposta de Todos os Mentirosos, livro de estreia de Lucas Mota, que confesso que comecei a ler mais motivado pela sinopse do livro do que por qualquer outro motivo.

O livro é composto de 23 capítulos, que têm uma narrativa impressionantemente rápida. Ao longo do texto acompanhamos Leo, filho de pais separados, descontente com o emprego que tem em uma empresa de publicidade e cansado, na verdade desde que era criança, de ver todos ao seu redor contando mentiras e mais mentiras. De posse de uma habilidade que não sabia possuir, ele resolver fazer o que qualquer um faria em seu lugar neste caso: se vingar do mundo ao seu redor, desmascarando quem falta com a verdade. É claro que ele logo descobre que nem tudo são flores, e que revelar as mentiras de certas pessoas pode trazer sérias complicações para sua vida, magoando aqueles de quem se gosta e colocando a vida em risco.

Para uma leitura da qual eu honestamente não sabia o que esperar — como disse, simplesmente vi a sinopse e pensei comigo mesmo “ei, esse deve ser um livro interessante” — até que Todos os Mentirosos é bastante interessante. Como a narrativa é rápida e sem enrolações, a gente logo se vê no final dos 23 capítulos que compõem o livro, aliás, nos deparando com um final do qual eu particularmente gostei — e não esperava.

No mais, o livro perde um pouquinho de pontos porquê há muitos erros de português e palavras faltando: Sinal de que pode ter havido um ligeiro deslize durante a composição do ebook, que a editora precisa corrigir. Também perde um pouco no quesito diálogo, uma vez que certos trechos da obra parecem um pouco acadêmicas, enquanto que outros estão repletos de palavras faltando — talvez, novamente, a edição. No final das contas, mesmo assim, é uma leitura simples, que eu recomendo.

Todos os Mentirosos
Autor: Lucas Mota
Iniciado em 03/09/2017
Concluído em 06/09/2017
Veja o livro no Goodreads
Avaliação final 

Weapons of Math Destruction

Cathy O’Neil, matemática e cientista de dados faz um excelente TED Talk e nos conta os chamados segredos obscuros do big data: Em poucos minutos, ela demonstra como os algoritmos modernos representam um grande perigo, uma vez que podem ser extremamente tendenciosos preconceituosos, se tornando verdadeiras weapons of math destruction, termo cunhado por Cathy.

O perigo do viés, aliás, fica bem demonstrado em uma das frases da palestra, onde ela cita que os algoritmos nada mais fazem do que automatizar o status quo. Para evitar análises burras, portanto, é necessário ter parcimônia, acompanhar seus resultados de perto, e, como diz aquela expressão em inglês, take them with a grain of salt.

 

A logomarca da Embraer nos céus

E ontem, 19 de agosto, foi dia do aniversário da Embraer.

A empresa está completando 48 anos, e para marcar a data ganhou um presente diferente: Teve sua logomarca desenhada nos céus dos Estados Unidos — mas não no estilo em que a Esquadrilha da Fumaça faria, e sim, através do traçado de uma rota, que pôde ser acompanhada pelo mundo inteiro, ao vivo, a partir do site Flight Radar 24.

A aeronave responsável pelo feito foi a N177HQ, um Embraer 190 voando a cerca de 900 km/h. Os pilotos saíram do centro de manutenção de aeronaves da empresa em Nashville, no Tennessee, e a rota passou por mais seis estados: Kentucky, Indiana, Illinois, Iowa, Nebraska e Missouri.

Eu resolvi acessar o histórico de vôos do avião, e capturei o playback do de ontem, que compartilho com vocês abaixo:

Taí uma coisa que não se vê todos os dias.

Projeto Coelho Branco

Descobri esta semana, meio que por acaso, a série White Rabbit Project, produção original da Netflix que me foi sugerida com 90% de chance de combinar com meu gosto por programas de TV — confesso, aliás, que até agora os algoritmos mágicos da Dona Netflix estão acertando mais do que errando!

Mas também pudera: White Rabbit Project, que foi disponibilizada em 10 episódios e estreou já há tempo considerável, em 09 de dezembro de 2016, é apresentada por Kari Byron, Tory Belleci e Grant Imahara, o trio que auxiliou Adam Savage e Jamie Hyneman na série Mythbusters, que aqui no Brasil ficou conhecida como Os Caçadores de Mitos.

Se esta não é minha série favorita de todos os tempos, ela passa muito perto: sempre achei muito divertido acompanhar essa turma detonando mitos e explodindo coisas pelo caminho, e me entristeceu de verdade a notícia de que a produção chegaria a seu fim.

Embora White Rabbit Project não seja exatamente 100% sobre experimentos científicos — o formato do programa apresenta sempre seis eventos, como assaltos milionários impensáveis, fugas da cadeia sensacionais, os maiores charlatões da história, entre outros, para os quais os próprios apresentadores sugerem pontuações e definem o vencedor — ainda é possível ver os três construírem uma ou outra engenhoca aqui e realizarem uma experiência acolá, no estilo do programa Mythbusters.

Para mim, esses são ingredientes suficientes para muita diversão: tanto que já detonei 100% dos episódios disponíveis e estou no aguardo de uma segunda temporada, que eu espero que a Netflix disponibilize, já que gastou uma boa grana na primeira temporada, ao investir em tema e formato até então inéditos para a empresa. Resta esperar…

Ficou mais legal acompanhar letras de música pelo iOS usando Musixmatch e Spotify

Eu sempre gostei muito de usar o Musixmatch para descobrir e acompanhar as letras das músicas que eu escuto, no melhor estilo sing along.

Alguns anos atrás, quando eu utilizava um Samsung Galaxy S3, havia um recurso interessantíssimo do Musixmatch, que me permitia acompanhar letras de música através de um popup, que aparecia por cima da interface do Spotify enquanto a música estivesse sendo reproduzida.

Eu achava esse recurso tão sensacional que confesso que depois que voltei para a Apple e o iPhone, foi uma das coisas que mais senti falta, pois, para acompanhar letras de música utilizando o app em conjunto com o Spotify, vinha sendo obrigado a abrir os dois aplicativos no celular ao mesmo tempo, e ficar trocando entre eles: fazendo assim, toda vez que volto para o Musixmatch, a música se interrompe um pouco, pois o microfone precisa ser novamente acessado pelo aplicativo, e isso  atrapalha um pouco a experiência de ouvir música.

Eis que, atualizando o Musixmatch hoje, me deparei com um novo widget que pode ser acrescentado à área de notificações do iPhone. E a melhor notícia é que este novo recurso se integra perfeitamente com o Spotify, e à medida em que ouço músicas no aplicativo, as respectivas letras aparecem normalmente após serem carregadas no widget.

Ainda não se trata do popup que aparecia por cima do aplicativo do Spotify quando eu utilizava um Android. Mesmo assim, é um avanço muito bem-vindo, que deve deixar muita gente feliz, da mesma forma que me deixou.

Profissão: Protetor do Planeta

Entre o grande número de profissões existentes no mercado atualmente, sejam elas clássicas ou modernas, eu certamente nunca tinha ouvido falar de uma: Ocorre que a NASA está procurando candidatos a ocuparem a vaga de oficial protetor planetário.

Pode ser a chance de alguém conseguir ganhar a vida defendendo nosso Planeta Terra de ameaças e invasores alienígenas e, se não fosse o fato de a NASA ser uma agência norte-americana a milhares de quilômetros de onde eu moro, e meus compromissos atuais, eu bem que me candidataria à função, pois assim eu seria capaz de fazer igualzinho aos homens de preto, quem sabe, inclusive, ganhando meu próprio desneuralizador para carregar por aí.

Calma rapazes. É brincadeirinha.

Na verdade, a vaga aberta pela NASA, para uma função que de fato existe, é para buscar profissionais muito menos parecidos com Will Smith e Tommy Lee Jones,  e e muito mais parecidos com aqueles caras das equipes de Apollo 13 ou de Perdido em Marte, ou seja, nada de atirar em alienígenas e outras coisas do gênero, por mais fantástico que isso pudesse ser.

Protetores planetários, na verdade, são profissionais que estudam, de forma muito aplicada, aliás, uma grande diversidade de métodos de contaminação e como fazer para desinfetar equipamentos robóticos utilizados nas missões espaciais realizadas pela agência de maneira apropriada.

Mas como assim… desinfetar?

Pode parecer estranho, mas, de acordo com um texto publicado por Randall Munroe, editor e desenhista por trás do site xkcd, todas as naves espaciais carregam bactérias, e é papel do oficial de proteção planetária esterelizá-las antes e durante os lançamentos, já que ninguém quer contaminar outros planetas ou luas com bactérias terrestres.

Parece bobagem? Eu também pensei isso, mas existem dois grandes motivos para fazer isso. O primeiro é que, da mesma forma que ninguém gostaria de ver nosso tão amado planetinha ter seus ecossistemas invadidos por formas de vida alienígena, a NASA também não quer que isso ocorra ao contrário, ou seja, não seria nada legal deixar vidas terrestres se infiltrarem em outros planetas e seus ecossistemas — uma questão ética e tanto.

O segundo motivo é que, caso encontremos mesmo alguma forma de vida alienígena pelo espaço afora, não seria nada legal ter que ficar gastando um tempão para descobrir se era mesmo um organismo extraterreno ou um de nossos próprios seres já conhecidos — os tataranetos das bactérias que viajassem acidentalmente da Terra para outro lugar no espaço, por exemplo.

Assim, caso alguém por aí resolva se candidatar à vaga da NASA, vai estar prestando um serviço muito grande à NASA — o que, de qualquer maneira, preencheria o tempo até que de fato precisássemos lutar com forças extraterrestres pelo domínio de nosso planeta, o que ainda pode levar anos e anos, se resolvermos ouvir Stephen Hawking, ou nunca de fato acontecer…

Os Minions num Embraer E190

E o dia 27/07/2017 não marcou apenas o aniversário de São José dos Campos, mas também, de acordo com um recente comunicado de imprensa da Japan Airlines, a entrada em serviço da aeronave Embraer E190 JA248 da empresa, especialmente decorada com uma pintura especial dos Minions, após parceria entre a companhia aérea e a Universal Studios Japan, conforme postado no perfil oficial da Embraer no Facebook:

Congratulations Japan Airlines on the inaugural flight of JA248J, J-AIR’s 8th #E190! This JAL #Minion jet features a…

Posted by Embraer on Friday, August 4, 2017

A iniciativa comemora o lançamento da Despicable Me Minion Mayhem Ride, a maior atração do Minion Park, aberto no final do mês de abril deste ano. Abaixo, um comercial de TV que mostra a atração:

Sensacional! Pena que não veremos este avião voando em céus brasileiros…