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Code Black: Plantão Médico como devia ser

Tive uma grata surpresa – – – e uma baita sorte – – –  hoje,  ao navegar pelas minhas subscrições no YouTube: Um dos banners do site chamava atenção para a estréia hoje,  no Canal Sony,  da série americana Code Black.

codeblack

Ao clicar no tal banner, descobri se tratar de um seriado médico. Como me considero órfão de House – – –  indiscutivelmente o melhor seriado médico da paróquia de todos os tempos,  pensei imediatamente em dar uma chance à produção.

Code Black,  como nos é explicado no começo do episódio de estreia exibido pela Sony,  é um termo empregado pelos americanos para definir uma situação emergencial extremamente crítica, que ocorre em um pronto-socorro que tem,  em dado momento,  muito mais pacientes do que recursos para atendê-los (OK,  qualquer semelhança com o nosso SUS não terá sido mera coincidência).

Baseada em um premiadissimo documentário homônimo rodado e dirigido em 2013 pelo médico Ryan McGarry, o episodio ainda acrescenta que está condição, que ocorre em média 5 vezes por ano num hospital convencional, acontece 300 vezes por ano no fictício hospital Angels Memorial, em Los Angeles – – –  o que,  pasmem,  torna o local extremamente procurado por residentes de medicina querendo aprender e ter contato com situações extremas.

O seriado começa com calma,  mas vai indicando a mudança nos códigos de atendimento: verde,  amarelo, vermelho e… black. O ritmo é muito intenso e as situações dramáticas vão se acumulando sucessivamente, o que deixa muito menos espaços para história paralela e os romancezinhos água com açúcar da turma de George Clooney e seus companheiros de Plantão Médico, por mais que este tenha ficado tanto tempo no ar. Para mim, esse é um ponto muito positivo, pois a medicina e os dramas tradicionais ficam em primeiro plano.

O interessante sobre Code Black, produzido pelo canal CBS, é que será uma série com temporada mais curta, com apenas 13 episódios, o que pra mim é sinônimo de uma história sequenciada sem enrolações e monotonia (exceto por The Walking Dead,  por mais que eu goste e acompanhe o seriado sobre zumbis), e que permite aos roteiristas descansarem e oxigenarem as mentes em busca de idéias originais por mais tempo.

Mesmo com uma estreia modesta se comparada à ER (pouco mais de 8,5 milhões de espectadores tendo assistido ao episódio de estreia nos EUA contra 23,8 milhões do seu primo mais velho),  o seriado teve mais espectadores na estreia do que House,  que marcou apenas 7,05 milhões de pessoas sintonizadas mas foi um sucesso enorme. Assim,  espero que a série fique por aí por muito tempo,  já que conquistou pelo menos um espectador a mais.

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