Como desentupir uma lapiseira?

TL; DR: Pegue um grampo, destes de grampeador, e introduza na ponta de sua lapiseira entupida. Pronto, problema resolvido.

Eu não sei quanto à vocês, mas na época em que ganhei minha primeira lapiseira — uma Pentel P205 clássica, de 0,5 mm, ainda criança —, me lembro que, além da borracha na parte de trás, ela também veio com uma pequena haste metálica que era embutida na borracha: o famoso desentupidor. Esse pequeno e milagroso mecanismo me salvou inúmeras vezes, quando o grafite teimava em emperrar dentro do corpo da lapiseira. Bastava colocar esta haste na parte posterior da lapiseira, empurrar e desentupir — o grafite voltava a fluir normalmente e você podia voltar à escrever normalmente.Depois desta lapiseira, usei muitas e muitas outras. Algumas quebraram rápido, outras duraram muito mais tempo comigo. Me mantive fiel à marca Pentel, da qual gosto até hoje: Um dos últimos modelos que usei foi uma Graphgear 500 — com um grip de metal reforçado super resistente, perfeito para alguém que força muito a mão para escrever e já quebrou diversas lapiseiras por conta desse mau hábito no passado. Em seguida, troquei-a por sua prima, a Graphgear 1000, igualmente resistente e com um look muito bonito, na minha opinião. Ambas são excelentes escolhas, de fato, mas apresentam um problema grave.

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Não sei se a ausência de desentupidor é uma exclusividade destes modelos, mas acredito que não: Entre usos próprios e empréstimos, acabei usando modelos de lapiseiras da CIS, Faber Castell e muitas outras marcas, sempre notando a ausência deste importante e vital instrumento de apoio nas horas de aperto.

Eis que hoje, meu filho veio reclamar que a lapiseira dele — aliás, também uma Graphgear 500 —, entupiu. Nessas horas algumas pessoas se tornam verdadeiros MacGyveres da vida, e eu, como não podia fugir à regra, também. Justamente porquê a bendita lapiseira não possui o raio do desentupidor, tentamos fazer o serviço com o que havia à mão. Tentamos, meu filho e eu, usar clipes de papel, outros grafites mais finos — que quebraram — e também alfinetes. Não tivemos sucesso. Até que olhei para um grampeador aqui em casa. Peguei uma folha de papel, grampeei a dita cuja e, em seguida, arranquei o grampo do papel, entortando-o, exatamente como fazemos com um clipe, até deixá-lo reto.

Introduzi este grampo tornado reto na ponta da lapiseira, mexi um pouco com ele, et voilà!

Conseguimos realizar a missão. Em seguida, após testes de percurso, percebemos que a lapiseira voltou a funcionar normalmente. Assim sendo, se sua lapiseira entupir e você não tiver um modelo com desentupidor próprio, não passe necessidade: Use um grampo de grampeador para fazer o serviço e seja feliz!

Tente não bocejar!

Assim como você, eu também já me perguntei o porquê o ser humano boceja.

Sites como o Quora — que eu particularmente gosto de consultar em busca de respostas valorosas para as mais diversas questões do universo — fazem um bom trabalho ao fornecer possíveis respostas, como, por exemplo:

  • Bocejamos porquê o corpo nos induz a fazer isso na tentativa de oxigenar-se para combater a formação de um acúmulo muito grande de dióxido de carbono;
  • Bocejamos porquê supostamente herdamos este comportamento de nossos ancestrais, que faziam isso para mostrar seus dentes e intimidar seus inimigos;
  • Bocejamos quando estamos sonolentos ou nos sentindo entediados com alguma coisa (talvez a mais plausível das respostas, por ser aquela que experimentamos com mais frequência no dia-a-dia);
  • E a mais bizarra delas, ao menos na minha opinião: Bocejamos para refrigerar nossos cérebros, quando estes são expostos a altas temperaturas, como quando, por exemplo, encostamos algo quente em nossas cabeças por alguns minutos.

Mesmo sabendo que todas estas explicações, amplamente discutidas há anos, entram e saem de moda alternadamente, não pude deixar de me divertir com este vídeo do pessoal do canal CollegeHumor, que novamente coloca o assunto em debate. Nosso amigo aí debaixo cita diversos pontos sobre o tema, nos convidando para um verdadeiro desafio de resistência: Você aguenta assistir ao vídeo todo sem bocejar nenhuma vez?

Ah… Eu não consegui.

O poder dos sonhos da Honda

Uma das empresas mais inovadoras das quais eu já ouvi falar — a Honda — publicou hoje em seu canal oficial do Youtube uma nova propaganda, em que utiliza a técnica de stop motion para criar uma fantástica sequência de animação em que milhares de desenhos feitos totalmente à mão são colocados em sequência para demonstrar, em resumo, o que um ser humano pode conseguir fazer se acreditar no poder de seus sonhos.

The power of dreams, aliás, é o slogan da empresa, que sempre teve seus desenvolvimentos centrados na produção de motores, que são usados não apenas em carros e motos, mas também em barcos, lanchas, tratores e, mais recentemente, até mesmo um avião. A ideia do comercial foi atuar como uma espécie de mapa da memória da história da empresa e de seus engenheiros, e eu particularmente acho que a missão foi mais do que cumprida.