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O ‘pedestrian scramble’ paulistano

Encontrei uma notícia ontem, dizendo que a prefeitura de São Paulo implantou duas faixas de pedestres na diagonal, em um cruzamento no centro da cidade — isso significa que, juntas, elas formam o desenho de um ‘X’, fazendo com que quem atravessa a rua possa chegar   calçada oposta atravessando uma única vez.

O processo de atravessar uma rua é tão simples e trivial, já encaixado nas rotinas de todas as pessoas que andam pelas ruas diariamente, que a implantação parece uma bobagem   primeira vista. Mas, do ponto de vista do pedestre, o ganho é grande: chega a 28 segundos economizados, conforme divulgado, na própria notícia que li, pelos técnicos da CET paulistana.

No cruzamento entre a rua Riachuelo e a Avenida Brigadeiro Luis Antônio, onde foi implantada a faixa de pedestres em ‘X’, o tempo total para atravessar para a calçada oposta pelo método “convencional” — em duas etapas — chega em média a 89 segundos. Com a nova faixa, deve-se levar apenas 61 segundos, um ganho de quase 32%.

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Apesar de muito boa para quem atravessa as ruas do cruzamento diariamente, a inovação paulistana não é a primeira desse tipo no mundo: O conceito de faixas de pedestre em ‘X’ surgiu na década de 1940 no Canadá e nos Estados Unidos. Lá fora, chamado de pedestrian scramble, o formato perdeu a preferência entre os engenheiros de tráfego norte-americanos, por priorizar o fluxo de pedestres em relação ao fluxo de carros. Ainda assim, existem exemplos de faixas em ‘X’ no Canadá e no Japão: por lá, aliás, a cidade de Shibuya tem a faixa diagonal mais usada do mundo, inclusive transformada  em ponto turístico pelos nipônicos.

Particularmente, creio que o pedestre sempre deve ter preferência sobre os carros. Assim, torço para que a experiência se frutifique e seja implantada em mais cruzamentos, em São Paulo e fora de lá.

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