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Oba! Papai Noel me trouxe um Kindle!

Papai Noel se atrasou um pouquinho, mas me trouxe uma coisa que eu sempre quis muito ter: um Kindle. Trata-se do modelo mais simples, com tela de 6″, vendido pela Amazon por US$ 89, sem special offers, mas eu não poderia estar mais satisfeito e feliz, mesmo que o presente de muita gente por aí neste Natal tenha sido, na verdade, um tablet.

Aliás, eu li não há muito tempo atrás um texto questionando se ainda fazia sentido comprar um leitor de ebooks como um Kindle, já que justamente os tablets custam apenas um pouco mais ââ?¬â? ao menos na terra do Tio Sam, é claro ââ?¬â? e têm uma infinidade de recursos extras. Com a mídia especializada praticamente fazendo a caveira do leitor de livros eletrônicos, esta dúvida parece completamente plausível:

Shipments of ebook readers by year-end will fall to 14.9 million units, down a steep 36 percent from the 23.2 million units in 2011 that now appears to have been the peak of the ebook reader market. Another drastic 27 percent contraction will occur next year when ebook reader shipments decline to 10.9 million units. By 2016, the ebook reader space will amount to just 7.1 million units�equivalent to a loss of more than two-thirds of its peak volume in 2011.

Mas minha verdadeira paixão pelo Kindle basicão que eu ganhei de Natal não se dá apenas pelo fato de ele ser considerado o favorito do criador do Instapaper, Marco Arment. Acontece que por mais que os tablets sejam versáteis ââ?¬â? prova disso é que eu estou escrevendo este post no meu iPad ââ?¬â?, servindo desde reprodutores de filmes até GPS e tabuleiros de jogos virtuais, há algumas coisas que apenas meu Kindle me proporciona.

Este foi o melhor presente de todos os tempos!!

Este foi o melhor presente de todos os tempos!!

Por exemplo: Tente você, numa casa com duas crianças, usar o iPad ââ?¬â? ou qualquer outro tablet, for that matter ââ?¬â? para ler um livro. É impossível, e olha que meu filho mais novo tem apenas 1 aninho e 3 meses. O mais velho, então, já se convenceu de que o tablet é maior que a tela do celular e mais legal que meu monitor de 21″ do escritório. Agora, do Kindle, eles nem querem saber ââ?¬â? talvez em parte, é verdade, porquê 90% do que eu esteja lendo está em inglês. Mesmo assim

Outra coisa: A iluminação traseira realmente cansa a vista quando você resolve ler um livro por, digamos, mais do que vinte ou trinta minutos. Um Kindle, como possui a tal tecnologia e-ink, além de não cansar a vista, ainda permite que você leia ao sol e conte com uma bateria que dura infinitamente mais do que a de smartphones e tablets.

Um último fator que me chamou a atenção foi o peso do Kindle: são apenas 240 gramas!! Com este peso, posso levá-lo por aí sem maiores incômodos. Para se ter uma ideia de comparação, o iPad onde estou escrevendo, um modelo com retina display e wi-fi only, pesa absurdos 652 gramas. Some a isto o fato de que, com um Kindle, eu posso me dedicar completamente e tão somente   leitura, sem ser interrompido pelas constantes notificações de email, Facebooks e Twittes da vida, e temos um vencedor total.

Em tempo, as madrugadas do final de semana ainda podem servir para usar o iPad, como agora. Nestas ocasiões, até uso o app do Kindle, da mesma forma que o fazia, até então, no ônibus, a caminho do trabalho, só que no iPhone. Agora, no ônibus mesmo, só o Kindle: palmas para o last reading position syncing!!

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Comentário

  1. Parabéns! 🙂
    Se eu comprar um, será também o basicão. Só que consigo ler por hoooooras no tablet (um asus transformer), então a dúvida se vale a pena ou não sempre reaparece.

    • Entendo o que você quer dizer com ler por hoooooras :)) Mas eu acho que são coisas complementares, Lu. Um Kindle, por exemplo, chama menos a atenção — imagino eu, pelo menos, do que um tablet quando você está andando por aí, e, no caso específico do leitor da Amazon e dos seus apps para celular, tem sempre a sincronização automática, então é como se você tivesse várias cópias do mesmo livro para ler…

      De qualquer maneira, como eu ganhei de presente, então só posso elogiar. Se você chegar a comprar, me avise. E, enquanto isso, vamos eventualmente trocar algumas dicas de leitura… 🙂

      • O Kindle tem duas grandes vantagens: é bem mais leve que um tablet e pode ser usado em ambientes externos com muita claridade (sob o Sol, na piscina, praia etc) sem problema.

        A fadiga visual, que antigas telas LCD causavam, é bem menos agressiva nas atuais — publicamos um comparativo no Giz faz alguns meses. Para leitores ávidos, compensa muito. E como presente, mais ainda 🙂

        []’s e parabéns pelo novo brinquedo, Daniel!

        • Bem legal essa matéria do Giz! Mas uma coisa me chamou a atenção no texto, e eu, vez por outra, sou vítima do fenômeno: insônia quando há muita leitura no escuro com tablets.

          O que eu percebi é que, se você for ler no claro, e-ink pode ser melhor. No escuro, dispositivos backlit se sobressaem… Tudo bem, posso conviver com os dois mundos 🙂

          Abraço!

          • Ah, eu nem me arrisco a ler no escuro com o tablet – nesse caso, fico cansada rapidinho. Prefiro ter sempre outra fonte de luz e o brilho do tablet bem reduzido.
            (Tô cada vez mais inclinada a comprar o kindle. Quase decidida. :))