Nós não nascemos para assistir vídeos na vertical!

Você com certeza já assistiu. E, se usa bastante seu celular como eu, pode até já ter criado algum deles, ainda que de maneira inadvertida.

Estou falando, é claro, do vídeo gravado em orientação retrato. Aquele mesmo, em que o celular é mantido na posição vertical durante a captura, e que por isso mesmo pode ser chamado também de vídeo na vertical.

Os resultados de um vídeo gravado assim podem ser considerados desastrosos. Quando se assiste um vídeo na vertical, o resultado é uma imagem estreita, com barras pretas preenchendo os lados esquerdo e direito da tela. A coisa pode até funcionar direito em alguns um único caso, que é quando desenvolvedores querem fazer um vídeo de demonstração de seus aplicativos para smartphones, mas, fora isso, é algo que deveria ser repensado.

E convenhamos: Com tablets e smartphones ostentando seus acelerômetros, seria muito fácil que os sistemas operacionais ao menos alertassem os usuários de que os seus aparelhos estão na vertical antes de começarem a gravar os vídeos.

Não me entendam mal… Esta posição sobre vídeos na vertical é extremamente pessoal. Eu acho que eles são completamente errados. E acabei encontrando por acaso, na internet, o vídeo que está acima, exibindo de maneira divertida as consequências da chamada síndrome do vídeo vertical.

Eu entendo que a orientação retrato é remanescente das câmeras digitais, e, na verdade, da época das câmeras analógicas. Mas enquanto parece completamente correto virar a câmera na vertical para tirar uma foto em pé, a mesma naturalidade não existe para os vídeos. Há, aliás, uma questão deveras importante neste caso: A posição default da câmera digital é paisagem, ou seja, na horizontal — talvez por isso não nos deparemos com vídeos em pé capturados por elas. E, como diz o vídeo acima, filmes, televisão, telas de cinema e até mesmo nossos olhos sempre foram horizontais. Porquê mudar isso?

Oba! Papai Noel me trouxe um Kindle!

Papai Noel se atrasou um pouquinho, mas me trouxe uma coisa que eu sempre quis muito ter: um Kindle. Trata-se do modelo mais simples, com tela de 6″, vendido pela Amazon por US$ 89, sem special offers, mas eu não poderia estar mais satisfeito e feliz, mesmo que o presente de muita gente por aí neste Natal tenha sido, na verdade, um tablet.

Aliás, eu li não há muito tempo atrás um texto questionando se ainda fazia sentido comprar um leitor de ebooks como um Kindle, já que justamente os tablets custam apenas um pouco mais ââ?¬â? ao menos na terra do Tio Sam, é claro ââ?¬â? e têm uma infinidade de recursos extras. Com a mídia especializada praticamente fazendo a caveira do leitor de livros eletrônicos, esta dúvida parece completamente plausível:

Shipments of ebook readers by year-end will fall to 14.9 million units, down a steep 36 percent from the 23.2 million units in 2011 that now appears to have been the peak of the ebook reader market. Another drastic 27 percent contraction will occur next year when ebook reader shipments decline to 10.9 million units. By 2016, the ebook reader space will amount to just 7.1 million units�equivalent to a loss of more than two-thirds of its peak volume in 2011.

Mas minha verdadeira paixão pelo Kindle basicão que eu ganhei de Natal não se dá apenas pelo fato de ele ser considerado o favorito do criador do Instapaper, Marco Arment. Acontece que por mais que os tablets sejam versáteis ââ?¬â? prova disso é que eu estou escrevendo este post no meu iPad ââ?¬â?, servindo desde reprodutores de filmes até GPS e tabuleiros de jogos virtuais, há algumas coisas que apenas meu Kindle me proporciona.

Este foi o melhor presente de todos os tempos!!

Este foi o melhor presente de todos os tempos!!

Por exemplo: Tente você, numa casa com duas crianças, usar o iPad ââ?¬â? ou qualquer outro tablet, for that matter ââ?¬â? para ler um livro. É impossível, e olha que meu filho mais novo tem apenas 1 aninho e 3 meses. O mais velho, então, já se convenceu de que o tablet é maior que a tela do celular e mais legal que meu monitor de 21″ do escritório. Agora, do Kindle, eles nem querem saber ââ?¬â? talvez em parte, é verdade, porquê 90% do que eu esteja lendo está em inglês. Mesmo assim

Outra coisa: A iluminação traseira realmente cansa a vista quando você resolve ler um livro por, digamos, mais do que vinte ou trinta minutos. Um Kindle, como possui a tal tecnologia e-ink, além de não cansar a vista, ainda permite que você leia ao sol e conte com uma bateria que dura infinitamente mais do que a de smartphones e tablets.

Um último fator que me chamou a atenção foi o peso do Kindle: são apenas 240 gramas!! Com este peso, posso levá-lo por aí sem maiores incômodos. Para se ter uma ideia de comparação, o iPad onde estou escrevendo, um modelo com retina display e wi-fi only, pesa absurdos 652 gramas. Some a isto o fato de que, com um Kindle, eu posso me dedicar completamente e tão somente   leitura, sem ser interrompido pelas constantes notificações de email, Facebooks e Twittes da vida, e temos um vencedor total.

Em tempo, as madrugadas do final de semana ainda podem servir para usar o iPad, como agora. Nestas ocasiões, até uso o app do Kindle, da mesma forma que o fazia, até então, no ônibus, a caminho do trabalho, só que no iPhone. Agora, no ônibus mesmo, só o Kindle: palmas para o last reading position syncing!!