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Impressão em 3D ajuda criança a voltar a mexer os braços

O conceito já existe há praticamente dez anos, mas confesso que apenas ultimamente tenho ouvido falar com mais frequência de impressão em 3D.

Trata-se de uma técnica para criação de objetos — qualquer tipo de objeto, desde peças de lego até guitarras — em terceira dimensão a partir de arquivos contendo um modelo digital.

A impressão é feita através de um processo chamado manufatura aditiva, onde camadas de material vão sendo sucessivamente empilhadas até que o objeto final tome forma. Os materiais empregados podem variar, indo desde termoplásticos até polímeros.

Pois bem. Resolvi escrever sobre impressão 3D sobretudo porquê encontrei hoje, meio que sem querer, a história da pequena Emma, que nasceu com uma desordem congênita chamada Artrogripose Múltipla Congênita, ou AMC, doença esta que limita o movimento de várias articulações em diferentes partes do corpo. No caso da menina, de apenas dois aninhos de idade, o mal a impede de levantar os braços por vontade própria.

O vídeo acima demonstra o que foi possível permitir que Emma fizesse com o uso de um exoesquelto robótico chamado pelos pesquisadores do Alfred I. duPont Hospital for Children em Wilmington, Delaware, de WREX.

O WREX já vinha ajudando crianças mais velhas, com idades a partir de 6 anos, e com problemas similares à desordem que afeta Emma, mas, no caso da garotinha, que além de tudo é pequena para a idade que tem, os componentes do exoesqueleto seriam muito grandes e pesados.

Foi quando os pesquisadores tiveram a ideia de recorrer à impressão em 3D. Utilizando uma impressora capaz de reproduzir modelos tridimensionalmente, eles foram capazes de criar um protótipo do WREX em plástico ABS — o mesmo empregado nas pecinhas de lego —, leve e durável o suficiente para que a pequena Emma pudesse usá-lo como se fosse um colete. A menina agora vai para a escola e para a terapia com ele, e apelidou o seu exoesqueleto de braços mágicos.

Este tipo de história me emociona. Primeiro, por ver como a ciência e a tecnologia podem ajudar alguém, e, neste caso, alguém tão pequenina, a voltar a ter uma vida normal. Segundo, porquê é muito melhor ver a tecnologia de impressão em 3D sendo usada para este tipo de finalidade do que para outras coisas, muito menos nobres.

Em tempo, a impressora usada pelos pesquisadores é uma Dimension, da Stratasys. Você pode ver um exemplo de funcionamento deste tipo de impressora da empresa — muito legal, aliás — através de um outro vídeo no YouTube em que um revendedor demonstra o que pode ser impresso — inclusive um aspirador de pó da Black & Decker totalmente funcional: