A maior palavra do mundo

Você sabia que, se não considerarmos termos técnicos, a maior palavra da língua portuguesa é anticonstitucionalissimamente, com 29 letras, seguida de perto por oftalmotorrinolaringologista, com 28 e inconstitucionalissimamente, com 27?

Eu até já tinha ouvido falar disso. Mas essa semana, quando meu filho mais velho chegou com a cara mais feliz do mundo para me perguntar se eu sabia “qual é a maior palavra do mundo”, eu confesso que me esqueci completamente disso, e fiquei procurando dados na memória. Até que desisti.

— Papai, a maior palavra do mundo é ARROZ.

Arroz? Porquê?

— Ué… Porque começa com A e termina com Z!

Wikipedia, desta, nem você sabia.

Siri, por que não me entendes?

Encontrei hoje um infográfico que me fez lembrar do que ocorreu há pouco mais de um mês, quando troquei meu iPhone 3GS por um iPhone 4S e o mostrei a uma de minhas amigas no trabalho, que foi logo me perguntando: — “Mas me diz aí, o seu iPhone novo tem Siri?“.

Para aqueles que não estão familiarizados, ela estava me perguntado sobre o Speech Interpretation and Recognition Interface — Siri —, software que passou a integrar o iOS 5, sistema operacional da Apple, justamente a partir da versão 4S do iPhone, e que serve para automatizar tarefas do dia-a-dia, como o envio de mensagens de e-mail, o agendamento de reuniões, a reprodução de música a partir do aparelho, além da realização de buscas pela internet, dentre muitas outras coisas.

Minha resposta pra ela foi muito simples: “Sim, tem Siri sim. Mas acontece que achei esse negócio lá essas coisas, não“.

Não me levem à mal aqueles que são entusiastas da ferramenta — ela tem um potencial muito grande, é verdade. Mas o que me faz ter tal opinião são três motivos realmente muito simples:

  • Primeiro, não uso muito o recurso de assistência por voz do iPhone, quer o antigo, quer o Siri. Na verdade, o único momento em que normalmente isso ocorre é quando estou ao volante e preciso fazer uma ligação: Neste caso, meu carro, que está interligado ao aparelho por bluetooth, acaba me permitindo usar o comando de voz para completar ligações. Embora eu possa ativar o aparelho por voz em outras circunstâncias, praticamente nunca me lembro de fazer isso
  • Segundo, Usar o Siri requer conectividade com a internet. E o bichinho é um verdadeiro consumidor de banda, já que, desde para me dizer a quantas anda a temperatura na cidade até para me dizer os filmes que estão em cartaz (nos cinemas norte-americanos, é claro), é necessário estar conectado. Isto é outro fator potencial que inviabiliza a utilização frequente do Siri, sobretudo considerando-se a péssima infraestrutura de telefonia e dados que atualmente está instalada em nosso país.
  • Finalmente, o terceiro motivo: Pelo menos até agora, o Siri está disponível apenas em inglês, francês, alemão e japonês. Assim, fica complicado para a maioria das pessoas tirar proveito total de todas as funcionalidades oferecidas por conta da barreira linguística.

O inglês não é uma barreira para mim, é verdade — e o francês está deixando de ser — mas convenhamos que sacar o iPhone e ativar o Siri perguntando-lhe “What’s the capital of New York?” não é particularmente animador para, por exemplo, esta minha amiga que queria ver todo o potencial da coisa.

Além disso, o controle de voz convencional do iPhone atualmente ganha de goleada do Siri quando lhe peço para “Ligar para casa“, ou “Reproduzir Legião Urbana“, comandos incompreendidos pelo Siri, já que o novo software se atrapalha sobretudo por não reconhecer a entonação brasileira — ou seja, o Siri não me entende, pelo menos não em minha língua mater, com meu sotaque original.

[infográfico via This Blog Rules]

The world’s largest smiley face

Que tal assistir à 2226 pessoas se juntando para dar vida a um smiley?

Bem, o vídeo abaixo mostra como foi que isso aconteceu, em junho de 2011, no Continental Soldier’s Park, em Mahwah, New Jersey, tudo para bater o recorde mundial de número de pessoas que formaram, juntas, uma destas simpáticas carinhas.

Ah, e agora em abril de 2012, este mundaréu de gente fez com que o novo recorde realmente fosse confirmado pelo pessoal do Guiness Book.

[via 22words]

Contra o Tempo

Hoje pela manhã, mais impulsionado por uma sexta-feira muito chuvosa no meio do feriado do que por qualquer outro motivo, acabei assistindo à Contra o Tempo — filme de 2011 que, em inglês, tem o título de Source Code.

Com cerca de 90 minutos de duração, confesso que comecei a assistir à trama com grande desconfiança, acreditando tratar-se de um filminho qualquer — já que nunca tinha visto nenhuma divulgação da história até que encontrei o filme no NOW. Eis a sinopse:

Quando o capitão Stevens acorda e se vê na pele de um homem que ele não conhece, descobre que está fazendo parte de um experimento criado pelo governo americano chamado de Código Fonte. O programa possibilita que Stevens assuma a identidade de um outro homem em seus últimos 8 minutos de vida. Agora sua missão é encontrar os responsáveis por um atentado que deixou milhares de vítimas.

No entanto, a história foi se revelando aos poucos uma grata surpresa — talvez, é verdade, pelos elementos nerds de viagem no tempo. Bem: Não exatamente viagem no tempo, mas sim sua, digamos, reutilização.

Além disso, a trama tem um toque — de leve, bem de leve — de Inception, no que diz respeito à um final no mínimo inusitado. Vale à pena assistir, e quando você menos esperar, vai se ver preso à história.