WriteMonkey e Markdown

Recentemente eu comecei a usar o WriteMonkey para escrever alguns textos. O aumento de produtividade que eu tive ao usar esse pequeno — e gratuito — editor de texto foi realmente bem grande, isso porquê ele simplesmente remove tudo da tela, e não deixa que eu me distraia.

Por “remover tudo“, entenda exatamente isso: Ao acionar o programa, este simplesmente aparece em tela cheia, com um fundo escuro, e um cursor claro piscando, opções que podem ser customizadas   vontade posteriormente.

Não há menus, não há barra de títulos, não há barras de  ferramentas, e, se você estiver em plena atividade de digitação, não há nem mesmo a velha e conhecida barra de status. Isso acaba por transformar o WriteMonkey em um editor de texto puro, tal como seria o próprio Bloco de Notas do Windows, por exemplo Mas tudo isso tem o propósito, como eu já disse, de permitir que você se foque naquilo que se propôs a fazer, ou seja, escrever.

Você pode se perguntar: Se o WriteMonkey é similar ao Bloco de Notas, então porquê eu simplesmente não uso esse último, e pronto? Bem meu principal argumento na verdade se divide em dois pontos:

  1. O WriteMonkey suporta linguagens de marcação de texto puro, mais precisamente Markdown (que eu particularmente prefiro e abordarei no texto), e Textile. A vantagem de tal suporte é que eu posso inserir formatação de texto no meio do que estou escrevendo, usando caracteres comuns como um par de underscores (_) para itálico, ou um par duplo de asteriscos (*) para negrito. Você pode posteriormente exportar o resultado digitado para programas como o Word, ou então salvar o texto formatado em XHTML, ou HTML.
  2. O programa é charmoso, portable e, de quebra, pode ser configurado para acrescentar   digitação sons de máquina de escrever, ou de um ZX Spectrum. Para o nostálgico, esse último ponto, aliás, é quase um must.

E como integrar o WriteMonkey com o WordPress?

Isto dito, surge uma questão deveras interessante: Como fazer para que os textos digitados no WriteMonkey migrem para o WordPress da maneira mais seamless possível?

Bem, uma das respostas para isso é um plugin, o Markdown on Save, que simplesmente integra ao editor de posts uma pequena caixa de texto a ser marcada pelo usuário caso o texto por ele digitado contenha formatação Markdown.

Uma vez marcada a opção, você pode salvar seus textos colados do WriteMonkey no WordPress e visualizá-los. Posteriormente, pode inserir imagens normalmente, pois a conversão de Markdown para HTML, apesar de não exibida no editor, será realizada instantaneamente pelo plugin e armazenada separadamente no banco de dados, de maneira que se você resolver remover o plugin, terá toda a versão normal do texto de volta.

Há opções ainda mais avançadas, é verdade. Para os verdadeiramente aficionados por Markdown, há o plugin Markdown Quicktags, que substitui o editor HTML padrão da ferramenta por um editor com as tags próprias da linguagem de marcação, permitindo renderizar o texto em HTML a qualquer momento, e vice-versa.

Uma última nota, como bônus

Percebi que a sintaxe da linguagem Markdown existente no menu de contexto do WriteMonkey está, na verdade, equivocada, pois induz quem quer negritar uma palavra a fazê-lo colocando-a entre dois asteriscos, um de cada lado — o que, na verdade, é a sintaxe do itálico.

Esta bola, aliás, já foi recentemente levantada no fórum do programa, e a resposta do desenvolvedor foi a seguinte:

Yes, the current markup for bold and italic differs a little from Markdown standard. This is because those two (and underline which is not supported by Markdown) were there even before I implemented complete rules. Didn’t want to change that…

Admito. É uma falha perdoável, e eu posso viver com isso.

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