Tinysubs, o agregador de legendas

Se você, assim como eu, costuma acompanhar pelo menos um seriado de televisão através de arquivos baixados da internet, então já deve ter ouvido falar do legendas.tv. É lá que normalmente estão todas as versões possíveis e imagináveis de legendas para qualquer episódio de seriado ou filme que eu queira ver, bastando baixá-las para que a diversão comece.

Acontece que nem sempre as legendas estão disponíveis de imediato para serem baixadas, e isso ocorre principalmente por conta da existência de diversos grupos voluntários que se encarregam das traduções, cada qual com diferente número de membros, e cada membro com diferentes atribuições e rotinas diárias. Isso faz com que legendas de uma série que vai ao ar  s segundas-feiras nos EUA só fiquem disponíveis na quarta ou quinta-feira da mesma semana.

Não há nada de errado com isso, é bom que eu diga logo: Na verdade, normalmente espero pacientemente pelo trabalho destes grupos, o qual deve-se sempre reconhecer. No entanto, sou dono de uma insistente ansiedade, e, dependendo da série que acompanho, e da qualidade do cliffhanger [foot]Cliffhanger é um recurso utilizado pelos roteiristas de uma série em que se coloca um dos personagens principais em uma situação precária, perigosa, ou que traz um dilema, ou ainda, uma grande revelação. Utiliza-se tal artifício para tentar garantir, com suspense, que o público se interessará em voltar a acompanhar a série para saber como o personagem resolveu a questão.[/foot] imposto pelos roteiristas, quero ver o desfecho ou a continuação de um arco de histórias o mais breve possível — sendo que essa brevidade normalmente não bate com o prazo dos grupos de tradução de legendas. Neste tipo de situação, costumo recorrer ao Addic7ed , que disponibiliza versões de legendas para os episódios em vários idiomas, sobretudo o próprio inglês. Faço o download e assisto em inglês mesmo — o que é bom, também, para evitar que a língua enferruje, ao mesmo tempo que a mantém em dia, com novas expressões e gírias.

O que eu não sabia, no entanto, era de um serviço chamado Tinysubs, que funciona como um agregador de legendas para filmes e seriados, em diversos idiomas. Dentre os sites indexados pelo serviço estão o já citado Addic7ed e o Open Subtitles, além de uma série de outros, a maioria desconhecida para mim.

A interface do Tinysubs é muito simples. Tão simples que não há nada, praticamente, a dizer sobre ela: Você simplesmente informa o nome da série, preferencialmente acompanhado pelos números de temporada e episódio procurados, e o idioma desejado. Você também pode escolher um entre os diversos sites indexados para busca — o legendas.tv não faz parte da coleção, no entanto — antes de iniciar a pesquisa. Ah, e se quiser, páginas específicas com os últimos filmes e as últimas séries a terem suas legendas disponibilizadas podem facilitar sua busca.

A idealização de um agregador de legendas é, certamente, muito bem vinda. Eu, que imaginava que este tipo de serviço normalmente era criado apenas para buscas de arquivos torrent, fiquei muito satisfeito.

WriteMonkey e Markdown

Recentemente eu comecei a usar o WriteMonkey para escrever alguns textos. O aumento de produtividade que eu tive ao usar esse pequeno — e gratuito — editor de texto foi realmente bem grande, isso porquê ele simplesmente remove tudo da tela, e não deixa que eu me distraia.

Por “remover tudo“, entenda exatamente isso: Ao acionar o programa, este simplesmente aparece em tela cheia, com um fundo escuro, e um cursor claro piscando, opções que podem ser customizadas   vontade posteriormente.

Não há menus, não há barra de títulos, não há barras de  ferramentas, e, se você estiver em plena atividade de digitação, não há nem mesmo a velha e conhecida barra de status. Isso acaba por transformar o WriteMonkey em um editor de texto puro, tal como seria o próprio Bloco de Notas do Windows, por exemplo Mas tudo isso tem o propósito, como eu já disse, de permitir que você se foque naquilo que se propôs a fazer, ou seja, escrever.

Você pode se perguntar: Se o WriteMonkey é similar ao Bloco de Notas, então porquê eu simplesmente não uso esse último, e pronto? Bem meu principal argumento na verdade se divide em dois pontos:

  1. O WriteMonkey suporta linguagens de marcação de texto puro, mais precisamente Markdown (que eu particularmente prefiro e abordarei no texto), e Textile. A vantagem de tal suporte é que eu posso inserir formatação de texto no meio do que estou escrevendo, usando caracteres comuns como um par de underscores (_) para itálico, ou um par duplo de asteriscos (*) para negrito. Você pode posteriormente exportar o resultado digitado para programas como o Word, ou então salvar o texto formatado em XHTML, ou HTML.
  2. O programa é charmoso, portable e, de quebra, pode ser configurado para acrescentar   digitação sons de máquina de escrever, ou de um ZX Spectrum. Para o nostálgico, esse último ponto, aliás, é quase um must.

E como integrar o WriteMonkey com o WordPress?

Isto dito, surge uma questão deveras interessante: Como fazer para que os textos digitados no WriteMonkey migrem para o WordPress da maneira mais seamless possível?

Bem, uma das respostas para isso é um plugin, o Markdown on Save, que simplesmente integra ao editor de posts uma pequena caixa de texto a ser marcada pelo usuário caso o texto por ele digitado contenha formatação Markdown.

Uma vez marcada a opção, você pode salvar seus textos colados do WriteMonkey no WordPress e visualizá-los. Posteriormente, pode inserir imagens normalmente, pois a conversão de Markdown para HTML, apesar de não exibida no editor, será realizada instantaneamente pelo plugin e armazenada separadamente no banco de dados, de maneira que se você resolver remover o plugin, terá toda a versão normal do texto de volta.

Há opções ainda mais avançadas, é verdade. Para os verdadeiramente aficionados por Markdown, há o plugin Markdown Quicktags, que substitui o editor HTML padrão da ferramenta por um editor com as tags próprias da linguagem de marcação, permitindo renderizar o texto em HTML a qualquer momento, e vice-versa.

Uma última nota, como bônus

Percebi que a sintaxe da linguagem Markdown existente no menu de contexto do WriteMonkey está, na verdade, equivocada, pois induz quem quer negritar uma palavra a fazê-lo colocando-a entre dois asteriscos, um de cada lado — o que, na verdade, é a sintaxe do itálico.

Esta bola, aliás, já foi recentemente levantada no fórum do programa, e a resposta do desenvolvedor foi a seguinte:

Yes, the current markup for bold and italic differs a little from Markdown standard. This is because those two (and underline which is not supported by Markdown) were there even before I implemented complete rules. Didn’t want to change that…

Admito. É uma falha perdoável, e eu posso viver com isso.

Feeds completos num piscar de olhos!

Estava navegando aleatoriamente pelos links populares do Pinboard há pouco quando me deparei com um serviço extremamente interessante, o Full Text RSS Builder.

Trata-se de um conversor de feeds RSS resumidos em versões completas. A utilidade de um serviço como este pode parecer questionável para algumas pessoas, mas a verdade é que, quando se está utilizando o celular ou outro gadget portátil para se acessar a internet — como eu venho fazendo muito, aliás —, é muito mais prático poder acessar a notícia ou texto inteiro de uma única vez, sem que seja necessário visitar o site original, o que consumiria mais banda, por exemplo.

Para colocar o Full Text RSS Builder   prova, resolvi usar o feed RSS de um site do qual eu gosto muito — o Lifehacker. A ideia surgiu não apenas por conta de meus constantes acessos ao feed do site através do iPhone — cuja saída típica está ilustrada ao lado, com excerpts dignos de qualquer feed RSS resumido —, mas também por conta do recente rearranjo de layout executado na homepage, que, para mim, deixou a navegação por lá deveras impraticável. Assim sendo, nada melhor do que um feed completo para evitar visitas, não é mesmo?

Basicamente, tudo o que o Full Text RSS Builder solicita de quem acessa seu site é um endereço de feed resumido. Desta maneira, colando o do Lifehacker por lá, obtive um novo endereço RSS, com o conteúdo completo dos artigos. Abaixo, uma imagem parcial capturada do Google Reader no Firefox, para comprovar a transformação de um dos artigos do feed. Ah, o próprio serviço também exibe uma prévia do feed completo, mas em um frame que é muito estreito.

Aprovado, e devidamente copiado para os meus bookmarks no Pinboard.