Que pena tu vida

Fiquei devendo, dias atrás, escrever sobre Que pena tu vida, uma comédia romântica chilena da qual ouvi falar meio que por acaso, enquanto navegava web afora.

O motivo do filme ter me chamado a atenção, aliás, é sua forma de incluir ao longo da trama o que se pode definir como pitadas de tecnologia — afinal, como se desconectar de alguém em uma era em que estamos sempre conectados? é o tema central da história.

Sofía é o grande amor de Javier. Ele tem certeza de que ela é a mulher certa pra se casar e passar o resto da vida. Aos poucos, o amor dos dois vai se tornando uma realidade, em um mundo em que tudo é cor de rosa e os dias ensolarados. Até, é claro, que o tempo vira.

E quando o amor acaba, somos levados a descobrir o que pode acontecer quando uma relação é totalmente baseada em ferramentas web e redes sociais como o Twitter e o Facebook, e os efeitos que se dão na vida de um jovem de 29 anos que de uma hora pra outra se vê sem a namorada de seus sonhos e sem emprego e que, quando cai em si novamente e resolve pedir perdão, descobre que pode já ser tarde demais.

Enfrentar uma vida de solteiro é possível quando você está as voltas com as lembranças — e não só no mundo real, mas também no virtual? Assisti a Que pena tu vida imaginando que iria encontrar uma certa linha de história, e, na verdade, me deparei com outro raciocínio, o que, na verdade, não demerita o filme em absolutamente nada. Pelo contrário, a mistura de humor com drama na medida certa, proporcionada pelo diretor Nicolás López é algo que me agradou do início ao fim, e que realmente me prendeu na cadeira — ou melhor, no sofá — até o final da história.

Se você ainda não viu, eu recomendo, e muito.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *