Que pena tu vida

Fiquei devendo, dias atrás, escrever sobre Que pena tu vida, uma comédia romântica chilena da qual ouvi falar meio que por acaso, enquanto navegava web afora.

O motivo do filme ter me chamado a atenção, aliás, é sua forma de incluir ao longo da trama o que se pode definir como pitadas de tecnologia — afinal, como se desconectar de alguém em uma era em que estamos sempre conectados? é o tema central da história.

Sofía é o grande amor de Javier. Ele tem certeza de que ela é a mulher certa pra se casar e passar o resto da vida. Aos poucos, o amor dos dois vai se tornando uma realidade, em um mundo em que tudo é cor de rosa e os dias ensolarados. Até, é claro, que o tempo vira.

E quando o amor acaba, somos levados a descobrir o que pode acontecer quando uma relação é totalmente baseada em ferramentas web e redes sociais como o Twitter e o Facebook, e os efeitos que se dão na vida de um jovem de 29 anos que de uma hora pra outra se vê sem a namorada de seus sonhos e sem emprego e que, quando cai em si novamente e resolve pedir perdão, descobre que pode já ser tarde demais.

Enfrentar uma vida de solteiro é possível quando você está as voltas com as lembranças — e não só no mundo real, mas também no virtual? Assisti a Que pena tu vida imaginando que iria encontrar uma certa linha de história, e, na verdade, me deparei com outro raciocínio, o que, na verdade, não demerita o filme em absolutamente nada. Pelo contrário, a mistura de humor com drama na medida certa, proporcionada pelo diretor Nicolás López é algo que me agradou do início ao fim, e que realmente me prendeu na cadeira — ou melhor, no sofá — até o final da história.

Se você ainda não viu, eu recomendo, e muito.

Você não entendeu “A Origem”?

Há alguns minutos terminei de assistir “A Origem” (Inception, 2010), filme dirigido, produzido e escrito por Christopher Nolan, que, caso você não saiba, é a mesma mente por trás dos filmes Batman Begins e The Dark Knight, ambos sobre o homem morcego. Sei que o filme já está por aí há um certo tempo agora — estreiou em julho do ano passado, mas resolvi escrever este texto não exatamente para fazer uma review a respeito, mas sim para registrar pensamentos próprios que não quero que se percam.

Porque?

Meus pais, que viram o filme há poucos dias em casa, acreditem, simplesmente dormiram durante a exibição — e não quiseram saber mais dos acontecimentos, depois, porquê classificaram a história como sendo chata. Para tentar provar o contrário, e visando (tentar) auxiliar quem também tenha a mesma opinião, ou tenha ficado perdido no meio do caminho, criarei, baseado em meu próprio entendimento da história, este texto.

E agora, vamos ao que interessa.

— IMPORTANTE: Não leia se você ainda não viu o filme.

Continuar lendo

Cubeduel: “E te direi quem és”

Se você acha que conhece a opinião de seus colegas de trabalho a seu respeito mas tem coragem suficiente para colocar isso   prova, então pode ser que algumas rodadas de Cubeduel sejam exatamente o que você está procurando. O novo serviço, criado como passatempo por dois desenvolvedores de Seattle, entrou no ar esta semana e se tornou uma espécie de febre, alcançando mais de 240 mil usuários inscritos apenas em suas primeiras 36 horas de funcionamento.

A história é simples: Você entra no site e se conecta diretamente com seu perfil do LinkedIn. Em questão de poucos segundos, começam a ser apresentados os perfis de pessoas que trabalham — ou que já trabalharam — com você, em fichas resumidas que me fizeram lembrar — é sério — as cartas de Super Trunfo. Tudo o que você precisa fazer, a partir daí, é responder a uma simples pergunta: Com quem você preferiria trabalhar?

Após 20 respostas no melhor estilo Hot or Not — que são todas anônimas —, o site libera o acesso ao seu próprio perfil, para que você possa ver o que seus colegas pensam a seu respeito. Como são necessários pelo menos 4 votos para que o sistema gere estatísticas suficientes, pode ser que você precise enviar um link para votarem em você, para que só então você tenha as respostas que deseja.

O interessante da votação é que ela é completamente anônima. Assim sendo, por mais que eventualmente seja despertado o lado obscuro do ser humano, não é possível fazer comentários a seu respeito — só mesmo indicar se você é preferido pelas pessoas ou não. E há até o registro dos empregados mais bem colocados, ou seja, os melhores da empresa. Quem sabe, no fim das contas, pode ser divertido.

(Ah, sim… e se você por acaso já trabalhou, ou trabalha comigo, entre em contato que eu envio o meu perfil)

Você conhece os Toylet Games?

Num futuro próximo, quando eu estiver andando na rua e der aquela vontadezinha de ir ao banheiro, eu poderei recorrer a um banheiro público equipado com videogames embutidos no mictório logo ali adiante.

Para que isso possa acontecer, basta que duas invenções, uma criada pela SEGA e batizada de Toirettsu e  a outra, com nome deveras original — Toylet —, criada pela Sony, caiam no gosto popular. No momento, as duas disputam a preferência do público japonês instaladas em metrôs na capital daquele país, pelo menos até o final deste mês de janeiro. Ambas as soluções contam com sensores que dão aos mictórios não apenas a capacidade de identificar se alguém está lhes direcionando um jato, como também com qual intensidade.

Estas informações são úteis para o jogador, que, munido de uma tela LCD no nível dos olhos, tenta se dar bem em proezas propostas por minigames em que ele deverá apagar incêndios ou tirar leite do nariz, por exemplo. Há até a possibilidade de, com a força de um jato, controlar a velocidade do vento que sopra levantando a saia de uma garota.

O equipamento desenvolvido pela Sony pode até ser considerado mais avançado, porquê conta com porta USB para que pen drives possam ser inseridos, com a finalidade de armazenar jogos e recordes, por mais que a ideia possa parecer, bem — nojenta.

Sinceramente, fico me perguntando quanto tempo leva para alguém urinar, e se, ao experimentar uma invenção dessas, alguém voltaria para uma segunda rodada, ou se viciaria. Se isso for realmente uma tendência, fico pensando nas esposas desavisadas, que vão acabar estranhando tanta demora masculina para ir ao banheiro — ou tanta frequência. De qualquer maneira, o interesse de duas gigantes da tecnologia só pode indicar (será mesmo?) um novo nicho de mercado.

Falling Skies: The Walking Dead com alienígenas

Nem bem acabo de assistir aos 6 episódios da primeira temporada de The Walking Dead — me acostumando   ideia de que um apocalipse zumbi varreu os quatro cantos da Terra transformando a quase todos em comedores de qualquer coisa viva que se movimente por aí — e me deparo com a mais nova criação de Steven Spielberg, chamada Falling Skies, uma série da TNT cuja de exibição prevista é junho de 2011.

De acordo com o site oficial, os acontecimentos da série se iniciam após a ocorrência de um ataque alienígena que deixou a maior parte do Planeta Terra completamente incapacitado. Durante os seis meses que se passam após a invasão inicial, os poucos sobreviventes se reuniram em grupos fora das grandes cidades, para começar a difícil tarefa de contra-atacar. Cada dia vivido por eles é um teste de sobrevivência — enquanto pessoas comuns se tornam soldados para proteger aos que amam.

Depois do apocalipse zumbi, é a vez do apocalipse alienígena.

Agora me digam se vocês já viram isso em algum lugar. Como li em alguns sites por aí, é verdade que The Walking Dead concluiu sua primeira temporada sendo aclamado por público e crítica, e que isso inevitavelmente traria   tona o surgimento de alguns competidores. Só não imaginei que a coisa fosse ser tão rápida assim.

http://www.youtube.com/watch?v=39eegoYnH9s

Assistindo ao trailer de Falling Skies, fiquei pensando em escrever sobre quantas similaridades existem entre as duas séries — quando encontrei uma lista pré-compilada, e concordei com cada um dos itens ali citados, que reproduzo a seguir:

Both shows have a big movie name attached.
The Walking Dead has Frank Darabont. Falling Skies has Steven Spielberg. Who needs huge movies when you’ve got cable television?

The tragedy has already happened, and we watch the survivors deal with the aftermath.
With the alien invasion explained only by children’s drawings and stories, we can count on Falling Skies to follow The Walking Dead‘s lead by focusing on post-attack survival.

Society abruptly crumbles, leaving the characters to fight evil creatures and nature for survival.
Without the comforts of civilization, both The Walking Dead and Falling Skies show humans struggling to survive both murderous attacks and a lack of hot showers.

Cities are really, really bad places to be.
In The Walking Dead, the cities were overrun with zombies, turning an urban stroll into near suicide. In Falling Skies, the cities seem to be alien targets, prone to electro-magnetic bursts and impressive explosions.

The world is suddenly and inexplicably overwhelmed by evil hordes who just want us dead.
Why are they here?

So not important. The key is that they want us dead in time for lunch.

Fraught romances struggle to survive amidst the doom of humanity.
The Walking Dead‘s Rick Grimes had his ex-partner-cheating wife. Noah Wyle’s professor seems to have a good thing going with child therapist Anne Glass. I guess the threat of becoming lunch just puts people in a romantic mood?

The central figure is a father whose first priority is protecting his family.
The hero is strong and brave. But Noah Wyle’s history professor is — much like Grimes — a family man first. Aliens or zombies may invade, but you’ve got to look out for the kids.

Shooting the evil creatures in the head seems to work pretty well. As long as there aren’t a whole bunch of them.
Arriving in the millions, the aliens have decimated the Earth. Individually, however, you can shoot them in the head. Kind of like how one zombie is easy, while hordes of them will eat you.

The aliens seem to be into eating people.
These aliens might as well be zombies from outer space. All they want to do is kill and eat.

Esta é a melhor de todas: There’s no particular reason for any of it.
According to the trailer anyway, the aliens have invaded Earth to wreak havoc and to eat humans. Why they would travel across the vast reaches of space just to munch on Earth-treats makes about as much sense as a sudden influx of zombies.

E na sua opinião? Qual será o próximo apocalipse retratado em uma série de TV? Enquanto penso a respeito, pensarei também se vou querer dar uma chance ao seriado — talvez sim, é verdade, principalmente se levarmos em conta que ele estreará antes do retorno de The Walking Dead, de qualquer maneira.