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Hello, Ruby!!

Sou obrigado a admitir uma coisa: Tenho sentido bastante saudade de programar.

Tendo me acostumado a fazer isso durante alguns anos em minha vida, enquanto trabalhei ativamente no desenvolvimento de rotinas, sistemas e relatórios para meu empregador, minha trilha de carreira nos últimos anos acabou por me desviar de tal rumo, o que, na prática, significa dizer que minhas atribuições atuais não são exatamente as mais apropriadas para continuar tendo contato com escrever e compilar código, entre outras coisas.

Acho que, na prática, as palavras que estou tentando buscar são “eu não sou mais um programador“. Pelo menos, não um que faça isso profissionalmente — o que não quer dizer que eu não possa me impor o desafio de continuar em contato com o mundo da programação.

Para isso, após refletir um pouco nos últimos dias, cheguei   conclusão de que a melhor coisa a se fazer é aprender uma nova linguagem de programação — e, sem maiores delongas, resolvi que quero aprender Ruby, sobretudo porquê é uma linguagem que sempre me chamou a atenção por ser elegante e sofisticada, além de possuir código fonte que, quando lido, faz sentido até para seres humanos.

Há também um outro ponto: Aquele em que eu admito que já tentei aprender a linguagem no passado, um projeto abandonado por falta de tempo, e, principalmente, de força de vontade.

No entanto, tentando fazer com que as coisas tomem um rumo diferente desta vez — o rumo em que eu efetivamente consigo aprender a linguagem —, resolvi começar instalando o Ruby em meu PC. No entanto, ao invés de recorrer ao site oficial, baixei o RubyInstaller for Windows, um pacote de instalação que contém o Interactive Ruby — na realidade, um terminal em que a linguagem Ruby, interpretada, pode ser diretamente executada. Há também códigos-fonte e um livro em formato PDF — “The Book of Ruby“, de Huw Collingbourne —, que acaba servindo como um guia de primeiros contatos com a linguagem (aliás, é possível baixar apenas o livro, direto do site do autor, se alguém tiver interesse).

Com o Interactive Ruby em mãos, resolvi também me aventurar com alguns tutoriais rápidos, como é o caso do Ruby in Twenty Minutes, que está disponível no próprio site da linguagem de programação. Foi através deste tutorial que comecei como todos começam, ou seja, escrevendo o meu primeiro Hello World! em Ruby:

puts "Hello world!"

E, é claro, também foi fácil entender como sofisticar a coisa um pouco mais:

def h(nome = "world")
     puts "Hello, #{nome.capitalize}!"
end

Neste exemplo, a grande diferença foi o uso da palavra-chave reservada def, que permite definir um método para dizer Hello digitando apenas h. Se nenhum nome for informado, o resultado será um simpático “Hello World!” — e, notem, nãoHello world!”, já que foi utilizado o método capitalize, diretamente aplicado   variável nome. Aliás, para quem não sabe, um dos diferenciais da linguagem Ruby é que, nela, tudo é um objeto, sujeito   ação de métodos — mesmo as variáveis.

Mas na minha opinião, o que mais chama a atenção neste segundo código em Ruby é  o comportamento do método puts, que coloca conteúdo na tela. É possível embutir variáveis diretamente na impressão, apenas cercando-as com #{} — no exemplo acima, a variável nome torna-se #{nome}.  Também dá pra fazer cálculos e exibir seus resultados em uma nova linha com tabulação — através, respectivamente, dos códigos de escape não imprimíveis \n e \t — com uma única linha de código:


puts( "\n\t#{(1 + 2) * 3}\nAté logo!!" )

Na prática, o que estou percebendo, é que será muito divertido voltar a aprender a linguagem — e o que eu sinceramente espero é poder dividir meu aprendizado com quem estiver disposto, bem aqui. Desejem-me sorte!!

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Comentário

  1. Sou Programalista (Programador e Analista de Sistemas) e adoro minha profissão.

    Sempre tive vontade de aprender Ruby, se você continuar com os posts vai ser um grande incentivo!

    • Taí… não havia pensado neste termo, Márcio… de qualquer maneira, vou emprestá-lo de você, já que eu também sou um programalista.

      Certamente devo continuar com os posts sobre Ruby… só não sei dizer com que frequência… mas espero que eles possam ser úteis a nós dois, não é mesmo?

      Abração!