em Couch potato

Haja paciência com o “1 contra 100”

Não me levem a mal aqueles que não gostam do gênero, mas eu confesso que sou fanático por game shows.

Haja paciência, hein, Justus?

O último que caiu nas minhas graças foi o 1 contra 100game de perguntas e respostas exibido pelo SBT, em que uma única pessoa tenta derrotar 100 participantes de um painel, na esperança de levar pra casa, nada mais, nada menos, que um milhão de reais. Além de pessoas comuns como você e eu, muita gente famosa de diversos universos e mídias também participa do programa frequentemente — uma dessas participações, por exemplo, foi do Alexandre Inagaki, do blog Pensar Enlouquece.

Gosto — imagino eu, como milhares de pessoas — de ficar tantando responder  s perguntas propostas, e isso me traz diversão suficiente para uma quarta-feira   noite. No entanto, por mais que eu goste da diversão, devo admitir que não consegui assistir todo o programa de ontem — em que o jogador Careca, que jogou muito tempo no São Paulo e foi da seleção brasileira, era uma das celebridades participantes em uma noite em que o tema do programa eram perguntas sobre — adivinhem — futebol, em alusão   Copa do Mundo deste ano.

O problema todo é que tem intervalo comercial demais no 1 contra 100.

A constante interrupção do programa por seu apresentador para ouvir mensagens dos patrocinadores — aliás, coincidência ou não, Roberto Justus é um famoso e bem-sucedido  publicitário — é irritante, e até mesmo, acredito eu, um desrespeito aos telespectadores. Ontem, por exemplo, durante a participação do Careca, após a primeira pergunta feita houve um intervalo “antes de sabermos a resposta correta para esta pergunta“. Cerca de cinco minutos, se não estou enganado.

Quando o programa voltou, e a segunda pergunta foi feita, veio a mesma ladainha: Outro intervalo, “antes de sabermos a resposta correta para esta pergunta“. Desta vez, sem brincadeira, uns oito minutos. Na terceira vez em que isso se repetiu — sim, na terceira pergunta, perdi a paciência e desliguei a televisão. Preferi, sim, ir dormir. Ora, sinceramente.

Entendo que o que mantém os programas de televisão e suas emissoras são os comerciais.  Mas as interrupções já foram menos frequentes, e mais curtas, e isso infelizmente vem mudando com o tempo. De algumas semanas pra cá passa-se mais tempo durante o horário do programa em intervalos comerciais do que  s voltas com as perguntas e respostas que são o formato do game show.

Isso sem falar do longo tempo — quase interminável, mesmo — em que Justus fica apresentando os participantes do painel com as 100 pessoas, e conversando com cada uma delas. Isso também é interromper — ou melhor, nem começar o programa. Para mim, quando estas apresentações e intervalos comerciais se tornam constantes ou demorados demais — e permitem que eu, assim como vários telespectadores fiquem muito tempo zapeando em outros canais —, a audiência do programa é colocada em risco. Na prática, infelizmente, acredito que se esse padrão não mudar, logo logo haverá espectadores a menos. Bom, pelo menos, 1 a menos.

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Comentário

  1. não gosto do programa, e o que você descreveu no texto foi um dos motivos por eu gostar menos ainda dele.
    Mas deu pra perceber nesta versão do O Aprendiz, que os comerciais estavam perturbando bem menos do que quando o Justus comandava o programa.
    Ao menos assim dá pra tentar suportar a qualidade discutível do Doria conduzir o programa.
    abração

    • Neto,

      Eu acho que o fato de o Justus comandar o programa certamente afeta o número de comerciais exibidos durante a sua duração total — e o seu relato com relação a O Aprendiz só confirma minha teoria, hehehe.

      Assim sendo, talvez não assista mais ao show se a coisa não mudar de figura muito em breve…

      Abração!!

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  • Daniel Santos 13/06/2010

    Novo no blog: Haja paciência com o "1 contra 100" (http://bit.ly/djRz30)