Vuvuzela of Doom

Que esta é uma das coisas mais chatas já inventadas pela humanidade, não dá pra discordar — ela estraga muitos e muitos jogos da Copa do Mundo 2010, e mesmo no Wii é preciso ganhar algumas partidas antes de ter o direito de desligá-la (ou seria quebrá-la?). O que eu não sabia é que já tinham transformado a vuvuzela num substituto muito mais destruidor para a BFG 9000.

http://www.youtube.com/watch?v=NXPPyjtw5WU

Aliás, quer usar a vuvuzela para destruir monstros? Basta baixar o WAD e usar o arquivo com o zDoom.

[via MeFi]

Vamos inocentar a Jabulani

Green concedes soft goal

Capitão da Inglaterra, o volante Gerrard diz que frango foi culpa da Jabulani

ââ?¬â?? Falaram muito sobre a bola durante essa semana e aconteceu de passarmos por essa circunstância adversa. Mas, nesses momentos, todos apoiamos Robert (Green) ââ?¬â?? afirmou Gerrard, que prometeu lutar para fechar a primeira fase com os sete pontos possíveis.

Discordo de colocarem a culpa na bola, pois duas coisas são fato nesta história.

Primeiramente, as críticas realizadas   bola oficial da Copa do Mundo 2010 por vários jogadores são bem conhecidas — os brasileiros, inclusive, ajudaram a dar voz a tais reclamações, e Luis Fabiano chegou até a comentar que a bola seria sobrenatural, por conta da estranha trajetória que ela faz quando é chutada. Mas, como bem lembrou Kaká, toda competição de futebol sempre traz críticas dos jogadores   bola que será usada — e, assim sendo, prefiro me manter fiel ao argumento dele, mesmo sabendo que se trata de um garoto-propaganda da Adidas, a fabricante da Jabulani.

Em segundo lugar, a maneira como o goleiro inglês reagiu após o lance, ficando desolado, tal como apenas alguém que reconheceu seu próprio erro ficaria. Me lembro das palavras da minha esposa, logo depois desse ocorrido: “Coitado do goleiro da Inglaterra“.

http://www.youtube.com/watch?v=cvyKmffnRXc

Por mais que a equipe o tenha apoiado após o final do jogo — disputado ontem pela primeira rodada do grupo C da Copa —, quando as inevitáveis entrevistas vieram, as palavras do técnico Fabio Capello, italiano que dirige o time americano, são as que melhor descrevem o ocorrido:

ââ?¬Å?The second half he played very well,ââ?¬Â Fabio Capello said, while the rope connected to the guillotine blade began to slip through his fingers. ââ?¬Å?But the mistake remains a mistake.ââ?¬Â

O próprio Robert Green, que é apenas mais um de uma longa linhagem de goleiros de uma seleção que sempre foi conhecida por não ter bons goleiros, já  admitiu seu erro: “I’m 30. I’m a man. I’m strong enough to take it and move on and be ready for another game if selected. I have no excuses. It’s time to get on with it. That’s life“. Assim sendo, podemos inocentar a Jabulani, a bola cujo nome, em zulu, significa “para celebrar“. Celebremos, então, o fato, que nos renderá, ainda, muita conversa em mesa de bar.

Assolan – ASSOLATION

Eu admito que a música em si é o mais perfeito exemplo de earworm.

No entanto, também preciso dizer que tiro o chapéu pro pessoal que cuida do marketing da Assolan – eles estão sempre utilizando as músicas que caem no gosto popular para colocar o produto em evidência.

Haja paciência com o “1 contra 100”

Não me levem a mal aqueles que não gostam do gênero, mas eu confesso que sou fanático por game shows.

Haja paciência, hein, Justus?

O último que caiu nas minhas graças foi o 1 contra 100game de perguntas e respostas exibido pelo SBT, em que uma única pessoa tenta derrotar 100 participantes de um painel, na esperança de levar pra casa, nada mais, nada menos, que um milhão de reais. Além de pessoas comuns como você e eu, muita gente famosa de diversos universos e mídias também participa do programa frequentemente — uma dessas participações, por exemplo, foi do Alexandre Inagaki, do blog Pensar Enlouquece.

Gosto — imagino eu, como milhares de pessoas — de ficar tantando responder  s perguntas propostas, e isso me traz diversão suficiente para uma quarta-feira   noite. No entanto, por mais que eu goste da diversão, devo admitir que não consegui assistir todo o programa de ontem — em que o jogador Careca, que jogou muito tempo no São Paulo e foi da seleção brasileira, era uma das celebridades participantes em uma noite em que o tema do programa eram perguntas sobre — adivinhem — futebol, em alusão   Copa do Mundo deste ano.

O problema todo é que tem intervalo comercial demais no 1 contra 100.

A constante interrupção do programa por seu apresentador para ouvir mensagens dos patrocinadores — aliás, coincidência ou não, Roberto Justus é um famoso e bem-sucedido  publicitário — é irritante, e até mesmo, acredito eu, um desrespeito aos telespectadores. Ontem, por exemplo, durante a participação do Careca, após a primeira pergunta feita houve um intervalo “antes de sabermos a resposta correta para esta pergunta“. Cerca de cinco minutos, se não estou enganado.

Quando o programa voltou, e a segunda pergunta foi feita, veio a mesma ladainha: Outro intervalo, “antes de sabermos a resposta correta para esta pergunta“. Desta vez, sem brincadeira, uns oito minutos. Na terceira vez em que isso se repetiu — sim, na terceira pergunta, perdi a paciência e desliguei a televisão. Preferi, sim, ir dormir. Ora, sinceramente.

Entendo que o que mantém os programas de televisão e suas emissoras são os comerciais.  Mas as interrupções já foram menos frequentes, e mais curtas, e isso infelizmente vem mudando com o tempo. De algumas semanas pra cá passa-se mais tempo durante o horário do programa em intervalos comerciais do que  s voltas com as perguntas e respostas que são o formato do game show.

Isso sem falar do longo tempo — quase interminável, mesmo — em que Justus fica apresentando os participantes do painel com as 100 pessoas, e conversando com cada uma delas. Isso também é interromper — ou melhor, nem começar o programa. Para mim, quando estas apresentações e intervalos comerciais se tornam constantes ou demorados demais — e permitem que eu, assim como vários telespectadores fiquem muito tempo zapeando em outros canais —, a audiência do programa é colocada em risco. Na prática, infelizmente, acredito que se esse padrão não mudar, logo logo haverá espectadores a menos. Bom, pelo menos, 1 a menos.

Admita: Você também esqueceu o Google Wave!

Esquecer um aniversário deve ser uma das maiores gafes que alguém pode cometer.

Eu me esqueci de um, esta semana. Me esqueci de comprar bolo. Me esqueci de comprar o presente. Olha, sinceramente, eu havia me esquecido, até mesmo, do nome do aniversariante. Eu estou falando do Google Wave, que fez aniversário no final de maio.

Me lembro, como se fosse ontem, o quanto fiquei ansioso pelo recebimento de um convite para testá-lo, e então constato, incrédulo, que já não acho que seja como se fosse ontem. Devo admitir que o Wave,  que  foi aberto ao público em geral no mês passado, e não precisa mais de convites, foi esquecido por mim. E, muito provavelmente, esquecido por você também.

Afirmar algo assim, para mim, acreditem, é um paradoxo. Como pude esquecer de algo que me deixou fascinado com as possibilidades que oferecia? O Wave nasceu, provavelmente, como a invenção mais revolucionária da humanidade desde a roda. Prometia ser o sucessor do e-mail como o conhecemos, da maneira como as pessoas trocam suas mensagens instantâneas, da forma como compartilhamos arquivos e imagens, e muito mais. Pergunto de novo: Como é que se pode esquecer de algo assim?

Bem… não sei. Mas quanto mais eu penso nisso, mais eu acredito que a resposta é uma só: O Wave está muito   frente do seu tempo. Tão   frente, que esta distância provavelmente só pode ser medida em anos-luz. Tão distante, que, quando entramos em nosso painel de waves, a sensação é a de, pelo menos pra mim, ter assistido   uma aula complicadíssima, e não ter o que perguntar simplesmente porquê não se compreendeu o mínimo possível sequer para podermos formular uma simples pergunta. Tão distante, que até mesmo o pessoal do Google se desculpou por não ter conseguido explicar a que veio o Wave.

Ora, que outra explicação pode existir? Digo, durante muito tempo, vi as pessoas se perguntando — e me perguntando, também — sobre como funcionava o Wave. Para que ele servia. E para estas pessoas, a desculpa de ser o sucessor do e-mail como o conhecemos já não era suficiente. Mas as respostas conhecidas, também não. “Outra hora eu substituo meu e-mail. Depois de esvaziar meu inbox“. “Outra hora eu vou experimentar o Wave pra mandar mensagens… deixa eu acabar de twittar“. “Já já eu vejo… deixa só eu acabar de compartilhar essas imagens no Facebook“. Sabem como é?

Então é isso. Wave, me desculpe por esquecer do seu aniversário. Mas eu sei que você me perdoa — afinal, você é só uma criancinha ainda. Quando você crescer e fizer um baita sucesso, daqui a uns anos, eu vou estar com a consciência tranq¼ila, porque vou reconhecer que finalmente essa distância que separa a nós, meros mortais, de você, todos estes anos-luz, terão sido finalmente transpostos. Por ora, feliz aniversário.

Tetris Tetris everywhere

…é o nome de uma interessante galeria de imagens do Flickr onde os usuários incluem fotos, bem, de imagens do dia a dia que inadvertidamentelembram uma partida do famoso jogo que atravessa gerações, e que outro dia completou 30 anos de idade.

Na minha opinião, quando se para pra pensar a respeito, chega-se   conclusão de que há mais imagens para contribuir com eles do que se pode imaginar. E olha que a galeria ainda está no começo. No momento deste texto, apenas 27 fotos.

Stormtroopers 365

TK455 : “Be careful, 479. I don’t want to be Force-lightned by the Big Boss.”
TK479 : “Yeah, yeah…”

O usuário Stéfan, do Flickr, tirou 365 fotos — quase consecutivas — de nossos amigos stormtroopers em situações humorísticas e dramáticas. O resultado foi um conjunto de imagens muito interessantes — e pra lá de divertidas. Vale a pena dar uma olhada em todas. [via]