em Papai sabe nada

Tem figurinha aí?

Pergunte   maioria do público feminino sobre um certo fenômeno que costuma ocorrer em época de Copas do Mundo como a que teremos este ano, e elas responderão não entenderem como ele pode sequer acontecer. As moças — sejam elas esposas, namoradas, amigas ou irmãs, entre outras, provavelmente se valherão de argumentos como “Não vejo graça“, “É desperdício de tempo e dinheiro“, e muitos outros que não me vem   cabeça neste exato momento, tudo com a finalidade de protestar contra a febre que é colecionar o álbum de figurinhas oficial do campeonato mundial de futebol.

Entre o público masculino, ao contrário do anteriormente citado, o fenômeno é inverso: Homens de todas as idades praticamente voltam a ser crianças, e, justamente ao lado destas, também se amontoam em bancas de jornais e revistas por todo o país para comprar envelopes com cinco figurinhas cada, na expectativa de completar a coleção com 640 cromos. Conforme vão se comprando mais e mais destes envelopes, dezenas — e  s vezes, não vou mentir, centenas — de figurinhas repetidas vão se acumulando com cada colecionador, que passa a negociá-las em um sistema de troca todo próprio, em que figurinhas prateadas, com os escudos dos times, mais difíceis de serem tiradas na sorte, são trocadas, por exemplo, por dois ou mais cromos considerados comuns.

Evidentemente, contra todos os argumentos femininos, posso dizer que colecionar figurinhas da Copa é uma arte, e que acompanhar uma competição dessas sem fazer um álbum em paralelo praticamente não tem o mesmo gosto. Aliás, em minha defesa para este argumento, tiro por base os colegas no trabalho: Mais de 90% deles está fazendo a coleção este ano, muita gente crescida, alguns bem mais velhos do que eu, e tudo pelo prazer de correr atrás de uma coleção completa, uma diversão só.

Eu, depois de ficar sem colecionar álbuns da Copa desde o mundial de 1994, este ano me senti particularmente motivado por conta de algo muito simples: Quero tentar completar o álbum junto com meu filho, o que não havia sido possível na última edição da competição, ocorrida na Alemanha, em 2006, porquê ele estava apenas com pouco mais de 1 aninho de idade. Agora que ele já está maior, ficou radiante, primeiro porquê ontem, depois de ter ganho há alguns dias um álbum da avó, viu o papai chegar em casa com 10 envelopes de figurinhas todos para ele. A diversão durou a tarde inteira — inclusive com toques de sorte, porquê não houve sequer uma repetida —, e agora não acabará tão cedo. Bom… pelo menos não até o final da Copa do Mundo.

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