em Couch potato

The following takes place between 5 p.m. and 6 p.m.: ’24’ shuts down

Não pude deixar de parafrasear o título da notícia dada pelo Los Angeles Times, por acreditar que ele traz certo humor a um fato já amplamente divulgado pela mídia, seja ela especializada ou não.

No entanto, é um trecho da mesma notícia, divulgado pelo The Hollywood Reporter, que eu usarei para falar a respeito do fim dos tempos para Jack Bauer e sua turma:

Tick, tick, tick… and done.

After eight seasons, Fox’s ââ?¬Å?24ââ?¬Â is coming to an end.

The groundbreaking action drama will air its final real-time episode in May, the victim of a confluence of circumstances: a swelling budget, declining ratings and creative fatigue.

É verdade que um dos produtores executivos da série, em entrevista também ao THR, deixa no ar que um longa-metragem estrelado por Kiefer Sutherland pode mesmo chegar aos cinemas num futuro próximo, e que se algum dos roteiristas tiver uma ideia brilhante, ela pode acabar se transformando em um spin-off da série, mas o fato é que 24 horas é mais um dos meus seriados favoritos que chega ao fim.

Ocorre, no entanto, que os motivos para que a série acabe — que, no fim, resumem-se   visão dos executivos da TV que, é claro, estão interessados em dinheiro — são os mesmos que levaram ou levarão ao fim todos os seriados de televisão do mundo, quer eles sejam os meus favoritos, ou não.

Vejamos: Assim como em 24 horas, os altos salários pagos ao elenco depois de várias temporadas também tiraram do ar Friends, mesmo sendo esta, talvez, a comédia de maior sucesso de todos os tempos.

No caso de 24 horas, também se soma ao fator salário a questão da licença paga pela Fox   20th Television para exibição de cada episódio, um valor que beira os US$ 5 milhões, além da queda vertiginosa de audiência da última temporada — o que nos leva ao último fator que normalmente causa o cancelamento de qualquer série.

Estou falando da crise criativa dos roteiristas. Não sei se este é o caso, por exemplo, de outra de minhas séries favoritas, Lost, mas penso que sim, pelo menos em parte, por esta se tratar de uma série com grandes e constantes reviravoltas no enredo, que acabam se tornando insustentáveis se passa muito tempo sem que existam explicações plausíveis para os acontecimentos.

Tal como Lost, 24 horas sai de cena em maio com o benefício de ainda estar em alta, e, a meu ver, ao menos neste caso, sem que se culpem necessariamente estes profissionais por quererem apelar aos mais inúmeros tipos de artimanhas para prender o telespectador — afinal, de quantas outras maneiras ainda poderiam ocorrer ataques terroristas aos Estados Unidos?

Com Lost e 24 horas próximos de seus momentos derradeiros, das minhas séries favoritas ainda no ar só sobra mesmo House, que eu, sinceramente, espero que ainda dure um tempo considerável antes de também ser afetada pelos sintomas citados neste texto. É verdade que V, FlashForward e Nurse Jackie tem me conquistado, mas é difícil dar adeus a velhos favoritos.

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Comentário

  1. Também penso e concordo com o que você disse.

    Flash Foward eu confesso que não ando lá muito empolgado com a série, mas algo me faz continuar assistindo hehehe