Hottnotes: Um “to do” muito simples

Nas últimas semanas a quantidade de coisas das quais tenho tido que me lembrar — no âmbito profissional — parece ter crescido de forma exponencial. São reuniões, relatórios, afazeres diversos e pendências que eu não posso deixar passarem, sob pena de ver o teto cair sobre a minha própria cabeça.

É bom dizer que, justamente por passar por situações como essa já há muito tempo, desenvolvi uma técnica bastante simples para gerenciar minhas atividades: Ela envolve apenas papel e caneta (ou lápis, se você preferir). Pega-se uma folha em branco, anotam-se as atividades pendentes (e as datas, entre parênteses, se for o caso), e desenham-se caixinhas   esquerda, para que sejam marcadas   medida em que tudo fica pronto. Se novas pendências entram na fila, vão para a parte inferior, numa tentativa de simular o conceito FIFO, ou, first in, first out, sempre que possível.

Hottnotes: Adeus ao "to do" manual?

Honestamente, é algo simples e eficaz.

Mas, sendo uma pessoa ligada a área de tecnologia, há tempos me pergunto sobre uma solução software-based que me trouxesse auxílio na hora de eliminar uma montanha de afazeres de forma minimamente estruturada, preferencialmente de forma tão simples quanto a que eu já uso atualmente. A interface precisaria ter caixinhas   esquerda das tarefas, que pudessen ser marcadas quando uma delas fosse eliminada — ou concluída.

Além disso, idealmente, o programa deveria ter assinatura de memória pequena, ser portátil — podendo ser carregado num pendrive, sem a necessidade de instalações, basicamente por conta de, em algumas máquinas onde opero, não possuir privilégios administrativos para instalação, e gratuito. Além disso, nada de ser online: Gerenciar minhas tarefas tem que ser uma tarefa que não me obrigue a estar sempre conectado   Internet, uma vez que há um controle da empresa onde eu trabalho com relação a este tempo.

Essa busca, apesar de ter-me feito testar alguns bons candidatos nos últimos tempos, sempre acaba sendo infrutífera. Programas mais pesados do que deveriam, pagos, com interfaces complexas, e uma série de outros obstáculos sempre me mantém fiel ao meu velho e bom método manual. Mas parece que, finalmente, encontrei alguma coisa que pode ser a resposta dos problemas em questão. Trata-se de um programa chamado Hottnotes.

O software — cujo desenvolvimento parece estar inativo, já que a sua última versão data de 2007 — na verdade é um gerenciador de sticky notes, aquelas notas que imitam post-its e que ficam na tela dos computadores, sobretudo nos escritórios. No entanto, há uma opção extra que permite a criação de um tipo especial destas notas, a checklist note, em que quadradinhos acompanham o texto   esquerda, e podem ser marcados   medida em que as coisas vão sendo resolvidas — tal como na imagem que ilustra este texto. Desta forma, o programa parece ser, realmente, o que mais se adequa ao conjunto de requisitos que eu esperava encontrar.

A estrutura da versão portable permite verificar que todas as notas — bem como as configurações — são armazenas seguramente, em arquivos XML, podendo ser facilmente recuperadas através do chamado Notebook da aplicação. Como bônus, o programa permite criar ainda mais um tipo de nota, a scribble, em que é possível desenhar as anotações, o que pode ser útil para quem tem um Tablet PC, ou para aqueles que, como eu, de vez em quando brincam de desenhar com mesas digitalizadoras. Interessantíssimo.

Mudanças no visual

Extremamente cansado de todo e qualquer visual anterior deste blog nos últimos tempos, tomei uma decisão que considero um tanto quanto radical: Alterei totalmente a aparência do site, simplificando-o e tornando-o mais limpo e agradável aos olhos. Para isso, depois de meses ensaiando voltar a mexer um pouco com CSS — o qual eu não domino totalmente —, coloquei no ar o tema que você está vendo agora.

É possível que eu ainda altere alguma coisa — e até mesmo que acrescente alguns detalhes a mais, de forma bem sutil, mas o formato geral em si não deve mudar. Confesso que optei pelo custom design, iniciado com base em algumas inspirações minimalistas, depois de não ter achado nada que se enquadrasse no que venho pensando já há algum tempo ser a nova cara do blog: Posts provavelmente mais curtos e direcionados, mas sempre escritos com a melhor qualidade possível.

Espero que meus 2 ou 3 leitores restantes apreciem 🙂

In love with curling

Eu confesso: O que mais estou gostando de acompanhar em Vancouver 2010 é mesmo o Curling. Se você não ainda não conhece o esporte, dê uma olhada no vídeo abaixo, Video Essay: The Mysteries of Curling.

Para alguns pode parecer muito chato, mas para mim — como descobri ao longo de praticamente as duas últimas semanas inteiras — é um esporte coletivo recheado com estratégia, talvez por isso sendo apelidado por seus praticantes e especialistas de xadrez do gelo. Vai, sinceramente, me deixar com saudades. Porquê é que não tem gelo suficiente por aqui, não é mesmo?

O Curling nas Olimpíadas de Inverno (fonte)

É uma torcida comportada, ambiente familiar. E o próprio jogo lembra tarefas domésticas. Algumas vassouras, algumas chaleiras e está criado um esporte olímpico.

No curling, masculino e feminino, varrem-se com a mesma vontade, a mesma eficiência e o mesmo objetivo.

Uma espécie de chaleira requintada desliza pelo gelo para alcançar o círculo azul e marcar pontos. O número de peças e a localização do círculo contam para o resultado.

Se a tal chaleira deve correr mais, então as vassouras também aceleram o ritmo. Um estranho balé que não se vê na faxina de casa. Entre as mulheres, a Suécia derrotou o Canadá. Uma turma bem treinada de varredores.

“Em casa quem varre?”, pergunta o repórter. Ela nem pestaneja. Diz que é função do marido. Que já basta o esforço no esporte.

É uma combinação de precisão, talento, estilo e boas cordas vocais. No curling bom grito pode ser a diferença entre a vitória e derrota. É o grito que determina a direção e a intensidade das varridas. Sem ele, as varreduras ficam desorientadas. Portanto, voz baixa é problema na certa.

A Itália perdeu para a Suíça, e Diana Gaspari, uma das atletas, assumiu parte da culpa.

“Elas não conseguem me ouvir. Acho que a minha voz não é das melhores”, lamenta a italiana.

Ganhar no grito não é força de expressão. E os futuros campeões parecem saber disso desde cedo.

Segredos do Celular: Verdades ou Mitos?

Esta semana recebi uma mensagem mencionando 4 utilidades escondidas que, supostamente, estariam presentes em qualquer telefone celular. Foi o que bastou para que eu, uma pessoa bastante cética, quisesse colocar as afirmações   prova. Para isso, usei meu aparelho atual, um LG Viewty, e classifiquei as afirmações como sendo ou não mitos. O que eu descobri, divido com vocês logo a seguir.

O número universal de emergência para celular é 112

Diz a mensagem que recebi: “Se você estiver fora da área de cobertura de sua operadora e tiver alguma emergência, disque 112 e o celular irá procurar conexão com qualquer operadora possível para enviar o número de emergência para você, e o mais interessante é que o número 112 pode ser digitado mesmo se o teclado estiver travado“.

Plausível. Realmente, discar o número 112 no teclado do meu celular fez com que a inscrição “chamada de emergência” aparecesse no visor, indicando o que, provavelmente, se transformaria numa chamada de emergência. No entanto, não completei a chamada — basicamente por não estar realmente em uma emergência, e assim, apenas posso acreditar que a coisa funcione.

O celular pode ser usado para destrancar seu carro

Diz a mensagem: “Você já trancou seu carro com a chave dentro? Seu carro abre com controle remoto? Bom motivo para ter um celular. Se você trancar seu carro com a chave dentro e a chave reserva estiver em sua casa, ligue pelo seu celular, para o celular de alguém que esteja lá. Segure seu celular cerca de 30cm próximo   porta do seu carro e peça que a pessoa acione o controle da chave reserva, segurando o controle perto do celular dela. Isso irá destrancar seu carro, evitando de alguém ter que ir até onde você esteja, ou tendo que chamar socorro. Distância não é impedimento. Você pode estar a milhares de quilômetros de casa, e ainda assim terá seu carro destrancado”.

Mito. Ao tentar realizar este procedimento com meu celular, não obtive sucesso. Quem foi que disse que celulares e alarmes de carro operam na mesma frequência?

Existe um código secreto que libera carga de bateria extra para o celular

Mais uma colocação da mensagem que recebi: “Vamos imaginar que a bateria do seu celular esteja fraca. Para ativar, pressione as teclas *3370#. Seu celular irá acionar a reserva e você terá de volta 50% de sua bateria. Essa reserva será recarregada na próxima vez que você carregar a bateria”.

Mito. Digitar o código em questão em meu celular fez com que eu obtivesse a resposta “dados inesperados“. Como, das afirmações que são realizadas na mensagem, esta é, na minha opinião, sem sombra de dúvida a mais sensacional e útil de todas, fiz uma busca internet afora, procurando saber se, eventualmente, a mensagem que recebi continha um código que tivesse sido transcrito erroneamente, mas apenas percebi que o código está correto.

Investigando um pouco mais, descobri uma nota no site Snopes, especializado em listar rumores e boatos das mais diversas categorias. Depois de ler a informação em questão, foi possível me convencer de que a coisa toda é, na verdade, um mal entendido, e pode inclusive causar o efeito contrário em alguns aparelhos, como os da marca Nokia:

The claim that pressing the sequence *3370# will unleash hidden battery power” in a cell phone seems to be a misunderstanding of an option available on some brands of cell phone (such as Nokia) for Half Rate Codec, which provides about 30% more talk time on a battery charge at the expense of lower sound quality. However, this option is enabled by pressing the sequence *#4720#; the sequence *3370# actually enables Enhanced Full Rate Codec, which provides better sound quality at the expense of shorter battery life.

Existe um código secreto que pode evitar que terceiros usem seu celular em caso de roubo

A mensagem termina com esta afirmação: “Para conhecer o número de série do seu celular, pressione os seguintes dígitos: *#06#. Um código aparecerá. Este número é único. Anote e guarde em algum lugar seguro. Se seu celular for roubado, ligue para sua operadora e dê esse código. Assim eles conseguirão bloquear seu celular e o ladrão não conseguirá usá-lo de forma alguma. Talvez você fique sem o seu celular, mas pelo menos saberá que ninguém mais poderá usá-lo. Se todos fizerem isso, não haverá mais roubos de celular“.

Plausível. Digitar o código em questão exibiu, em meu aparelho, o IMEIsigla, em inglês, para International Mobile Equipment Identity, um código que realmente identifica cada aparelho celular de forma única, e que pode mesmo ser utilizado não apenas para rastrear os aparelhos, mas também para bloqueá-los em caso de roubo. A razão para classificar este item como plausível se baseia em dois fatores. O primeiro, que nem todos os aparelhos exibem o IMEI utilizando-se a combinação em questão. O segundo, que a possibilidade de a operadora bloquear seu aparelho apenas com o IMEI existe, mas pode ser em muitos casos, limitada.

O resultado final, a meu ver, não é animador. A mensagem que recebi mistura, deliberadamente, pontos que são factíveis e reais com outros que não têm nenhuma indicação de que poderiam sequer funcionar. De qualquer maneira, pelo menos para uma coisa esses testes serviram: Eliminar dúvidas, de uma forma divertida…