em Crônicas do Cotidiano

Papo de boteco: Pentel 357, a lapiseira flex

Decidido a antecipar uma das grandes batalhas que normalmente são enfrentadas por minha família no começo de todos os anos, resolvemos sair ontem para comprar o material escolar do filhote, antes que o ano se torne ano novo, e que as ruas fiquem lotadas de pais com a mesma ideia.

Acontece que enquanto esperávamos em uma papelaria, minha esposa se lembrou de que a lapiseira dela havia misteriosamente desaparecido — aliás, quem é que pode dizer que nunca perdeu uma lapiseira? — e se pôs   busca de uma nova. Isso levou   um intenso debate entre ela e a vendedora, envolvendo cores, tamanhos, marcas e outros detalhes técnicos que normalmente são esquecidos, pelo menos por mim, até que a coisa enveredou pelo lado dos diâmetros de grafite.

Praticamente todo mundo sabe que existem vários diâmetros de grafite disponíveis. Os mais famosos são os de 0,5 e 0,7mm, ambos já utilizados por mim, que atualmente sou usuário de uma fiel lapiseira de 0,7mm. Apesar disso, tenho em minha gaveta do escritório duas lapiseiras adicionais, acreditem: Uma de 0,5 e outra, de 0,9mm. Isso se deve não apenas ao fato de diferentes necessidades durante o dia-a-dia, mas também para eventuais utilizações de ambas como lapiseiras de backup, caso, por exemplo, acabe o grafite e eu esqueça de comprar mais.

O que me levou   ideia de que o mundo poderia ser um lugar bem melhor pra se viver caso alguém resolvesse lançar uma lapiseira que comportasse diversos diâmetros de grafite ao mesmo tempo. Não estranhem, pois, afinal de contas, quantas misturas de lapiseiras e canetas,  s vezes de diversas cores diferentes, vocês já viram na vida? Existem diversas delas, e isso me fez pensar que a ideia poderia muito bem ser aplicada também para as lapiseiras e seus diferentes diâmetros de grafite. Quanto perguntei   vendedora   respeito — por mera curiosidade, é verdade —, ela me disse que desconhecia uma lapiseira assim, e que, provavelmente, isso não existia.

Por razões óbvias, eu concordei. Afinal de contas, quem é que se preocuparia em produzir uma lapiseira flex? Quem seria potencial consumidor deste artigo? Desenhistas? Projetistas? Malucos que guardam em suas gavetas lapiseiras de dois diâmetros extras e distintos, meramente para fins de backup?

Acontece que, de novo por mera curiosidade, fiz uma busca no Google, e acabei descobrindo que há pelo menos um tipo de lapiseira flex, a Pentel Function 357.

Trata-se, até onde eu descobri, de um modelo produzido e vendido exclusivamente no Japão, e que pode ser carregado com grafites de três diferentes diâmetros: Os de 0,5 e 0,7mm, que eu mencionei anteriormente, e o de 0,3mmbem que poderia ser o de 0,9mm. O mecanismo da lapiseira é bastante similar ao dessas misturas de lapiseira e caneta: Você determina qual diâmetro de grafite utilizar através de botões que estão localizados na parte superior do corpo da lapiseira. Aperta-se um desses botões e a ponta surge para uso.

Há, no entanto, um detalhe na Pentel 357 que alguns poderiam achar um ponto negativo: A lapiseira não tem borracha na ponta. Outra questão é que, ainda segundo eu andei lendo, o corpo não é dos mais resistentes. De qualquer maneira, isso não tira o mérito dela no que diz respeito   versatilidade, e, além disso, o preço é, na minha visão, bastante compatível com a oferta: Por cerca de US$ 15 é possível comprá-la, ou pedir que alguém lhe compre, e te faça uma bela surpresa com um presente no mínimo interessante.

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Comentário

  1. É… Estava pesquisando para ver se dava para eu inventar uma dessas, mas a idéia já não é nova –‘
    Ótimo texto, apesar de tirar minhas esperanças como inventora! rsrsrs