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Eu sou um, em 1 bilhão

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Bastou a leitura, no final do mês passado, de uma prévia das novas funcionalidades do Firefox 3.5 feita pelo site Lifehacker, para que eu fosse logo fazer o download. As novidades — como um modo de private browsing e a possibilidade de utilizar wildcards na barra de endereços para encontrar sites previamente visitados  — me fizeram crer que a raposa de fogo continua batendo um bolão.

Talvez justamente por causa disso, eu não tenha me espantado ao ler a notícia de que foi alcançada, no finalzinho deste mês de julho, a marca de 1 bilhão de downloads do navegador, o que, inclusive,  mereceu um site comemorativo, o One Billion + You, ou, em português, Um bilhão + Você, onde, entre outras coisas, descobri que um bilhão de segundos são aproximadamente 31,7 anos — praticamente a minha idade neste momento — e acessei um link para gerar um twibbon alusivo ao marco para utilizar juntamente com meu avatar no Twitter.

Ocorre que essa história de 1 bilhão de downloads me fez pensar em quando eu passei a usar a raposa. Tentando puxar pela memória eletrônica, os arquivos do blog remontam a um post de agosto de 2004, em que eu menciono — e recomendo — o download da versão 0.9.3 do Firefox. Pensando um pouco mais, a análise do histórico de versões lançadas me fez concluir que sou um feliz usuário do navegador desde junho de 2004.

Mas porquê?

Uma nota publicada pela Info no final de junho dava conta de que o Brasil é um dos países que mais baixa o Firefox. Naquela oportunidade, estávamos em quinto lugar no ranking. Talvez os maiores motivadores para este fato sejam pelo menos alguns dos que aparecem no Firefox User Panel:

What general aspects of your browser are most important to you?

Particularmente, as razões que me levaram a começar a usar o Firefox estão entre as 10 principais, elencadas pelo site Switch2Firefox: A possibilidade de navegação em múltiplos sites através de abas, o bloqueio de pop-ups, a possibilidade de buscar texto apenas digitando-o diretamente enquanto estou em uma página qualquer — recurso também conhecido como type-ahead — e um poderoso gerenciador de histórico, indispensável para mim, que estou sempre navegando em diversos sites por dia e depois acabo tendo dificuldades para lembrar por onde andei. Ah… e existem também as extensões, é claro.

É bem verdade que, quanto mais o tempo passa, mais os navegadores se igualam. Concorrentes do Firefox implantam melhorias pensadas inicialmente pelo pessoal que contribui com a Mozilla Foundation, e o próprio Firefox copia aquilo que se mostrou boa idéia em navegadores como o Chrome — de quem foi copiada a navegação anônima e a capacidade de destacar uma aba do navegador arrastando-a com o mouse para fora da janela atual, situação na qual uma nova janela é criada.

No entanto, devo admitir que sou um firefoxer de carteirinha. O Opera, e o próprio Chrome, só para citar dois exemplos, são navegadores que já passaram pela minha máquina anteriormente, mas que eu acabei deixando de lado após sérias saudades da raposinha… acho que é um caso de paixão, mesmo.

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Comentário

  1. Aqui fala um ex-Firefoxer. Dei uma chance ao Chrome, e o navegador da Google me conquistou. O maior problema do Firefox, e o que me fez migrar para a concorrência, é o consumo de memória, e o uso de um processo só para o navegador inteiro. Cansei de perder trabalhos importantes simplesmente porque o navegador travou. Não que o Chrome seja à prova de falhas, mas nele elas são bem mais raras, e com seu sistema sandbox, geralmente apenas uma aba trava, as demais permanecem intactas.

    Anote o que eu digo: o Chrome 3 (ou 4) será um divisor de águas. A Google está trabalhando forte em cima de extensões e temas, um dos maiores chamarizes do Firefox. Quando eles colocarem esses recursos numa versão estável (pública), e de maneira amigável e intuitiva, os competidores terão que suar a camisa para alcançá-lo 🙂 .

    De qualquer maneira, parabéns ao Firefox! Usei ele por muito tempo; como navegador default, do Phoenix 0.6 até o Firefox 3.0.11. Independente de usá-lo ou não, a verdade é que todos devemos honrarias e homenagens àquele que reacendeu a guerra dos browsers.

    []’s!

  2. @Ghedin: Cara, você disse certo… foi a raposa quem reacendeu a guerra dos browsers, e isso é um mérito que ninguém poderá lhe tirar.

    No que diz respeito ao Chrome, aguardo ansiosamente — sério!! — pelas próximas versões. Quem sabe, aliás, uma hora ele me conquiste, já que atualmente seria o segundo na minha lista, apesar da última versão que instalei parar de iniciar de uma hora pra outra o tempo todo, mesmo após tentar fixes como este aqui

    Tudo é possível…
    Abração!

  3. não ia comentar pois já salvei no delicious, mas sobre as versões, lembro claramente, uso desde a 0.7.1 😛

    Quando saiu a 0.8 eu não gostei e fiz o downgrade para a 0.7.5 e só atualizei quando saiu a versão 1.0 😀

    Abração

  4. O dia que o Chrome ou Opera tiverem extensões decentes como por exemplo Xmarks (sincronizador de favoritos) passarei a usa-los.
    Não venham dizer que o Chrome é um bom navegador pois AINDA não é aquilo tudo, tem muito pra melhorar.
    Firefox hoje é o melhor, estou usando a versão 3.5.2 e está ótimo.

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