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Da sua cabeça para o Twitter!

brain_twitterAdam Wilson, doutorando em Engenharia Biomédico pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos virou notícia esta semana, depois de ter publicado uma atualização em sua conta no Twitter usando, para isso, apenas a força do seu próprio pensamento.

A coisa parece saída de filmes ou livros de ficção científica, mas na verdade foi possível graças a uma engenhoca — parecida com um capacete — plugada ao computador do rapaz, através da qual ele operou uma Brain Computer Interface, ou BCI, capaz de fazer seu cérebro se comunicar com a máquina.

Esta história me faz logo pensar no brilhante físico inglês Stephen Hawking, que, como a maioria das pessoas sabe, sofre de uma doença neurológica que compromete seu sistema motor, e que, além de deixá-lo permanentemente preso a uma cadeira de rodas, o faz precisar de um sintetizador de voz para se comunicar com as pessoas. Comunicação é justamente a maior dificuldade para pessoas que tem este tipo de problema, e, assim como disse   Wired o engenheiro biomédico Kevin Otto, também envolvido com esta experiência, o mais importante é que ela endereça diretamente esta necessidade de se comunicar e de se socializar, ao utilizar um mecanismo atualmente tão popular como o Twitter:

“It’s in tune with what patients want,” said Otto. “Social networking and communication is really their first desire. There’s been quite a bit of success, and a few demonstrations, helping people to e-mail. But the same reason why people choose Twitter and Facebook over e-mail is the same reason why this is significant.”

Os idealizadores dizem que, embora a interface ainda não esteja pronta para comercialização, ela já está além da fase de prova de conceito, uma vez que já se sabe que o sistema funciona perfeitamente — um vídeo publicado no YouTube demonstra, em quase 2 minutos de duração, que isso é realmente sério. Eles dizem que o próximo passo será a utilização do mecanismo por 10 pessoas que hoje já possuem cópias do software responsável por operar a interface entre o cérebro e os computadores, e, a seguir, pensar em formas de integrá-lo de vez   rotina das residências comuns, de forma que qualquer pessoa possa montar o kit de utilização sem necessitar de ajuda.

Honestamente, eu torço para que chegue logo o dia em que atualizar o Twitter telepaticamente terá se tornado tão corriqueiro que me ajude a estar mais presente nesta e em outras redes sociais, já que hoje nem mesmo com todas as facilidades existentes — como o envio de updates através do celular — eu consigo atualizar meu status tanto quanto eu gostaria.

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Comentário

  1. Esse tipo de pesquisa abre um leque de possibilidades sem precedentes. Em pessoas que sofrem de doenças ou problemas que afetam sua mobilidade e sua comunicação, tal como o citado exemplo do cientista Stephen Hawking, a consciência geralmente não é afetada. Imagine então ter a necessidade de se comunicar e não conseguir por estar “preso” dentro de seu corpo! É por isso que eu torço muito pelo sucesso de pesquisas como essa e a do cientista brasileiro Miguel Nicolelis.

  2. @Neto: Interessante, eu nunca tinha ouvido falar deste filme. Agora eu já o anotei em minha lista, para assistir.

    De qualquer maneira, pense só, Netão: Daqui a um tempo pode ser que isso se torne realidade, hein? Pilotar, ou fazer qualquer outra coisa com a força do pensamento pode acabar se tornando realmente possível…

    Abração!

  3. @Emerson: Boa lembrança com relação ao trabalho do Nicolelis. Eu me lembro agora de ter visto alguma coisa com relação às pesquisas dele na TV.

    Realmente, não há mais o que acrescentar ao que você disse: Temos que torcer para que iniciativas como essa resultem o quanto antes em bons frutos para ajudar a humanidade…

    Abração!