Combatendo vírus na nuvem

A PandaLabs anunciou esta semana, segundo nota divulgada pela PCMagazine, a disponibilização de um anti-vírus gratuito, e que consome poucos recursos.

Já que consumir poucos recursos é a promessa de 9 entre cada 10 anti-vírus disponíveis atualmente no mercado, não foi exatamente isso o que me chamou a atenção, mas sim o mecanismo que eles alegam que torna a solução leve: O Panda Cloud Antivirus, como o próprio nome delata, é uma ferramenta que emprega tecnologia de cloud computing.

Imagine ter   sua disposição uma comunidade global de mais de 10 milhões de usuários que façam por conta própria — e automaticamente — o trabalho de identificar e classificar novas ameaças, como malwares e spywares, tudo em tempo real. Assim é a cloud computing, ou computação nas nuvens, ao pé da letra. A nuvem, neste caso, é uma referência   Internet, justamente onde ficam localizados todos os recursos que trabalharão em prol de cada usuário.

Fazendo com que o processamento seja realizado na nuvem, ao invés de no computador da minha ou da sua casa, o Cloud Antivirus deixa de consumir maiores recursos. Além disso, a nova ferramenta posterga ao máximo a análise de cada item suspeito. Na prática, isso quer dizer que o item não será verificado durante a cópia ou um download, mas sim, somente a partir do momento em que tentar executar alguma coisa suspeita, quando será devidamente bloqueado.

Uma coisa é certa: Ao longo dos anos eu já perdi a conta de quantas vezes cruzei com discussões do tipo “qual é o melhor anti-vírus da paróquia“. Não foram poucas, isso é verdade, assim como também é verdade o fato de que, na grande maioria das vezes, as reclamações das pessoas fatalmente estavam em consumo de recursos e lentidão dos programas.

Como esta questão de lentidão também é uma reclamação pessoal, nada melhor do que testar a solução oferecida pela Panda, e assim comprovar por conta própria se a ferramenta é tudo isso mesmo que diz ser. Aguardem. Fui em frente, baixei o programa e o pus   prova. A seguir, conforme prometi, as minhas impressões e comentários.

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Saudades eternas do Geocities

A data era 31 de agosto de 1997.

Depois de regressar de uma viagem ao Nordeste brasileiro exatamente no dia em que a Princesa Diana morria em um acidente de carro, eu carregava na bagagem algumas dezenas de fotos, todas elas tiradas com uma câmera Pentax que hoje, com a modernidade e infinidade de pixels das câmeras digitais, você encontra nos magazines populares por menos de R$ 35. Depois de digitalizar algumas dezenas delas, eu queria — e precisava — de algum lugar para publicá-las on-line, de maneira que alguém que infelizmente tinha ficado por lá pudesse vê-las quando bem quisesse.

Como naquele tempo eu não tinha condições de possuir um domínio próprio na Internet — e, aliás, eu nem sabia direito o que era isso —, e os blogs ainda estavam muito longe de surgir, meu primeiro pensamento foi criar uma homepage no Geocities. Não era a minha primeira experiência no assunto, mas era a segunda: Isso significava recorrer ao famigerado Microsoft Frontpage para criar um layout. Me lembro muito bem da coisa: Um fundo azul mesclado com branco, o mesmo para os dois frames que haviam na página, um   direita — principal — e o outro,   esquerda, com um menu e uma imagem GIF servindo de título que eu criei no Corel Draw.

No frame principal, as fotos, todas circuladas por aquelas horríveis bordas azuis muito grossas que se podia ver quando se navegava no Netscape Navigator. Nada de CSS. De qualquer maneira, subi todo o conteúdo para uma URL da qual me lembro até hoje:

http://www.geocities.com/TimesSquare/Alley/6203

Uma ligação telefônica interurbana depois e eu havia avisado minha namorada de que as fotos que eu havia tirado estavam em uma homepage que eu tinha criado pra nós. Isso a deixou muito, muito feliz.

Essa história me veio   mente porquê essa semana recebi com uma certa tristeza a notícia de que o Yahoo vai descontinuar o Geocities até o final deste ano. É claro que a causa disso é a mesma que fez o bom e velho IRC ser substituído pelos instant messengers como o ICQ e o MSN: A evolução tecnológica é quem faz com que ferramentas de criação e gerenciamento de blogs como o WordPress ou sites como o Twitter e o Facebook sejam utilizados pelos internautas modernos, que preferem socializar seus pensamentos e opiniões a isolá-los em páginas como as que eram criadas e hospedadas por lá.

De qualquer maneira, não creio que seja pequeno o número de pessoas que tenham pelo menos uma história relacionada ao Geocities para contar. A minha acabou em casamento, e foi outra, afinal de contas, escrita pelo Graveheart, que me motivou a também colocar os dedos em ação, e a plagiar, descaradamente, a frase final do que ele escreveu: Vá com Deus, Geocities. Você ajudou a criar muitos dos que estão aqui hoje. E viverá sempre em nossos corações.

Da sua cabeça para o Twitter!

brain_twitterAdam Wilson, doutorando em Engenharia Biomédico pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos virou notícia esta semana, depois de ter publicado uma atualização em sua conta no Twitter usando, para isso, apenas a força do seu próprio pensamento.

A coisa parece saída de filmes ou livros de ficção científica, mas na verdade foi possível graças a uma engenhoca — parecida com um capacete — plugada ao computador do rapaz, através da qual ele operou uma Brain Computer Interface, ou BCI, capaz de fazer seu cérebro se comunicar com a máquina.

Esta história me faz logo pensar no brilhante físico inglês Stephen Hawking, que, como a maioria das pessoas sabe, sofre de uma doença neurológica que compromete seu sistema motor, e que, além de deixá-lo permanentemente preso a uma cadeira de rodas, o faz precisar de um sintetizador de voz para se comunicar com as pessoas. Comunicação é justamente a maior dificuldade para pessoas que tem este tipo de problema, e, assim como disse   Wired o engenheiro biomédico Kevin Otto, também envolvido com esta experiência, o mais importante é que ela endereça diretamente esta necessidade de se comunicar e de se socializar, ao utilizar um mecanismo atualmente tão popular como o Twitter:

“It’s in tune with what patients want,” said Otto. “Social networking and communication is really their first desire. There’s been quite a bit of success, and a few demonstrations, helping people to e-mail. But the same reason why people choose Twitter and Facebook over e-mail is the same reason why this is significant.”

Os idealizadores dizem que, embora a interface ainda não esteja pronta para comercialização, ela já está além da fase de prova de conceito, uma vez que já se sabe que o sistema funciona perfeitamente — um vídeo publicado no YouTube demonstra, em quase 2 minutos de duração, que isso é realmente sério. Eles dizem que o próximo passo será a utilização do mecanismo por 10 pessoas que hoje já possuem cópias do software responsável por operar a interface entre o cérebro e os computadores, e, a seguir, pensar em formas de integrá-lo de vez   rotina das residências comuns, de forma que qualquer pessoa possa montar o kit de utilização sem necessitar de ajuda.

Honestamente, eu torço para que chegue logo o dia em que atualizar o Twitter telepaticamente terá se tornado tão corriqueiro que me ajude a estar mais presente nesta e em outras redes sociais, já que hoje nem mesmo com todas as facilidades existentes — como o envio de updates através do celular — eu consigo atualizar meu status tanto quanto eu gostaria.

Eu e minha língua azul!!!

Vocês viram a minha língua azul? Pois é… eu fiquei com ela assim depois de comer um certo tipo de doce que tinha na festinha de aniversário da minha amiguinha lá da escolinha, a Maria Eduarda.

Aliás, eu me diverti muuuuuuito por lá!!! É que tinha o meu brinquedo favorito: Uma enorme cama elástica… nem sei dizer quanto tempo fiquei pulando!! Só sei que neste vídeo aqui embaixo, papai conseguiu pegar os últimos momentos da minha diversão… eu estou brincando junto com a Gabi, outra amiguinha que eu tenho na escola. Logo em seguida, eu cansei

Adieu, Tweetbacks: Olá, Chat Catcher!

ccbblQuem me acompanha mais de perto sabe que eu venho tentando, através de plugins para o WordPress, integrar tweetbacks ao blog. Minha insistência se baseia no fato de que, caso eu venha a escrever algo interessante ou minimamente útil, essa informação será comentada por uma ou mais pessoas através do Twitter, e eu gostaria de saber a respeito. Neste aspecto, ocorre que a integração através do plugin Tweetback realmente funciona para a maioria dos serviços de URL shortening, mas falha gravemente quando alguém faz uso do migre.me, site que é cada dia mais popular entre os usuários de microblogging brasileiros.

Tal mau funcionamento recentemente me levou há alguns dias a pedir ajuda não apenas ao desenvolvedor do plugin, mas também ao desenvolvedor do serviço brasileiro. Depois de esperar por um tempo razoável sem que houvesse qualquer resposta — fato que eu honestamente compreendo perfeitamente, pois imagino que ambos estejam tão ocupados quanto eu, com seus afazeres profissionais —, resolvi voltar   batalha, buscando qualquer alternativa que me fizesse obter um maior grau de êxito com minha vontade. Foi quando esbarrei sem querer com um artigo de Ari Herzog, especialista em mídias sociais que contribui para o site americano Mashable,  onde ele descreve a forma que ele próprio utiliza para incluir citações a seus artigos em seu blog. Trata-se de um serviço chamado Chat Catcher, criado pelo programador norte-americano Shannon Whitley e introduzido no começo deste ano em um artigo de seu blog pessoal.

O título do artigo de Ari Herzog realmente diz tudo: O Chat Catcher é mesmo mais inclusivo do que os tweetbacks, uma vez que inclui em suas buscas não apenas as citações realizadas através do Twitter, mas também aquelas que estiverem dando sopa em serviços como o FriendFeed e o Identi.ca. Basta que um artigo do seu blog apareça em um destes serviços e pronto: Uma referência a ele se tornará um trackback — ou um comentário comum, se você assim preferir, postado de volta no blog original. Entre as vantagens do Chat Catcher está o fato de que ele funciona com qualquer plataforma de blog que suporte trackbacks, e, mesmo quando isso não é possível, são oferecidas alternativas de integração scriptless. Há também um plugin para WordPress, que eu já instalei e testei aqui no blog.

Integração entre o Chat Catcher e o migre.me

Uma vez realizada a instalação, o procedimento é realmente muito simples: Na verdade, a única coisa realmente necessária é ir até as opções da página do plugin e clicar o botão Register this blog. Opcionalmente você pode listar usuários que deseja excluir das pesquisas — como o seu próprio usuário do Twitter, ou algum engraçadinho que esteja lhe mandando spam — e escolher se deseja tornar cada citação a um artigo seu um trackback ou comentário comum. Uma opção que eu não poderia deixar de mencionar é a possibilidade de moderar as citações antes que apareçam no corpo do blog.

Para concluir, é importante dizer que minha decisão final por adotar o Chat Catcher e abandonar o plugin anterior se baseia no fato de que o serviço cumpre o que promete: Lidar com qualquer serviço de URL shortening, resgatando citações custe o que custar. Neste aspecto, como ilustra a figura que se encontra neste artigo, até mesmo uma citação que eu mesmo fiz através do migre.me foi competentemente capturada. E isso, meus amigos, finalmente põe fim   esta novela.

Que música é essa que eu ouvi na TV?

Sentado na confortável poltrona de sua sala de estar — ou em frente ao computador, se você também é adepto da TorrenTV —, uma música lhe chama a atenção enquanto você está colocando em dia os episódios de seu seriado favorito. É fato que você nunca a ouviu antes na vida, mas também é fato que, na sua opinião, ela é contagiante, ou, no mínimo, interessante.

Você fica se perguntando que música é essa. Quem canta. Como é a letra completa, e tudo mais. Tudo isso porquê fica, nem que seja momentaneamente, movido pela vontade de ter aquela determinada música no seu acervo.

Claire Bennet

Ontem, enquanto eu assistia aos dois minutos finais de Into Asylum (S03E21 de Heroes) — que começaram enfeitados pela bela Hayden Panettiere no papel de Claire Bennet — essa situação se repetiu: Lá estava justamente uma música que eu nunca havia ouvido antes, mas que achei ótima. Exatamente como já fiz diversas vezes no passado em situações como esta, recorri  quele que tudo sabe para satisfazer minha curiosidade.

Acabei encontrando o site Heard on TV, voltado exatamente para as pessoas que, como eu, estão com esse problema. Funciona mais ou menos assim: Os usuários do serviço submetem os títulos das músicas que ouviram em seus seriados de TV favoritos, e eles aparecem em páginas dedicadas a estes programas. Cada resultado é acompanhado de links para o YouTube e para compra online, sempre que disponíveis.

Detalhe da busca no site Heard on TVComo a coisa é baseada em colaboração, não é sempre que um episódio possui listadas todas as suas músicas: Há, aliás, muitos casos em que nenhuma música aparece listada para determinados episódios. De qualquer maneira, neste caso específico tive sorte, e, realizando minha investigação no site, acabei descobrindo que a música que ouvi é um hit de 1965, e se chama We gotta get out of this place. Interpretada pela banda americana The Animals, trata-se de um dos dois principais sucessos do grupo, que se desfez definitivamente em 1984 — o outro é uma música chamada The House of the Rising Sun.

Depois de satisfeita a curiosidade com esta música, fui explorando outros episódios de Heroes. Entre outras coisas, encontrei músicas do Fleetwood Mac, Talking Heads e até Rush. Claro que não estou incluindo aqui outras músicas, provenientes de outros seriados que eu assisto. No final das contas, a experiência acabou sendo tanto interessante quanto divertida, e me permitiu, de certa maneira, ampliar meu horizonte musical. Agora eu certamente já sei onde vou procurar da próxima vez em que assistir a alguma coisa e quiser saber mais sobre aquela música que me chamar a atenção.