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Empurrando caixas

Lá pelo final da década de oitenta, mais ou menos na época em que meus pais compraram o primeiro PC lá de casa — um bom e velho PC XT com monitor de fósforo verde posteriormente substituído por um CGA de 4 cores — tive os primeiros contatos com um jogo chamado Sokoban, palavra japonesa que pode ser traduzida, segundo a Wikipedia, como zelador do armazém.

O Sokoban da Spectrum Holobyte

O Sokoban da Spectrum Holobyte

Criado em 1980 pelo programador japonês Hiroyuki Imabayashi, então dono de uma game house chamada Thinking Rabbit, o Sokoban foi um dos dois primeiros jogos que joguei onde o objetivo era resolver puzzles, ou seja, solucionar quebra-cabeças — o outro, da mesma época, foi o Tetris.  A Spectrum Holobyte importou o jogo para o ocidente, e era exatamente esta versão que nós tínhamos instalada no computador de casa. Com ela eu passei horas muito divertidas empurrando caixas.

Aliás, o objetivo do Sokoban era exatamente esse: movimentar caixotes de um armazém — na verdade um labirinto — para que estes pudessem chegar a locais pré-determinados. As regras do jogo são bastante simples, e apenas três:

Regra 1: Só vale empurrar Regra 2: Só vale empurrar 1 caixa por vez Regra 3: Puxar, nem pensar!

Hoje, por acaso, acabei ensinando o jogo e suas regras   minha esposa, que nunca antes em sua vida havia ouvido falar do Sokoban, depois que ela ficou curiosa em me ver jogá-lo através do decodificador da Sky, aqui em casa, apenas para passar o tempo. Como se trata de um jogo muito viciante, ela acabou gostando muito, e eu fui atrás de uma boa versão para deixar instalada no computador aqui de casa. Acabei baixando o YSokoban, programa gratuito que parece estar em franco desenvolvimento, já que a versão 1.127, mais recente, é de março deste ano.

Nível da Thinking Rabbit na skin da Spectrum Holobyte (DOS)

Nível da Thinking Rabbit na skin da Spectrum Holobyte (DOS)

A vantagem do programa é que, apesar de leve — apenas 380kb de espaço em disco são ocupados após extrairmos os arquivos compactados —, ele possui diversos recursos úteis para quem acaba adotando o Sokoban como passatempo, sobretudo a possibilidade de realizar infinitos undos e redos apenas com o mouse.

Nível da Thinking Rabbit na skin padrão do YSokoban

Nível da Thinking Rabbit na skin padrão do YSokoban

O YSokoban permite a utilização de skins, tornando possível deixar o programa com a cara de seu antecessor, o que é muito legal para os saudosistas como eu.

Os 50 níveis padrão que acompanham a instalação são os mesmos da versão japonesa da Thinking Rabbit, importada pela Spectrum Holobyte, mas, para aqueles que querem estender a diversão é possível importar mapas de Sokoban criados em arquivos texto — facilmente encontrados através de uma busca no Google — para dentro do programa, o que torna a diversão ilimitada.

Assim sendo… o que você está esperando?!

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Comentário

  1. Nostalgia pura! Não lembro em que oportunidade, mas eu passei algumas horas me divertindo com esse jogo. Nem me recordava dele, para ser sincero, mas seu texto refrescou a minha memória 🙂

    • Pois é, Emerson… esse foi um dos poucos jogos que eu realmente admito ter me prendido por horas a fio. Afinal de contas, ele é mesmo viciante…

      Abração!

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  • Dianah B 28/03/2009

    Pra quem não conhece o antigo jogo SOKOBAN: http://bit.ly/1ato89

  • dianah_b (Dianah B) 28/03/2009

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    Pra quem não conhece o antigo jogo SOKOBAN: [link to post]

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