GDrive: A privacidade no caminho de um Briefcase 2.0

Google GDriveComo lá pelos idos de 2000 e 2001 eu era um fervoroso usuário do Briefcase, não pude deixar de reparar, esta semana, que o Yahoo resolveu dar um ponto final ao serviço depois de quase 10 anos de estrada: Todos os usuários tem até o próximo dia 30 de março para baixar ou excluir o que estiver armazenado em suas contas.

Naquela época eu estava começando a faculdade, e a especificação do padrão USB ainda não havia decolado. Dessa forma, ainda não era possível fazer o que metade da torcida do Flamengo faz hoje em dia quando quer transportar arquivos pra cima e pra baixo: Recorrer a um pendrive. Eu carregava um porta-disquetes — com a incrível capacidade para três discos de 3 1/2 polegadas. Assim sendo, imaginem o meu justificável espanto de poder contar com os 30 Mb oferecidos pela empresa, e, ainda por cima, gratuitamente.

Pois bem. Foram, de certa forma, exatamente estes 30 Mb de espaço de armazenamento que tanto me impressionaram no começo da década que acabaram por decretar o fim do serviço. Acontece que, para os padrões de armazenamento atuais em que espaço sobrando nunca é suficiente — um amigo meu, por exemplo, voltou de férias essa semana e me disse ter acabado de comprar um HD novo, com 1 terabyte de capacidade —, essa oferta ficou pelo caminho, muito Web 1.0 para o gosto dos usuários, que no fundo, começaram a nem se lembrar mais do pobre Briefcase, ofuscado pelo espaço oferecido pelo Flickr ou pelo sensacional GMail, ambos gigabytes e mais gigabytes   sua frente.

Mas se por um lado o Briefcase está prestes a bater as botas mesmo sendo pioneiro na disponibilização de espaço em disco, por outro deve ficar na memória de muita gente devido a outro conceito que ajudou a popularizar: Estou falando da possibilidade de dar a qualquer usuário a chance de acessar seus arquivos em qualquer computador, a qualquer momento, em qualquer parte do mundo em que ele esteja. Na onda de aproveitar este conceito associado   capacidade crescente de armazenamento do GMail, aliás, muita gente acabou apresentando soluções criativas, como o GMail Drive, por exemplo, que cria uma camada que permite usar sua conta de email no serviço como um drive virtual de seu computador, onde os dados ficam armazenados remotamente.

E foi justamente uma notícia sobre o Google que também me chamou a atenção no começo da semana: Primeiro surgiu como uma suspeita do site TG Daily, e depois acabou se confirmando sem querer, graças a um memorável vazamento de código: Vem aí, ainda em 2009, o Google Drive — ou GDrive, para facilitar.

Faço minhas as palavras que dão título ao artigo do britânico The Observer: Através desse movimento o Google planeja tornar os PCs que conhecemos hoje coisa do passado, ao possibilitar a qualquer pessoa, tal como no caso do Briefcase, que acessem não apenas seus arquivos, mas também, todo um sistema operacional e aplicativos diretamente dos servidores da empresa californiana.

O GDrive deve funcionar armazenando todos os dados em um servidor que normalmente estará a quilômetros de distância das máquinas dos usuários, um conceito batizado de Cloud Computing. As cópias locais dos arquivos de qualquer pessoa poderão ser sincronizadas com as versões do servidor através de uma conexão de dados, o que na prática os tornará acessíveis em qualquer lugar e hora, desde que se use um computador com conexão   web.

Mesmo sendo um entusiasta ávido por experimentar a coisa caso ela realmente se concretize, sentencio logo de cara: Eu não acho que as pessoas estejam preparadas, pelos próximos sei-lá-quantos-anos, a abandonarem seus HD’s com capacidades cada dia maiores e maiores, para partirem para um modelo de 100% de armazenamento de dados em um servidor… ainda mais um servidor alheio.

Trata-se de privacidade: Para mim, se o Google quiser tornar o GDrive — e o cloud computing — realmente populares, terá que convencer pessoas comuns, como você ou eu, de que será seguro armazenar todos os seus arquivos — mesmo aqueles mais secretos, como planilhas bancárias, ou sei lá que outras coisas — em um servidor. “Mas quem verá os dados além de mim?“. “E se a internet cair, o que acontece? Hoje, pelo menos, está tudo no meu HD, aqui, pertinho de mim“.

Trata-se de uma pedra e tanto para o Google tirar do caminho, ainda mais se deixarmos tomar conta de nossas cabeças o pensamento inevitável de que os mesmos robôs postos   serviço da análise do que escrevemos em nossas mensagens de e-mail no GMail serão também postos para vascular arquivos incansavelmente, tudo em nome da exibição de anúncios, que, afinal, são o ganha-pão do Google.

Mas… quem sabe daqui a algumas gerações, não é mesmo?

Método do Tijolo para contratar funcionários

tijolosÉ duro ter que admitir que certos métodos, como o que está listado abaixo — e que recebi por e-mail de uma amiga — realmente têm total fundamentação e são muito eficientes.

Método do tijolo para contratação de funcionário
O método consiste em:

  1. Colocar todos os candidatos num galpão
  2. Disponibilizar 200 tijolos para cada um.
  3. Não dê orientação alguma sobre o que fazer.
  4. Tranque-os lá.

Após seis horas, volte e verifique o que fizeram.  Segue a análise dos resultados:

  1. Os que contaram os tijolos contratem-os como contadores.
  2. Os que contaram e em seguida recontaram os tijolos, são auditores.
  3. Os que espalharam os tijolos são engenheiros.
  4. Os que tiverem arrumado os tijolos de maneira muito estranha, difícil de entender, coloque-os no Planejamento, Projeto e Implantação do Controle de Produção.
  5. Os que estiverem jogando tijolos uns nos outros, coloque-os em Operações.
  6. Os que estiverem dormindo, coloque-os na Segurança.
  7. Aqueles que picaram os tijolos em pedacinhos e estiverem tentando montá-los novamente, devem ir direto   Tecnologia da Informação.
  8. Os que estiverem sentados sem fazer nada ou batendo papo-furado são dos Recursos Humanos.
  9. Os que disserem que fizeram de tudo para diminuir o estoque, mas a concorrência está desleal e será preciso pensar em maiores facilidades, são vendedores natos.
  10. Os que já tiverem saído são Gerentes.
  11. Os que estiverem olhando pela janela com o olhar perdido no infinito, são os responsáveis pelo Planejamento Estratégico.
  12. Os que estiverem conversando entre si com as mãos no bolso demonstrando que nem sequer tocaram nos tijolos e jamais fariam isso, cumprimente-os com muito respeito e coloque-os na Diretoria.
  13. Os que levantaram um muro e se esconderam atrás são do Departamento de Marketing.
  14. Os que afirmarem não estar vendo tijolo algum na sala, são advogados, encaminhem ao Departamento Jurídico.
  15. Os que reclamarem que os tijolos estão uma porcaria, sem identificação, sem padronização e com medidas erradas, coloque na Qualidade.
  16. Os que começarem a chamar os demais de companheiros, elimine-os imediatamente antes que criem um sindicato.

Atenciosamente,
Psicólogo Chefe

Duas palavrinhas sobre GTD

Qualquer um que trabalha sabe o quanto é fácil acumular tarefas que precisam ser feitas.

Dia após dia, hora após hora elas vão surgindo, mais simples ou mais complexas, e a única coisa que se pode afirmar a respeito delas com toda certeza é que, caso nada seja feito, acabarão se acumulando em uma pilha enorme, tudo para que constatemos — muitas vezes tarde demais — que os prazos prometidos originalmente já estouraram, ou que ações antes importantes se tornaram urgentes num mero piscar de olhos.

De uns dois anos e meio pra cá, com minha carga de responsabilidades aumentando progressivamente no trabalho, me dei conta de que eu precisaria adotar algum tipo de mecanismo se não quisesse me ver, de uma hora pra outra, em meio a um mar de desorganização, sem conseguir fazer tudo o que era esperado de mim, e sendo cobrado por atrasos ou falta de resultados.

Após observar alguns colegas de trabalho — inclusive meus chefes ao longo dos anos — acabei por adotar um modus operandi que vem funcionando perfeitamente, e o melhor, fazendo com que eu me sinta produtivo — coisa que considero fundamental para o bom desempenho do trabalho de qualquer pessoa. Esta semana, depois de conversar com uma amiga que me dizia precisar se organizar melhor, surgiu a idéia para este artigo, pois assim posso compartilhar o que faço com mais gente.

A coisa é, realmente, muito simples: Com um caderno em mãos — o mesmo que carrego para cima e para baixo para todas as reuniões onde participo —, vou anotando, uma em cada linha, cada uma das ações que eu preciso realizar. Podem ser coisas banais, como fazer uma ligação, ou mais complexas, como planejar os próximos passos de um projeto. Não importa. Anoto tudo usando uma linha de caderno por vez, e,   frente de cada item, desenho uma caixinha, tal como um checkbox.

Na realidade, a lista de caixinhas é a lista de todas as coisas que preciso que sejam feitas, listadas em sequência e, por mais que uma lista assim seja uma das invenções mais antigas da humanidade, para mim o segredo está em como utilizá-la.

É por isso que todos os dias, ao chegar no trabalho, abro meu meu caderno e vou olhar para as tais caixinhas. Aquelas que posso resolver de imediato, resolvo. Aquelas para as quais preciso me comunicar com alguém, geram ligações, conversas de corredor ou reuniões, ou seja se desdobram em ações mais estruturadas, ou mesmo pequenos projetos. Aquelas que vão ficando muito para trás, risco e escrevo novamente na página mais recente, basicamente para me obrigar a olhar para elas, até que as resolva.

The Big Picture

Dia desses eu li sobre um camarada chamado David Allen, que criou uma metodologia chamada Getting Things Done — ou Fazendo as Coisas Acontecerem. Muita gente se refere a esta metodologia apenas como GTD. Trata-se de um conjunto de boas práticas cujo princípio fundamental, na minha opinião, vai justamente ao encontro do que eu venho fazendo há algum tempo.

Allen diz que é necessário que uma pessoa tire as tarefas que precisa fazer da cabeça, registrando tudo externamente. Fazendo isso, libera-se a mente do trabalho de ter que se lembrar de tudo o que precisa ser feito, e pode-se concentrar em fazer as tarefas. A essência da coisa é fabulosa.

Apesar de não ter lido o livro onde ele explica todos os passos para aplicar a metodologia detalhadamente (há também uma versão traduzida), a leitura da lista dos princípios básicos do Getting Things Done demonstra que tudo pode, sim, começar por uma simples lista como a que eu tenho feito ao longo dos anos.

Para mim, o que o GTD proporciona a mais são algumas técnicas para ajudar a priorizar o que deve ser feito imediatamente ou mais tarde.  Fora isso, basta realmente só acompanhar a lista para saber o que fazer a seguir, e partir para a ação, ou seja, não existe nada de abstrato no mecanismo.

Senão vejamos: Voltando   minha história com as caixinhas anotadas diretamente no caderno, tudo o que eu preciso garantir para alcançar resultados é que o maior número possível delas seja marcado com um belo X ao final de cada dia. Assim, elas me dão a sensação de tarefa realizada, de dever cumprido… e de produtividade. E, é claro, para as caixinhas que ficam em aberto de um dia para o outro, ou de um período maior para outro, sempre há como encará-las como incentivo para fechar mais pendências, o que torna a coisa uma bela diversão.

Para quem não se sente muito a vontade fazendo listas em cadernos e prefere algo diferente, pode conseguir uns modelos diversificados através do PocketMod, ou recorrer ao famoso Remember the Milk. E para quem quer mergulhar mais a fundo no GTD,  há sempre alternativas gratuitas, como o  GTD-Freeque aliás pode ser levado num pen drive, para estar sempre disponível, se necessário.

Finalmente um TinyMCE ligeiro no meu WordPress 2.7

Desde o começo de dezembro do ano passado eu vinha enfrentando severos problemas ao tentar digitar meus artigos para publicação aqui no blog: Carregar o TinyMCE, editor WYSIWYG padrão que acompanha o WordPress, levava mais de 10 segundos na raposa de fogo, e, em seguida, digitar cada mera letra parecia uma tortura interminável, só perdendo para o tempo gasto ao ter que apagar alguma coisa usando o backspace ou formatando os textos.

Tentei, antes de qualquer coisa, usar uma versão recente do Opera para acessar o painel de edição de artigos, o que funcionou maravilhosamente bem, já que a lentidão desapareceu por completo na digitação. No entanto, não dava pra ficar usando um navegador diferente só pra criar artigos no blog e, assim sendo, cogitei a possibilidade de que pudesse se tratar de um problema qualquer com uma das inúmeras extensões que eu possuo instaladas no Firefox.

Infelizmente, após desabilitar todos os plugins e realizar um fresh setup, o problema não se resolveu: Cada caracter ainda levava uma eternidade para aparecer na tela ao digitá-lo. O próximo suspeito da minha lista foi o próprio WordPress. Pensei se tratar de algum bug da nova versão do WordPress, já que, afobado por testar novas funcionalidades, naquele momento eu vinha usando algumas versões beta.

Quando a versão 2.7 saiu oficialmente e eu reparei que o problema de lentidão ainda não dava o braço a torcer, comecei uma busca um pouco mais dedicada atrás de uma solução. Se na primeira quinzena de 2009 fiquei sem publicar uma palavra que fosse por aqui, foi por conta de estar ocupado atrás de cada pequena referência que pudesse representar uma luz no final do túnel.

No começo dessa semana encontrei essa luz, lendo um artigo do Andrew Ozz, chamado Troubleshooting TinyMCE in WordPress 2.7. Nele, Andrew lista alguns pontos que podem ser tentados por qualquer pessoa se seu editor resolve não aparecer ou funcionar corretamente. Alguns pontos eu já havia tentado, mas foi no sexto que eu parei, pois, recentemente havia encontrado diversos erros provenientes da página em que o TinyMCE é carregado no WordPress, examinando-a pelo console de errors do Firefox:

Delete both wp-admin and wp-includes directories and upload fresh copies from the WordPress installation package.

Precisei esperar até o final da semana para ter tempo de ver se a coisa funcionava, mas valeu cada segundo de espera: Eis que abri meu programa de FTP favorito e mandei bala na orientação. Após alguns minutos de upload, BINGO! O editor estava novamente lépido e veloz.

Ah, é claro, a explicação: Ao renovar sobretudo o conteúdo da pasta wp-includes, pude me certificar de que os diversos arquivos em javascript ali existentes estivessem em sua versão mais recente: Após o procedimento, não houve qualquer problema no console de erros da raposa, o que me fez pensar que alguma falha acidental deve ter ocorrido entre a migração da última versão beta do 2.7 para a oficial. Mea culpa.

Battle Gear: Um convite   guerra

Já fazia muito tempo que eu não encontrava um jogo tão viciante quanto Battle Gear. Trata-se de um mini-simulador para a disputa de batalhas ou campanhas de guerra.

O jogo é, para mim, um daqueles raros achados que combinam simplicidade e elementos sofisticados: Ao jogá-lo, me vieram a mente jogos de tabuleiro como War, e também de computador, como Green Beret, Worms e Lemmings.

No single mode, você é colocado no comando do exército verde, e deve destruir seus inimigos, do exército vermelho. Para isso, começa a batalha, sempre travada em cenários como florestas, desertos ou o mar aberto, com uma quantidade de dinheiro, que deve ser investida no treinamento de soldados ou construção de veículos e torres de defesa, entre outras coisas. Seus fundos aumentam conforme o seu sucesso na investida contra os inimigos.

Na região inferior da tela ficam posicionados os recursos que você pode usar para preparar sua estratégia, cada um com um determinado preço. Existem unidades terrestres, como soldados, morteiros e veículos, unidades marítimas, como destroyers, e caças, para batalhas travadas no céu. A disponibilidade destes recursos varia conforme o cenário escolhido para o jogo, mas todos ficam disponíveis o tempo inteiro para enriquecer a batalha.

Vence quem conseguir dizimar o exército adversário, ou destruir sua base primeiro.

Ja no modo campaign, você passa a disputar sequências de batalhas, sempre com um determinado objetivo, como conquistar o mundo, por exemplo. Ao contrário do modo anterior, as unidades e armamentos não estão imediatamente disponíveis logo que a campanha começa. Você precisa disputar batalhas e, com isso, acumular experience points e dinheiro, que então são usados na aquisição de novos veículos, ou no treinamento de unidades diferenciadas.

Ao longo do jogo você pode vender unidades e investir em armamentos diferentes, e também conquistar uma série de medalhas.

Independente do modo que se decida jogar, uma coisa é certa: Para mim, ficou mais do que comprovado que Battle Gear é o achado perfeito para quem quer garantia de horas e horas de diversão.

Aliás, este mini-review só foi possível graças ao Rafael Arcanjo, que, via twitter, já alertava sobre alguma coisa que podia acabar com a produtividade, ou com o final de semana. Belíssima dica!

PS: Por sinal, se mais alguém por aí acabar vidrado no joguinho, pode fazer o download por aqui e jogar, mesmo offline.

Plainscape: Para começar 2009 bem

Precisava — como já precisei em outras vezes — de uma mudança de ares por aqui para dizer que poderia começar bem 2009 (ainda que começando a escrever 16 dias depois da virada do ano). Para isso, depois de muito procurar, acabei encontrando um tema que achei bacana, o Plainscape.

Para meus padrões atuais de gosto, o tema é genial: Totalmente clean, o que o torna sofisticado. Conta com uma barra lateral direita — ao contrário do Apricot, tema que eu vinha usando até então, onde as coisas são agrupadas na esquerda. Além disso, já possui suporte nativo ao novo — e, por mim, mais do que amplamente antecipado — recurso de comentários endentados (ou threaded comments) da versão 2.7 do WordPress.

Espero que o novo tema agrade, e que me inspire a escrever um pouco mais por aqui.