Um Show de Lifestreaming com o Profilactic

Lifestreaming. Quem nunca ouviu essa palavra antes provavelmente irá ouvi-la muito em breve, uma vez que, nas palavras de meu amigo Rodrigo Ghedin, o termo designa aquilo que, para mim, também, se trata do futuro da internet.

Em resumo, fazer lifestreaming é cultivar o hábito de manter uma lista de suas atividades diárias nos mais diversos sites e serviços visitados diariamente na grande rede mundial de computadores. Recentemente, com o hábito cada vez maior de escrever meus plurks por aí, resolvi que era hora de concentrar também os meus favoritos no del.icio.us, as minhas fotos, as músicas que eu ouço e tudo mais o que faço em uma dessas listas.

Como tudo o que se torna febre na Internet, há diversos serviços especializados em registrar em um único local o seu lifestream. Creio que atualmente o mais famoso desses seja o Friendfeed, no qual, aliás, a exemplo do próprio Rodrigo, eu mantenho uma conta.

No entanto, um outro serviço me chamou recentemente a atenção: Trata-se do Profilactic, nome que alguns podem achar estranho para um agregador de sites, já que em inglês a palavra designa a profilaxia — ou o conjunto de medidas adotadas para prevenir o alastramento de doenças. No entanto, o slogan do site — preventing an online identity crisis — deixa tudo explicado.

Com sites que têm como proposta agregar lifestreams pipocando todos os dias aqui e ali, porquê foi que o Profilactic me chamou a atenção? Certamente um dos motivos foi a quantidade de sites que podem ser agregados: Enquanto o Friendfeed conta atualmente com 43 serviços, o Profilactic concentra 186, e a lista cresce o tempo todo!

É claro que temos que tomar cuidado, pois quantidade não quer dizer necessariamente qualidade: Qualquer outro site que não esteja na lista pode ser acrescentado a partir de seu feed RSS ou Atom — e nesse ponto, inclusive, Friendfeed e Profilactic empatam.

É verdade que o Profilactic tem um recurso adicional chamado Clippings, usado, segundo o site, para registrar páginas sobre você em sites aleatórios. No fundo, a coisa acaba sendo mesmo uma cópia do del.icio.us, já que você salva como favorito qualquer endereço da Internet, com a opção de registrar comentários e identificá-lo com tags para busca futura, tal como ilustro a seguir.

Embora a questão dos clippings seja até interessante, é importante dizer que eu já uso o próprio del.icio.us para armazenamento de favoritos, e por isso não é este o recurso que faz com que, para mim, a coisa penda para o lado do Profilactic. O desempate está mesmo é concentrado em três outros pontos:

  • Na habilidade de filtrar seu lifestream;
  • Na integração com o Ping.fm;
  • E na disponibilização de um plugin para o WordPress.

Filtrando seu Lifestream

Meus plurks filtrados no Profilactic

Meus plurks filtrados no Profilactic

Com a quantidade cada vez maior de interações que realizamos com as mais diversas redes sociais, é muito fácil acumular uma quantidade sem precedentes de atualizações diárias. É tanta informação que normalmente, quando pensamos em revisitar alguma coisa, fica até complicado de lembrar onde estava. Duas características do Profilactic posicionadas lado a lado facilitam encontrar as coisas.

A primeira delas, uma caixa de busca, não é novidade para os usuários do Friendfeed, que também contam com essa ferramenta   mão. Na verdade é a segunda característica que importa: Uma caixa de filtro, que permite exibir apenas os updates realizados especificamente em um ou outro site. Basta selecionar e pronto, o filtro é ativado automaticamente.

Integração com o Ping.fm

Vamos lá… se você ainda não conhece o Ping.fm, está perdendo tempo: Trata-se de uma ferramenta genial que permite a atualização de diversos sites de microblogging ao mesmo tempo. Com a inundação recente destes sites, isso significa na prática que é possível dizer que você está “indo assistir ao novo filme do Arquivo X no cinema” em todas as suas redes sociais — sejam elas o Twitter, Jaiku ou Plurk, entre outras — ao mesmo tempo.

A integração do Profilactic com o Ping.fm foi anunciada através do blog oficial do primeiro, em junho.

Quando você freq¼enta sempre seu próprio lifestream, é interessante poder atualizar seu status diretamente dele, motivo pelo qual eu também gostei dessa novidade. Para atualizar os seus sites através do Ping.fm, basta que, uma vez logado em sua conta do Profilactic, seja utilizado o botão Post something, que se tornará uma janela com formulário, pronta para receber suas atualizações. Uma vez concluído o update, basta enviá-lo pelo próprio formulário e os serviços atrelados   sua conta no Ping.fm serão atualizados automaticamente. Basta ver o exemplo acima…

É importante dizer que os updates desta maneira só funcionam se forem enviados sem acentuação. Esse é um problema não do Profilactic, mas sim do próprio Ping.fm, para o qual eu já fiz uma reclamação formal, justamente porquê se trata da mesma coisa que acontece quando se enviam updates acentuados para os seus serviços através do endereço de e-mail deles.

Infelizmente eu ainda não obtive resposta alguma. No entanto, considerando-se a idade do Ping.fm — o serviço ainda está distribuindo seus beta codes pra cima e pra baixo — não deve demorar até que seja resolvido. E convenhamos, não há nenhum problema em se mandar updates sem acento por uns tempos, não é mesmo?

Um plugin para WordPress!!

Finalmente, devo falar do plugin Profilactic para WordPress. A finalidade deste plugin é permitir a publicação — em uma página ou através de um widget em seu blog movido a WordPress — de todo o seu lifestream, tal como eu fiz. Instalar o plugin é muito simples — basta fazer como em qualquer outro plugin para a ferramenta, e ativá-lo através do painel de plugins. A partir daí, podem ser realizadas diversas configurações, inclusive para controlar a formatação da exibição do seu lifestream, se você for mais chegado a se aventurar com CSS.

Uma coisa que me deixou bastante satisfeito com esse plugin é que eu finalmente consegui incluir em meu lifestream as imagens que tenho enviado ao Ipernity, serviço pelo qual troquei o Flickr, e que comentei recentemente por aqui mesmo. Por algum motivo que ainda não descobri, todas as minhas tentativas de fazer isso através do Friendfeed fracassaram totalmente… uma pena.

Para conseguir a façanha através do Profilactic inclui meu feed RSS do Ipernity no mashup — outro nome que designa seu lifestream por lá — e, em seguida, seguindo instruções que estão presentes na própria página de opções do plugin, uma vez instalado em seu site, capturei o favicon do Ipernity usando o Firefox, fazendo upload da imagem para o meu servidor. Em segundos meu lifestream estava enriquecido do jeito que eu gostaria.

Conclusão

A minha intenção, como sempre, é tentar falar da maneira mais completa sobre um serviço: Estou sendo bastante honesto quando digo que gostei muito do Profilactic, e, embora não seja minha intenção convencer ninguém a desistir do Friendfeed, acho que aqui vale a máxima de sempre, aquela que diz que vale experimentar bastante até se tomar uma decisão final e, por ora, pelo menos, a minha está tomada. Se alguém quiser me acompanhar, basta me adicionar por lá, ok?

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8 Coisas…

Meu compadre Neto Cury me convidou a participar de um meme em que eu preciso listar 8 coisas que eu gostaria de fazer antes de morrer. É bom que fique claro que algumas das coisas podem parecer clichês, mas são a mais pura verdade. Então vamos lá, sem nenhuma ordem em especial:

  1. Aprender todos os idiomas do mundo. Olha, eu não sei se consigo aprender todos, mas gostaria de aprender vários. Tenho muito interesse por línguas, e facilidade em aprendê-las. Novamente, por ora, falta-me tempo.
  2. Ler pelo menos 1000 livros. Eu tenho isso como meta desde que me conheço por gente. O que acontece é, pra variar, falta de tempo. Quem sabe mais adiante, eu consiga ler vários livros por mês, semana, etc. e isso fique mais próximo de se realizar, não é mesmo?
  3. Escrever um livro. Toda vez que eu saio de férias, aliás, me lembro dessa história. Preciso é criar vergonha na cara, tirar as idéias da cabeça e começar definitivamente a passá-las para o computador. Quem sabe, com a coisa pronta, eu consiga até publicar, não é?
  4. Ter mais um filho. Ou filha. Mas o que Deus puder me enviar, estará bom, pois será muito, muito amado, ou amada. O que importa é ter dois pequenos correndo pela casa 🙂
  5. Construir uma bela casa pra morar com a família. Moro atualmente num apartamento, e quero muito construir uma casinha do meu jeito, com todo o conforto merecido. Acho que não é pedir demais, e ainda deixar os filhos curtirem o espaço, né?
  6. Poder trocar de computador pelo menos uma vez por ano. Manter um equipamento top de linha comigo, sempre. Esse é um plano audacioso, mas um dia eu quero muito poder ter essa liberdade.
  7. Abrir meu próprio negócio. Relacionado   informática, é claro. Se bem que eu poderia muito bem tocar uma livraria, pois adoro ler. O importante é ter sucesso.
  8. Fazer todo o turismo que eu puder. O Neto que me perdoe pela aparente falta de originalidade, mas eu também compartilho desse desejo dele. Ainda mais podendo levar a família toda comigo, seja pelo Brasil, seja no exterior.

Agora chegou a minha vez de passar a bola oito adiante. Convido a responder o meme a Patrícia Muller, o Massao, o Otávio Cordeiro, o Emerson Alecrim e, finalmente, meu amigo Rodrigo Ghedin. Mas, pra quem sentir vontade de responder também, sinta-se   vontade, é claro.

Novo WordPress 2.6: Problemas e soluções

Saiu esta semana e já está disponível para download o novíssimo WordPress 2.6 Tyner — nome emprestado, como de costume, de alguma celebridade do mundo do jazz, desta vez o pianista McCoy Tyner. O que mais me impressionou logo de cara nesta versão foi a rapidez com que ela veio. Os desenvolvedores falam de lançamento um mês antes do previsto, o que demonstra que eles estão produzindo a todo vapor.

Antes que eu diga qualquer outra coisa, devo fazer uma recomendação a respeito do processo de atualização. Minha migração da versão 2.5 para a 2.6 foi toda automática, graças ao excelente plugin Instant Upgrade, que eu venho usando já há algum tempo, e sobre o qual, inclusive, escrevi um artigo dedicado. Este plugin, além de substituir com total maestria o WPAUWordPress Automatic Upgrade, que parece abandonado —, ainda elimina totalmente a necessidade de baixar arquivos e fazer uploads manualmente, via FTP.

A seguir, minha visão, novamente, com relação a novidades e problemas.

Novidades

Controle de Revisões

O controle de revisões, uma das novidades desta versão, pode ser bom ou mau para o seu blog.

Este recurso pode se mostrar útil quando se comete algum erro no texto que se está escrevendo para um artigo ou página, e é necessário voltar atrás. No rodapé na página de edição estarão disponíveis todas as versões salvas do texto sendo escrito — tanto aquelas salvas pelo usuário quanto as que foram salvas pela auto-gravação.

Neste caso, pode-se comparar quaisquer duas versões do mesmo texto, num sistema visual que lembra muito o que já é usado em diversas plataformas de wiki, ou mesmo em softwares especializados na comparação de texto. A qualquer momento o usuário pode selecionar uma versão mais antiga do texto e substituir pela atual.

Para blogs que funcionam com a colaboração de diversos usuários, em que todos normalmente alteram um ou outro detalhe do texto, o controle de revisão chega ao nível de indicar que usuário alterou o quê, e quando isso aconteceu.

Pesando contra o controle de revisões está sua utilização em blogs com um único usuário ativo e editando textos, como é o meu caso. Ocorre que o processo de armazenamento de revisões de artigos funciona acrescentando um novo registro ao banco de dados — mais especificamente   tabela WP_POSTS — todas as vezes que um texto é editado ou salvo automaticamente.

Assim, com o controle de revisões, se o WordPress grava automaticamente o seu texto 10 vezes enquanto ele é editado, você logo terá 10 novos registros em sua tabela WP_POSTS. Significa dizer que rapidamene sua tabela ficará gigantesca.

Felizmente, conforme Lester Chan, existem algumas providências que podem ser tomadas. A primeira delas, alterar o intervalo de gravação automática utilizado pelo WordPress para gerar cópias dos artigos. Para isso, basta acrescentar a seguinte linha ao arquivo wp-config.php, sendo que o número 60 aqui se refere ao intervalo em segundos entre uma gravação e outra, e pode ser alterado a gosto.

define('AUTOSAVE_INTERVAL', 60);

Uma opção mais radical é desabilitar por completo o controle de revisões do novo WordPress 2.6. Para isso, também será necessário acrescentar uma linha ao arquivo wp-config.php:

define('WP_POST_REVISIONS', false);

Mudanças no painel de plugins

O painel de gerenciamento de plugins também tem uma novidade muito bacana: Agora os plugins ativos estão separados dos plugins inativos, sendo que estes últimos podem ser todos apagados ao mesmo tempo, diretamente através do painel, graças a caixas de seleção — checkboxes — posicionadas ao lado de cada item inativo, e de um botão apagar.

Para mim, que sempre adiei a limpeza dos plugins inativos na minha instalação de WordPress, não há mais desculpas para ficar postergando a hora da faxina.

Pré-visualização de temas

Na minha opinião, uma das coisas mais bacanas que surgiu com a nova versão 2.6 do WordPress foi a capacidade de pré-visualizar a aparência de um tema para o blog antes de ativá-lo definitivamente. Antes deste recurso, era necessária a utilização de plugins como o excelente Theme Test Drive para obter o mesmo resultado.

Pré-visualização de um tema para este blog

Pré-visualização de um tema para este blog

A partir de agora, uma vez instalado o tema desejado, basta clicar sobre seu thumbnail no painel de temas para que uma janela pop-up apareça com a pré-visualização já ativa. Os resultados poderão ser percebidos automaticamente, e, caso assim deseje, o usuário poderá confirmar a ativação do tema, usando para isso um link no canto superior direito da janela.

Para maníacos por novos temas como eu, que não consigo me decidir com relação a que tema deixar instalado ou não para meus visitantes, certamente isso será uma verdadeira mão na roda!

Edição de imagens facilitada

Reparei com surpresa em uma das novidades do WordPress 2.6. Ao editar um de meus artigos mais recentes e clicar sobre uma das imagens que o ilustrava, percebi o aparecimento de uma borda ao redor da figura, e de dois botões no canto superior esquerdo da mesma.

Um desses botões permite editar atributos da imagem — inclusive o tamanho, com uma moderna escala em tempo real — e o outro, excluir a imagem do corpo do texto. As tais bordas da imagem também têm uma função importante: Permitem flutuar com a imagem pelo texto, reposicionando-a a critério do usuário.

Gears

Eu não poderia deixar de mencionar a adoção, pelos desenvolvedores do WordPress, do Gears. Desenvolvido pelo Google, trata-se de um plugin que, instalado no seu navegador, é capaz de estender as plataformas de aplicações web, compartilhando recursos localizados localmente em seu computador.

Nos blogs movidos a WordPress a finalidade do uso do plugin é aumentar a velocidade de acesso a alguns arquivos da área de administração do blog, sobretudo imagens e folhas de estilo CSS, para evitar tráfego web desnecessário.

De qualquer forma, para comprovar por conta própria o quanto o Gears pode de fato influenciar na sua própria experiência com o WordPress, você deverá habilitá-lo. Para isso, deve ser utilizado o link Turbo, que agora se encontra no painel de administração do blog, no canto superior direito. Clicando sobre ele, uma janela aparecerá, solicitando que o plugin seja instalado.


Uma vez prosseguindo-se com a instalação do Gears, o navegador deverá ser reinicializado para que as alterações tenham efeito. Em termos de WordPress, uma vez concluído este processo, será necessário clicar novamente sobre o link Turbo do painel de administração do blog. Uma janela popup do próprio Gears aparecerá, perguntando se o usuário deseja habilitar o plugin para o site — no caso, o próprio blog.

Em seguida, será feito o download de aproximadamente 200 arquivos para o computador do usuário. Neste ponto, é importante lembrar que somente será interessante usar o Gears se isso for feito a partir do seu próprio computador — ou seja, não é legal baixar arquivos do seu site para máquinas públicas.

São estes arquivos, armazenados no seu computador em diferentes locais dependendo do sistema e do navegador internet utilizados, que farão a diferença de velocidade. Em alguns casos, segundo a equipe responsável pelo WordPress, após a ativação da ferramenta, as janelas e páginas chegam a aparecer instantaneamente na tela.

Particularmente, não notei grandes diferenças de desempenho com o uso do Gears. Pode ser que eu ainda não tenha reparado em tudo, mas por enquanto me parece que a diferença virá apenas no caso de conexões com a internet extremamente lentas.

Problemas

Felizmente, ao contrário do que aconteceu na minha migração para a versão 2.5 do WordPress, com a nova versão Tyner eu não me deparei com grandes problemas. Na verdade, tive apenas dois deles — até o momento —, sendo um devido   incompatibilidade de plugins, e o outro, com o envio de imagens para o meu servidor. Vou descrever as soluções encontradas a seguir.

Simple Tags

O plugin Simple Tags, que eu uso por aqui para me ajudar no gerenciamento das tags dos meus posts, parou de funcionar tão logo a migração para a versão 2.6 foi concluída. No entanto, a primeira providência que pensei tomar resolveu a questão: Através do próprio painel de gerenciamento de plugins, fiz a atualização de versão e instalei o Simple Tags 1.5.7, eliminando o problema.

Envio de imagens: Sem miniaturas, ou thumbnails

Com relação ao envio de imagens para o blog, uma coisa mais estranha aconteceu.

Ao atualizar um dos meus artigos recentes e tentar complementá-lo com uma imagem extra, percebi que a miniatura que normalmente é gerada após o upload não estava sendo gerada. Tentei configurar diversas opções do novo WordPress, inclusive alternando entre o uploader baseado em flash e o tradicional, mas nada disso adiantou. A miniatura de qualquer imagem não aparecia de jeito nenhum.

Felizmente, procurando pela internet afora, descobri no próprio fórum de suporte do WordPress, que havia uma solução para o problema. Ocorre que, para usuários que, como eu, têm configurado um diretório para upload de imagens diferente do padrão do WordPress (wp-content/uploads), agora é necessário preencher um campo adicional em Configurações » Diversos, especificando a URL completa para este diretório, conforme ilustro acima.

Por último, quero lembrar que, a exemplo do que já havia sido feito no lançamento da versão anterior, um screencast está disponível em inglês, contendo cerca de 3 minutos de informações sobre o WordPress 2.6. Acredito ser uma boa parada, caso você ainda não o tenha assistido.

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Adeus Flickr, olá Ipernity!

This is totally absurd; how can Flickr not manage to fix major bugs in its applications for, what is it now, six months?

Este comentário, feito por um dos usuários do Flickr ontem, no tópico oficial de suporte do Uploadr 3.0, atualmente representa o que muita gente que é assinante do serviço gostaria de dizer e nunca teve coragem, tempo ou paciência para fazê-lo. Também pode ser a gota d’água que estava faltando para entornar o copo.

Bem, meu copo acaba de entornar.

Acontece que eu não suporto mais as constantes baleiadas do Flickr [foot]Sou forçado a emprestar lá do Twitter este termo recém-cunhado por tantos usuários insatisfeitos também por lá, já que são situações de instabilidade muitíssimo similares[/foot], que vem sofrendo com instabilidades capazes de tirar seus usuários mais amorosos do sério. E olhem que é muito difícil pra mim dizer isso. Com conta pro por lá desde outubro de 2004, me cansei de tecer elogios a respeito do Flickr até então.

Mas não dá mais. Meus leitores mais recorrentes sabem o número de artigos mais recentes que escrevi, em que cansei de reclamar de não conseguir enviar fotos e vídeos para minha conta. Por outro lado, lá pelas bandas do Plurk, uma certa pessoa já deve até ter se cansado de mim, fazendo de seus pobres ouvidos — e olhos, pelas frases digitadas — os alvos das minhas constantes lamentações. Enquanto isso, pilhas e pilhas de fotos e vídeos se acumulavam em meus discos e mídias.

Tal como numa relação entre marido e mulher em que a falta de comunicação vai minando o amor — afinal, cadê alguém do Flickr sinalizando que alguém lá está pelo menos tentando resolver isso? — , me vi obrigado a decidir que, se não mudam eles, mudo eu. Assim, dou hoje adeus a esta que foi uma das ferramentas mais fantásticas que já usei na minha vida, pelo menos no que diz respeito   conta pro, que provavelmente não será renovada. E embora pensar em alguém para colocar no seu lugar não tenha sido tarefa fácil, eu acho que consegui.

Tratei de me mudar para o Ipernity. O Ipernity é um site com berço em Sophia Antipolis — a Silicon Valley francesa —, idealizado por Christophe Ruelle e Christian Conti. Sua proposta, conforme citado por eles próprios, é permitir a qualquer um compartilhar qualquer conteúdo desejado, com quem desejar.

Testei o Ipernity incansavelmente por três dias seguidos, e destes testes tirei minhas conclusões, que tentarei dividir com vocês a seguir.

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Eu não pedi seguro nenhum e ponto

Parece que não tem jeito mesmo. Quando não é algum problema que passo graças aos atendimentos telefônicos aos quais me submeto com os serviços que possuo assinados, a coisa acontece ali, ao vivo, em carne e osso, mesmo.

Ocorre que ontem fui com a família dar uma volta no shopping — um programa típico para um domingo — e entramos nas Lojas Renner. Lá dentro, a esposa acabou gostando de uma blusinha de moleton pro filhote, e nós acabamos resolvendo levá-la.

Decidimos parcelar o valor total da compra — nada alto, aliás, de apenas R$ 29,90 — pelo cartão da loja, no máximo de vezes possível em que não me incorresse nenhum tipo de juros. Eu odeio juros. A moça que me atendia ao caixa disse que seria possível, nestas condições, um parcelamento em três vezes, o que solicitei que fosse feito.

Quando conclui o processo de compra, no entanto, vi que no slip do caixa constavam três parcelas de R$ 11,33, cuja soma arredondada era R$ 34,00. Imediatamente relatei   operadora do caixa que as parcelas tinham juros embutidos, pois não resultavam no valor original da blusa comprada.

Esta moça, por sua vez, me disse que os R$ 34,00 estavam ali porquê, incluído nas parcelas, estava um seguro desemprego que garantiria a quitação da minha dívida em qualquer eventualidade. Reclamei, pois não havia solicitado seguro de qualquer tipo, e me vi obrigado a ir até o crediário, pois no caixa o sistema não era capaz de fazer o cancelamento do seguro.

Já transtornado o meu domingo, lá fui eu para o crediário. Cheguei lá, disse que não era direito embutirem um seguro nas minhas parcelas sem que eu tivesse assim solicitado, e fui prontamente atendido. Tá, não fui atendido prontamente, levou uns 10 ou 15 minutos, mas, depois disso, um encarregado, após muita conversa, conseguiu tirar o tal seguro de minhas parcelas, que voltaram a ficar verdadeiramente sem juros.

Pedi ao mesmo atendente um formulário de reclamações e tive que encarar os olhos arregalados dele. Este, por sua vez, me entregou um formulário — “eu vou buscar lá dentro e trago pro senhor” —, que preenchi solicitando retorno, após reclamar que os funcionários da loja precisavam receber melhor orientação e treinamento, e que nenhuma loja em sã consciência deve incentivar comportamentos assim.

Saí do crediário sob comentários da esposa — “você cria caso por muito pouco” —, ao que respondi que o problema de nós, brasileiros, é justamente esse. Ninguém reclama daquilo que está errado, mesmo que esteja. O errado mesmo seria pagar por algo que não pedi. E aí ela me deu razão. Espero que a loja, que tem cinco dias úteis para me responder a reclamação, segundo a própria política estabelecida por ela, também dê. Agora é esperar…

Juice Bar, uma idéia genial!

Juice BarVocê já reparou que quando mais precisa de um carregador de celular, nunca tem um deles   mão? Comigo, a última vez que isso aconteceu foi há apenas alguns dias atrás. Eu estava andando pela rua quando precisei fazer uma ligação urgente pra resolver um pequeno problema que tinha aparecido. Infelizmente, percebi que meu celular estava completamente descarregado. Resultado? Fiquei na mão.

Admita. Qualquer pessoa que tenha celular já passou por algo parecido. Nessas horas, tudo o que você quer é justamente um carregador que não esteja a quilômetros de distância, para, pelo menos, quebrar um galho.

Enquanto muita gente soluciona esse tipo de problema levando um carregador sobressalente na bolsa ou deixando um na gaveta do escritório, algo muito mais prático já surgiu e está disponível, pelo menos no exterior. Uma empresa inglesa inventou um carregador de emergência para celulares, que foi batizado de Juice Bar.

Pagando ã2,99 — o que na data deste artigo equivalente a cerca de R$ 9,40 — é possível adquirir kits para aparelhos Nokia, Samsung, Motorola e Sony que podem lhe fornecer até 1 hora de conversação extra, ou 8 horas de standby. O legal é que, embora seja necessário esperar 1 hora para se obter uma carga completa, o celular pode ser ligado e utilizado normalmente durante este meio tempo. E ao fim do processo, você joga fora o Juice Bar, que é completamente descartável — e não agride o meio-ambiente.

Sinceramente, gostaria de ver essas coisas aqui na terra brasilis. Mas será que uma coisa assim faria sucesso por aqui?

Plurkolate: Finalmente, Plurk + WordPress!

Plurkolate em ação aqui na barra lateral do blogEis que há uns 10 dias atrás eu encontrei por acaso uma mensagem no plurk criada pelo americano Eric Nakagawa. Eric, mais um fã do sucessor do Twitter, dizia mensagem que havia acabado de alterar seu blog — hospedado no site pessoal — para que passasse a exibir seus plurk updates por lá. Quando resolvi dar uma olhada, me deparei com uma interface muito bonita, reproduzindo os qualificadores do Plurk exatamente como aparecem no site original, e com um diferencial: abaixo de cada plurk, todas as suas respostas endentadas.

No mesmo plurk, Eric revelava que a mágica combinava as linguagens XML e PHP. E mais, anunciou que em breve disponibilizaria o código depois que aplicasse nele uma bela limpeza, e que seria possível reproduzir com ele praticamente tudo o que o widget do Plurk faz, além de, justamente, endentar os comentários.

Confesso que nestes últimos 10 dias passei a fazer visitas freq¼entes ao site de Eric Nakagawa. A ansiedade por ver algo que eventualmente respondesse a todos os meus pedidos em relação ao Plurk finalmente se materializando pelas mãos de algum programador talentoso mal me deixou dormir. Finalmente, nesta sexta-feira, o grandioso anúncio, feito, é claro, através do Plurk: Estava criado o Plurkolate, o plugin para WordPress que trás para a melhor ferramenta de edição de blogs todas as funções essenciais da melhor ferramenta de microblogging do universo.

Não preciso nem dizer que instalei a novidade por aqui imediatamente, ávido por conseguir o mesmo resultado do Eric na minha barra lateral. No entanto, esbarrei em um problema: Os qualificadores estavam ficando todos cinza ao invés de coloridos, o que, pensei imediatamente, tira um pouco da mágica da coisa.

Assim sendo, resolvi tirar um pouco da poeira dos meus conhecimentos de PHP e meti as caras no código do plugin. Descobri que o problema estava acontecendo porquê a rotina estava tratando o CSS apenas para os qualificadores em inglês. Tratei de arregaçar as mangas e, como eu já havia me arriscado criando um precursor do plugin booBox para WordPress para o Marco Gomes, alterei algumas coisinhas do Plurkolate aqui, outras ali, procurando chegar a uma versão em que fosse possível especificar que qualificadores usar no lugar dos originais em inglês.

Como resolvi usar meu próprio blog como laboratório, depois de algum tempo percebi que havia funcionado. Em resumo, na versão que criei, meio que no quick and dirty, dá pra traduzir os qualificadores, e o resultado é esse que está aí na barra lateral. Bonito, não é?

Como o Eric Nakagawa é um cara bacana, ele sugere na própria página do Plurkolate que sejam enviadas sugestões de melhoria. Assim, tratei de enviar-lhe um e-mail, que reproduzo abaixo, com o arquivo que contém o plugin alterado:

Hail, Eric.

Greetings from Brazil!

My name is Daniel Santos, I’m a brazilian blogger, running http://danielsantos.org, and, as you, I am also a plurk enthusiast.

First of all, I need to admit that I ran into your website (http://ericnakagawa.com/) by accident, all because of this plurk (http://www.plurk.com/p/luf9) of yours. As you said you would be releasing something based on XML + PHP soon, I couldn’t wait to see the results because being as addicted to plurk as I am to WordPress blogging, I was looking forwards to being able to share my plurks with everyone else also from my blog.

So, this evening, when I found that you had created Plurkolate, I must’ve been one of the firsts to download and install it, anxious to see what could happen. Well, needless to say, I LOVED IT. Plurkolate was really all I ever wanted, kudos to your great programming skills.

However, I noticed the CSS coloring that you apply to your own plurks on your website wasn’t showing up in mine. So, as I am also a Computer Science graduate somewhat familiar to PHP, I decided to look into your plugin’s code, and saw what happened. As Plurk folks are evolving very fast with their service, it’s been possible to set one’s preferred plurking language. Mine is set to Brazilian Portuguese, what in the end makes qualifiers like “says” and “loves”, translate to their Brazilian equivalents, “diz” and “ama”.

I decided I could contribute with Plurkolate, by arranging something to workaround this. So I shook dust from my PHP programming skills and HTML knowledge, and came up with a different version of your plugin, where it is possible to define default qualifiers to be used in case of translation needs.

I’m sending you the result of this variation of mine, attached to this message. hoping you can analyse the code — excusing me, again, for my not-often-practiced PHP programming skills — and possibly make these arrangements official, somehow. If you wish, you can take a look at my blog’s sidebar, as I’ve left a working version right there, in Brazilian Portuguese.

I hope I can hear from you soon on this improvement.
Oh, and as you suggest, I added you as a plurk friend, already.

Thanks for your initiative. This will certainly please millions of plurkers worldwide.
Best regards.

Agora, como vocês podem ver, sugerida a melhoria, estou aguardando o retorno dele. Assim que tiver novidades, publico por aqui, é lógico. Eu só espero, de qualquer forma, estar prestando um bom serviço, ao mesmo tempo,   blogosfera e   plurkosfera nacionais.

ATUALIZAÃ?â?¡Ã?Æ?O (05/07/2008): Após a mensagem acima, recebi não apenas uma, mas três mensagens empolgadíssimas vindas do Eric. A primeira delas foi essa, em que ele agradeceu a minha mensagem e disse que trataria de incorporar a sugestão o quanto antes:

ROCK ON!

I forgot about other languages!!! Thank you so much for writing to me. I’ll review and include portugese support. ‘ll incorporate this and add it to the trunk… How exciting!

I’ll send word once I get this up and working!

Thank you Daniel! Added you on plurk, as well.

Eric Nakagawa
CEO, FTW R&D (For The Win!)

Em seguida, mais uma mensagem com novidades, e a criação de uma caixa de listagem com os idiomas disponíveis na interface do Plurk:

hey daniel…

i’ve made it so you can choose a drop down to choose your language..

i’ll be populating it with english, brazilian, and then the other languages…

would be game to test brazilian support?

Eric Nakagawa
CEO, FTW R&D (For The Win!)

Como era a interface que enviei para o Eric NakagawaEu achei essa idéia sensacional, porquê na pressa ontem, codificando em plena madrugada, acabei implementando não uma caixa de listagem, mas sim diversas caixas de texto. Como essa versão nunca irá a público, apenas por curiosidade, ao lado deste parágrafo ilustro como eu tinha feito as coisas. A visão do Eric foi muito melhor.

Finalmente, numa terceira mensagem que recebi, o Eric me contou que tinha feito alguns testes com o meu usuário — para verificar o suporte ao Português brasileiro — e que tudo tinha corrido muito bem. Eu também devo dizer que ele foi muito gentil ao acrescentar na página do plugin que eu havia colaborado para o lançamento da primeira revisão do Plurkolate, a 1.01. Fiquei feliz e espero,é lógico, ajudar sempre que possível.

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