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Sendo menos produtivo com o FireNES

Quem nunca usou um emulador na vida que atire a primeira pedra!

Para quem não sabe, emulação é um termo da Ciência da Computação que descreve a capacidade que um dispositivo ou programa possui de reproduzir o comportamento de outro dispositivo ou programa. Normalmente, esta técnica é utilizada para transpor barreiras que, não fosse por esta técnica, seriam intransponíveis: Por exemplo, pode-se conseguir executar o Windows dentro do Linux através de um emulador, ou fazer impressoras de outras marcas funcionarem com programas escritos para os modelos da HP.

QEMU rodando Windows XP no Ubuntu

Mas é aos gamers de plantão que uma das utilidades mais populares da emulação interessa: É ela quem ajuda na execução dos clássicos de consoles de outrora — como o Atari ou o Mega Drive — nos sistemas computacionais mais modernos. A lista de títulos de emuladores disponíveis é imensa, e mal caberia neste artigo: Basta dizer que o interesse pela coisa é tão grande que praticamente qualquer console que se pense possui, atualmente, pelo menos um emulador.

E eis que os emuladores chegaram ao Firefox: Descobri hoje, por acaso, uma extensão chamada FireNES, que permite justamente a emulação do console Super NES dentro da raposa de fogo. A instalação do plugin ocorre como qualquer outra para o browser, com a única ressalva de que precisei me registrar no addons.mozilla.org para poder seguir adiante com o processo.


O emulador é baseado no vNES, e se utiliza de uma máquina virtual Java para rodar os jogos. A lista de games, aliás, conta com mais de 2500 títulos no repertório, o que certamente garante a diversão de gregos e troianos sem que eles precisem baixar os famosos ROMS.

Passei pelo menos duas horas jogando clássicos como Galaga, Elevator Action e Bomberman, além de muitos outros:

Road Fighter rodando no FireNES Galaga rodando no FireNES Super Mario 3 rodando no FireNES

Embora a jogabilidade geral seja muito boa, é meu dever fazer algumas ressalvas que considero importantes:

  • Os jogos são executados em um popup a partir do Firefox e, mesmo com sua abertura automática depois de selecionado um título, é necessário clicar na parte interna da janela para que os comandos de teclado comecem a funcionar. Esta parece ser, tipicamente, uma limitação do engine do emulador;
  • Alguns jogos têm uma resposta lenta demais aos comandos, o que pode prejudicar um pouco a experiência de quem está jogando;
  • Alguns dos mais de 2500 títulos que estão na lista de jogos simplesmente não funcionam. Eu, pelo menos, não consegui rodar alguns;
  • A página do site da Mozilla onde se pode fazer o download do FireNES cita que o plugin é compatível com o FF 3.0, o que, pelo menos por enquanto, não é verdade: Neste caso os jogos, ao serem executados, acabam por exibir uma tela acinzentada sem som e sem imagem. De qualquer forma, o FAQ oficial do desenvolvedor atesta que eles esperarão até a versão final do novo FF 3.0 para verificar eventuais problemas de compatibilidade.

Mesmo com essas ressalvas, creio que realmente valhe   pena experimentar o FireNES. Alias, eu o vejo como uma excelente oportunidade para diminuir a produtividade no escritório, e para passar momentos divertidíssimos em frente ao computador de casa. Já está entre as minhas extensões favoritas…

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Comentário

  1. Daniel, pelo que vi em screenshots por aí, essas ROMs são do NES, vulgo “Nintendinho”, e não do Super NES.

    Não acho muito confortável jogar dentro do Firefox… Talvez a única vantagem seja o acervo de games, porque de resto, o emulador mesmo (vNes) é bem mais negócio 🙂 .

    []’s!

  2. @Rodrigo: Opa, cara… falha minha, você tem razão!! As ROMS são mesmo do Nintendinho (já vou corrigir no texto!)…

    Com relação a jogar dentro do FF, claro que o ideal são os emuladores, mas o atrativo é esse mesmo que você falou: A possibilidade de sair jogando sem que seja preciso baixar mais nada — ROMs ou software de emulação.

    Amplexos!

Webmentions

  • Rodrigo Ghedin » O fim de semana que o FireNES me tirou 05/06/2008

    […] esse mesmo questionamento no blog do Daniel, e com ele convivi até sábado passado. Num momento de distração, quando me deparei novamente […]