As Aventuras do Mundo Playmobil

Pode até ser que alguns de vocês achem que este artigo aqui tem cara daqueles emails que a gente recebe no estilo sessão remember, mas eu não vou resistir e ponto.

Acontece que andando ontem pelo shopping com o filhote, entrei em uma loja de brinquedos — lugar que meu filho simplesmente adora visitar — e eis que me deparei com um bando de gente aglomerada junto a uma das prateleiras. Imaginei se tratar simplesmente de pessoas que estivessem admirando o melhor brinquedo de todos os tempos da última semana, mas não era bem assim… quem estava amontoado era um grupo de adultos.

Cheguei um pouco mais perto e vi que o que eles admiravam eram caixas de diferentes tipos de brinquedos da linha Playmobil. Meu queixo quase caiu, e se você tem pelo menos 30 anos como eu, deve entender o motivo disso, e da admiração dos adultos, e não necessariamente das crianças em torno da tal prateleira.

Criada em 1970 e produzida desde então por uma empresa alemã, o Grupo Brandstätter, e por uma série de outras fábricas ao redor do mundo, a linha de brinquedos Playmobil, incluindo aí os bonecos, seus acessórios, roupas, animais, veículos e tudo o mais marcaram a minha infância e a de muita gente da mesma idade.

Na hora em que vi os bonecos naquela loja, me juntei aos demais adultos atônitos e me vi imediatamente transportado à vários dos dias da minha infância que eu passei brincando com os playmos, que era como a gente chamava os bonecos entre os amigos: “Ei, vamos brincar de playmo?”, eu podia até ouvir. Ao longo de diversos anos eu fui juntando vários bonecos que ou eu ganhava de aniversário e Natal, ou eu juntava mesada pra comprar.

Eu não vou lembrar ao certo em quanto tempo eu juntei a minha coleção, mas sei dizer que eram todos bonecos da Trol , uma empresa que era propriedade do Dilson Funaro, ministro da Fazenda do governo do ex-presidente José Sarney, e que fechou as portas um ano depois da sua morte, em 1990. De qualquer forma, a data coincide com meus 13 ou 14 anos de idade, que é exatamente até quando mais ou menos eu fui deixando o Playmobil de lado.

 

Eu nunca deixei que meus pais dessem a minha coleção pra ninguém. Deixava darem outros brinquedos, mas esses eram sagrados. Sempre disse pra eles que um dia, quando eu tivesse filhos, iria querer deixar que eles brincassem com Playmobil. Como eu tinha me esquecido disso, agora só preciso procurar na casa deles onde foi que helicópteros, veículos, cavalinhos e todos os bonecos que eu tinha ficaram…

Mas voltando à história da loja, em meio ao espanto de vários adultos, pensei: Será que o Playmobil voltou a ser fabricado no Brasil? Depois da Trol ele foi feito pela Estrela e pela Calesita, embora nenhuma dessas duas hoje produza a linha ativamente por aqui. Peguei uma caixa e matei a charada: Vi que se tratava de material importado, trazido pra cá pela Sunny Brinquedos .

Alguns novos Playmobil dessa linha importada pela Sunny estão ilustrando este artigo em ritmo de saudade. O legal é que além das caixas pequenas que já existiam antes, agora também existem algumas maletas com diversos bonecos e acessórios da linha, que servem pra que você transporte tudo pra cima e pra baixo, igual ao que a criançada faz com os famosos carrinhos de metal, pra brincar em qualquer lugar.

A qualidade parece ser surpreendente: Os brinquedos são muito bonitos e sua variedade é a mesma que sempre foi uma característica da linha. Também parecem ser, a exemplo daqueles da Trol que eu juntei ao longo dos anos, bem resistentes.

Sendo bastante sincero, com o aniversário do filhote chegando nos próximos dias, eu não vou resistir e terei que comprar pelo menos uma dessas maravilhas, pra que eu mesmo possa reviver um pouco dos melhores momentos da minha vida ao mesmo tempo em que ele brinca com essa jóia do tempo…

Embora a Trol não tenha vivido tempo suficiente para ter seu site na internet, um site em português bem nostálgico para quem quer lembrar de alguns brinquedos da empresa está no ar.
Infelizmente, até o momento em que escrevi este artigo, não há nenhum dado sobre Playmobil no site da empresa. Pode ser, é claro, que isso mude.

Capturando regiões da tela no Ubuntu

Quem me conhece pessoalmente sabe que meu trabalho atual envolve uma série de atividades relacionadas à documentação de processos e ferramentas, e à criação de how-to’s. Mesmo aqueles que não me conhecem em pessoa e me acompanham apenas aqui pelo blog há algum tempo já sabem que aqui não é muito diferente: Eu vivo tentando explicar detalhadamente muita coisa em cada artigo que escrevo, pra ajudar o máximo de pessoas, porquê no fundo eu gosto muito disso.

No meu modo de encarar a coisa, explicar envolve ilustrar, e ilustrar qualquer procedimento de informática implica em capturar imagens da tela, os famosos screenshots. Dependendo do que se deseja fazer, estes screenshots podem ser da tela toda, de janelas ou de regiões específicas, sejam elas retangulares ou com formato livre.

Recentemente, ao começar a utilizar novamente o Ubuntu, percebi o quanto os dois últimos tipos de captura que citei me fariam especial falta, já que normalmente quero chamar a atenção para detalhes específicos de alguma coisa quando estou escrevendo aqui no blog. A opção padrão do GNOME, localizada em AplicaçõesAcessóriosCapturar imagem da tela não conta com a possibilidade de selecionar regiões para captura, o que na prática, se mantida esta única opção disponível, faz com que seja preciso obter uma tela ou janela inteira primeiro, para depois editá-la, por exemplo, com o GIMP, recortando apenas o necessário.

Navegando por aí acabei encontrando um site onde são apresentadas diversas maneiras para se capturar telas no Ubuntu. Dentre estas diversas maneiras, excluindo-se o utilitário padrão que acabei de mencionar, várias realizam a captura pelo terminal ou abrindo o GIMP, o que não é nada prático na minha opinião, e a grande maioria acaba sendo útil apenas para capturas da tela ou janela toda. Mesmo a mais promissora, uma extensão para o Firefox, embora conte com a possibilidade de capturar regiões da tela, faz isso apenas para páginas da web.

Assim, sobram-me duas alternativas para resolver o problema de conseguir capturar apenas regiões específicas da tela.

A primeira delas, a alternativa fácil. Por fácil, quero dizer instalar no GNOME um utilitário originalmente desenvolvido para KDE, o KSnapshot. Para isso, como sempre, basta executar um único comando como root através do terminal:

sudo apt-get install ksnapshot

Após a instalação, o KSnapshot estará disponível no menu Aplicações Gráficos, e você poderá utilizá-lo para capturar regiões da tela normalmente, pois um cursor em forma de cruz aparecerá caso esta opção seja selecionada. Outro ponto positivo do programa é sua capacidade de salvar as capturas de arquivo em diversos formatos — JPG, PNG, GIF, etc — diretamente, sem a necessidade de um programa adicional ser usado.

KSnapshot

No entanto, a ferramenta ainda não torna possível capturar regiões desenhadas à mão livre — o que, apesar de não ser algo muito corriqueiro para mim, pode fazer falta para alguém. Isso me lembra da segunda opção que me veio à mente para capturar regiões da tela, sendo que esta envolve um utilitário freeware para Windows, e o uso do WINE, ou seja, é a mais longa e mais complicada.

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Eu quero mandar vídeos pro Flickr. Mas não dá.

Já fazem pelo menos três anos que eu sou um usuário pro do Flickr. A grande justificativa por trás disso é a facilidade de compartilhar mídia com familiares e amigos que moram longe do pessoal aqui de casa, e, é claro, o espaço ilimitado para armazenamento de conteúdo que a conta diferenciada me permite. Durante todo esse tempo, quem me acompanha aqui no blog sabe que, em 99,9% das vezes, eu elogiei o serviço prestado pelo Yahoo, ficando muito satisfeito com ele.

Mas agora os 0,1% restantes estão querendo botar as manguinhas de fora, e eu explico.

Quando foi anunciado pelo Flickr o suporte à hospedagem de vídeos para contas pro, eu comentei por aqui que era o que estava faltando para minha felicidade total: Até então eu não dispunha de maneiras simplificadas para compartilhar meus vídeos, e fiquei muito satisfeito com a novidade. Enviei uns dois ou três vídeos para a minha conta, primeiro usando com sucesso a extensão FireUploader para o Firefox, e em seguida através da versão 3.1 do Flickr Uploadr.

No sábado passado, após uma festinha que aconteceu na escolinha onde meu pimpolho está estudando, lá foi o papai coruja descarregar seus vídeos para o computador, para enviá-los para o Flickr. E foi justamente a partir daí que nada mais deu certo.

Como estou usando Ubuntu Linux, fui tentar instalar a extensão FireUploader para fazer o serviço descomplicadamente, apenas para descobrir que ela (ainda?) não é compatível com a versão beta 5 do Firefox 3 que vem instalada por default com o Hardy Heron. Tentei, na seqüência, instalar o Firefox 2 em paralelo com a versão mais nova, mas mesmo depois disso feito e da extensão instalada, uma surpresa me aguardava: O FireUploader mostrou meus arquivos de fotos — todos JPG —, mas nada de reconhecer os filmes da câmera, todos em formato MPG oriundos de uma Sony Cybershot.

Começando a ficar extremamente preocupado, reiniciei a máquina na partição Windows XP que eu ainda tenho, e onde o Firefox 2.0.0.14 tem a extensão FireUploader ativa e — até onde eu sabia — funcionando. Mas nada de reconhecer os filmes por lá, também. A partir daí, já que estava mesmo no Windows, resolvi tentar a sorte com o Uploadr, mas também me deparei com um problema: Os vídeos começaram a ser enviados normalmente, mas acabaram travando aleatoriamente sem quaisquer explicações mais detalhadas, sempre com um erro irritante — o famigerado bonk, que é praticamente a blue screen of death do Flickr — que quem usa essa ferramenta já deve ter vivenciado pelo menos uma vez.

Pensei em recorrer ao jUploadr, um excelente cliente desenvolvido em Java que já usei antes, compatível com Linux, Windows e Mac, mas vi que o programa parou no tempo, talvez justamente por falta de tempo do desenvolvedor em tocar o projeto, ou sabe-se lá o que mais: A versão mais recente do programa, a 1.2, ainda não suporta o envio de vídeos, e parece que não há nenhuma previsão para uma versão 1.3 ou superior, o que acho uma pena, por sinal.

Ferramentas de terceiros na minha conta do Flickr

Ainda disposto a enviar os vídeos de sábado para a minha conta — afinal eu sou brasileiro e não desisto (quase) nunca —, comecei a experimentar uma verdadeira enxurrada de clientes de upload diferentes, para ver se algum deles me atenderia. Fiz isso alternando programas para Ubuntu e para Windows, mas não consegui nada. Me parece que o problema é mais grave, e que não tem relação  com qual cliente eu uso para enviar conteúdo para o Flickr, e sim com algum bug interno.

Depois de algum tempo — na verdade, até agora, 4 dias seguidos — procurando a ferramenta ideal, eu honestamente cansei. A figura acima mostra quantas tentativas diferentes eu fiz para tentar enviar pelo menos um vídeo para a minha conta no serviço, sem sucesso. Agora, snceramente, tudo o que eu mais quero é que alguém explique o que pode estar acontecendo, já que no fórum de suporte a coisa também parece estar sem resposta.

Assim, eu só espero que estes 0,1% de insatisfação com o serviço que me acometem neste instante sejam tratados o mais rápido possível, pois não gostaria de ter que trocar o Flickr por outro serviço nesta altura do campeonato. Enquanto a questão não se resolve, no entanto, esse percentual tende a aumentar.

Ah… tem mais alguém passando por isso aí fora?

Dia da família!

Hoje mamãe, papai e eu participamos do Dia da Família na minha escolinha. Fiquei falando nesse dia a semana toda, porquê fomos nos preparando pras diversas atividades que iam acontecer, mas principalmente pra fazer uma homenagem pras nossas mamães…

Maio 2008 018

Antes de sairmos pra festinha, papai quis saber o que eu ia fazer pra homenagear a mamãe. Daí eu fui logo cantando um trechinho da musiquinha que ia cantar na escolinha depois. Vejam só que legal que ficou:

[flv:ensaio.homenagem.mamae.maio.flv 480 368]

Depois desse ensaio, fomos pra escolinha… só que, chegando lá, eu não imaginava que fosse ter tanta gente assim… como era gente demais, fiquei bastante envergonhado, e assim que começaram as atividades e chamaram a gente pra fazer a homenagem, eu fiquei um pouquinho apreensivo e, se não fosse eu ter chamado a própria mamãe pra me ajudar, eu acho que não ia conseguir não… felizmente ela foi me ajudar. Olha só a apresentação, que devia ser minha, mas acabou sendo nossa:

[flv:homenagem_mamae.flv 480 368]

Depois dessa homenagem, eu fui me divertir um pouquinho… é que além da homenagem que fizemos, todas as professoras da escolinha também tinham deixado preparados um monte de brinquedos e coisas legais pra fazermos no Dia da Família.

Por exemplo, tinha piscina de bolinha…

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…e tinha cama elástica, que eu a-d-o-r-o.

No intervalo entre os brinquedos a titia Ana nos convidou a fazer uma atividade totalmente em família. Mamãe, papai e eu começamos a desenhar, pintar, fazer dobraduras e colar papéis, criando um resultado bem bonito, que nós levamos para casa como lembrança desse dia muito legal.

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Mas o que eu mais gostei mesmo foi um tobogã grandão que tinha na festa, onde eu não cansei mais de ir. Tanto que foi preciso mamãe e papai me chamarem várias vezes até conseguirem me convencer a sair. É que eu já tinha brincado tanto que já era hora de irmos embora para casa. Que pena!

Back-up Cast #004: Google Friend Connect

Eis aqui a mais recente edição do Back-up Cast, a de número 4! Dando seqüência aos programas, agora eu resolvi comentar um pouco sobre o Google Friend Connect, que é uma novidade liberada esta semana pela Google, que promete dar um quê de rede social a qualquer site.

De quebra aproveito algumas dicas que me foram enviadas pelo meu amigo Kadu e comento um pouquinho mais sobre Twitter. Ah, e faço uma homenagenzinha à madrinha deste meu podcast… :)

Espero que vocês gostem… como sempre, quem quiser pode deixar uns comentários que eu vou achar o feedback muito importante pra melhorar! Seguem os links que de alguma maneira são úteis para quem for ouvir o podcast:

  • Empregos no Twitter: Saiba onde encontrá-los, que é a nota do blog Twitter Brasil que me foi enviada pelo Kadu, na qual eu baseei os comentários que teci com relação à busca de empregos na ferramenta.
  • Google Friend Connect, a ferramenta do Google que promete aumentar o tráfego de qualquer site convencional da grande rede de computadores dando-lhe características sociais com código descomplicado, sem a necessidade de entender de programação, e o respectivo press release feito pela empresa, dando conta da novidade.
  • Também é possível visualizar alguns sites que estão usando o Friend Connect, embora sejam em sua maioria exemplos criados pelo próprio Google.
  • Se você quiser mais informações sobre o serviço, ainda pode ler este artigo da CNet News, onde há vários detalhes legais.

Comentário adicional: O Audacity do Ubuntu 8.04 é muuuuuuito mais legal pra gravar podcasts do que seu irmão que roda no Windows. A meu ver a qualidade do resultado ficou muito melhor com o seu uso…!

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De volta pro Ubuntu: DVDs e RMVB

De volta pro UbuntuSe tem uma coisa da qual eu não abro mão é de assistir a meus filmes e seriados favoritos.

Como na maioria das vezes eu faço isso diretamente no computador, minha volta ao sistema operacional do pingüim — depois de vários meses sem instalá-lo após um problema que tive com meu computador — não poderia ser completa se eu não pudesse assistir a meus DVDs tranquilamente, e reproduzir o formato RMVB de vídeo, no qual a maioria dos seriados que consigo através do Torrent Channel está codificada.

Assim sendo, vasculhei aqui e ali, e acabei efetivamente encontrando, como sempre, aliás, maneiras simples e sofisticadas para que o Hardy Heron — o Ubuntu 8.04 — pudesse ficar 100% preparado.

Primeiro, tratei de instalar o suporte à reprodução de DVDs. Para fazer com que o Totem reproduza um disco automaticamente quando ele for inserido, segui os comandos abaixo:

sudo apt-get install totem-xine libxine1-ffmpeg libdvdread3
sudo /usr/share/doc/libdvdread3/install-css.sh

É importante lembrar que tais comandos precisam ser inseridos através do terminal, embora possa-se optar pelo Synaptic se for o caso de utilizar a instalação visual de componentes que também está no Ubuntu. Qualquer que seja a escolha, após o término dos procedimentos, é garantido: Inserir um DVD no drive tornará sua reprodução imediata.

Com relação ao RMVB minha preocupação era maior.

Dependo dele diretamente para continuar atualizado no que rola em todas as minhas séries favoritas. Como no Windows eu me utilizo de um player gratuito chamado GOM Player, que é simplesmente fantástico porquê reproduz, além deste formato de vídeo, qualquer outro formato popular imaginável instantaneamente, fiquei procurando uma forma desta reprodução acontecer também no Ubuntu. Encontrei, graças a um artigo do site Planeta Ubuntu Brasil, escrito pelo André Gondim.

Novamente através do terminal, deve-se digitar:

echo 'deb http://packages.medibuntu.org/ hardy free non-free' |
sudo tee -a /etc/apt/sources.list

Em seguida, usar o comando:

wget -q http://packages.medibuntu.org/medibuntu-key.gpg -O- |
sudo apt-key add - && sudo aptitude update

E finalmente:

sudo aptitude install w32codecs  libdvdcss -y

O André ainda diz que, caso esse processo não funcione, deve ser instalado o package ubuntu-restricted-extras. Os repositórios de software de terceiros podem ser ativados diretamente no menu SistemaAdministraçãoCanais de Software.

Devo dizer que me espantei com o resultado deste procedimento para reprodução do RMVB no Linux, pois foi o primeiro conjunto de operações que realizei em minha máquina Ubuntu que não funcionou imediatamente. Quase como nos sistemas Windows, precisei reiniciar não o meu computador, mas a minha sessão, antes de poder testar a solução com o episódio 4×13 de House MD.

De qualquer forma funcionou, e agora eu sou mais um no rol de felizes usuários Ubuntu que podem se sentir tranqüilos com o suporte à DVDs e reprodução de vídeo RMVB em seus computadores. Só falta você.

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Astros: Perda de tempo?

Eu já sabia, como muitos, é claro, que Ídolos, a versão nacional do reality show musical American Idol transmitida durante duas temporadas pelo SBT tinha mudado de mãos: Depois do descontentamento da Freemantle Media com o formato do programa e seu horário de exibição — convenhamos, neste ponto até eu concordo, pois os episódios iam ao ar de madrugada —, a empresa, que detém o direito sobre o formato, resolveu tomar providências, descartando a emissora de Sílvio Santos e assinando contrato com a Rede Record.

O que eu descobri atrasado é que Ídolos 2008, apesar de nem ter estreado ainda, sofrerá a concorrência do próprio SBT. Ouvindo hoje o jornal da tarde pelo rádio do carro enquanto voltava do trabalho, fiquei sabendo do programa Astros, nome que a emissora deu ao programa depois de exibi-lo por três semanas seguidas sem título, já que o nome novosídolos — assim mesmo, junto e em minúsculas — foi, obviamente, barrado por liminar da justiça a pedido da Freemantle.

Apesar de eu ainda não ter assistido ao novo programa do SBT, que tem sido exibido às quartas-feiras, 21h30 da noite, concorrendo com o futebol, já concordei, depois de buscar algumas evidências YouTubescas, com a opinião da mídia especializada: Astros está mais para uma versão repaginada do antigo Show de Calouros:

O novo reality show musical do SBT aposta em humor ridículo e no talento duvidoso de seus participantes, mas parece mais a um “Show de Calouros” repaginado que ao programa “Ídolos”, que emissora já transmitiu e que agora irá ao ar na Record.

(…)

A competição realmente não é séria e os jurados levam isto a sério, como no momento em que, Cyz, produtora musical e cantora, cujo nome é Cynthia Zamorano, provocou um participante que cantava o hit “Créu” a fazer performances.

Todos os vídeos que encontrei realmente demonstram que cada palavra da notícia é verdadeira. Pra mim, é até estranho ver os jurados Arnaldo Saccomani, Cyz Zamorano, Thomas Roth e Carlos Miranda — que independente de qualquer opinião pessoal, são profissionais devidamente reconhecidos do ramo da música — inseridos neste novo formato pastelão.

YouTube: please specify correct url

É claro que vou ter que assistir a um ou dois episódios para, eventualmente, dizer algo diferente. Astros já tem seu primeiro vencedor — um vencedor por mês ganhará um carro —, é fato, mas por ora sou obrigado a concordar com Arnaldo Saccomani, que parece resumir tudo sobre o programa após ouvir um candidato dançar o créu: “uma perda de tempo; do meu, do seu, do nosso tempo“.

Estaria ele errado?

O Papa Digital

Certamente vocês se lembram daquela música de uma popular banda gaúcha brasileira, que dizia que o Papa é pop. Bom, sem entrar no mérito da popularidade, pelo menos uma coisa que no futuro será possível afirmar sobre Bento XVI é que ele é um Papa Digital.

Digo isso porquê, a partir do próximo dia 15 de julho, data em que se iniciará na Austrália a próxima Jornada Mundial da Juventude — um evento anual criado pelo Papa João Paulo II em 1985 que reune católicos de todas as partes do mundo —, Bento XVI começará a enviar mensagens SMS com conteúdo inspirador e de esperança a seus fiéis mais jovens.

Segundo declaração do bispo Anthony Fisher
feita ontem, essa iniciativa foi tomada pela Igreja Católica para que a conexão com os cerca de 225 mil jovens católicos australianos, todos atentos às mais recentes tecnologias, se torne uma experiência única e inesquecível.

A experiência será aparentemente ainda mais ampla com o fornecimento, pela empresa australiana Telstra, de links de voz, dados, telefones celulares e banda larga aos participantes, que também poderão interagir através de paredes digitais de oração.

Para o evento deste ano, a Telstra planeja conectar 8000 voluntários, 2000 clérigos e 3000 representantes da mídia, além de todos os peregrinos católicos que se concentrarão em mais de 700 locais próximos da capital australiana.

Fico realmente impressionado com tal iniciativa com vistas à tecnologia, uma vez que sempre considerei a Igreja Católica um tanto quanto conservadora em certos aspectos. Acho que isso pode representar o começo de uma mudança considerável… a única falha de um evento que visa atingir proporções mundiais, com cerca de meio milhão de visitantes esperados, é que o site oficial conta com tradução em diversos idiomas, menos português. Essa é uma falha que salta aos olhos, uma vez que o Brasil — entre outros países nativos em língua portuguesa — é um dos maiores redutos de católicos do mundo.

Back-up Cast #003: Anti-vírus + Twitter te libertará!

É hora da terceira edição do Back-up Cast. Como vocês podem perceber, estou tentando manter uma certa regularidade com relação ao programa, embora eu tenha que admitir que mesmo no sistema ready-fire-aim, isso não é nada fácil

Nesta edição eu comento um pouco sobre o uso de anti-virus, que parece que está sendo abolido por algumas pessoas por aí. Também falo um pouco sobre um cara que saiu da cadeia graças ao Twitter, e de quebra reclamo de não conseguir instalar o Hardy Heron e falo de um joguinho web bem bacaninha.

Espero que vocês gostem, ok? Como sempre, deixo os links relacionados a esta edição:

ToonCrisis, um first-person shooter em que você tem que aniquilar desenhos animados e atira com as próprias mãos. A trilha sonora é da banda punk cigana Gogol Bordello, que também parece legal, e que eu uso nesta edição como pano de fundo!

Do You Run Antivirus Software? É a pesquisa realizada recentemente pelo site americano de tecnologia Lifehacker para saber quem usa anti-vírus. Algumas respostas são interessantes.

Anti-virus software can’t keep up: Nota que cita a pesquisa realizada pela Panda com relação à eficácia do modelo atual de anti-vírus e proteção contra ameaças.

Infected or Not? É a página da Panda onde eles estão divulgando a solução Collective Intelligence e onde quem não encontrar nenhuma ameaça no próprio computador pode concorrer a um iPod Nano e prêmios em dinheiro.

Site do estudante James Karl Buck, que foi preso no Egito em companhia de seu intérprete Mohammed Maree enquanto pesquisava para sua tese de mestrado. Depois de ter saído da cadeia, agora ele está organizando uma petição online para conseguir a liberdade também de Maree, que continua em poder da justiça do país. Ah, e também a página do cara no Twitter.

Arrested. Foi com essa única palavra enviada via Twitter que James Buck iniciou os eventos que culminariam com sua liberdade.

Student ‘Twitters’ his way out of Egyptian jail, história sobre o ocorrido no Egito diretamente da página da CNN. Foi nessa página que eu esbarrei sem querer quando pesquisava mais empresas aéreas usando ativamente o Twitter.

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