Back-up Cast #002: Twitter Corporativo e Padre Voador

Senhoras e senhores, apresento a vocês a segunda edição do Back-up Cast.

Sim, ela veio!! E veio comigo tentando corrigir uma série de problemas com o som e com o chiado do microfone na edição anterior. Eu espero ter conseguido, porquê afinal de contas, nesta edição eu estou falando um pouco sobre o uso do Twitter corporativamente, ou seja, por empresas. Isso não sem antes falar do meu beta tester de podcasts e também do Padre Voador, desaparecido no último dia 20 de abril.

Assim como eu fiz da primeira vez, segue uma lista com os links que eu considero relevantes ou que complementam dados em relação ao conteúdo deste novo podcast. Na verdade, muito do que eu utilizei no roteiro que segui saiu de mesclas e adaptações com a minha visão a respeito destes conteúdos.

Por favor, não se esqueçam de me dizer se gostaram!

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Dilbert na Web 2.0

Não há quem trabalhe com gestão de projetos ou informática — isso só pra citar duas áreas nas quais eu particularmente trabalhei — que não conheça ou pelo menos já não tenha ouvido falar de Dilbert. Eu sempre considerei o humor irreverente que é aplicado  s situações cotidianas de escritório nesta tira de quadrinhos como prova clara de que Scott Adams, seu criador, é um cara   frente do seu tempo.

Pra mim, aliás, Scott demonstrou mais uma vez essa sua característica essa semana, ao reinaugurar — em parceria com sua distribuidora, a United Media — o website onde são exibidos seus comics. Algumas críticas especializadas estão louvando o novo Dilbert.com como o primeiro site de quadrinhos a ingressar na Web 2.0, devido   grande interatividade que navegar por lá agora proporciona aos internautas, que podem interagir e alterar o conteúdo exibido através dos chamados mashups.

Quantas vezes você já leu uma tirinha de quadrinhos no jornal e pensou que poderia ter sido mais engraçado se a situação tivesse terminado diferente? Comigo, isso já aconteceu muitas vezes! Essa situação final, chamada na gíria dos cartunistas de punch lineaquilo que faz o leitor efetivamente dar risada — agora pode ser editada pelos usuários, e alterada a gosto. Eu preparei um pequeno screencast pra demonstrar como isso funciona na prática, porquê achei sensacional:

YouTube: please specify correct url

Em maio, essa liberdade de edição deverá se ampliar, e os internautas que freq¼entam o site do Dilbert poderão editar o diálogo de todos os quadrinhos que compõem a tira: A idéia é que apenas as imagens sejam apresentadas e que cada pessoa coloque em prática sua própria criatividade. Esse tipo de edição deverá se estender, também em maio, de apenas um quadrinho para todo o restante da história, que poderá ser feita em conjunto com seus amigos.

Como é sabido que existe uma tendência de que algumas pessoas usem as novas ferramentas do site para criar tirinhas com conteúdo racista, sexual ou ofensivo, e fazer isso como se fossem o autor, existem alguns filtros de conteúdo e também a possibilidade de permitir ao usuário que reporte conteúdos que julgar inadequados. No mais, o próprio Scott Adams admite que as pessoas atualmente já alteram as tiras e as tornam ofensivas, através de ferramentas de edição gráfica, e que isso nunca foi um problema muito grande. Eles estão apenas oficializando os meios para isso…

EM TEMPO: Estava lendo o blog oficial do Scott Adams há poucos minutos, e vi que até mesmo ele comentou o desaparecimento do padre voador, já que a notícia ganhou alcance internacional. Ele diz que quando ouviu falar da história a primeira vez, achou que Adelir de Carli estivesse voando para levantar fundos para a caridade. Depois viu que era apenas para estabelecer um recorde, e fez um comentário, que eu estou traduzindo abaixo:

Que tipo de quebra de recorde tentada por um religioso irritaria mais a Deus? Da perspectiva do Todo Poderoso, qualquer desvio da missão de salvar almas é provavelmente tempo desperdiçado. Mas algumas tentativas de quebra de recorde têm que ser piores que outras. Por exemplo, você não quer ver seu padre ganhando um concurso de comer tortas. E não quer que um homem de batina seja o detentor de nenhum título que envolva nudez, tequila ou auto-gratificação, só pra citar alguns exemplos. O melhor que um padre poderia esperar nestes casos é que Deus estivesse ocupado e não percebesse.

Mas um vôo de balão, lá em cima, bem pertinho do céu? Isso é pedir pra ser castigado.

Notem: Não fui eu quem falou.

Gravatares: Agora com Identicons!

Lendo o Matt hoje pela manhã descobri que uma nova funcionalidade acaba de ser incorporada ao Gravatar. Para quem exibe os avatares dos usuários registrados no serviço que visitam e fazem comentários em seu blog, agora é possível substituir aquela imagem padrão — um G com fundo azul horrível — para quem não possui um avatar registrado por algo muito mais artístico.

Antes de mais nada, o que possibilita essa novidade são os chamados Identicons, ou seja, representações visuais de uma função matemática, geralmente obtidas com base no endereço IP de uma máquina, servindo para identificá-la — e a seu usuário costumeiro — de maneira única. Seu criador, Don Park, surgiu com a idéia em 18 de janeiro de 2007, quando disse o seguinte:

“I originally came up with this idea to be used as an easy means of visually distinguishing multiple units of information, anything that can be reduced to bits. It’s not just IPs but also people, places, and things. IMHO, too much of the web what we read are textual or numeric information which are not easy to distinguish at a glance when they are jumbled up together. So I think adding visual identifiers will make the user experience much more enjoyable.

O Gravatar incorporou três variações novas, todas frutos do trabalho de usuários do WordPress que já procuravam aderir   idéia dos Identicons: Os projetos WP_Identicon, WP-MonsterID e Wavatars foram automaticamente mesclados ao Gravatar original, o que facilita a inclusão de qualquer um deles em substituição ao padrão original. Para isso, basta acrescentar o sufixo &default=opção   função get_avatar() original, onde “opção” pode ser qualquer uma dessas:

Identicons no Gravatar

Na minha opinião, o mais legal dessa história é que agora, quem não gosta do padrão — como eu, que adotei o monsterid como opção — pode personalizar os seus gravatares da maneira que mais lhe agradar, editando o tema diretamente. No meu caso ficou assim:


E se no final das contas nenhum modelo agradar a você, saiba que também é possível desenhar alguns Identicons personalizados

Back-up Cast #001: WordPress, Flickr e House

Senhoras e senhores, apresento a vocês a primeira edição do Back-up Cast, o meu podcast. Conforme eu havia comentado anteriormente, fiquei com bastante dúvida sobre quais assuntos abordar, mas resolvi iniciar não apenas com um, mas sim três deles.

Primeiramente, comento sobre a nova função de adicionar mídia aos artigos no WordPress 2.5. Na seq¼ência falo sobre uma nova versão do Flickr Uploadr e, finalmente, pra fechar com o que eu espero ser uma chave de ouro, comento sobre a volta de episódios inéditos de uma das séries mais fabulosas da paróquia, House MD.

Eis aqui uma lista com os links que eu considero relevantes em relação ao conteúdo do podcast:

  • Site oficial do WordPress;
  • Plugin Embedded Video, para WordPress, criado pelo Jovel Stefan, que aliás está sendo empregado neste mesmo post de lançamento do podcast;
  • Flickr Tools, de onde pode-se baixar as versões oficiais do Flickr Uploadr;
  • Post do fórum de suporte do Flickr onde pode ser encontrada a versão 3.10 do Uploadr;
  • Post do code.flickr com as considerações de Richard Crowley sobre o Uploadr 3.10;
  • Blog do Richard Crowley;
  • Site oficial da série House MD, na FOX americana;
  • Página do Dailymotion com o teaser trailer do episódio 13 da quarta temporada de House — este eu estou colocando aqui também:

[dailymotion x4yejd]

Quero lembrar de antemão que, assim como comentou por aqui a Patricia Muller, esta é uma experiência do tipo ready-fire-aim, ou seja, estou fazendo primeiro pra perguntar depois. Assim sendo, gostaria muito do feedback de vocês a respeito, e inclusive que me dessem dicas de gravação e sugestões para próximos assuntos: Lembrem-se que estou fazendo pra me divertir e, se possível, diverti-los e informá-los, e que isso tudo é na base do amadorismo mesmo, pra ficar mais legal

Ahhh… Ao todo este meu primeiro experimento tem 16:55 de duração…

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Espero que vocês gostem de ouvir assim como eu gostei de fazer…!

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To podcast or not to podcast?

Semana passada ouvi o Nerdcast e o RadarPop. Fazia tempo que eu não ouvia um podcast — mais por falta de tempo do que por falta de querer, é claro — e eu comecei (novamente) a pensar em fazer o meu próprio.

Navego daqui, navego dali, e descubro que — pelo menos na minha opinião — a melhor ferramenta pra alguém como eu usar — se resolver seguir adiante com isso — continua sendo mesmo o Audacity, que é leve, cheio de recursos adicionais através de plugins e, é claro, totalmente gratuito. Associado a um microfone simples, é podcast em poucos minutos, inclusive com música de fundo, efeitos sonoros e já convertido para o formato MP3, pra facilitar.

Meu maior problema continua sendo outro: Sobre o que falar. Informática? Tecnologia? Televisão, seriados? Eu não sei, sinceramente. É estranho, e até um paradoxo, eu sei, mas o maior impeditivo é esse. Sinto vontade de falar sobre tudo isso, e sobre nada disso em específico, ou seja, falar sobre o que me der na telha, sob risco de saírem até algumas bobagens, é verdade — mas podcast amador é assim mesmo, hehehe.

Vocês que são minha meia-dúzia de fiéis seguidores, o que acham? Vou nessa? E mais, alguém gostaria de sugerir algum assunto? 🙂

O Flickr agora tem vídeo!

Eu não sei quantos de vocês já tiveram a oportunidade de ver, mas, desde ontem, o Flickr também permite o upload de vídeos. “Sim, sim, sim. Isso que você está vendo não é uma ilusão! Você está realmente assistindo a um vídeo no Flickr”, é o que anuncia um animadíssimo Edson Soares, um dos gerentes de comunidade da equipe do site no post do blog em que o anúncio é feito. A animação dele é plenamente justificável: Muitos usuários — entre os quais eu posso sem sombra de dúvida me incluir — têm pedido a inclusão desta funcionalidade desde sempre, e ultimamente uma série de boatos estavam surgindo em torno deste assunto na internet.

Logo de cara é possível perceber que a interface de reprodução de vídeos do Flickr é bastante clean. Quem visualiza as miniaturas das fotos e vídeos mal percebe que um vídeo está ao lado de uma foto, a não ser por um minúsculo botão para iniciar a reprodução no canto inferior esquerdo. Aliás, essa interface lembra em muito as interfaces de diversos outros serviços já existentes para a divulgação de vídeos na grande rede de computadores, como a do YouTube, por exemplo. Ao final da reprodução de um vídeo — que pode ser assistido em qualquer tamanho já disponível para as fotos — miniatura, pequeno, médio ou original — é possível compartilhá-lo em outros sites ou comentá-lo. Mas a empresa é clara ao demonstrar que as semelhanças com o concorrente googliano páram por aí.

O vídeo, incorporado   galeria de fotos

Ao contrário do já mais do que consagrado YouTube, os vídeos enviados para o Flickr possuem algumas restrições: Não podem ter mais do que um minuto e meio de duração, e, além disso, só podem ter 150 mb de tamanho máximo. A justificativa dada pelo site para estas limitações é que os vídeos devem ser tratados como fotos longas. Dizem os desenvolvedores que as fotos compartilhadas no serviço são retratos de experiências pessoais dos usuários, e que os vídeos também devem ser, atuando como as extensões destas fotos: “pequenos registros de nossas vidas que gostaríamos de compartilhar com outras pessoas“. Assim, ao contrário do serviço do Google, não vale fazer upload de trechos de filme, clipes de música, capítulo de novela nem nada que não seja estritamente conteúdo criado por você mesmo.

Mesmo com as restrições, pra mim a novidade veio a calhar. Não sou lá o mais heavy user do Flickr, é verdade, mas quando mando fotos pra lá sempre mando aos montes de uma vez e, até então, sem este recurso novo, eu não tinha onde colocar os meus vídeos que, diga-se de passagem, são normalmente curtos pois retratam exatamente a idéia de fotos longas. Para demonstrar o que estou querendo dizer, nada melhor do que dividir com vocês um dueto desafinado com o meu artista favorito, que nesta performance estava um tanto quanto ansioso pra se ver…

Um outro ponto fundamental nessa história é o fato de que, pelo menos por enquanto, apenas os usuários Pro — como é o meu caso — podem enviar vídeos. Para estes usuários é possível armazenar qualquer quantidade de vídeos, pois o plano, que custa cerca de US$ 25/ano, já conta com espaço ilimitado. Aos usuários convencionais resta, pelo menos, a possibilidade de reproduzir os vídeos enviados pelos demais usuários, e, é claro, compartilhá-los em páginas alheias.

Por ora, a única reclamação que tenho diz respeito  s ferramentas de upload. Tudo bem que ferramentas desenvolvidas por terceiros — como o excelente jUploadr, que eu vinha usando até então para manipular e enviar as fotos que tiro para o serviço — ainda não tenham sido atualizadas com a novidade. Mas o Flickr está pisando na bola ao dizer que seu Flickr Uploadr está preparado para enviar vídeos on-line. A versão que tenho (3.0.5) simplesmente não funciona com vídeos. Da mesma maneira, o upload on-line de vídeos também “zicou“: Quando tentei enviar o vídeo que ilustra este artigo, ele travou nos 99% enviados e nunca mais saiu de lá

Quem salvou a pátria foi o também ótimo FireUploader, uma extensão fantástica para o Firefox que eu já havia mencionado por aqui em outras épocas… em instantes o vídeo estava lá e eu pude terminar meu artigo em paz… ponto para os third part applications. Mesmo assim, ponto para o Flickr , pela novidade que não é menos sensacional por isso… afinal, acredito que em pouco tempo a coisa esteja arrumada…!

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A MAD voltou dos mortos!

Capa da nova MAD #1Se você tem entre duas décadas e meia e três de idade, pelo menos, já deve ter ouvido falar da revista MAD. Conhecida pelo conteúdo em que são retratados desde quadrinhos até sátiras políticas e paródias bem-humoradas de filmes, a revista é um verdadeiro clássico criado em 1952 pelos americanos Harvey Kurtzman e William Gaines. No Brasil havia deixado de existir no ano de 2006, depois de mais de 30 anos de edição em três editoras distintas: Vechi, entre 1974 e 1983, Record, entre 1984 e 2000 e finalmente a Mythos, a partir de 2000 e até o seu término.

Resolvi escrever sobre a revista porquê há mais ou menos uns 8 dias, enquanto passava pela frente de uma banca de jornal, descobri — com supresa e, até mesmo, uma certa felicidade — que a MAD ganhou mais uma chance. Está ressuscitando dos mortos pela quarta vez, desta vez pelas mãos da Panini, que eu considero ser uma editora de qualidade excelente pelo material que normalmente produz.

É óbvio que eu resolvi comprar a revista. Naquele mesmo dia em que a vi. A decisão, aliás, me custou um monte de comentários do tipo “Ihhh… olha o cara, lendo MAD…”, mas todos eles vindos de pessoas que não puderam esperar para, pelo menos, folhear a nova revista. Da época em que eu costumava comprá-la e a edição era da Record, duas diferenças básicas são perceptíveis. A primeira, para melhor: A revista está com as páginas internas 100% coloridas — como ocorre com os gibis. Esse é um avanço interessante, e torna a leitura mais agradável, na minha opinião.

A outra diferença é para pior: O número de páginas está menor. Pelo que andei verificando, apesar de não ser contemporâneo do trabalho da editora Mythos, estava em 48 e passou para apenas 40. Na época da Record, por exemplo e se não me engano, esse número era bem maior. A meu ver isso pode muito bem ser o reflexo de uma época em que vivemos atualmente, onde tudo é reduzido — e o preço, mantido, senão aumentado. É o que ocorre com vários produtos, desde leite em pó — mais leve — até papel higiênico — com menos metros por rolo.

Sobre esta questão, achei uma entrevista muito legal com o editor da revista MAD no Brasil, o cartunista carioca Otacílio d’Assunção, que, é claro, ficou conhecido de uma geração sem número de fãs apenas por seu prenome, Ota. Em trechos desta entrevista, Ota dá outra explicação para a diminuição no número de páginas, que é até mesmo óbvia: Quando os leitores vão ficando escassos, as editoras param de investir. Não dá pra custear tudo sozinho, e assim a coisa pára. Segundo ele mesmo diz, “…cada editora que entra oferece menos que a outra. Então não tem como eu montar uma redação para fazer a revista. Agora dou assessoria, faço a seção de cartas e a parte de traduzir e adaptar a Panini faz“.

Seja lá como for, não dá pra negar que vários elementos da revista que cresceu comigo — e da qual fiz diversas coleções, inclusive dos famigerados Encalhes da MAD, em que diversas edições eram empacotadas para ficarem numa só — estão mantidos. Participações clássicas como as dos cartunistas Sérgio Aragonés e Don Martin, e também a ridícula Dobradinha MAD — sem a qual a revista nunca mais seria a mesma — continuam presentes, para alívio dos fãs. No final das contas, eu concordo com o que diz o próprio Ota na entrevista: A MAD é, acima de tudo, uma revista jornalística. Sobreviveu a décadas a fio, criticando, satirizando e acompanhando tendências da moda, culturais e políticas. É imperdível, pra quem já conhecia e pra quem, por ventura, ainda não a conhece… 🙂

ATUALIZAÃ?â?¡Ã?Æ?O: O Kadu encontrou algumas ridículas dobradinhas MAD interativas que estão hospedadas diretamente no site do The New York Times. Vale   pena conferir!

A resposta do padre voador paranaense

Quem acompanha este humilde blog deve se lembrar de que no último dia 3 de março eu havia escrito sobre o vôo com balões de aniversário feito pelo padre Adelir de Carli, que inclusive havia sido noticiado no Fantástico na véspera. Naquela oportunidade eu mencionei não acreditar no feito, citando, a título de comparação, um episódio dos Mythbusters em que eles tentaram fazer uma garotinha de aproximadamente 20kg voar com balões, sem obter sucesso.

O Padre Adelir

Ocorre que no dia 16 de março, ou seja, apenas alguns dias após ter escrito meu artigo, recebi uma mensagem de email do próprio padre Adelir, a qual reproduzo aqui na íntegra, para que vocês possam acompanhá-la:

Padre Adelir De Carli – “Voador” wrote:

Saudações em Cristo Jesus

Daniel, já há alguns dias entrei em contato contigo para te passar algumas informações referente ao vôo com os balões de gás hélio e que vc se diz não crer.
Se de fato vc tem um compromisso com a verdade e queira informações mais detalhadas sobre o evento, me coloco   disposição. Assim vc poderá refazer teu texto que se refere a não crer e desta forma, poderá informar teus leitores com assuntos serios e não cair no descrédito frente a um fato tão importante.

Um fraternal abraço e fique com Deus

É importante que eu diga que, quando escrevi aquele artigo em 3 de março, o fiz baseado em comentários de alguns amigos do trabalho que — eles, sim — haviam assistido ao Fantástico na véspera, e também em notícias que estavam sendo veiculadas na grande rede de computadores   época. Como acredito qie todos têm direito a expôr seu lado dos fatos, logo depois de ler a mensagem do padre Adelir eu decidi que o mais correto a fazer seria escrever uma resposta, na qual pedi mais detalhes sobre o vôo, para então — assim que o tempo permitisse — escrever este artigo aqui da maneira mais imparcial possível. A mensagem, que mandei no dia 17 de março, foi essa:

Saudações em Cristo Jesus a você também, Padre.

Em primeiro lugar, obrigado por seu e-mail. Fiquei feliz e lisonjeado em recebê-lo. Infelizmente não recebi nenhum contato anterior de sua parte, mas quero que saiba que, caso isso tivesse acontecido, a resposta teria sido imediata.

Conforme disse em meu texto recente sobre o seu vôo, eu realmente fiquei intrigado com a sua façanha. Devo, antes de qualquer coisa, lhe pedir desculpas pois, como disse, não assisti   televisão no dia, e escrevi baseado em comentários e notícias divulgadas via Internet. De qualquer forma, gostaria muito que, se possível, o senhor me enviasse informações mais detalhadas sobre o feito. Dessa forma acredito que poderei revisar corretamente o texto e corrigi-lo, tornando-o imparcial.

Um abraço pra você, e que Deus fique conosco sempre.

Daniel

Ainda no mesmo dia em que eu escrevi a minha resposta o padre Adelir me mandou um novo e-mail, com as informações detalhadas que ele havia mencionado. O conteúdo desta nova mensagem eu também reproduzo abaixo integralmente, pois quero registrar, conforme já disse, os dois lados da mesma moeda, para que a coisa fique imparcial:

SAUDAÃ?â?¡Ã?â?¢ES EM CRISTO JESUS, NA PROXIMIDADE DA PSCOA!
Caríssimo Daniel

Sou o Padre Adelir De Carli e sempre dei muita atenção  s pessoas que buscam conhecer e tirar dúvidas. Em outras situações as pessoas teimam contra qualquer lógica. Neste segundo caso, nunca dei muita atenção. Quando li teu texto, tive de imediato a vontade de escrever para dar atenção  s tuas dúvidas. Não sei de que cidade você é, mas gostaria de convidá-lo para o próximo evento que está marcado para o dia 20 de abril, aqui na cidade de Paranaguá (PR). Ainda hoje estive reunido em Curitiba com o Tenente Coronel Rocha Filho, do SINDACTA II, para tratarmos sobre a questão do espaço aéreo para o evento.

Sempre tento agir de forma consciente e responsável. Sou Padre da Diocese de Paranaguá. Minha formação: Filósofo, Teólogo, Pós-Graduado em Comunicação Socia, e Pós-Graduando em Counseling (Aconselhamento Pastoral). Quando eu estava cursando a 7ê série, tive contado com os balões de gás hélio. Isto ocorreu na Escola e de lá para cá, passaram-se uns bons anos. Depois que me dediquei ao para-quedismo e parapente, iniciei minha expereiência com os balões.

Todos que viam eram unânimes em afirmar não ser possível voar com as “bexigas”. Contra qualquer opinião, fui testando-os e catalogando os resultados. Desta forma, em outubro de 2007, fiu para a cidade de Ampére por estar fora do mar e ser mais seguro. Como ainda era teste, não divulgamos   Imprensa, mas estávamos filmando e fotografando para o arquivo da PASTORAL RODOVIRIA. Eis a questão porque demorou do dia 13 de janeiro para o Fantástico no dia 02 de março. Estávamos, organizando melhor o site da Pastoral: www.pastoralrodoviaria.org.

Esta instituição trabalha com estrutura própria, para a Pastoral de evangelização e social aos Caminhoneiros. Aqui chegam em torno de 4000 caminhões por dia. Eles são provenientes das diversas partes do Brasil.

Em outubro de 2007, tentamos voar, mas não foi possível porque as pessoas que estavam nos ajudando a encher os balões eram pessoas simples e nunca tinham visto balões grandes assim. Então faltou balões e sobrou gás conforme o projeto. Voamos muito baixinho por falta de tracionamento. Elaboramos melhor o projeto e com as pessoas mais preparadas e mais rápido. Desta vez, saí da cidade de Ampére e fui até San Antonio na Argentina. Foram 4:14hs. A altura foi de 5.337 metros. Temperatura de solo 32 graus e na altura máxima foi 8 graus.

Havámos contratado um avião para as filmagens. Ele não conseguiu alcançar e nem mesmo visualisar onde eu estava. Isto causou uma apreensão nas pessoas mais simples. Eu já havia os alertado para o que poderia ocorrer lá no alto, mas também mostrei que eu estava preparado para qualquer eventualidade.

Foi um grande festa, você nem imagina a alegria das pessoas. O recorde mundial era dos norte-americanos com 3.900 metros, hoje o recorde é nosso, é Brasileiro com 5.337 metros. É uma grande Graça de Deus, ser o primeiro a voar no Brasil com esta modalidade. Faço isto porque gosto do esporte, mas faço neste momento em benefício dos Caminhoneiros. Temos um caminhão Capela para as Missas, Temos também uma grande Obra, a Casa de Acolhidada com 3.420 metros quadrados.

Tenho recebido, parabéns de políticos federais e estaduais, aqui do Município e de pessoas empresários, e pessoas de boa vontade. Eles são de diversas partes do Brasil. Também está sendo muito grande a procura por parte de Rádios, Jornais e TVs mais regionais de diversos Estados.

Em Ampére, estava presente até o Prefeito, o vice-prefeito e mais de 80 pessoas. Poderia ser uma grande multidão, mas evitamos de convidar muita gente pelo fato de estar em fase de teste.

Pediria para você, Daniel deixar no teu Blog um link www.pastoralrodoviaria.org para quem desejar conhecer melhor a Pastoral Rodoviária. Estamos em obras e necessitamos de doações que poderão ser em material de construção e ou dinheiro para o pagamento de Mão-de-obras.

Qualquer dúvida, entre em contato.
Fique com Deus e uma Santa Páscoa!

O site da Pastoral que o padre menciona contém algumas fotos do evento — e tomei a liberdade de separar uma delas, ilustra este artigo. Minha posição final a respeito desse assunto mudou, eu devo admitir.

Um comentário do Sérgio F. Lima no meu artigo original já falavam sobre o empuxo — que é a força que puxa o balão pra cima — e de como quanto maior o volume do balão, mais simples fica de voar. Depois de assistir ao vídeo com a reportagem do Fantástico, então, fiquei ainda mais convencido: O tamanho dos balões é mesmo grande. E a capacidade do padre Adelir, desafiando a gravidade, parece ser ainda maior. Ele está de parabéns, e eu, espero ter me retificado propriamente…