em Crônicas do Cotidiano

IRPF: Tão maduro quanto nossas urnas eletrônicas

Hoje pela manhã, quando ouvi no rádio a caminho do trabalho que haviam identificado um bug no programa IRPF 2008, me espantei.

Está certo que o problema encontrado não afetava o valor a ser pago, ou restituído, para os contribuintes, e era muito específico: Para os casos em que as pessoas têm mais de um dependente menor de 18 anos, ele repetia a data de nascimento do primeiro que fosse declarado. Mesmo assim, nunca antes eu tinha ouvido falar de um problema com o software desde a sua implantação, no já longínquo ano de 1991.

Felizmente, ao meio-dia de 3 de março, poucas horas após a disponibilização do software para os internautas, a versão 1.0 original já tinha sido substituída pela versão 1.0A, que já corrigia a falha. Segundo a Receita Federal, aliás, o incidente foi tão pequeno que as pessoas que já entregaram a declaração deste ano não precisam sequer se preocupar em corrigi-la ou reenviá-la.

Era uma falha boba, mas reconheço o bom trabalho da equipe que detectou e corrigiu a falha no IRPF 2008 tão rapidamente: Pra mim, isso demonstra que a atenção com um eventual problema mais grave num programa que afeta diretamente milhões de brasileiros seria a mesma — senão, maior.

No final das contas, embora sejam empregados em nosso país diversos sistemas tecnológicos desintegrados e com necessidades de melhoria evidentes na tentativa de automatizar certos processos do governo, há o outro lado da moeda, em que o grau de maturidade é enorme. Nesta categoria, além do próprio sistema empregado já há 18 anos pela Receita Federal, outro que me vem   cabeça é o exemplo das urnas eletrônicas, pelas quais, aliás, como já afirmei aqui antes, somos reconhecidos inclusive internacionalmente. Acho que estamos na direção certa.

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Comentário

  1. É claro que temos que lever em conta que é muito importante que a urna eletrônica funcione bem e principalmente que o programa da Receita Federal também arrecade bem funcione bem se levar-mos em conta os interesses envolvidos.

    Vê lá se os sistemas de atendimento ao segurado do INSS são tão eficientes assim?

    • Concordo com o seu ponto, André: Há muitas falhas de eficiência, e um potencial extremamente não explorado para melhoria, que talvez não seja explorado por pura falta de interesse.

      Se os demais sistemas fossem tratados como estes exemplos, possivelmente seríamos reconhecidos antes de muitos países por aí como uma Nação tecnologicamente 100% integrada… mas quem sabe seguindo esse caminho não cheguemos lá, não é?

      Abração, e obrigado pela visita!