Novo WordPress 2.5: Problemas e soluções

Acaba de sair do forno a muito aguardada versão 2.5 do WordPress. Mantendo a tradição de versões anteriores, esta recebeu o codinome Brecker, em homenagem póstuma ao saxofonista e compositor de jazz americano Michael Brecker, falecido no ano passado.

De qualquer forma, mal saiu a notícia e eu fui logo tratar de seguir os três passos básicos para fazer a atualização do meu site. Poucos instantes depois já contava com o novo dashboard da ferramenta, sem que nenhum problema tivesse ocorrido, ao menos na atualização. Para quem ainda não sabe, só nesta nova versão, de acordo com a nota oficial publicada pelo Matt Mullenweg, foram dispendidos esforços de mais de seis meses de codificação. Ainda segundo a nota oficial, tudo isso culminou em uma série de modificações para os usuários finais ansiosos, como você ou eu.

Vou comentar por aqui o que eu achei da nova versão, e principalmente que problemas eu encontrei e tive até agora, além das devidas soluções já encontradas!

Novo painel do WP2.5

A primeira dessas mudanças, como deve ser do conhecimento pelo menos de alguns de vocês, diz respeito ao Dashboard, ou Painel Administrativo do WordPress. Matt comenta no post de lançamento da nova versão que a idéia por trás do redesenho da sua interface foi torná-la mais simples e mais rápida, permitindo o foco diretamente naquilo que importa, ou seja, as operações do blog, sem complicação. Na minha opinião esse redesenho — que teve o apoio de especialistas da Happy Cog — ficou muito bom. A única coisa que eu sou obrigado a admitir é que eu não gostei muito do novo esquema de cores. Nada que uma visita  s opções de usuário não resolva, no entanto, pois é possível usar o esquema de cores antigo, embora o layout fique diferente do que era até a versão 2.3:

Esquema de cores

Segunda mudança: A página de plugins agora além de avisar que existe uma nova versão disponível para um plugin, permite sua atualização automática. Quando eu fui fazer a atualização de alguns plugins, no entanto, recebi uma mensagem de erro referente a uma classe do PHP: Fatal error: Cannot redeclare class pclzip. Felizmente, a correção no meu caso foi simples: O plugin WordPress Automatic Upgrade, que eu uso, também utiliza a classe pclzip , e desabilitá-lo fez com que a atualização ocorresse normalmente para todos os plugins que eu tenho instalados, um a um.

ATUALIZAÃ?â?¡Ã?Æ?O 1: Em tempo, o autor do WPAU também atualizou o seu plugin: Combateu o problema com a biblioteca pclzip. A nova versão é a 1.0, e pode ser atualizada automaticamente, segundo consta, sem maiores problemas.

Upgrade automático de plugins

Mudando de assunto, gostei do suporte nativo ao Gravatar na nova versão do WordPress sem a necessidade de plugins pra isso. A Automattic havia comprado o serviço, e agora a integração está não apenas nos temas, mas dentro do dashboard, em vários locais. No entanto, no caso dos temas, é necessário que os desenvolvedores daqui por diante façam uso de uma função específica para obter esse suporte, a get_avatar . Sem essa função, mesmo com o suporte ao Gravatar habilitado — o que é padrão no WP 2.5 —, nada feito: Seu blog vai ficar sem as imagens que identificam os usuários através do e-mail, exceto no dashboard.

Gravatares nativos!

Neste caso, enquanto se espera por temas que estão em desenvolvimento, há duas opções: Se você, assim como eu, se sente confortável editando seu próprio tema, basta abrir o arquivo comments.php , e lá inserir o seguinte bloco de código onde quiser que o Gravatar apareça:

if (function_exists('get_avatar')) {
echo get_avatar( get_comment_author_email(), '80' );
}

Deve-se lembrar que o parâmetro 80 no bloco de código acima é o tamanho desejado para o avatar, e pode ser personalizado conforme sua preferência.

Caso você não se sinta a vontade em editar seus próprios arquivos, ou não conheça nem um ponto-e-vírgula de PHP, pode recorrer a um plugin fantástico de um dos co-desenvolvedores do WordPress, o Easy Gravatar. Uma vez instalado e habilitado, os avatares aparecem automaticamente ao lado dos comentários, e podem ser configurados pelo painel/dashboard.

Falando em plugins, esse é um outro assunto que me dá medo normalmente, quando atualizo a versão do WordPress. É praticamente certo que pelo menos um plugin dê problema. No meu caso, fui sorteado com o Popularity Contest, do Alex King, que recém havia instalado por aqui. Ao atualizar o WordPress para 2.5 eu imediatamente percebi que ele havia provocado uma falha geral e não pôde ser ativado. Felizmente encontrei a solução: Editar a linha 59 do arquivo do plugin, substituindo esse trecho de código:

require('../../wp-blog-header.php');

…por esse outro:

require('../wp-blog-header.php');

Ao salvar o arquivo — já que a edição pode ser feita dentro do próprio painel de administração do WordPress — tudo voltou ao normal e eu pude ativar o plugin novamente.

Esse foi o único problema de atualização que tive com relação a plugins. Todos os outros que ativei — felizmente — funcionaram sem problemas, ou seja, pelo menos neste aspecto a atualização pode ocorrer normalmente.

Outra coisa que eu achei muito legal: Alguns usuários devem se lembrar da briga que foi quando o Dashboard do WordPress parou de mostrar os Incoming Links do Technorati e passou a exibir os do Google Blog Search. Para que a funcionalidade anterior voltasse, até mesmo alguns plugins foram desenvolvidos pelos mais insatisfeitos. Agora, a democracia impera: Ao entrar no painel, é possível editar o feed RSS que se deseja usar para exibir os links feitos para o seu blog. Assim, cada um usa o serviço que mais gosta:

Duas etapas para alterar o Incoming Links

Mudando de assunto, no screencast feito pelo Matt com as novas funcionalidades do painel de criação de artigos, uma mudança fantástica é exibida: O upload de múltiplas imagens e outros arquivos de mídia, como filmes e áudio (para podcasts, por exemplo). Tudo funciona  s mil maravilhas, e há um botão que invoca uma caixa de diálogo onde se pode realizar a seleção múltipla de arquivos e enviá-los conforme prometido. A versão usada no screencast é a 2.5 RC 2.

INFELIZMENTE, até agora não consegui fazer isso funcionar de jeito nenhum no meu blog. E olha que usei até reza brava. Não há opção que se possa habilitar em toda a interface de administração para ativar a função, e os fóruns de suporte do WordPress estão lotados com reclamações de pessoas que, como eu, gostariam muito que este recurso estivesse funcionando. Além disso, nem mesmo todas as imagens que eu gostaria de usar para ilustrar esse artigo puderam ser enviadas para o servidor: Um outro problema, também bastante recorrente no fórum nesse momento, exibe uma mensagem de erro, Specified file failed upload test. Na prática a imagem vai para o servidor, mas não é exibida nas dimensões corretas dentro do editor do WordPress.

ATUALIZAÃ?â?¡Ã?Æ?O 2: O problema para fazer o upload de múltiplas imagens — além da mensagem de erro que eu mencionei acima — parece ter sido causado pela maneira como eu fiz a atualização da versão 2.5 do WordPress. Como eu já o tinha instalado por aqui, usei o plugin WordPress Automatic Upgrade, e foi a atualização desta forma que causou o problema. Após ler esta mensagem do fórum de suporte, refiz a instalação completamente via FTP (ou seja,  s antigas) e consegui que o botão que aparece no screencast apareça, bem como a barra de progresso e a tela de edição de parâmetros de cada imagem. Todas as imagens deste post comprovam isso.

Choose files to upload

Embora eu pretenda ir atualizando este artigo com o que for descobrindo, vai aqui um conselho: Se você puder ser menos apressado, espere um pouco mais de tempo para instalar a nova versão 2.5 do WordPress. Parece que mesmo seis meses de trabalho para seu lançamento não foram suficientes para a detecção de todos os possíveis percalços. Mas não desmereço a equipe, que é sempre ativa e dinâmica: Vou esperar que logo sejam apontadas soluções para os problemas, pois, por enquanto, nada feito 🙁

ATUALIZAÃ?â?¡Ã?Æ?O 3: O último parágrafo que eu havia escrito anteriormente já demonstrava minha opinião: A equipe do WordPress é muito atenta e dinâmica, e não demoram a pipocar as soluções, seja a partir deles, seja a partir dos próprios usuários. Retiro o que eu disse anteriormente, e recomendo a atualização o quanto antes para que todos possam curtir os benefícios desta novíssima versão. E tenho dito!

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Edite seus próprios comentários!

Lembrei que meu amigo Neto Cury outro dia fez um comentário em um dos meus artigos e cometeu um erro ao digitar uma das palavras. Precisou criar um novo comentário me pedindo pra editar o anterior por causa do erro.

Pensando sobre isso, acabei de instalar o excelente plugin WP Ajax Edit Comments, que, usando a tecnologia AJAX, permite que o próprio autor do comentário corrija alguma coisa que tenha ficado errada, desde que dentro de um período de tempo definido pelo administrador do blog (neste caso, este que vos escreve).

O tempo padrão do plugin é de 15 minutos, ou seja, suficiente para que o autor perceba alguma falha e corrija. Espero que, assim, eu ajude não apenas ao Neto, mas a todos os que normalmente me fazem visitas, seja periodicamente ou esporadicamente.

“Estamos trabalhando para melhor atendê-lo” 🙂

Quatro carros que querem ganhar os céus

No já longínquo ano de 1940, Henry Ford, então presidente da primeira fabricante de veículos do mundo declarou: ââ?¬Å?Marquem minhas palavras: Uma combinação de avião e carro está chegando. Vocês podem dar risada. Mas ela virá…ââ?¬Â. “O quanto Ford está certo, considerando os avanços tecnológicos de quase 50 anos depois?”, foi o que eu me perguntei ao ler essa frase.

Para responder   minha própria dúvida, resolvi procurar e listar alguns possíveis candidatos ao feito de se tornarem, efetivamente, o primeiro veículo híbrido de carro e avião a cruzar os céus mundiais, dando fama e fortuna instantâneas a seus desenvolvedores. Agora eu divido com vocês as minhas descobertas — aliás, alguém deve reparar, o número de projetos é bem considerável, cada qual tentando por conta própria alçar vôos ambiciosos.

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Como foi a minha Páscoa!

Eu adoro comer chocolate!

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Por isso, eu não aguentei esperar a hora da Páscoa chegar para eu me esbaldar, e comer tanto quanto eu conseguisse. Mamãe e papai sabiam disso, e não conseguiram resisitir. Acabaram me dando o meu ovo da Páscoa antes da hora. Eles estavam loucos, cá para nós, pra ver a minha reação.

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É que dentro do ovo tinha uma surpresa que, quando eu abri, eu adorei! Era um relógio que funciona de verdade. Apesar de eu não saber dizer as horas ainda, eu achei muito legal, amei, e assim que coloquei no braço não quis tirar mais.

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No dia seguinte, fiz questão de sair com o meu relógio novo para todos os lugares. E na segunda, fiz questão de ir com ele na minha escolinha, onde os meus coleguinhas gostaram bastante. Todos queriam ver e pegar para usar, até a minha titia Ana!

Aliás, falando na titia Ana, na semana da Páscoa ela nos ensinou a musiquinha do coelhinho saltador. E gostei tanto dela que não parei mas de cantar. Mamãe e papai acharam tão bonitinho que não sossegaram até me fazer gravar um videozinho cantando. Vejam só como ficou legal!

Ah! E na sexta-feira antes da Páscoa, lá mesmo na escolinha, ainda assisti a uma apresentação bem bacana, onde tinha pessoas vestidas de coelhinho, outras de nariz pintado como um coelhinho e lá eu aprendi mais musiquinhas legais, comi bolo de chocolate e ainda ganhei outro ovo de chocolate.

E como não podia faltar, quando chegou o domingo ainda ganhei mais chocolate, dessa vez dos meus avós. Ufa! como eu comi chocolate nesses dias, acho que vocês não podem nem imaginar!!!

Lost 4×04

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Acabei de assistir a Lost S04E04, e isso só me fez querer desejar baixar logo o próximo da série. Assim como disse o Kadu, vou preferir me arriscar a ser acusado de receptação, porquê realmente o final que acabei de ver me deixou sem palavras, assim como tem acontecido com praticamente todos os episódios desta temporada!

Envelheci. Meu blog também.

Meu compadre Neto Cury mandou muito bem num dos últimos textos que escreveu, descrevendo as fases do blogueiro e seu inadiável — é a natureza, afinal, não é mesmo?envelhecimento. Aliás, mandou tão bem que eu fiquei me perguntando se este blog já está usando bengala e tomando cuidado para não tropeçar nas longas barbas brancas da senilidade.

Uma experiência fascinante é a de ler — como recomenda o Neto — os arquivos antigos do seu próprio blog. Já há algum tempo, mesmo sem ter lido o texto dele, eu já venho carregando este hábito. É impressionante como você se enxerga passando pelas etapas. Alguns textos dos primórdios da minha vida blogueira, por exemplo, são totalmente iniciantes. Muita bobagem, coisas parecendo diário de adolescente e vááááários links para notícias. Há muitas coisas que escrevi, inclusive, que talvez pensando melhor hoje eu nem escrevesse.

Mas a vida é assim, e há também em meus arquivos os textos de aprendiz. Corri atrás de muita coisa: Sempre gostei de escrever e procurei aliar esse meu gosto   atividade de blogar. Criei uma espécie de blogoterapia e meti as caras. Ganhei alguns amigos — entre eles, um dos primeiros, o próprio Neto —, fãs, e tudo mais. Graças   essa fase descobri como aplicar o conhecimento que eu tenho profissionalmente — e pessoalmente, é claro — ao blog, e com isso o meu lugar no mundo blogueiro e o meu fiel público, se é que posso dizer assim.

Finalmente, me vi na fase que o Neto batizou de fundamentada. Eu sei o que quero escrever, e  s vezes até para que público escrever. Descobri a duras penas como ignorar comentários idiotas e como responder aqueles que são de gente que tem o que dizer. Conquistei ainda mais amigos assim, e descobri o quanto é duro manter um ciclo de amizades blogueiras.

Nesta última etapa parti até mesmo para colocar anúncios no blog. Ganhei uns trocados e depois tirei os anúncios. Porquê? Eu mesmo me pergunto isso até hoje. Talvez pelo fato de sempre ter encarado isso tudo aqui como um super passatempo, uma verdadeira terapia, como já disse antes. De qualquer forma é nessa fase fundamentada que vem o mais gostoso, a independência blogueira, por assim dizer.

Daí vem o envelhecimento. É faculdade. Trabalho. Dívidas. Filhos. Qualquer um que já passou por pelo menos uma dessas etapas sabe o que quero dizer. O tempo acaba, é aí que concordo 1000% com o texto do Neto. Quando comecei a escrever aqui há alguns anos, já era casado. Mas iniciando no trabalho e com a faculdade no começo, era mais fácil arrumar tempo, elaborar textos detalhados e tudo mais.

Anos depois, ou seja, agora, tudo mudou. O meu filho, por exemplo, me ocupa muito tempo, e sou obrigado a reconhecer que é menos tempo do que eu gostaria, porquê o resto é consumido por trabalho e cansaço. Isso me fez vestir a carapuça — e talvez pensar em empunhar uma bengala blogueira — porquê muita coisa que eu escrevi mais recentemente foi uma chatice. Coisa de velho, mesmo. Blogueiro velho. Por isso, eu acho até que devo desculpas aos que gostam de vir aqui e ler o que eu escrevo.

Aliás, como qualquer velho, por assim dizer, já perguntei a mim mesmo mais de um milhão de vezes se eu não deveria parar isso aqui tudo. Largar mão. Todo blogueiro, independente da fase em que está, já se perguntou isso. É uma decisão complicada e difícil, pois por um lado pode-se ganhar uma certa liberdade ao abandonar os artigos e editoriais, mas por outro pode-se sentir uma falta violenta disso tudo.

Por ora, no entanto, decidi não parar. No fundo, no fundo, eu gosto disso aqui. gosto dos textos que faço, mesmo que alguns não gerem sequer um comentário. Gosto dos meus tutoriais, e admito até que alguns deles são, antes de ser para os amigos leitores, pra mim mesmo. Mas foi assim, com esse meu jeito de escrever e pensar, que, até agora, a Internet e o blog só me renderam bons contatos e amizades que eu não trocaria por nada.

Assim sendo, mesmo que eu esteja de bengala e barba branca na blogosfera, tendo envelhecido, acho que vocês vão ter que continuar a me engolir por pelo menos mais um tempo. Se me derem licença pra isso, é claro…

Ferramentas para proteger suas senhas

Ah, as senhas… quem de nós, eu pergunto, é capaz de viver sem elas no mundo moderno?

No mundo virtual, é preciso senha para praticamente tudo: Entrar na rede, abrir um arquivo protegido, acessar sistemas, o internet banking, o e-mail, o álbum de fotos, um fórum de discussão na web e por aí vai. No mundo real, também não há escapatória: saques e compras só são autorizados com o seu uso, e até mesmo para uma operação trivial, como ligar o celular, muitas vezes é preciso informar um código de acesso, o PIN.

Vê-se, por estes exemplos que dei acima que as senhas existem com uma finalidade básica: proteção. Seja a proteção de um usuário ou pessoa física, seja a proteção de dados e informações virtuais, sensíveis para pessoas físicas e jurídicas, o fato é que uma senha em mãos erradas pode causar danos gravíssimos e até mesmo irreversíveis.

Dessa forma, não queremos que alguém saia por aí e descubra nossa senha, o que demonstra que é preciso protegê-la com unhas e dentes. Quando penso nisso, imediatamente me vêm   cabeça dois pontos muito básicos:

  1. As senhas precisam ser fortes;
  2. As senhas precisam estar seguras.

As senhas precisam ser fortes

Uma das inspirações para este artigo surgiu nas últimas duas semanas, quando ouvi de cinco pessoas diferentes, ao me verem acessar a rede do local onde trabalho, o comentário de que minha senha era longa demais. Imediatamente, ao ouvir este argumento, disse que minha senha era assim por dois motivos: O primeiro, porquê era algo de que eu lembrava. O segundo, porquê era uma senha forte.

Vamos lá: É óbvio que você precisa pensar em uma senha da qual vá se lembrar mais adiante. Caso contrário ao partir para o final de semana numa sexta-feira atribulada, acabará esquecendo da senha na segunda-feira, ao voltar. Exageros   parte, é aí que reside um dos principais perigos das senhas: Buscando usar algo do que venham a se lembrar mais adiante, as pessoas simplesmente acabam usando nomes dos filhos, placas do carro e até mesmo do time de futebol para compor sua senha.

O problema dessa prática é que aquele amigo da onça mal intencionado, tendo se aproximado previamente de você e visando um ataque aos dados protegidos por sua senha, pode tentar invadir sua privacidade partindo destes detalhes que citei acima. E como sabemos que o seguro morreu de velho, bom mesmo é ter certeza de que estamos usando uma senha forte.

E como eu vou saber se minha senha é forte?

Bom, esta é a pergunta de um milhão de dólares. Algumas empresas possuem políticas para a formação de senhas, basicamente compostas de melhores práticas. Independente disso, podem ser usadas, por exemplo, frases a partir das quais são retiradas as iniciais. Assim, “Eu fui ao Canadá em 2006” se tornaria algo como EfaCe2006.

Mas talvez o melhor mesmo seja colocar sua senha   prova. E a melhor maneira de fazer isso é utilizar uma ferramenta especializada e ao mesmo tempo gratuita. O The Password Meter, por exemplo, é uma dessas ferramentas, on-line. Ao entrar no site você pode escolher entre exibir ou não a senha a ser testada (caso não a exiba, será coberta por asteriscos, como uma senha comum) e, em seguida, saber, numa escala percentual, o quanto ela é segura.

Vejamos o que acontece quando se coloca a senha acima   prova:

eface2006.jpg

A ferramenta, que considera pontuações para diversos aspectos da senha testada, conclui que a senha que escolhi ao acaso é 68% forte.

Segundo os critérios do site, ganhei 36 pontos de bonus por usar um número grande de caracteres e mais 14 por ter usado duas letras maiúsculas em meio   senha. Pela lógica empregada na ferramenta, os valores representados em azul são considerados excepcionais, enquanto que os verdes são suficientes.

Enquanto que o fato de ter acrescentado números   minha senha inventada me ajudou, esquecer de colocar um símbolo me reprovou, ou seja, as coisas poderiam ser melhores por aqui.

Assim, o que acontece com a avaliação desta senha se, por acaso, eu decido acrescentar um símbolo no meio da string? Bem, obviamente ela se torna uma senha mais forte. Salta dos 68% anteriores para 86%, um ganho considerável com apenas um caractere a mais, neste caso, um símbolo. Se forem dois deles, então, a pontuação é ainda maior, e a senha se torna 100% segura, ou seja, virtualmente imbatível.

eface2006_2.jpg

Percebam que, usando ou não ferramentas para testar senhas, para montá-las e torná-las fortes o importante é ter um pouco de criatividade, pensando em algo inesquecível e que, ao mesmo tempo, seja complicado de se descobrir. De preferência, memorizável sem que se precise anotar em algum lugar.

Mas e aquelas pessoas que não conseguem memorizar suas senhas e precisam marcá-las em algum lugar? Bem, isso me lembra do meu segundo ponto.

As senhas precisam estar seguras

Eu vou logo dando a mão   palmatória, pois já tive o hábito, no passado, de anotar minhas senhas em um caderninho que eu tinha na gaveta do trabalho, apenas para que, se eu me esquecesse delas, pudesse tê-las ao alcance das mãos. O problema neste caso é que elas também estavam ao alcance de olhos alheios.

desktopss.jpgO caderninho, então, não é um bom lugar para anotar senhas. Como também não é nada recomendável que elas estejam escritas em post-its (ou “lembretes”) como o que usei para ilustar este artigo, ou em pedaços de papel debaixo do teclado, é necessário que aqueles que são mais esquecidos usem algo mais seguro.

Eis que num determinado momento em minha carreira me vi obrigado a gerenciar uma quantidade gigantesca de senhas de diversos sistemas e aplicativos. Naquela oportunidade meu caminho se cruzou, por pura necessidade, com o do KeePass, um gerenciador de senhas de fonte aberta e 100% gratuito, com versões para Windows e Ubuntu, entre outros sabores de Linux e sistemas operacionais.

Entre as vantagens de uma ferramenta como o KeePass estão seu tamanho reduzido (cerca de 1,3Mb) e sua capacidade de se estender a partir de plugins, que, entre outras coisas, permitem a integração com o seu navegador favorito. Ah, eu não mencionei, também, que existe uma versão em português para nós brasileiros.

Ao terminar a instalação e criar uma nova base de dados de senhas, o programa pede que você defina uma master password. Esta será a senha que você deverá usar para acessar o KeePass. Não a anote em lugar nenhum e não a esqueça — de qualquer forma, convenhamos: para o esquecido, será muito mais simples e fácil lembrar de uma senha do que de várias.

keepass.jpg

À partir daí, basta adicionar suas senhas. O programa as divide em categorias (que podem ser devidamente editadas) e possui, ele próprio, uma barra de testes de qualidade da senha, similar ao da ferramenta que citei anteriormente.

Para aqueles que podem estar com a pulga atrás da orelha por confiarem sua senha a um software, um aviso: A segurança do programa se baseia em duas cifras fortíssimas de criptografia, utilizadas por bancos para a proteção de seus sistemas. Convenhamos que é bem melhor do que guardar um papel na terceira gaveta atrás do livro de caixa de 2004, não é mesmo?

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Alô, aqui é o Xande!

Vocês sabiam que eu gosto muito de falar ao telefone?

Por exemplo, durante a semana papai normalmente está trabalhando, e quando não é ele quem liga para cá, eu peço pra mamãe ligar para ele, que é para gente bater um papinho. Fico tão empolgado que  s vezes esqueço da hora e nem deixo o papai continuar trabalhando.

Dia desses, mamãe inclusive resolveu tirar umas fotos de uma dessas conversas com o papai. É que eu fico tão a vontade falando no telefone que ela não resistiu. Vejam só minha pose:

MarÃ?Æ?ço_2008 030 MarÃ?Æ?ço_2008 011

MarÃ?Æ?ço_2008 010 MarÃ?Æ?ço_2008 028

Mas, eu gosto tanto de telefone que não é só com o papai que converso. De vez em quando eu também peço para falar com a vovó, e quem mais tiver vontade. Além disso, quando ligam aqui para casa e não tem ninguém porque estamos passeando, é a minha voz que as pessoas ouvem na nossa secretária eletrônica, pedindo para deixar um recado. De vez em quando eu mesmo ponho a minha própria voz para tocar.

Como vocês estão vendo eu gosto tanto de telefonar que é até arriscado que eu acabe ligando para você. Se isso acontecer, a gente bate um papinho, tá bom?

Combater fraudes biométricas custa caro

finger-matsumoto150.jpgQuem precisou — como eu — renovar a carteira de motorista no último ano e meio já sabe: Um sistema de biometria realiza a identificação do candidato através de um terminal que coleta suas impressões digitais e as transmite para o Detran em tempo real. Só depois disso a pessoa é liberada para uma prova 100% filmada, tudo parte de fortes medidas de segurança para evitar fraudes no processo, na minha opinião, aliás, um dos pontos mais pertinentes para uso da biometria.

Mas por mais que eu seja fã de qualquer iniciativa biométrica, sou obrigado a admitir que mesmo seu emprego permite falhas: O Estadão noticiou ontem uma verdadeira operação de guerra montada pelo governo do estado de São Paulo, que colocou na malha fina do Detran 19 mil pessoas e 200 auto-escolas da capital, da Grande São Paulo e de Santos.

Segundo o que li, foram descobertos diversos artifícios para burlar o processo: Auto-escolas foram flagradas usando softwares que capturam as digitais de uma pessoa, transformam em código e enviam ao Detran a falsa informação, em horários diferentes, de que ela está assistindo regularmente  s aulas.

Também foram identificados casos — que parecem coisa de filme — em que dedos de silicone ou gesso fraudaram o sistema, o que aliás representa um dos maiores — senão o maior — medo das pessoas com relação   biometria: “E se cortassem um dedo meu” — ou fizessem, como neste caso, um molde — “para me assaltar num caixa eletrônico biométrico?”

A implementação de mecanismos de combate a fraudes deste tipo é complicada: Neste caso, por exemplo, apenas no segundo semestre o Detran deverá além de registrar a impressão digital, fotografar as pessoas que fazem as provas práticas. O departamento também solicitou ao Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo) que desenvolva uma certificação digital para o processo de renovação da CNH.

Minha opinião, no entanto, é que fotos são facilmente arranjáveis, assim como softwares para driblar uma certificação digital das informações. Acho que para evitar coisas como dedos de gesso, silicone ou até mesmo de gelatina, usados experimentalmente em 2002 pelo professor Tsutomu Matsumoto, da universidade japonesa de Yokohama justamente para provar que é possível burlar a biometria, precisa-se inovar.

Sugestões dadas pelo próprio professor Matsumoto, aliás uma das maiores autoridades mundiais no assunto, envolvem o reconhecimento não apenas de impressões digitais, mas também de características únicas do corpo humano, como pequenas mudanças ou movimentos que não podem ser reproduzidos por estruturas artificiais: O reconhecimento ultrassônico de impressões digitais, por exemplo, poderia reconhecer o fluxo sang¼íneo por trás dos dedos, entre outras coisas.

Outros mecanismos para reconhecimento de um indivíduo poderiam empregar a sensibilidade de temperatura do corpo, a produção de oxigênio e de sinais elétricos, e a emissão de odores próprios do corpo humano. Mas fato é que, embora representem soluções eficazes, o custo destas alternativas é muito, muito alto, e, ao menos na atual conjectura — em que estamos ainda engatinhando no campo da biometria — não as vejo como viáveis para emprego em nosso país, e isso é uma pena.

IRPF: Tão maduro quanto nossas urnas eletrônicas

Hoje pela manhã, quando ouvi no rádio a caminho do trabalho que haviam identificado um bug no programa IRPF 2008, me espantei.

Está certo que o problema encontrado não afetava o valor a ser pago, ou restituído, para os contribuintes, e era muito específico: Para os casos em que as pessoas têm mais de um dependente menor de 18 anos, ele repetia a data de nascimento do primeiro que fosse declarado. Mesmo assim, nunca antes eu tinha ouvido falar de um problema com o software desde a sua implantação, no já longínquo ano de 1991.

Felizmente, ao meio-dia de 3 de março, poucas horas após a disponibilização do software para os internautas, a versão 1.0 original já tinha sido substituída pela versão 1.0A, que já corrigia a falha. Segundo a Receita Federal, aliás, o incidente foi tão pequeno que as pessoas que já entregaram a declaração deste ano não precisam sequer se preocupar em corrigi-la ou reenviá-la.

Era uma falha boba, mas reconheço o bom trabalho da equipe que detectou e corrigiu a falha no IRPF 2008 tão rapidamente: Pra mim, isso demonstra que a atenção com um eventual problema mais grave num programa que afeta diretamente milhões de brasileiros seria a mesma — senão, maior.

No final das contas, embora sejam empregados em nosso país diversos sistemas tecnológicos desintegrados e com necessidades de melhoria evidentes na tentativa de automatizar certos processos do governo, há o outro lado da moeda, em que o grau de maturidade é enorme. Nesta categoria, além do próprio sistema empregado já há 18 anos pela Receita Federal, outro que me vem   cabeça é o exemplo das urnas eletrônicas, pelas quais, aliás, como já afirmei aqui antes, somos reconhecidos inclusive internacionalmente. Acho que estamos na direção certa.

Xandinho da Páscoa

Hoje logo depois da escolinha fui passear no shopping com a mamãe e o papai. Enquanto estávamos por lá, descobri um lugar legal onde estavam pintando as crianças de coelhinhos da páscoa. Ahhhh, até parece que eu preciso dizer pra vocês que a minha primeira reação foi pedir   mamãe pra deixar eu fazer isso também, não é mesmo?

— Mamãe, mamãe, eu quero “me vestir” de coelhinho!

É claro que a mamãe e o papai curtiram a idéia, e logo eu estava na fila esperando a minha vez de fazer uma pintura bem bacana no rostinho. Tinha tanta gente querendo fazer a mesma coisa que demorou um pouco pra chegar a minha chance…

Me pintando para a PÃ?Æ?áscoa Me pintando para a PÃ?Æ?áscoa

Ainda bem que, enquanto eu esperava, ganhei orelhinhas de coelho e também fiz uma pintura nelas com giz de cera, que era pra elas ficarem bem bonitas… Assim, quando terminei, já estava praticamente na minha vez: Em poucos minutinhos eu já estava transformado em coelhinho, pronto pra comemorar a Páscoa!

De quebra, logo depois que eu terminei de ser transformado em coelhinho, ainda descobri um dos meus brinquedos favoritos por lá: Um escorregador todo enfeitado para combinar com o cenário da Páscoa… é claro que eu fui escorregar algumas dezenas de vezes…!!! Não podia perder essa!

Em resumo, nada como uma pintura no rosto pra me deixar muito, muito feliz… Eu espero que eu possa me divertir assim de novo, logo…! Mas enquanto isso, me digam uma coisa… Não fiquei mesmo uma gracinha? 😉

Me pintando para a PÃ?Æ?áscoa

 

Me pintando para a PÃ?Æ?áscoa

Eu não acredito no padre voador paranaense

 

ATUALIZAÇÃO (05/04/2008): Após ler este texto, por favor leia também a resposta do próprio Padre Adelir.

Eu não assisti o Fantástico deste último domingo, mas devo admitir que uma notícia derivada do programa me fez ficar com a pulga atrás da orelha. Trata-se da história de um padre que teria levantado vôo utilizando apenas balões de festa e voado 110 quilômetros entre as cidades de Ampére, no Paraná, e San Antônio. em território argentino, depois de alcançar mais de 5 mil metros de altitude.

A pulga atrás da orelha   qual me refiro se deve ao fato de que, fã dos Mythbusters como sou, tempos atrás assisti a um episódio da segunda temporada, Ping pong balls and balloons, onde uma das coisas que Adam e Jamie tentaram foi levantar a menina Mattie — que pesava aproximadamente 20kg — com o auxílio justamente de balões de festa de aniversário. Naquela ocasião, após inflarem cerca de 3500 balões, o mito foi dado como detonado, uma vez que a menina mal foi erguida do chão e a quantidade de balões era muita mesmo para ser comportada no hangar onde os testes estavam sendo realizados.

Um amigo que assistiu ao Fantástico ontem me disse que a diferença no caso do padre — que usou 500 balões para erguer cerca de 200kg entre seu próprio peso e o do equipamento que levou — foi que os balões utilizados foram maiores do que aqueles usados pelos caçadores de mitos. Aparentemente trataram-se daqueles balões onde as pessoas normalmente despejam um monte de balas para que mais tarde as crianças os estourem e brinquem de pegar os doces do chão.

Mesmo assim, confesso que, ao menos para mim, algo não se encaixa. Digo isso porquê os caçadores precisaram de 10 balões de festa para erguerem do chão uma mísera carga de 100 gramas. Isso daria 100 balões para um quilo, e assumindo que o tal padre tenha um peso médio de 60kg, seriam necessários 6000 balões de aniversário para erguê-lo do chão sem equipamentos. No entanto, mais da metade dos balões não ergueu do chão uma menina com um terço deste peso.

Mesmo sabendo da variável tamanho dos balões, confesso que neste caso prefiro adotar o benefício da dúvida: Ainda segundo esse meu amigo, o vídeo exibido pelo Fantástico mostra apenas a decolagem do padre, e não a tal travessia de 110 quilômetros. Se ela realmente ocorreu, merece felicitações. Se não, então mais uma vez o mito foi detonado. E ponto.

Eu a-d-o-r-o uma piscina de bolinhas!

Brincando no Game

É… Vida de criança não é nada fácil, como vocês já devem saber… Acontece que está cada dia mais difícil decidir o meu brinquedo favorito de todos os tempos, viu? Nunca vi! São carrinhos, gangorra, bicicleta, bola, escorregador, e, mais recentemente, um concorrente quase que imbatível: A piscina de bolinhas!!

Ah, chega a ser uma concorrência praticamente desleal, porquê em vários dos lugares onde vou passear lá está uma piscina de bolinhas gigantesca… parece até que elas conversam comigo:

— Xandinho, venha aqui pular pra brincar!!!

Daí eu não resisto, né gente? Afinal de contas, nenhuma criança é de ferro, hehehe. O importante mesmo é que eu me divirto   beça! Nessa foto aí de cima, por exemplo, estávamos no shopping… se bobear, vocês podem acabar me encontrando por lá, e, para ter certeza, basta dar uma vasculhadinha no meio das bolas, que é garantia quase total de que eu esteja mergulhado por lá, viu?

Beijo do Xandinho!