Mais uma, infelizmente, sobre tele-atendimentos

E os domingos parecem mesmo ser os dias em que eu me indisponho com o atendimento telefônico das empresas com as quais tenho algum tipo de relacionamento. Neste último foi a vez da TIM, onde possuo um chip pré-pago cadastrado em meu nome, para um celular que é utilizado na verdade pela minha esposa.

Ocorre que o tal celular — que não é usado já há algum tempo pois normalmente a esposa e e eu saímos juntos e usamos o meu aparelho para qualquer eventualidade — exibiu um aviso dizendo que havia mensagens no correio de voz. Ao tentarmos recuperá-las, nos deparamos com um alerta sonoro, dizendo que “o número da caixa postal era inexistente“.

Dado este pequeno imprevisto, liguei para a TIM através de seu número, *144, após o que fui prontamente atendido — em menos de 45 segundos, acreditem — e informado pela funcionária que em alguns minutos poderia voltar a acessar meu correio de voz. A explicação para a mensagem era que, devido   falta de uso, o serviço havia sido suspenso. Apesar de não entender bem essa explicação e me questionar que empresa em sã consciência bloqueia um correio de voz, desliguei satisfeito. Era domingo, e eu queria mesmo era aproveitar o dia.

Eis que passados alguns minutos, resolvi testar a caixa postal. Desta vez, ao invés de obter a mensagem anterior, descobri que a linha havia ficado muda. E mais: Ao invés do problema original, agora eu tinha em mãos um problema evoluído. Não conseguia mais completar nenhuma ligação. Para o meu celular, para a minha casa, para a casa da minha mãe e de amigos, nenhuma. Em toda santa vez o aparelho ficava mudo, e a mensagem na tela era de ligação encerrada.

Liguei novamente para a TIM. Detalhe: Desta vez, dada a mudez do celular, me vi obrigado a consultar no site da operadora um número — ao menos 0800 — alternativo. Depois de quatro minutos de espera uma nova funcionária, chamada Eliana, me atendeu. Expliquei a ela que achava que, no processo de desbloqueio do meu correio de voz, devia ter ocorrido algum problema, pois agora além do próprio não funcionar, de quebra ainda não conseguia mais completar uma ligação sequer.

Toca esperar. Ao todo, 15 minutos, recheados com as célebres frases-chavão do tele-atendimento, como “só mais um minuto por favor, senhor“. Ao final desse período a tal Elaine finalmente me dá o veredito: Diz se tratar de um problema relacionado ao desbloqueio do correio de voz, e que eu precisaria esperar 24 horas até que a situação fosse normalizada.

Eu: — Olha, eu acho que tem algo errado. Se fosse só o problema do desbloqueio do correio de voz, eu estaria conseguindo completar minhas ligações normalmente, e não é isso que está acontecendo…

Ela: — Senhor, é como eu já te disse. Trata-se de um problema com o correio de voz, e não há nada a fazer a não ser esperar o prazo e, se ainda persistir o problema, voltar a nos contactar para abrirmos um chamado.

Eu: — Nesse caso eu prefiro abrir esse chamado agora. Sei que não é um problema só no correio de voz, mas sim em algum procedimento equivocado que a pessoa que me atendeu antes de você deve ter realizado.

Ela: — Senhor, eu sinto muito. Os chamados só podem ser abertos após decorridas as 24 horas, conforme nosso regulamento.

Eu: — Quer dizer que estou sujeito a ficar 24 horas com o telefone sem completar ligações e não há nada que possa ser feito nesse meio tempo?

Ela: — Exatamente, senhor.

Eu: — Nesse caso vou fazer uma reclamação para a Anatel.

Ela: — Se o senhor quiser fazer uma reclamação, o problema é do senhor.

Eu: — Ah, é? Então agora é que vou abrir mesmo… me diga o seu nome completo e seu registro, por favor.

Ela: — A TIM agradece a sua ligação, tenha um bom dia.

Não preciso dizer que, a partir do momento em que ela me disse que o problema era meu, meu sangue ferveu. Que história era aquela? Nunca antes na minha vida alguém do atendimento tinha falado comigo neste tom, e não achei isso certo de maneira alguma. Claro que resolvi ligar lá novamente, com a única diferença de que desta vez não mencionei o possível problema com o desbloqueio do correio de voz.

Atendente: — TIM (…), Rosana, bom dia.

Eu: — Estou com um problema no meu celular. Não consigo completar ligação alguma com ele, mesmo tendo R$ xxx de créditos disponíveis em saldo.

Rosana: — Senhor, que modelo de celular o senhor tem?

Informei o modelo.

Rosana: — Pois não, senhor. Realizarei agora a reinicialização da rede no seu número de telefone e aparelho. Deve levar alguns minutos para que a situação se normalize.

Observei enquanto ela me dizia essas coisas que o celular voltou a funcionar, pois consegui completar uma ligação para o meu outro aparelho. Informei na hora   atendente, que, após minha confirmação, apenas me perguntou se eu ainda precisava de alguma coisa.

Eu: — Não. Muito obrigado.

Rosana: — A TIM agradece sua ligação, tenha um bom dia.

Agora pensem comigo: Olhem só a diferença entre os atendimentos promovidos por duas atendentes distintas da mesma empresa. Na primeira situação a pessoa devia estar carregada de estresse, ou, como se diz por aí, de mal com a vida — o que, mesmo sendo verdade, não dá o direito de tratar ninguém desrespeitosamente. Na segunda situação, consegui o que queria, e o celular voltou a funcionar, que era o que no fim das contas importava.

Tempo total do primeiro atendimento: Cerca de 20 minutos. Problema não resolvido.

Tempo total do segundo atendimento: Cerca de 3 minutos. Problema resolvido.

Realmente não dá pra prever o que vai acontecer quando você precisa ligar para um tele-atendimento. É por isso que concordo com o meu pai que, quando contei essa história, me disse que por ele haveria uma lei em que, assim que o telefone fosse atendido pela empresa, funcionários fossem obrigados a dizerem seus nomes completos e números de registro. Daí, decorridos transtornos como esse, ficaria mais fácil entrar em contato com a supervisão, ou, em última instância, até mesmo com o Ombudsman.

Aliás, essa lei seria tão interessante que deveriam era rever as normas recém-anunciadas pela Anatel para incluí-la entre as obrigações. É isso, ou então adotar a mesma política das empresas, que têm a praxe de, dependendo do procedimento, nos avisar que a ligação está sendo gravada. “É para sua segurança, senhor“.

Uma ova.

Sistema operacional na web? Não, obrigado.

Quando o assunto é web office, me considero bastante conservador. Mesmo já tendo razoavelmente experimentado o Google Docs, por exemplo, devo admitir que não me arrisco a dar aquele passo além, migrando todos os meus documentos para uma plataforma diretamente localizada na grande rede de computadores. Na prática, isso significa que meus arquivos de uso mais freq¼ente ainda gozam mesmo é da proteção dos meus hard disks.

Mas para aqueles que são mais arrojados do que eu, a idéia de migrar não apenas os softwares de produtividade de escritório — como planilhas eletrônicas e processadores de texto — para a Internet, mas todo o sistema operacional, criando o que alguns especialistas chamam de WebOS ou Webtop, pode vir a calhar.

Um exemplo de WebOS é o Cloudo.

Os desenvolvedores do Cloudo — que não é pioneiro em seu segmento, mas tem chamado a atenção da crítica especializada pelo belíssimo visual que estão dando ao produto — dizem que a idéia por trás da sua iniciativa é proporcionar aos usuários a comodidade de acessar seu desktop de qualquer lugar do mundo.

Isso tornaria mais fácil contornar imprevistos como esquecer a cópia da apresentação para a reunião no computador de casa, ou se lamentar por não haver trazido as fotos das férias para os amigos verem, por exemplo. Ou seja, uma interface 100% web seria o fim de dispositivos hoje cada vez mais populares como pen drives ou MP3 players.

O Desktop do Cloudo (via TechCrunch)

Embora ainda não exista nenhuma versão aberta para testes públicos, descobri que o Cloudo conta com recursos como gerenciamento e armazenamento de arquivos, widgets, cliente de email e muito mais. Além disso, seu visual padrão poderá ser substituído por temas que lembram diversas versões de Windows, Mac e Linux, o que deve agradar gregos e troianos e fazê-los sentirem-se em casa.

Como eu não pus — e nem vou poder pôr, tão cedo — minhas mãos no produto, não arriscarei ficar falando demais para não me arrepender depois. Mas ao menos parece que o Cloudo será muito mais atrativo do que o Jooce, outro exemplo de WebOS, este sendo um que já conheço.

Há mais tempo no mercado e já em beta público, inclusive em português, nem mesmo todas as firulas gráficas proporcionadas pelo flash da interface do Jooce — vide abaixo — me convenceram. A verdade é que me deu a sensação de algo estranho demais de usar, e eu simplesmente não me senti   vontade.

Além disso, o Jooce não conta com aplicações como processadores de texto ou planilhas eletrônicas, jogos ou qualquer outra coisa. Você se limita a ouvir música, entrar no chat e assistir a vídeos, ainda que esse conteúdo todo possa ser compartilhado com outros usuários. É a tentativa de misturar rede social com sistema operacional.

O meu Desktop no Jooce

No fim das contas, o que estou tentando concluir é que não me importa o quanto os desenvolvedores insistam que o nome dessas interfaces seja sistema operacional. Eu ainda preciso de outro sistema operacional para que o navegador web seja carregado antes de usá-las, e convenhamos, não acho que compense ter mais uma camada de software rodando além da primeira, quando um pen drive e um comprimido para a memória podem atuar juntos evitando o esquecimento de arquivos.

Definitivamente essa possível onda de sistema operacional on line não é pra mim.

Democracia na validade dos créditos de celular

smscreditos1.jpgÉ fato que, dentre as novas regras de telefonia celular da Anatel, que passaram a vigorar em 15 de fevereiro último, uma delas de longe parece beneficiar um maior número de donos de aparelhos móveis, os que, assim como eu, usam seus telefones em modalidade pré-paga.

Ocorre que a interpretação mais comum da tal regra que tenho ouvido por aí é a de que os créditos adquiridos passam a ter validade de 180 dias corridos. Isso seria extremamente interessante se não houvesse um pequeno detalhe envolvido: Nem todos os créditos adquiridos a partir das novas regras terão esta validade.

É importante dizer que a verdadeira regra diz que as empresas são obrigadas a oferecerem recargas que valham por 180 dias. Para saber o que isso quer dizer na prática, basta observar a recarga que fiz esta semana em meu pré-pago, um número da Claro. Conforme ilustro neste artigo, acrescentei R$ 20 ao meu saldo, e isso fez com que a validade dos meus créditos se prolongasse por mais 60 dias, e não 180. E as empresas estão agindo dentro da nova regra ao fazerem isso.

Validade dos Créditos
A Claro passa a oferecer a recarga de R$ 150,00 com validade de 180 dias. As recargas de outros valores continuam com as validades atuais. Quando houver uma nova recarga, os créditos antigos passarão a ter a validade desta última recarga.

Isso significa que R$ 15 em recarga na operadora estenderiam a validade dos créditos por apenas 30 dias, e, caso eu realmente quisesse os 180 dias de prazo, precisaria adquirir R$ 150 em créditos.

Acontece que nem todo mundo que é dono de um pré-pago pode ou deseja adquirir um valor tão exorbitante assim em créditos de telefone, mesmo que seja para que o valor dure meio ano.  O grande cerne da questão é que muita gente alega usar o celular para fazer, como se diz popularmente, as vezes de pai-de-santo, ou seja, só para receber ligações, e assim a validade dos créditos — seja ela por qual período for — acaba sendo vista como injusta por muita gente.

Como melhorar essa questão?

Preciso dizer que não acho que uma melhoria estaria em medidas radicais como a que propõe o deputado Moreira Mendes, do PPS de Rondônia, que apresentou projeto de lei para ampliar a validade dos créditos pré-pagos para dois anos. As operadoras fatalmente alegariam que sem a compra de créditos pelos usuários seu modelo de negócio não funcionaria graças aos altos custos de manutenção da rede, etc e tal.

Na verdade acho que o modelo dos créditos celulares pré-pagos deveria se igular  quele aplicado na telefonia VoIP. Mais especificamente o do Skype que não deve ser o único a fazer isso, é claro, mas que é o que conheço bem. No SkypeOut, por exemplo, os créditos, independente do valor carregado, valem por 180 dias e, para renová-los por um período igual, basta fazer pelo menos uma ligação a cada seis meses.

Vejam que isso endereçaria os dois principais interessados no modelo: Os consumidores ficariam satisfeitos, pois mesmo um celular pai-de-santo de vez em quando também é usado para fazer uma ligação, mesmo que curta. Se você acrescenta um intervalo de seis meses para que uma chamada originada de um pré-pago ocorra, então, aumenta as chances de manutenção da linha.

As empresas também poderiam se satisfazer. Com a origem de chamadas a partir destes aparelhos, poderiam tarifar as ligações normalmente, mantendo seu modelo de negócio intacto, já que diariamente milhares e milhares de usuários pré-pagos estariam fazendo suas chamadas eventuais. Seria perfeito, e acrescentaria, como cito no título deste artigo, um quê de democracia   validade de créditos de celulares.

Primeiro dia de aula!

Hoje foi o primeiro dia de escolinha, sei que até o ano passado eu não queria saber dessa novidade, mas sabe como é o tempo passa, e agora que eu já estou maiorzinho acho que já estou pronto para enfrentar esse novo desafio. Principalmente, depois que a mamãe me vestiu com o meu uniforme novo. Eu achei muito divertido e fiquei muito elegante e bonito.

Xande na Escolinha Xande na Escolinha

Logo, que eu cheguei, vi que tinha um monte de brinquedos. Balanço, escorregador, cesta de basquete, gol, tanque de areia, enfim, um monte de coisas que já me fizeram pensar em quanto eu vou me diverti. Fiquei bastante animado com a quantidade de coisas que eu vou poder fazer.

Xande na Escolinha Xande na Escolinha

Conheci vários amiguinhos que, assim como eu também iniciaram as aulas hoje. Isso que dizer que na minha sala também vai ter um monte de gente tentando se adaptar da melhor forma possível a essa nova rotina sem mamãe e papai por perto.

Xande na Escolinha Xande na Escolinha

Falando na mamãe foi ela quem me levou na escolinha. Aliás, uma coisa que eu não abri mão foi da presença dela. Eu ouvi algumas pessoas falando que no começo é normal algumas crianças agirem dessa forma. Uma dessas pessoas é a minha professora, a Tia Ana.

 Xande na Escolinha Xande na Escolinha

A Tia Ana parece ser uma pessoa legal. Digo isso porque assim que a gente se conheceu, ela foi logo tentando me fazer sentir bem da melhor forma possível. Acho que se continuar assim vai ser mais fácil me adaptar e curtir tudo que a escolinha tiver de bom para me oferecer…

Xande na Escolinha  Xande na Escolinha

Humm… será que ainda falta muito para amanhã?

Xande na Escolinha

A greve acabou: Muito prejuízo, mas House vai voltar!

strike-type2.jpgCom a falta de tempo total para postar novos artigos por aqui — e, na verdade, sequer para sentar na frente do computador — acabei não me atentando   divulgação de uma notícia maravilhosa: A greve dos roteiristas americanos acabou no último dia 12 de fevereiro!

Uma nota do jornal The Economist mostra o quanto estes profissionais deixaram de ganhar durante o tempo em que ficaram parados: A bagatela de US$ 260 milhões, sem contar o quanto deixaram de faturar outros profissionais do ramo, US$ 440 milhões.

Mas é claro que quem mais perdeu foram as emissoras. Os três meses de greve reduziram a audiência média em 21% e os prejuízos foram da ordem de US$ 733 milhões, considerados aí custos perdidos com produção de filmes e seriados. Setores indiretamente relacionados, como os de alimentação e aluguel de limosines perderam ainda mais, amargando US$ 1.3 bilhões.

E de onde veio a greve? Bem, começou porquê havia um descontentamento da categoria em não ter participação na venda e veiculação dos programas produzidos pelos estúdios via Internet, o que agora mudou, já que 2% da margem bruta obtida desta maneira será por direito dos roteiristas.

Notaram o poder de fogo dos roteiristas? Eles praticamente param toda a engrenagem. Com o sucesso que a internet deve se tornar no streaming de filmes, mesmo com a competição dos torrents da vida, me dá até vontade de me tornar um profissional destes. 🙂

O importante é que na prática o fim da greve significa que se, ao contrário deste que vos escreve, os roteiristas não sofrerem um bloqueio de escritor, a produção e gravação de novos episódios de todas as nossas séries favoritas logo logo estará normalizada. Entre as séries, a melhor de todas, House MD, deve ter de imediato mais quatro episódios gravados e a serem exibidos entre abril e maio próximos. A partir daí, tudo deve voltar ao normal, e não apenas a TV americana e o Universal Channel poderão finalmente parar com as reprises.

Minha primeira sessão de cinema!

Já tinha muito tempo que mamãe e papai se perguntavam qual seria a minha reação se eles me levassem pra assistir um filme no cinema:

— O que será que ele vai achar daquela telona grande? — a mamãe dizia.

— Será que ele vai conseguir ficar quietinho o filme todo? — papai se perguntava.

— Eu não sei se ele consegue ver um filme inteiro… — mamãe falava de novo.

A única experiência parecida que eu já tinha tido até então foi ter ido ao teatro ver o Lazy Town. Mas acontece que essa semana eu resolvi que já estava na hora de eu dar mais um grande passo na minha vida, e comecei a pedir aos dois, todas as vezes em que passávamos perto do cinema, que eles me levassem pra ver um filme.

Aproveitando o feriado do Carnaval, papai e mamãe finalmente resolveram pagar pra ver o que acontecia. Pra inaugurar a minha primeira sessão de cinema da vida, me levaram pra assistir a um filme chamado Bee Movie, que em português também se chama A História de uma Abelha. A tal da abelha, aliás, se chama Barry, e é muito engraçada, vejam só ela:

bee-movie-poster05.jpg

Bom… quando cheguei dentro do cinema, fiquei muito espantado com o tamanho da sala!! É muito grande mesmo! Papai e mamãe escolheram um lugar bem bacana, lá no fundão, e me compraram pipoca e refrigerante! Eu adorei! E quando o filme começou, o que posso dizer? Mal desgrudei os meus olhinhos daquela telona!! Gostei bastante do filme, e fiquei falando dele um tempão depois que saímos do cinema!

Pena que, infelizmente, papai e mamãe não trouxeram uma câmera pra poder fotografar o meu comportamento: Na pressa de sairmos pra não perder o horário do filme, eu acho que o papai deve ter esquecido… foi uma pena…

Mas gostei tanto, mas tanto mesmo dessa história, que acabei pedindo ao papai e   mamãe que me levassem pra assistir outro filme. Eles ficaram bem espantados, porquê perceberam que eu gostei mesmo de cinema! Assim, em menos de uma semana assisti ao meu segundo filme na telona, dessa vez Alvin e os Esquilos. Olha só eles aí:

alvin-e-os-esquilos-poster03.jpg

Dessa segunda vez mamãe e papai vieram mais preparados, e conseguiram tirar algumas fotos antes do filme começar, vejam só:

Minha primeira ida ao cinema

Minha primeira ida ao cinema

Minha primeira ida ao cinema Minha primeira ida ao cinema

Uma coisa divertida foi ver a moça do cinema chamando a atenção do papai, que bateu as fotos que eu coloquei aqui: Não é permitido tirar fotos dentro da sala do cinema!! Mas tudo bem, deu tempo de tirar essas, e vocês podem ver como eu me diverti!! Mal posso esperar para ver o meu terceiro, quarto, quinto filme… 🙂

Jogos Clássicos… na caneta?

classicgamepens.jpgAproveitando o feriadão do Carnaval hoje fomos dar uma volta em um dos (praticamente) desertos shoppings da cidade, e, ao entrar em uma loja de brinquedos a pedido do pequeno, nos deparamos com um clássico, o Pula Pirata. Meu pensamento foi, automaticamente, aquele que acredito que muita gente já deve ter tido: Alguns jogos clássicos não morrem nunca! Ressurgem com outro nome, ou, como neste caso, com o mesmo nome.

Coincidentemente, ao fazer agora há pouco minha ocasional ronda na web, descobri um post falando justamente sobre jogos clássicos, só que embutidos em canetas esferográficas. Pela bagatela de US$ 5,50 cada você pode levar para casa mini-versões totalmente operacionais do Traço Mágico e do Jogo da Operação. No caso deste último as minúsculas peças são presas   caneta por pequenos fios para que não se percam, e é necessária uma pequena bateria de relógio (já incluída) para jogar, que segundo o vendedor não afeta significativamente o peso da caneta.

Taí, embora eu acredite que mesmo com o preço tão diminuto não compraria uma dessas (a menos que fossem lançadas canetas com versões do Boca Rica ou do próprio Pula Pirata), acho essa uma excelente sugestão de presente. Fica anotada. E que alguém me conte caso tenha resolvido comprar e testar, ok? [via]

Será que eu venderia o Yahoo!?

[social_web_link][/social_web_link]O cenário é o seguinte: Estamos em 1994 e você e seu amigo acabam de se formar em uma das universidades mais conceituadas do mundo. A internet é uma coisa ainda extremamente insipiente, pouco conhecida das grandes massas, e logo surge a idéia de criar um índice de sites organizados segundo uma hierarquia para aquela que se tornaria a cada vez maior rede mundial de computadores. O nome escolhido para batizar tal índice é, acreditem, Jerry’s Guide to the World Wide Web.

Logo mais vocês resolvem mudar o nome do serviço para Yahoo!, por gostarem de sua pouca sofisticação. No final deste mesmo ano, mesmo com o site hospedado em uma URL difícil de memorizar, http://akebono.stanford.edu/yahoo, vocês já receberam mais de um milhão de acessos e se dão conta do potencial comercial da invenção. Cruzando acidentalmente com a Sequoia Capital, uma empresa cujos investimentos de maior sucesso incluem a Apple Computer, Atari, Oracle e Cisco, vocês chegam a um acordo e, em abril de 1995 fundam a Yahoo!, com um investimento inicial de quase US$ 2 milhões.

Poderia ser a sua história com um amigo. Poderia ser (quem dera) a minha própria história e a de um amigo. Mas na verdade foi esse o começo da história de Jerry Yang e David Filo, que, já nos dias atuais, são reconhecidamente responsáveis por uma empresa líder nos ramos de comunicação, comércio e mídia via internet, oferecendo serviços diversos a mais de 345 milhões de pessoas todos os meses.

Eis que a Microsoft resolve oferecer US$ 44 bilhões pelo Yahoo   vista, para, segundo ela, se posicionar melhor nos mercados de serviços on-line e de busca. Quando li essa notícia em voz alta, aqui mesmo do meu computador, para meus colegas de trabalho, surgiu a polêmica. Um disse: [hi]“No lugar deles, eu venderia na hora”[/hi], enquanto o outro disse “Eu não. Nem todo mundo pensa assim, pois, para alguns, o importante não é tanto o ganhar dinheiro, e sim o status”.

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Vender me tornaria bilionário instantâneo: Com 44 bilhões de verdinhas teria, pelas contas de hoje, mais de R$ 78 bilhões na conta da noite pro dia e poderia não só me aposentar e ir viver numa ilha deserta, como também levar junto comigo várias gerações da família. Aliás, com tanto dinheiro, poderia formar uma pilha com 8800km de comprimento — considerada uma espessura de 0,2mm por nota de dólar —, que embora demasiadamente alta, ainda ficaria 331.200km distante da lua [foot]Obrigado pelo fantástico raciocínio, Mr. Anderson![/foot], mas isso é uma outra história.

Para quem quer dinheiro vivo, é a pedida certa.Não vender me deixaria, como disse meu amigo, com o status. No melhor estilo vaga de estacionamento reservada, escritório com nome na porta e secretária, convites para eventos e palestras e muito mais. Também me permitiria desenvolver o negócio ainda mais, ou seja, vejo que seria a opção mais passional, para um verdadeiro geek.

É difícil se colocar no lugar dos caras. Será que eu venderia o Yahoo! ou ficaria com ele pelo menos por mais algum tempo? Honestamente, é a tal da história. O dinheiro pode certamente cegar, e a primeira coisa que me passou pela cabeça enquanto escrevia foi vender, provavelmente pedindo participação nos lucros posteriores. E vocês, o que fariam?