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1808: A Coroa Portuguesa no Brasil

1808.jpgVocês já devem ter reparado na quantidade de revistas que estão nas bancas agora em janeiro, que têm pelo menos uma citação a respeito do príncipe-regente Dom João IV e da família real portuguesa? Também pudera. O ano de 2008 marca o bicentenário da viagem dos monarcas portugueses para o Brasil, o que representou a única vinda de uma família de nobres europeus para — então — uma de suas diversas colônias ao redor do mundo em quatro séculos seguidos.

Quando o assunto são acontecimentos históricos, me considero um curioso de plantão, e com carteirinha. Motivado justamente por essa minha curiosidade, resolvi comprar o livro 1808, do jornalista Laurentino Gomes, que teve empregado em sua construção, segundo citação do próprio autor, 10 anos de pesquisas nas mais diversas fontes. Com o curioso subtítulo de “Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”, esta obra me chamou   atenção assim que bati os olhos nela, na livraria de um shopping aqui da cidade.

Além da curiosidade pelos fatos históricos, preciso confessar que dois outros motivadores me levaram   adquirir o livro: O primeiro deles, a minha decisão de que, em 2008, quero tentar ler um livro atrás do outro. Não vou estabelecer métricas como um livro por mês embora a idéia até me agrade — por um motivo muito simples: Meu pimpolho, que me toma um tempo maravilhoso, e o grande volume de páginas de alguns livros que pretendo ler. No entanto, meta é meta, e quero cumprir com essa o melhor possível.

O segundo motivador tem a ver com o preço do livro: Comprei 1808 por R$ 31,00, depois de conversar com um amigo a respeito do assunto. Este mesmo amigo, assinante da revista National Geographic, me indicou a edição de janeiro da revista, onde uma reportagem de cerca de 10 páginas escrita pelo próprio Laurentino Gomes descreve de maneira resumida a estadia real dos portugueses no Brasil. Acontece que o preço de capa, de aproximados R$ 15,00, fez-me pensar que a compra não valia a pena — Infelizmente a cultura é uma coisa muito cara neste país.  Se era pra investir em alguma coisa, acabei optando pelo livro, já que assim trocaria o ponto de vista resumido do autor em 10 páginas de revista por cerca de 400 páginas de um relato completo, que até agora — já li a introdução e os dois primeiros capítulos — está valendo cada centavo e condiz com os elogios que as pessoas têm feito   obra.

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Comentário

  1. eu li uma reportagem sobre esse livro na Veja. Pareceu-me muito interessante. Já li muita coisa sobre a chegada da família real portuguesa na época da faculdade, mas quem sabe eu não encontre nesse livro um novo olhar. Valeu pela dica. Agora, a questão do preço da cultura é uma coisa absurda no Brasil. Dizem que o brasileiro não tem o hábito da leitura, mas se os preços fossem mais compatíveis com nossa realidade teríamos muito mais leitores em nossas terras.

    • Pois é, Gilson… concordo com você, se os preços dos livros fossem um pouco mais baratos, isso certamente influenciaria mais a leitura. O problema é que, no momento, os valores são carregados de impostos, como muitos outros produtos neste país… e o mesmo acontece com o preço de cinemas e teatros, por exemplo. É uma pena.

      Com relação ao livro, também concordo: O próprio autor diz que tenta fazer de 1808 uma nova viagem à história, já que ela foi “revisada”. É oportunidade de um novo olhar, sim senhor 🙂

      Abração!

      • Nao entendo vcs que creticam os preços dos livros. Vcs acham caros porque nao é tao simples piratir, pois agora muitos lojas nao querem mais xerocar nada de livros para nao ter problemas futuro, ja que é ilicito.
        Os Cds, DVDs, sao tao caros como livros, mas como é mais facil a copia, ninguem reclama do $$$$.
        Se ninguem ficasse com vergonha de ler um livro xerocado, tenho certeza que todos nao iriam reclamar do $$$$.
        Nosso problema é que só reclamamos e nao tomamos nenhuma atitude.
        Agora que as pessoas estao tendo mais o habito de ler. Antes nao era tao grande assim a procura de livros.
        Sempre fui de ler e sempre meus amigos sombavam de mim. Chamava de fresca….hoje é normal vc encontrar alguem lendo em qualquer lugar.