Cinco bons plugins de “bastidores” para WordPress

Meu antenado amigo Neto Cury é quem dá a dica: Se você ainda não atualizou seu WordPress para a última versão, a 2.3.2, não pode esquecer de fazê-lo. Afinal de contas, alguns problemas muito sérios de segurança acabam de ser endereçados. Junto com a dica o Neto ainda sugere a instalação do WordPress Automatic Upgrade, um plugin capaz de realizar todo o processo de atualização automaticamente. Por aqui já está instaladíssimo.

A dica do Neto me fez pensar em alguns plugins que possuo instalados por aqui que considero como plugins de bastidores. Não estou em nenhum momento usando este termo de forma pejorativa, mas sim considerando que para que um blog funcione corretamente, é bom manter os bastidores em ordem. Além disso, também descrevi-os desta maneira porquê não é necessário alterar nenhum arquivo do tema atual do blog para usá-los. Deixe-me mostrar a vocês:

Comment Timeout

comm.jpgEste plugin desabilita automaticamente, após um certo período de tempo, a capacidade de acrescentar novos comentários aos posts ou artigos do blog. Com o passar do tempo, as discussões esfriam e os artigos se tornam alvos e motivadores para spam.

Uma vez ativado é possível configurar em suas opções quantos dias depois de publicado um artigo deve-se desabilitar seus comentários e, no caso dos posts populares, levar em conta um período decorrido após a aprovação do comentário mais recente. Como se já não bastasse, ainda se pode configurar as opções para cada artigo individualmente, diretamente na tela de edição.

No Self Pings

A cena é clássica: Você acabou de escrever um artigo em que, durante o raciocínio, citou algo que já tinha publicado anteriormente em seu próprio site. Depois que tudo está pronto e você publica o novo artigo, o WordPress automaticamente envia um ping para o artigo anterior, como se alguém em outro site tivesse citado aquele texto.

Enquanto tem gente que adora que isso aconteça, para manter um histórico de posts relacionados, eu particularmente sempre odiei esse comportamento. Acho até que nas versões futuras da ferramenta deveria ser possível optar-se por manter este comportamento ativo ou não. Enquanto isso não acontece, esse minúsculo plugin é a minha salvação. E a sua, se também passar por esse problema, é claro.

Not-To-Me

A função deste plugin é bem simples: Evitar que um e-mail seja enviado para o administrador do blog — normalmente seu único autor — quando ele próprio realiza um comentário em um de seus artigos. Outra das funções que, na minha humilde opinião, deveriam ser configuradas de forma booleana nas instalações futuras do WordPress.

Enquanto isso não acontece, o plugin funciona perfeitamente. O lado negativo é que o autor interrompeu o desenvolvimento não apenas deste, mas de todos os outros plugins que até então mantinha ativos. Uma verdadeira pena.

WordPress Code Editor

Vira e mexe você se vê na necessidade de realizar alguma pequena alteração nos arquivos do seu tema atual. Pode ser devido à instalação de um novo plugin que, para funcionar, precisará de uma tag inserdia no corpo do tema, ou por causa daquela coceira incansável que às vezes acomete qualquer um de nós e nos faz querer dar uma ajeitadinha nas coisas.

editor.jpg

Até antes deste plugin, sempre que eu resolvia mudar meus temas, fazia o download dos arquivos, a edição do que eu precisava em algum editor de texto local e depois o reenvio — ou upload — das alterações, para depois gravar tudo. Depois disso, tudo mudou. Diretamente nas opções de edição do tema, um editor com numeração de linhas e sintaxe PHP/HTML está a disposição. Fantástico.

One Click Installer

Deixei para comentar por último aquele que eu acredito ser um complemento perfeito para o plugin WordPress Automatic Upgrade, indicado pelo Neto. Uma vez instalado, ele faz o que o próprio título já diz: Reduz o esforço de instalar novas versões de plugins ou novos temas em seu site a um único clique.

oneclick.jpg

Quando é habilitado, este plugin cria uma nova aba no Painel principal do WordPress, chamada OneClick Install. Quando selecionada, são exibidas opções para a instalação de plugins a partir de arquivos compactados gravados localmente ou em uma URL remota, ou seja, pode-se instalar diretamente do site do desenvolvedor.

Complementando o plugin, a mesma aba permite que se acesse uma lista com todos os plugins atualmente no servidor para que se possa excluí-los, se assim for desejado. A desvantagem deste mecanismo de exclusão é, ao mesmo tempo, uma outra oportunidade de melhoria para versões futuras do WordPress: Os plugins são identificados pelos nomes das pastas onde seus arquivos estão localizados. No futuro, quem sabe a lista de plugins já não exiba uma opção para exclusão, não é mesmo?

Bem, estas foram apenas algumas contribuições de plugins. A lista de todos os que estão ativos aqui no site pode ser facilmente acessada e, caso alguém tenha mais alguma sugestão, é só mandar ver, é claro…

Serviços? Até mentira rola pra você não cancelar!

Um amigo meu é quem realmente tem razão. Ele sempre diz que, no dia em que um serviço — qualquer que seja a natureza dele — for 100% transparente com seus clientes, assim que você resolver contratá-lo a atendente irá te perguntar umas 150 vezes:

— O senhor tem mesmo certeza de que estará querendo o serviço? Olha lá, hein? Depois não diga que nós não avisamos, porquê para o senhor estar saindo depois vai ser um verdadeiro parto de porco-espinho, hein?

telemarketing.jpg

Passei recentemente por não apenas um, mas dois partos de porco-espinho. O primeiro deles foi cancelar há alguns dias atrás o Speedy, da Telefônica. Depois de quase dez ligações sem sucesso — já que sempre que eu escolhia a opção que desejava, a linha caía depois de eu ouvir minutos a fio de propaganda — e mais uns quarenta minutos de espera para falar com um atendente, veio a pergunta padrão, que deve vir, eu não duvido, de algum manual de procedimentos padrão:

— Qual é o motivo do cancelamento?

Eu acho absurda essa pergunta. Quem é que está pagando o serviço? Eu. Quem é que, inadvertidamente, pode cancelar por qualquer motivo do mundo, o serviço? Eu, é claro. E sem precisar dar satisfações, pois afinal sou maior de idade, vacinado, ganhando meu próprio dinheiro para me sustentar e pagando os abusivos impostos deste país, motivos suficientes para fazer o que eu bem entender, na hora que eu bem entender.

Mas é claro que normalmente você dá um motivo qualquer, e aí é que vem o mais interessante:

— Senhor, verificamos que o senhor é um cliente com muito tempo de relacionamento conosco (X anos), e podemos estar dando um desconto pro senhor, a mensalidade pode ir dos atuais R$ XX,00 que o senhor está pagando para apenas R$ YY,00.

E eis aqui a maior das hipocrisias. Eu não sou um cliente especial. E lamento muito por informar, vocês todos também não são clientes especiais. Somos apenas cifras, e, como tais, só recebemos estas ofertas espetaculares na hora de cancelarmos um contrato. É a manutenção do cliente a qualquer preço, pois, se fôssemos realmente especiais, certamente receberíamos cartas em casa, junto com os boletos, informando-nos de que, devido ao nosso longo tempo de relacionamento, nossa mensalidade sofreu X% de redução daqui por diante. Por isso, é claro, respondi que não me interessava.
Mas o ápice do cancelamento do Speedy foi quando, verificando que ainda havia uma chamada técnica em aberto no meu nome, o atendente me perguntou:

— Senhor, verificamos que ainda consta um chamado técnico no seu nome. Acho que seria melhor o senhor aguardar pelo atendimento para depois, eventualmente, voltar a nos procurar para cancelar, se ainda desejar fazer isso.

Como já disse antes, nessas horas tudo se acumula: Uma semana de serviço indisponível com a anuência e o pouco caso da Telefônica, mais uns 40 minutos de espera e outros tantos naquele bate-papo descabido renderam ao pobre do atendente um sonoro comentário:

— Ah, você não vai querer agora me dizer o que é melhor eu fazer, não é mesmo?

Ao que, é claro, seguiu-se um silêncio que quase me fez arrepender do que eu tinha dito. No entanto, funcionou. Menos de cinco minutos depois deste comentário da minha parte, eu tinha o número do protocolo de cancelamento em minhas maõs, e fim de papo.

O segundo parto de porco espinho foi hoje. Tratou-se do cancelamento da minha assinatura do Terra. O novo serviço de acesso à Internet via ADSL que eu tenho me permite ficar apenas na base da autenticação. Neste caso, não demorou nada a espera até meu atendimento. No entanto, o que se seguiu também não foi uma das experiências mais legais do mundo.

Logo de cara disse que queria cancelar o provedor. E, claro, veio novamente o questionamento em relação ao motivo, ao que respondi que já estava assinando um novo serviço em que apenas a autenticação na rede era necessária. Talvez este tenha sido um erro da minha parte, pois fui bombardeado por perguntas.

— Qual é o serviço que o senhor assinou?

— É aqui da minha cidade, é local, vocês não conhecem.

— Mas se o senhor não continuar assinando, perderá acesso ao nosso portal (“— Eu nunca usei este acesso para nada”), ao álbum de fotos (“— Eu tenho uma conta no Flickr”) e ao seu e-mail protegido (“— Eu já uso uma conta no GMail há mais de dois anos”), yada-yada-yada.

E depois de mais algumas perguntas e de quedas de valores na assinatura mensal (de R$ 25,90/mês chegamos aos R$ 2,94, u-la-lá!), ela se manteve firme no argumento do e-mail protegido do Terra. Embora eu estivesse irredutível e dizendo a todo momento pra ela que estávamos demorando muito pra cancelar o serviço, ela era muito insistente:

– Senhor, eu estou lhe fazendo estas perguntas só enquanto aguardo o término do procedimento de cancelamento da sua conta.

ARGH! Quanto tempo pode levar um DELETE FROM? Bom, talvez alguns milisegundos mais do que um SET ACTIVE = FALSE, claro. Mas a insistente moça, a um certo momento, disparou uma grande pérola, que quem estava online viu, já que eu transmiti este cancelamento ao vivo pelo Twitter.

— O senhor não quer mesmo manter o e-mail protegido? Seriam apenas R$ 2,94 por mês e o senhor ainda poderia usar o serviço para proteger sua conta no GMail.

Esta é uma tremenda mentira. Para milhares de usuários que não conhecem a fundoa internet e seus vários mistérios, este argumento poderia colar, e alguém continuaria com o serviço para proteger o GMail. Para outras pessoas, a mentira reside no fato de que, entre outras coisas, o Terra tem seus servidores, e o Google, que mantém o GMail, os seus, e eles nada têm a ver um com o outro: Sendo assim, é impossível que o Terra, que mal protege suas próprias caixas postais, vá proteger as caixas alheias. Fala sério.

Mas aí estava o sinal, finalmente, de que a negociação estava no final. Disse à tal moça que me atendia que não, desta vez o mais sonoramente que consegui, e que não me importava se ela ia me oferecer um quilo de ouro (será?), eu não queria continuar com o Terra. Passados 27 minutos de conversa, a conta estava cancelada, o número do protocolo também na minha mão.

Moral destas histórias? Bem, eu tenho aprendido a duras penas que, por mais que eu não goste de me indispor com alguém, às vezes é necessário ser um pouco rude. Se não for assim, e se você não tiver paciência, persistência e muuuuuuita força de vontade, nunca conseguirá cancelar nada. Nenhum serviço. Afinal, a coisa é uma verdadeira negociação, porquê é isso o que acontece: Você tem que praticamente implorar para conseguir cancelar qualquer coisa nesse país, e essa é uma absurda falta de respeito.

Em tempo, sobre o tal e-mail protegido do Terra, serviço que tanto me foi oferecido insistentemente, vale a pena dar uma lida no que escreveu o GraveHeart: a coisa não é bem o que parece.

Meus presentes de Natal!

dez e jan 2008 078

Devo ter acordado hoje pelo menos uma hora antes do que o normal. Tudo porque é Natal e eu não via a hora de abrir os meus presentes. Passei o dia inteiro pensando nisso. Chegou o almoço e nada da hora dos presentes serem abertos. E eu perguntando pra mamãe e pro papai o tempo inteiro se eu não podia abrir os meus presentes antes da hora.

… Só à noite depois da ceia de Natal, eles respondiam.

dez e jan 2008 050

Ceia? E eu lá queria saber de esperar a Ceia? Cá pra nós, eu não sei quantas horas tem que passar pra noite chegar, mas eu tenho a impressão de que justo hoje elas passaram mais devagar. Até mesmo quando a tal da Ceia começou, demorou um tempão para acabar… Vocês podem estar se perguntando se eu fiquei com sono, mas a minha ansiedade era tanta que nem senti.

dez e jan 2008 049

Finalmente veio a hora de abrir os presentes. Fui o primeiro a fazer a entrega dos meus presentes a algumas pessoas e depois foi a vez de me presentearem (Ufa! Se eu tivesse que esperar mais um minuto, nem sei o que teria sido de mim). Ganhei muitas coisas! Um trenzinho com trilhos, ponte, estação, vagões, passageiros, controle remoto e tudo mais; bicicleta; duas cestas de basquete; etc.

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Não preciso dizer que logo que ganhei os meus presentes fui correndo brincar eles, não é mesmo? Essa foi uma das noites mais divertidas da minha vida! Só não vou contar mais detalhes porque agora que parei para contar tudo isso pra vocês, todo aquele sono que eu segurei o dia inteiro finalmente bateu. Boa noite e Feliz Natal para vocês!

dez e jan 2008 056

Rainha Antenada

Rainha da Inglaterra divulgará mensagem de Natal no YouTube pela 1ª vez

Segundo um porta-voz da família real, a rainha está consciente de que é preciso atingir um número maior de pessoas e adaptar-se aos meios de comunicação mais adequados.

E não é brincadeira não: Haja visto o canal da família real britânica, também no YouTube, onde vídeos retratam o casamento da mãe da rainha e um dia na vida do príncipe de Gales, entre outras coisas mais, tudo isso com algumas centenas de assinantes fiéis.

Enquanto isso, na Terra Brasilis, nada de mensagem de Natal do Lula via internet. Mas nem por isso nossos cidadãos deixam de acompanhar o dia-a-dia do Chefe da Nação bem de perto. Quem mandou ser pop, né?

Defraggler: Bom, dependendo do caso

Qualquer usuário de computador já sabe que desfragmentar é preciso: Somente assim é possível combater a demora que começa a surgir no acesso a qualquer arquivo ao longo do tempo, seja ele um simples documento ou um episódio da sua série favorita armazenado digitalmente após uma captura via placa de TV.

O problema não está exatamente em aceitar essa lentidão para abrir os arquivos, mesmo porquê trata-se de algo inevitável depois de centenas de milhares de operações triviais com os arquivos , como copiá-los ou excluí-los. Na verdade, pelo menos a meu ver, a questão principal reside no tempo que um processo de reordenação de bits e bytes pode levar, e na disposição das pessoas em aguardarem. No mundo moderno, se alguns milisegundos soam como longos segundos, minutos inteiros dão a sensação de se arrastarem por horas a fio.

Mas já faz algum tempo me deparei com um pequeno — pequeno mesmo, já que constitui um download de apenas 372kb — programa freeware chamado Defraggler. Diferente dos desfragmentadores de disco comuns, onde todo o conteúdo de um disco rígido precisa ser acessado para que sua desfragmentação ocorra, no Defraggler o processo pode ser executado arquivo por arquivo. Eis como esse processo funciona, depois do download:

defraggler1.jpg

Primeiramente, é necessário solicitar a análise do disco rígido no qual se deseja realizar a desfragmentação. Para isso pode ser utilizado o menu Action, ou o atalho disponível ao clicar o botão direito do mouse sobre a unidade desejada: Em questão de segundos os arquivos que estão fragmentados deverão surgir na tela, localizados na região inferior da interface do programa.

defraggler2.jpg

Além do tamanho do arquivo, como se pode perceber, o número de fragmentos em que ele está dividido também consta da listagem, ordenada por definição desta maneira. Na prática, quanto maior o número de fragmentos, pior a situação do arquivo. Para tratar os piores casos, basta clicar o botão direito do mouse e ordenar a desfragmentação imediata, o que ocorrerá em poucos segundos.

defraggler3.jpg

Mas a análise não seria completa se eu não citasse um ponto muito relevante: Quando o assunto é a desfragmentação de um volume completo, o Defraggler é muito mais lento do que, por exemplo, o  Auslogics Disk Defrag, que eu também uso e já citei por aqui antes.

Assim sendo, recomendo o Defraggler quando se precisar ir direto ao ponto e o volume de arquivos a serem processados é pequeno. Para todos os outros casos, fico mesmo com a minha escolha anterior, que além de eficiente, ainda demonstra, ao final de cada processo, o percentual de ganho de performance que conseguiu proporcionar.

O PIS da questão

Um amigo precisou, de última hora ontem, do número do seu PIS. O problema disso é que não se trata de uma informação trivial, como o número do CPF ou do RG, que muita gente decora e tem na ponta da língua: O meu PIS, por exemplo, como imagino que seja o caso da maioria de vocês, está grampeado no anteverso da minha carteira de trabalho, que, por si só, não costuma ser um documento que alguém carregue pra cima e pra baixo consigo.

Assim sendo, lá pelas tantas de ontem, meu amigo tinha constatado exatamente isso: Como fazer para obter o PIS de uma maneira trivial, já que até mesmo o nosso departamento de Recursos Humanos, graças ao último dia de expediente do ano, já havia dado tudo por encerrado, e ninguém de lá atendia o ramal?

Graças a Deus, no entanto, descobrimos uma maneira simples de conseguir esta informação, e eu resolvi dividir nossa descoberta por aqui, já que muita gente pode, mais cedo ou mais tarde, se ver numa situação em que o PIS pode ser necessário.

Em primeiro lugar, lembremos que o PIS é um documento da Previdência Social. Assim sendo, a primeira coisa que se precisa fazer é uma visita à esta página do governo. Uma vez lá, deve-se procurar um link — até onde verifiquei, na região superior da página — denominado Trabalhador sem previdência.

Dentre as opções que estarão disponíveis, deve-se selecionar a Inscrição na Previdência Social. Isso fará com que um formulário seja apresentado, e nele deverão ser digitados seu nome completo, data de nascimento, nome da mãe e CPF válidos. Aí é que se vê o grande pulo do gato, já que, se o cadastro existir e estiver ativo, será exibido o número do PIS, bastando então apenas anotá-lo em algum lugar. E pronto.

Felizmente o PIS é um documento cujo número é de simples recuperação. Mas nem todos eles são facilmente recuperáveis: Procurar o próprio número do CPF, por exemplo, exige do cidadão procurar uma unidade da Receita Federal para orientações, já que existem questões de sigilo fiscal envolvidas.

A isso faço uma crítica: Porquê é que neste país precisamos de tantos documentos diferentes, afinal de contas? Me parece mais um dos artifícios governamentais para fazer com que o cidadão brasileiro se perca entre RGs, CPFs, CNHs e Títulos de Eleitor, isso para não mencionar outros. O cidadão brasileiro poderia ter um documento único, que não apenas desse acesso a direitos e benefícios, mas também comprovasse sua  identidade e capacidade para dirigir ou exercer direitos eleitorais, por exemplo. Sabendo que há vários países no mundo onde isso já acontece, resta saber se um dia as coisas por aqui serão assim…

Trojan põe o Adsense em risco!

O Google Adsense — sistema que permite que qualquer webmaster inclua em seu próprio site anúncios pelos quais recebe comissões se forem clicados pelos internautas — é o mais recente favorito dos golpistas virtuais, segundo informou a empresa de segurança BitDefender esta semana.

A praga Trojan.Qhost.WU, descoberta há apenas dois dias, é capaz de alterar as configurações dos anúncios exibidos nos sites, redirecionando os cliques dos desavisados visitantes de qualquer site para servidores piratas: Estes servidores, embora ainda não tenha sido comprovado, possivelmente contêm softwares maliciosos, os chamados “cavalos-de-tróia”, que podem causar desde a desconfiguração de um computador até o roubo de informações sigilosas, como senhas bancárias e de sistemas.

Embora o Google tenha divulgado comunicado afirmando já ter cancelado diversas contas de usuários que exibem anúncios mal-intencionados, este processo não seria suficiente, pelo menos de acordo com o ponto de vista de Nishad Herath, pesquisador sênior da McAfee AvertLabs, que acredita que a empresa esteja de mãos atadas para combater a praga em sites de terceiros. Seu argumento se baseia no fato de que estas pragas se instalam em cada máquina individual, e o controle nesta situação se torna praticamente inviável.

Isto deixa o combate nas mãos de pessoas como você ou eu — apesar de, neste exato momento, ao menos, eu haver desabilitado a exibição de Adsense no meu próprio site. De qualquer forma, as recomendações da própria BitDefender determinam que os arquivos infectados devem ser removidos, e que, nas máquinas dos usuários, o arquivo hosts — localizado no caminho %WINDIR%\System32\drivers\etc — seja verificado para que a linha contendo a entrada pagead2.googlesyndication.com seja removida. Por hora, é o que podemos fazer.

sQuba: Até debaixo d’água

A indústria automobilística parece mesmo disposta a nos surpreender com suas idéias mirabolantes ainda este ano: Depois do anúncio do Transition, um veículo que combina de maneira híbrida carro e avião a ser produzido por americanos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), é a vez de uma empresa suíça chamada Rinspeed ganhar a atenção da mídia.

O motivo é o sQuba, um carro totalmente conceitual a ser apresentado no Salão Automotivo de Genebra em março de 2008, e sua capacidade no mínimo impensável: A de rodar não apenas em estradas convencionais, mas também submerso. Segundo afirma o diretor da Rinspeed, Frank Rinderknecht, o carro poderia navegar em profundidades de até 10 metros.

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Enquanto na estrada a força do veículo deve ser providenciada por motores elétricos, a propulsão na água fica por conta de duas hélices e de jatos que têm a função de impelir o veículo para frente enquanto está debaixo da água. Ocorre que, como em qualquer idéia proveniente diretamente da imaginação e da ficção científica, há uma chance de que ela não emplaque: Neste caso, os próprios representantes da empresa dizem que não há chances de que a idéia ganhe proporções industriais e comerciais. Mas será mesmo?

Knol: O concorrente Google da Wikipedia

Segundo notícia divulgada no último sábado pela edição on-line do jornal The New York Times, o Google estaria considerando o lançamento de um serviço batizado de Knol (derivado, em inglês, da palavra knowledge, que significa conhecimento). A finalidade seria permitir aos usuários editarem páginas sobre os mais diversos ramos de conhecimento, indo desde matemática até medicina, o que, ao longo do tempo, formaria uma espécie de base de conhecimento online.

Mas as diferenças entre o projeto do Google e seu mais provável concorrente — a já famosa Wikipedia —, no entanto, começam já no público que teria direito a editar o conteúdo: Enquanto a Wikipedia permite que qualquer pessoa faça edições nos artigos, o Knol será mais restrito: Os usuários convencionais, num contexto geral, poderão apenas enviar comentários, dar notas aos conteúdos e sugerir melhorias.

A rigor, isso significa que poderia existir não apenas uma página, mas várias páginas falando sobre um determinado assunto, cada uma com níveis de detalhamento e qualidade diferentes. A idéia do Google é dar importância àquele que escreve, ou seja, o autor do documento, na visão da empresa um especialista que levaria todo o crédito por um trabalho bem detalhado e explicado.

Além disso, o Knol também seria diferente em mais um aspecto, pelo menos: Enquanto seu provável concorrente não possui qualquer fim lucrativo e nem exibe anúncios para sobreviver — ou você nunca reparou nos pedidos constantes de donativos para manter tudo funcionando? —, a tendência do Google é torná-lo um tanto mais comercial: Cada autor poderia escolher se deseja ou não incluir Google Ads em seu conteúdo, ganhando boa parte do lucro originado desta ação.

A idéia do Google parece ser substituir a Wikipedia no pensamento das pessoas que procuram o serviço como “o primeiro local a pesquisar quando se quer saber sobre qualquer assunto“. Mas será algo tão simples assim? A Wikipedia possui atualmente mais de 7 milhões de artigos em 200 idiomas diferentes, e levaria algum tempo — provavelmente um tempo razoável — para alcançar este número. Uma vez alcançado, no entanto, talvez a qualidade do conteúdo fosse melhor garantida, desde que apenas especialistas em cada assunto pudessem efetivamente criar conteúdo.

Há também um perigo, a meu ver: Para substituir uma preferência, seria necessário fazer com que as páginas criadas no Knol aparecessem melhor qualificadas nas buscas, o que poderia interferir na necessidade do Google de não se deixar influenciar por nenhum aspecto. Se esse ponto não permanecer uma verdade absoluta, a confiança de milhões de usuários em uma das buscas mais famosas do planeta poderia se comprometer.

De qualquer forma, vejo a idéia como positiva: Quanto mais lugares disponíveis para a troca de conhecimentos, melhor. E caso o serviço não agrade esse ou aquele autor, há sempre a possibilidade de começar um blog ou apelar para um wiki pessoal. Se não fosse dessa maneira, eu mesmo nunca teria começado esse site, já que um dos objetivos que tenho é tentar ajudar o maior número de pessoas divulgando informações e notícias que possam vir a ser úteis para alguém…