Papel que Fala

Quando eu era criança e não existia Internet nem muito menos câmeras digitais, me lembro que uma das minhas maiores diversões ao tirarmos fotos em casa era buscá-las na Fotoptica, onde normalmente mandávamos revelá-las, por ficar na rua de trás de casa. Digo isso porquê acompanhando o envelope com as fotos vinham uma ou mais cartelinhas de adesivos com balões de fala, pensamentos e onomatopéias: A minha diversão era transformar as fotos em verdadeiras fotos que falam.

O tempo passou, a moda das fotos que falam também, e a tecnologia foi avançando cada vez mais, a ponto de agora surgirem os verdadeiros papéis que falam.

Uma startup havaiana chamada Labels That Talk criou um software que permite a impressão de códigos de barra de alta densidade em tiras de papel capazes de armazenar mensagens gravadas em áudio: Basta digitalizar o papel com qualquer scanner e ele reproduzirá a mensagem. Atualmente cada tira de papel da empresa tem a capacidade de 8 kilobits, o que é suficiente para 10 segundos de áudio.

O idealizador do projeto, Ken Berkun, diz que pensou na filha pequena, que adora ver fotos com o pai, e em como seria legal que cada foto pudesse “dizer” o que está retratando. A meu ver na verdade, além disso, as aplicações práticas são enormes:

  • As indústrias farmacêuticas poderiam acoplar avisos aos remédios destinados aos pacientes, com certas instruções ou normas de segurança;
  • Os ingressos de espetáculos, filmes ou eventos esportivos poderiam informar aos compradores como chegar aos seus assentos;
  • Em supermercados e demais lojas de grande porte, os produtos poderiam informar seus preços automaticamente, o que ajudaria pessoas com deficiência visual, por exemplo;
  • CDs e DVDs nas prateleiras das lojas ou locadoras poderiam reproduzir trechos de seu conteúdo automaticamente, servindo como preview. Neste caso, assumo, é claro, que o armazenamento de vídeo também seja possível, como evolução natural da idéia.

A principal diferença entre a idéia da Labels That Talk e outras soluções que também procuram incorporar mídia a etiquetas, como os Memory Spots, da Hewlett-Packard – que podem armazenar de 256 kilobits a 4 megabits de dados, inclusive vídeo e imagens – está no preço: A solução da HP, baseada em um chip de memória flash NAND, é mais cara do que a impressão direta em papel, podendo custar de 10 a 50 centavos de dólar quando chegarem ao mercado.

Um último ponto muito relevante: As negociações da Labels That Talk incluem alguns fabricantes de celular: Desta forma, não devemos nos espantar se a idéia realmente se tornar popular daqui a algum tempo. Com pessoas levando scanners portáteis em seus telefones móveis, as possibilidades são ainda mais gigantescas!

Duas dicas do GMail que (talvez) você não conheça

Existem dois artifícios muito interessantes que podem ser usados no GMail e que passam desapercebidos pela maioria dos usuários. Talvez sejam dicas que alguns de vocês já conheçam de algum lugar, mas mesmo assim vou compartilhá-las, pois eu mesmo só me dei conta delas recentemente:

1) O infinito uso de pontos (.)

Digamos que o seu e-mail seja meuemail@gmail.com. O GMail enviará para este endereço não apenas as mensagens endereçadas diretamente para ele, mas também todas aquelas em que você permeie o user ID da conta com pontos:

  • meuemail@gmail.com (original)
  • m.euemail@gmail.com
  • meuemai.l@gmail.com
  • m.e.u.e.m.a.i.l@gmail.com
  • meuemail@googlemail.com
  • m.euemail@googlemail.com
  • meu.email@googlemail.com
  • m.e.u.e.m.a.i.l@googlemail.com
  • etc.

Na prática, todas as mensagens que você enviar para os endereços acima chegarão para o seu endereço original.

2) O sinal de mais (+)

Também é possível agregar ao seu endereço qualquer texto aleatório que você quiser. Para isso, basta usar o sinal de mais (+). Trocando em miúdos, meuemail+qualquercoisa@gmail.com será igualmente direcionado para a sua caixa principal de mensagens. Simples assim.

E pra que servem estes dois artifícios, basicamente?

O uso dos pontos entre o seu user ID pode acabar com um problema que muita gente tem: A criação de mais de uma conta de email simplesmente para diferenciar mensagens que são de trabalho daquelas que são da família, ou da faculdade, entre outras.

O que eu quero dizer é que, com este artifício, enquanto meuemail@gmail.com (sem nenhum ponto) poderia ser seu endereço para a família, meu.email@gmail.com poderia ser seu e-mail para o trabalho. Igualmente falando, meue.mail@gmail.com seria usado para a faculdade. Acredito que você já pegou o espírito da coisa.

Pode ser difícil de se acostumar num primeiro momento, mas é um diferencial muito interessante do serviço. A vantagem é que todas as mensagens seriam endereçadas para um único local, e uma vez tendo chegado, poderiam ser tratadas através dos filtros, indo diretamente para arquivo ou tendo labels atribuídas automaticamente.


A mesma filosofia pode ser aplicada quando o que você usa nos seus endereços são sinais de mais (+). Como o GMail possui entre os campos disponíveis para a criação de filtros o campo To (ou Para), é muito fácil separar as mensagens enviadas diretamente para um email que você tenha cadastrado com uma finalidade específica.


Um exemplo prático:
Aqueles que são fanáticos pelo seriado Lost podem ter se cadastrado em n listas de discussão na internet a respeito das aventuras de Jack, Kate e Sawyer na ilha misteriosa. Estas pessoas podem fazer uso de um email parametrizado especialmente para este fim, por exemplo, meuemail+lost@gmail.com.

Para fazer com que as mensagens da lista de discussão sejam marcadas automaticamente com um label, basta cadastrar uma nova regra de filtro para o campo To, assim como eu estou ilustrando neste artigo.

Outra possibilidade interessante que o uso do sinal de mais (+) permite é o bloqueio de assinaturas a um determinado site onde você tenha se inscrito. Um email do tipo meuemail+qualquersite@gmail.com pode ser bloqueado a qualquer momento, bastanto para isso que você marque a opção Deletar dos filtros.

Meme: Um ano em uma ilha deserta

Minha amiga Patrícia Muller resolveu reinventar aquela velhíssima pergunta sobre o que você levaria para uma ilha deserta: Para deixar a coisa mais divertida, criou um super enredo e o cercou de perguntas intrigantes para procurar saber das pessoas o que levariam para lá de uma maneira especialmente inusitada.

Fui convidado por ela para entrar na brincadeira, e por isso lá vou eu… Eis a proposição que ela faz: Você vai passar exatamente um ano em uma ilha deserta, onde existe uma certa infra-estrutura, mas ela é limitada. Além de você não haverá mais ninguém na ilha, mas você terá acesso a alguns privilégios limitados. Com isso em mente, seguem as perguntas:

1. Na ilha você terá água   vontade e frutas nativas. Se souber pescar, com sorte vai poder comer um peixe de vez em quando. Fora isso, você terá que escolher apenas um tipo de comida salgada e um tipo de comida doce para comer todos os dias, o ano inteiro (podem ser cruas ou cozidas). Quais você escolhe?

Puxa vida!! Tinha que começar logo com uma pergunta relativa   comida? Bem, tá certo… acho que levaria a minha comida salgada favorita, fricassê de frango. Isso porquê acredito que não me enjoaria facilmente dele… poderia mesmo comê-lo por um ano todo.

Doce… doce. Vamos ver… Brigadeiro? Talvez. Acho que vou preferir mesmo um bom pavê de chocolate. Percebe-se, é claro, que, com uma dieta dessas, eu engordaria bastante. Mas fazer o quê, né? Regras são regras!

2. Além da água (e, também com sorte, água de côco se você estiver disposto(a) a subir no coqueiro) não há nenhuma outra bebida na ilha, mas você pode também escolher um único tipo de bebiba, fria ou quente, alcoólica ou não, para ter   sua disposição ao longo do ano. Qual você escolhe?

Serei traído por um dos meus maiores vícios (e talvez, até criticado por isso), mas não posso fazer absolutamente nada: Coca-cola. Com gelo e limão, é claro, que provavelmente poderão ser providenciados com a alguma infra-estrutura da ilha em que eu fui parar…

3. Para manter a tradição, você pode também levar um único livro. Que livro você leva?

Essa é um pouco complicada. Um único livro. Eu não sou uma pessoa daquelas que pensa automaticamente em um único livro, e, pra ser sincero, eu normalmente leio séries inteiras deles. Talvez, como a regra me restringe, eu levasse a trilogia do Senhor dos Anéis, que eu tenho em edição única com a capa do filme. Assim poderia ler a história toda, o que, aliás, me ocuparia pelo menos alguns meses, beeeeem aproveitados!

4. Igualmente, você poderá levar um único filme para assistir. Que filme você leva?

Sou um cara simples de agradar em termos de filmes. Eu levaria qualquer comédia para a ilha, principalmente uma que fosse estrelada pelo Jackie Chan. Aliás, será que há mais alguém nas ilhas por aí que goste dele? Poderíamos trocar filmes na garrafa, criando a primeira locadora trans-marítima da história!

5. Você terá um notebook   sua disposição, mas com um único programa instalado. Mas você não pode usar um programa de comunicação (como email ou mensagens instantâneas). Qual programa teria mais utilidade para você e por que?

Um jogo de xadrez, talvez sudoku. São os programas que considero mais úteis pra mim porquê me ajudam a exercitar o raciocínio. Em momentos de tédio e de cansaço, são também ótimas vias de escape para relaxar… e como se tratam de modelos computacionais, o número de partidas geradas seria virtualmente infinito, ideal para um período de um ano em uma ilha deserta, hehehe. Aliás, que lambujem, hein, Patty?

6. Você poderá acessar a internet, mas este acesso é limitado a um único site, o ano todo. (Se você escolher o Google, por exemplo, não poderá navegar para os links dos resultados da sua busca, que estão fora do Google). Também não pode ser seu webmail, Meebo e afins ou sites de notícias (o que elimina os portais). Fora isso, não há restrição nenhuma ao tipo de site, inclusive os que permitem comunicação de outros tipos. A qual site você quer ter acesso por um ano e por que?

Não sei se estou quebrando as regras do meme, mas não o considero instant messenger nem site de notícias. Eu escolheria o meu próprio blog, porquê, isolado em uma ilha como estaria, poderia postar artigos diários sobre as minhas descobertas, e talvez até rendesse lguns tutoriais. Já imagino: “Como engarrafar uma mensagem e evitar que ela se molhe ao enviá-la para o mar exterior” ou então “Confeccionando camisas decentes com folhas de palmeira“.

7. Você também poderá ouvir música. Mas, claro, você terá que ouvir a mesma música o ano todo, pois só pode escolher uma. Qual você leva? E se fosse um CD?

Uma música específica…? na verdade a que me vem   cabeça agora é A Kind of Magic, do Queen, que é uma banda que gosto muito. Se fosse um CD, levaria o meu favorito, que é Money for Nothing, do Dire Straits.

8. Você poderá escolher um dia do ano para fazer uma única ligação para uma única pessoa, com quem poderá falar por 10 minutos. Para quem você vai ligar, quando e por que?

Escolheria ligar pro meu filho. Eu já tenho este hábito, com a única diferença de que ligo pra ele (do trabalho) praticamente todo santo dia. É relaxante e revigorante ouvir a voz do baixinho de longe, pois me tranquiliza e diverte. Escolher um único dia do ano é que é complicado, mas seria o meu aniversário, pois se trata de um excelente presente, afinal de contas…

9. Você poderá escolher um programa de TV para assistir ao longo deste ano na ilha – limitado   freq¼ência de uma vez por semana. Você só não poderá assistir nenhum tipo de noticiário, fora isso não há restrições. Que programa você quer assistir?

A quarta temporada de House nunca veio tanto a calhar. Começa agora no próximo dia 22 de novembro e dura mais ou menos uns 4 a 5 meses… No restante do ano que eu passasse na ilha, certamente me contentaria com as reprises, porquê este é o melhor seriado do planeta.

10. Quando for seu aniversário, você terá direito a receber uma carta de um(a) amigo(a) ou familiar que tenha uma novidade para contar (sobre si próprio ou não). De quem você gostaria de receber a carta e com qual notícia?

Para fazer par com o telefonema para o meu filho, no meu aniversário, nada melhor do que receber uma carta da minha esposa. Certamente o que eu mais gostaria de ouvir da parte dela é que ela estava morrendo de saudades. Porquê eu estaria, certamente.

11. Como não queremos que você transforme uma bola de vôlei no seu melhor amigo imaginário e a única pessoa na ilha será você, você terá direito a levar um animal de estimação para lhe fazer companhia (veja como estou facilitando sua vida!). Que tipo de animal você escolhe e por que? É um animal que você já tenha?

Realmente você está facilitando muito a minha vida, hehehe. Embora eu já estivesse me preparando para os gritos de “Wiiiiiiiiiilson… Wiiiiiiiiiilson…”, acho que levaria um cachorro. Afinal de contas, é o melhor amigo do homem, não é mesmo? Eu não tenho nenhum, pois moro em apartamento… mas com certeza pediria emprestado o da minha mãe ou o da minha irmã…

12. Do que você acha que sentirá mais falta? (Contato com as pessoas? Tecnologia? Não saber o que está acontecendo no mundo? Etc)

Acho que o que eu menos sentiria falta seria saber o que está se passando no mundo. A gente ouve tanta notícia ruim todos os dias que pelo menos uma vez na vida – passando um ano em uma ilha deserta – seria legal estar isolado.

No entanto, acredito que sentiria muita falta tanto do contato com amigos quanto da tecnologia. E no mais, de dormir na minha cama, com o meu colchão e os meus travesseiros. Não há nada melhor que dormir na própria cama…

13. Por outro lado, o que você acha que será positivo, proveitoso ou benéfico na experiência? Ou divertido?

Seria bom e positivo dar um tempo para espairecer. Um ano seria tempo suficiente para pensar melhor em vários pontos da minha vida, refletir… talvez replanejar… e também tempo suficiente para ter muita, muita, muita saudade do baixinho e voltar com muito amor pra dar pra ele.

Também acho que talvez, depois de um tempo tão longo quanto esse em um lugar ermo (embora com alguma infra-estrutura, como diz a Paty), eu descobrisse que algumas das coisas sem as quais eu não passo na verdade são dispensáveis… Tanta gente é feliz com pouco, talvez eu descobrisse maneiras de também sê-lo, desta forma.

14. Por fim, você tem direito a levar 3 outros ítens   sua escolha que:

a) não entrem em contradição com nenhuma das perguntas anteriores

b) não seja algo que você vá usar para sair da ilha, como um barco, por exemplo.

O que você vai levar e por que?

Três itens? O primeiro deles, sem sombra de dúvida, seria um álbum de fotos do meu filho… se eu realmente me visse em um local deserto por tanto tempo, não ag¼entaria de saudades, e certamente usaria o álbum como fuga e alivio imediato.

O segundo item seria um caderno de desenho. Gosto de desenhar bastante, e contrabandeado dentro do próprio caderno viria uma lapiseira com borracha, para que eu pudesse criar, criar bastante. Isso também é muito relaxante, podem apostar.

O último dos três itens seria um livro bem grosso de palavras cruzadas. Afinal de contas, mesmo a mais deserta das ilhas tem praia, e praia me lembra rede… e rede me lembra passar o tempo nela, justamente me dedicando a um dos passatempos mais fabulosos da paróquia 🙂

Bem, estas foram as respostas nas quais pensei, e fiz isso da maneira mais sincera possível. É realmente difícil se imaginar numa situação assim, e você realmente tem que pensar com calma a respeito. Conforme a sugestão da Patrícia, agora faço o convite para mais cinco pessoas, que são as seguintes:

  • Neto Cury, meu companheiro mais antigo de blogosfera, pois sempre gostei de suas opiniões direto ao ponto e queria ver como ele sairia numa situação assim;
  • Marcelo Glacial, outro camarada blogueiro de longa data que eu leio e respeito. Como ele é praticamente recém-casado ainda, gostaria de ver como ele se viraria numa situação destas;
  • Kadu, que é mais um entre meus cinco ou seis fiéis leitores, e que sempre me manda contribuições para alguns dos meus artigos mais legais. Será que ele sobreviveria sem o verdão por um ano?
  • Bia Kunze, que é a menina mais interligada que eu conheço, e que escreve artigos muito interessantes sobre o mundo sem fio. Conseguiria ela sobreviver em uma ilha deserta por tanto tempo?
  • Carla do Brasil, amiga antiga, dos tempos do IRC. Realmente gostaria de saber como uma das pessoas que escreve os posts mais sinceros do universo e é, segundo ela própria, uma nerd, se viraria neste caso. Além de ser uma segunda opinião feminina, é claro…

Lembrando que os convites são, é claro, facultativos, embora eu espere a resposta de vocês, se possível…

PS: A foto que ilustra este post é a ilha deserta dos sonhos de qualquer um. Trata-se de Paradise Island, em Malawi. Quem quiser, confira a foto original no Flickr.

Preparativos para o Natal!

Hoje foi dia de ajudar a mamãe a montar a árvore, o presépio e todos os enfeites para deixar a nossa casa bem legal e bonita, pois daqui a alguns dias vai chegar o Natal.

Novembro de 2007 003

Mamãe me contou enquanto estávamos montando o presépio que no Natal se comemora o nascimento de Jesus, e me perguntou se eu queria colocar ele na manjedoura e eu, é claro, respondi que sim!

Novembro de 2007 004

Como uma das coisas que eu gosto de fazer é ajudar sempre que possível, vocês podem imaginar que eu fiz a maior festa e me diverti bastante ao pendurar cada enfeitezinho da árvore, pois fiquei encantado com cada detalhe que eu vi: boneco de neve, trenó, anjinho, sininho, bola de Natal, estrela, bengalinha, Papai Noel, casinha, e muitas outras coisas que deixaram a árvore bem bacana.

Novembro de 2007 006

Ah! Um detalhe que deixou tudo muito mais bonito ainda foi a iluminação que mamãe acrescentou ao presépio e   árvore. Todas aquelas luzes coloridas e piscantes me deixaram com vontade de comemorar este dia tão especial logo. Tomara que eu não tenha que esperar muito, não é mesmo?

Ponto pro TwitterFox!

TwitterFoxO Twitter se transformou já há algum tempo no meu serviço de microblogging favorito (por pura pressão social, é verdade).

De qualquer maneira, desde que comecei a usá-lo para a criação do meu microblog pessoal, vinha abusando basicamente de três maneiras de enviar minhas mensagens ao site:

  1. Via web, através do próprio site do Twitter (é necessário estar logado no site);
  2. Através de e-mail, principalmente no trabalho (onde o Twitter é barrado pelo proxy);
  3. Com a extensão Twitbin, desenvolvida especialmente para uso com o Firefox.

Pois bem: Com relação aos dois primeiros, nenhum comentário que seja realmente pertinente. É no terceiro método, através do Twitbin, que o bicho literalmente vinha pegando pra mim já há algumas semanas.

Digo isso porquê estava ficando cansado das freq¼entes – e irritantes perdas de configuração da extensão, que sumia com meus posts recentes e principalmente com meus dados de usuário e senha, me obrigando a reconfigurar tudo sempre que quisesse postar algo novo no Twitter. O resultado é que algo que deveria ser rápido, simples e divertido acabava se tornando uma encheção de paciência.

Até agora, pelo menos. É que eu descobri outra extensão pro Firefox, o TwitterFox (não sei se esta é a página oficial, embora seja o primeiro resultado retornado pelo Google e nada conste no site oficial de plugins até o momento, mas tudo bem).

O que é legal sobre o TwitterFox:

  • Sua interface não perde as configurações (pelo menos não aconteceu comigo);
  • Sua interface é 1000 vezes mais agradável que a da extensão que eu vinha usando até então (vejam a ilustração que eu deixei de exemplo);
  • Após ser instalado, o plugin fica residente na barra de status, a exemplo de outras extensões que eu já possuo, e não ocupa um painel lateral, mas sim um pop-up quando quero postar algo novo;
  • As notificações de novas mensagens aparecem como pequenas janelas pop-up e podem ser diretamente respondidas se for o caso;
  • No caso de querermos enviar uma URL para o Twitter, um botão da interface faz tudo sozinho. Genial!

Enfim… como eu disse, é ponto pro TwitterFox!

Update: Está com problemas com a nova versão do plugin porquê ele não pára de te pedir para informar usuário e senha? Meu amigo Neto Cury tem a solução perfeita!

Harry Potter acabou. E agora?

Uma das coisas que aproveitei pra fazer durante as férias foi, finalmente, concluir a leitura do último volume da série Harry Potter, Harry Potter and the Deathly Hallows. Trata-se de um dos maiores livros da coleção: Na versão em inglês que eu recebi através do Submarino na minha casa há alguns meses atrás, ele tem ao todo 753 páginas, já computado neste total o epílogo da história, que mostra como estão alguns personagens 19 anos depois.

Minha vontade de terminar a leitura da história era realmente muito grande. Para que vocês tenham uma idéia do que eu estou falando, li as últimas 200 páginas do livro em cerca de uma hora e meia. É que cheguei a um ponto, na minha opinião, em que não dava pra simplesmente parar e continuar depois.

Pois bem: Duas centenas de páginas depois, com as surpresas guardadas já reveladas e alguns personagens mortos (sim, eles morrem, aos montes), me deparei com o último parágrafo do texto, e após sua leitura, me dei conta que estava sentindo um vazio. O que é que eu vou ler, agora que Harry Potter e sua turma já tiveram seus destinos definidos? Me senti um verdadeiro órfão. Talvez a sensação já tenha se abatido sobre outros de vocês que também são fãs da saga criada por J. K. Rowling.

Como a autora já disse milhares e milhares de vezes que não escreverá novos livros da série, chorar sobre o leite derramado não vai adiantar nada: Não haverá mais nenhuma seq¼ência da história – e, aliás, posso dizer que isso fica muito claro conforme as páginas finais vão se sucedendo. O que nos resta é procurar alternativas. Felizmente, eu já possuo pelo menos algumas delas, e quero dividir com vocês aqui o que eu já li – e o que eu ainda vou ler – depois que a cortina desceu para Harry, Ron e Hermione:

As Crônicas de Nárnia

Esta obra, criada por C.S.Lewis também já há bastante tempo – entre 1950 e 1956 – é um conjunto de livros voltados diretamente ao público infantil, e talvez por isso agrade aos leitores mais jovens de Harry Potter. Conta, também em sete volumes, diversas histórias relacionadas a um lugar chamado Nárnia, que, segundo o autor, é um dos muitos mundos paralelos que co-existem com o nosso.

No mais famoso dos livros, “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa”, adaptado recentemente para o cinema, quatro irmãos, Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia Pevensie descobrem a entrada para Nárnia num guarda-roupa da casa de um professor onde estão hospedados. Lá ajudam o leão Aslam a derrotar a feiticeira Jadis que jogou sobre todo o reino um inverno gelado e eterno.

Enquanto Harry Potter causa muito frissom entre muita gente que afirma que o livro é repleto de referências demoníacas e de bruxaria, os sete livros que compõem “As Crônicas de Nárnia” são abertamente cheios de referências cristãs: Diz-se que Aslam, o leão, é a representação de Jesus Cristo, e que Jadis, a feiticeira branca, na verdade representa satanás, só para começo de conversa.

Seja lá como for, trata-se de uma boa opção para quem estiver órfão de Hogwarts. A obra é vendida em um volume único, que aliás eu ganhei de aniversário e até agora não terminei de ler. No entanto, é importante saber que existe uma ordem cronológica para a leitura, que não é a mesma ordem de publicação.

O Senhor dos Anéis

Indiscutivelmente, esta é a mãe de todas as outras obras de ficção e fantasia.

Escrita entre 1937 e 1949 por J.R.R.Tolkien, a trilogia mais famosa do mundo continua a maravilhar qualquer um que a leia, com toda a certeza.

Este é, aliás, o principal atrativo da história, a meu ver: Sua capacidade de agradar ao mesmo tempo crianças, jovens e adultos. A Terra Média, lugar em que as histórias de Tolkien são ambientadas, na verdade é um retrato do nosso próprio mundo, só que uns 600 mil anos antes da época atual.

Nesta época é contada a saga dos hobbits e de uma série de outros seres de várias raças diferentes (humanos, elfos, anões, entre outros) para evitar que o anel do poder volte   mão do Senhor do Escuro, Sauron, que, se conseguir que seu plano se torne realidade, escravizará todas as raças do mundo.

Os três volumes da obra – “A Sociedade do Anel”, “As Duas Torres” e “O Retorno do Rei” – foram adaptados para o cinema pelo diretor Peter Jackson, se tornando um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos. Os números que eu obtive da Wikipedia demonstram que os filmes faturaram cerca de US$ 2,9 bilhões mundialmente. Isso os coloca   frente de outras trilogias igualmente poderosas, como Piratas do Caribe (US$ 2,6 bilhões) e Homem-Aranha (US$ 2,4 bilhões).

Talvez a única obra capaz de bater “O Senhor dos Anéis” seja justamente Harry Potter: Os três primeiros filmes do bruxo que estão computados na comparação com a obra de Tolkien no cinema arrecadaram cerca de US$ 2,6 bilhões. Assim que todos os filmes forem incluídos no cálculo, certamente eles se tornarão o maior sucesso cinematográfico de todos os tempos.

Enquanto isso, o que importa dizer é que comprei a obra escrita de “O Senhor dos Anéis” em um único volume. Valeu muito a pena, e eu recomendo como ponto de partida para qualquer um que ainda não tenha lido a obra.

A Torre Negra

Eis aqui uma diferença entre “A Torre Negra” e as demais obras que estou comentando neste artigo: Ao contrário de J.K.Rowling, C.S.Lewis e J.R.R.Tolkien, o autor desta obra fantástica também composta por sete volumes não tem o nome repleto de iniciais, embora seja igualmente famoso.

Trata-se de Stephen King, autor de mais de 200 histórias bem conhecidas e dono de uma multidão de fãs ao redor do mundo inteiro. A maioria das pessoas conhece bem a marca do escritor: Histórias de terror horripilantes, grande parte delas adaptada para o cinema, como O Iluminado e Na Hora da Zona Morta, este último, inclusive, tendo gerado uma série de televisão (The Dead Zone) que vem sendo exibida desde 2002.

King também é capaz de escrever grandes obras de fantasia: A mais famosa de que posso me lembrar é À Espera de um Milagre, igualmente adaptada para o cinema. É por isso que em “A Torre Negra”, vejo características que podem atrair os fãs de Harry Potter, principalmente aqueles que são um pouco mais velhos (como eu). Os livros se focam na história de Roland de Gilead, o último pistoleiro, e sua busca incessante pela
Torre Negra.

Ambientada no “mundo que seguiu adiante”, A Torre Negra é uma série de livros que contêm uma série de características de filmes de faroeste como “A Fúria dos Sete Homens” (The Magnificent Seven) e “Três Homens em Conflito” (The Good The Bad and The Ugly), ao mesmo tempo em que são misturados ficção científica e, é claro, alguns toques macabros. Este mundo também tem ligações com a cidade de Nova Iorque, ou seja, com nosso próprio universo, o que garante uma série de ligações referentes   cultura pop.

Estou atualmente lendo o terceiro volume desta série, “As Terras Devastadas”, que foi precedido por “O Pistoleiro” e “A Escolha dos Três”, e deve ser seguido por “Mago e Vidro”, “Lobos de Calla”, “Canção de Susannah” e, finalmente, “A Torre Negra”.

Posso garantir que a série, escrita entre 1982 e 2004, é uma das leituras que mais me prendeu nos últimos anos. Eu só interrompi o terceiro volume devido   chegada do sétimo Harry Potter, e agora voltarei   ler com força total, o que eu também recomendo a qualquer um que esteja procurando um substituto para a série de livros de Rowling.

Conclusão

Eu, mais do que ninguém, sei o quanto é difícil dar adeus   Harry Potter e todos os personagens de seu universo, porquê o sucesso que a obra fez entre crianças e adultos do mundo inteiro é indiscutivelmente enorme. No entanto, eu espero que minhas sugestões sejam válidas para, pelo menos, encaminhar leitores que possam estar sentindo o mesmo vazio que eu senti após virar a última página de The Deathly Hallows.

É difícil agradar a gregos e troianos, mas muitas das indicações listadas aqui são realmente muito boas (e estou aberto a mais delas, pois adoro ler). De qualquer forma, é bom ter em mente algo muito importante: As obras da literatura de fantasia são imortais, todas elas, e assim como J.K.Rowling hoje, daqui a cinco ou dez anos deverão haver muito mais opções disponíveis, todas igualmente interessantes.

Justiça a Qualquer Preço

Assisti   Justiça a Qualquer Preço (The Flock, EUA, 2007) de uma maneira totalmente inusitada: De uma hora pra outra senti vontade de ir ao cinema, e escolhemos o filme ao acaso, vendo a programação do cinema pelo site de um dos shoppings da cidade. Eu devo confessar que tenho medo de escolher filmes desta forma, porquê já me meti em algumas roubadas desta maneira.

Felizmente, este não foi o caso. A produção, que é estrelada por Richard Gere e Clare Danes, conta a história de um agente do departamento de segurança pública norte-americano chamado Erroll Babbage (que não se deve confundir com o outro Babbage, um dos pais da computação) que está prestes a se aposentar e precisa treinar sua substituta em poucos dias.

A função exercida por Babbage é teoricamente simples: Monitorar o dia-a-dia de ex-presidiários que foram acusados por crimes sexuais. Seguido de perto por sua nova substituta, ele se emaranha entre voyeurs, tarados, pedófilos e muitos outros tipos para descobrir do que estes são capazes.

A trama ganha força quando uma jovem universitária de 17 anos desaparece na região de sua escola, e Babbage, que aliás não é nenhum santo e tem sérios desvios de caráter, suspeita que tal ação pode ter sido obra de um de seus monitorados. O que mais me atraiu no filme foi justamente isso: Baseado em algo simples, a capacidade dos roteiristas de manterem o mistério, o que só é possível quando estamos assistindo a uma história bem escrita e bem amarrada.

Valeu o preço do ingresso, e eu sinceramente recomendo a quem quiser ver uma mistura de filme policial e bom suspense.