Condomínio Brasil

Se eu em algum momento cheguei a pensar que só nas grandes votações populares poderia haver discórdia entre as propostas dos diversos candidatos a algum cargo, foi porquê nunca tinha pensado antes em uma eleição de condomínio.

Onde eu moro foi feita uma eleição para escolha do novo síndico do condomínio no sábado passado. Nenhum dos candidatos agradava a gregos e troianos, mas o que eu — que aliás acabei nem votando porquê fui pra São Paulo neste dia — ouvi de reclamações de grande parte dos moradores com relação ao vencedor não estava no gibi.

A maior parte destas reclamações tem a ver com o medo que as pessoas têm de que aquele que foi escolhido para um cargo representativo — neste caso, um simples cargo de síndico — não defenda necessariamente os interesses que elas julgam importantes. Trocando em miúdos, temem que a sardinha seja puxada para o lado que não lhes convém.

Já não vivemos mais nos tempos das primeiras democracias, na Grécia e Roma Antigas, onde as decisões eram tomadas diretamente pela população, o que quer dizer que não dá mais para simplesmente colocar todo mundo em praça pública e sair votando a pauta do dia. É por isso que foram instituídas as democracias representativas, como as que escolhem vereadores, prefeitos, deputados, senadores, presidentes… e síndicos.

Daí vem que talvez as pessoas se foquem muito no síndico do condomínio porquê sentem que têm mais poder de decisão e controle neste tipo de cenário. No âmbito municipal, estadual ou federal, estes nossos representantes é que, eleitos por nós mesmos, tomam as decisões, e a opinião da gente mesmo muitas vezes não é sequer defendida.

Como então, aproximar as decisões diárias que nossos representantes tomam de um modelo mais parecido com o de um condomínio? Bem, penso eu que para implementarmos um Condomínio Brasil, deveríamos usar a Internet como ferramenta.

A Estônia saiu na frente neste quesito, entrando para a história como o primeiro país no mundo a promover eleições parlamentares através da grande rede de computadores, em março deste ano. Para votar neste sistema, que deve continuar a ser empregado por lá daqui por diante, os cidadãos estonianos só precisam utilizar suas cédulas de identidade, que já contam com um smart card integrado para autenticação on-line.

Estonian IDPor lá, as eleições eletrônicas estonianas ocorrem de 4 a 6 dias antes das eleições feitas da maneira convencional, e durante o período de votação a pessoa pode acessar seu voto e mudá-lo até a última hora quantas vezes quiser. Também lhe é permitido ir a um local de votação físico mais tarde e invalidar seu voto on-line, substituindo-o pelo convencional, se assim quiser. Neste pleito de março, dos quase 1 milhão de eleitores daquele país, cerca de 30 mil optaram por registrar suas preferências pela web.

Além da implantação de uma eleição 100% eletrônica no Brasil, acredito que poderíamos rever o modelo representativo: Neste novo cenário, os nossos representantes continuariam a apresentar suas pautas e propostas através de projetos de lei, mas estes passariam não apenas a serem votados pela Câmara e pelo Senado, mas também pelos cidadãos comuns como eu e você que, de posse de uma cédula de identidade como a estoniana, poderiam ter facultado o direito a votar ou não em um ou outro assunto que julgasse mais pertinente.

Claro que há uma série de implicações nesse modelo: Inclusão digital talvez seja uma das primeiras preocupações, pois não há muita gente ainda hoje com acesso a um computador. Há também questões como o peso que um voto direto de um cidadão comum teria em relação ao voto de um parlamentar constituído através de um processo de eleições diretas como o brasileiro. Seria maior? Menor? Por quanto tempo a votação ficaria aberta? Isso tudo sem contar com o grande esforço que deve ser pensado para evitar fraudes no processo.

Por outro lado, superadas as dificuldades iniciais, se um dia chegarmos sequer próximos de algo assim, estaríamos exercendo o poder de decisão através de referendos, que, no fundo, são grandes consultas governamentais para saber a opinião dos cidadãos sobre questões de interesse da Nação. A única grande mudança seria fazer isso através de um meio digital, que se torna cada dia mais popular.

Show do Lazy Town!

Vocês sabiam que hoje foi a primeira vez na minha vida que eu fui ao teatro? Papai e mamãe me levaram para São Paulo pra gente assistir ao Show do Lazy Town. Ah, vocês não conhecem Lazy Town? É o meu programa de televisão favorito, no momento. Lazy Town é uma cidade onde moram Stephanie e seus amigos, que estão sempre se mexendo e se metendo em confusão, graças ao preguiçoso e atrapalhado Robbie Rotten. Ainda bem que um super-herói chamado Sportacus está sempre por perto pra ajudar!

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Bom, mas vamos ao que realmente interessa: chegamos bem cedo ao Citibank Hall, que foi onde aconteceu o show. Não preciso dizer que além de mim mais um mundareu de crianças estavam ansiosas pra assistir a apresentação deles. Enquanto estávamos esperando, ouvi mamãe e papai comentando que não sabiam ao certo como seria a minha reação, pois afinal de contas era uma novidade.

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Enquanto isso eu estava mesmo curtindo o momento, ouvindo as musiquinhas do programa e me divertindo   beça. Foi quando tomei o maior susto: as luzes todas se apagaram e começou um barulho alto de gente batendo palmas e gritando pra que começasse o show. E com isso eu abri a boca pra chorar.

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Acontece que nem bem comecei a chorar, vi umas cortinas se abrindo e reconheci a música da abertura do programa que veio junto com os personagens entrando no palco. Parei de chorar na mesma hora e grudei os olhos em toda a turma de Lazy Town! Gente, porque é que os teatros passam tão rápido? Estou perguntando isso porque me diverti tanto que nem vi o tempo passar.

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Enquanto voltava pra casa me dei conta de que esse foi um dos dias mais legais da minha vida. Tanto é que mesmo agora, contando essa história pra vocês, não me canso de pedir pra ver as fotos e vídeos que nós trouxemos de lembrança. Espero que eu possa voltar o mais breve possível ao teatro, e que, todas as vezes em que isso aconteça, eu me divirta tanto ou mais quanto dessa vez! 🙂

Ubuntu direto do pen drive

Encontrei ontem, meio que por acaso, um tutorial bastante simples para fazer algo que pode incentivar muita gente a começar a utilizar um dos melhores sistemas operacionais da paróquia, o Ubuntu Linux: Executá-lo a partir de um pen drive.

Embora já se encontre em sua versão 7.10 (Gutsy Gibbon) e ganhe cada dia mais usuários, o Ubuntu ainda representa um mito para muita gente que até tem vontade de experimentar o sistema, mas que não quer, ao mesmo tempo, sacrificar logo de cara uma máquina rodando Windows.

Com os passos descritos no tutorial, é possível instalar, carregar e executar o sistema do ping¼im diretamente de um dispositivo USB, e deixá-lo em uma partição persistente. Uma mão na roda para quem, para começar a testar o sistema, só precisa ter   mão um CD do Ubuntu, um gravador de CD e uma mídia de 1Gb, embora 2Gb sejam recomendáveis.

Ding Dong!

Minha amiga e vizinha de blogosfera Patrícia Muller está literalmente perdendo o sono por conta de um problema recorrente: Acostumada a passar suas madrugadas em claro e ir dormir por volta de 5 ou 6 horas da manhã, neste último sábado foi acordada lá pelas 9hs da manhã com alguém que tocou sua campainha. Diz a Patty, em um dos trechos de seu artigo descrevendo a história:

— Ah, desculpa, te acordei?

(…)

— Sim, me acordou. Pois não

— Eu sou (fulana) e nós estamos passando nas casas para incentivar as pessoas a ler a bíblia.

(respira fundo e conta até um bilhão)

Quem, pergunto eu, nunca passou por uma situação irritante destas? Digo, não vou entrar no mérito religioso e das crenças que está envolvido nesta questão — assim como ela também não entrou — mas sou obrigado a concordar que neste tipo de situação está sendo ferido pelo menos um princípio básico de qualquer cidadão não apenas brasileiro, mas de qualquer parte do mundo: O direito ao sossego. Afinal de contas, se eu ou você não pudermos descansar no retiro do lar, onde poderemos afinal?

Como temos que praticar a política da boa vizinhança, fui   luta e encontrei duas excelentes invenções que poderiam certamente fazer efeito na situação que ela enfrenta com regularidade e gostaria de apresentá-las a vocês. A primeira delas foi originalmente projetada para ajudar mamães que têm crianças pequenas e que não querem ser incomodadas pela campainha depois que seus bebês foram dormir. No entanto, o Sleepy Time Doorbell Button pode atender a qualquer um: Desliga completamente a campainha, deixando-a inoperante ao toque de um simples botão. Por cerca de US$ 20, talvez valha   pena o sossego, afinal.

Mas é claro que, para aqueles que querem algo um pouco menos ortodoxo, há a segunda invenção. E trata-se de algo que já foi concebido há muito tempo: Escavando a grande rede de computadores, encontrei uma imagem digitalizada do que parece ser um pedaço de página de jornal ou de revista, datada de março de 1934. Trata-se da descrição da chamada Anti-pest doorbell:

Notem o intrigante mecanismo da campainha: Para que possa ser tocada, é necessário que uma moeda seja inserida previamente. Caso você esteja visitando a casa de um amigo, este obviamente lhe devolverá o valor do investimento de bom grado assim que abrir a porta. Por outro lado, se estivermos falando de um vendedor ou de alguma outra pessoa simplesmente te incomodando, a tal moeda é retida a título de compensação financeira pelo incômodo.

Genial, não? Sinceramente, não sei como uma idéia dessas não “pegou” desde a época em que foi inventada!

Finalmente, se nenhuma destas invenções efetivamente resolver o problema, talvez seja hora de procurar os seus direitos. Mas não se preocupe: O Decreto Lei número 3.688, promulgado em 03/10/1941 — quase tão antigo quanto a campainha anti-pestes — garante, em sua seção especial, capítulo IV, artigo 42:

Art. 42. Perturbar alguem o trabalho ou o sossego alheios:

I ââ?¬â?? com gritaria ou algazarra;

II ââ?¬â?? exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais;

III ââ?¬â?? abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;

IV ââ?¬â?? provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda:

Pena ââ?¬â?? prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis.

Infelizmente, por mais que eu procurasse, não encontrei os valores corrigidos monetariamente da multa que também é aplicável neste caso. Entretanto, dependendo do incômodo, dá mesmo vontade de chamar a polícia e pedir a prisão do infrator. Excelente, não é mesmo?

Celulares Conceituais

Ocorreu no começo deste mês de outubro, no Japão, a edição 2007 da CEATEC Cutting-edge IT & Electronics Comprehensive Exhibition —, feira de Tecnologia da Informação e Eletrônicos que mostra as últimas novidades e tendências destas duas áreas. Eu não tive a chance de comentar antes por aqui sobre duas grandes novidades que podem estar para surgir dentro em breve no mercado de celulares através da japonesa DoCoMo, e vou fazer isso agora (antes tarde do que nunca).

A primeira delas pode alterar drasticamente o conceito que pessoas comuns como você ou eu temos dos teclados dos celulares: Eles podem passar a ser feitos de papel!

O interesse dos japoneses pela invenção está na esperança de desenvolverem um teclado que mude o que está exibindo conforme o tipo de aplicação que estiver em uso. Por exemplo, quando alguém abre o cliente de e-mail do aparelho, o teclado é alterado de alfanumérico para a exibição de caracteres japoneses — hiragana e katakana —, propiciando melhor acessibilidade e visualização.

Segundo a diretoria de produtos da empresa, tal medida ajudaria principalmente o nicho de mercado composto por usuários mais idosos, que não estão tão acostumados aos gadgets modernos e têm resistência em usuá-los. No momento, o principal obstáculo do e-paper que compõe o teclado é a velocidade de mudança dos símbolos que são exibidos, ainda muito lenta. A idéia inicial dos engenheiros é fazer com que cada mudança dure no máximo meio segundo, para depois falar em algo que possa ser realmente lançado comercialmente.

Já o segundo aparelho promovido pela DoCoMo é um celular que preza pelo bem-estar de seus usuários: Desenvolvido através de uma parceria com a também japonesa Mitsubishi e ainda sem data definida para início de sua produção, o aparelho — apelidado carinhosamente de Wellness Cellphone — age como um personal advisor e pode dizer se quem o está carregando está andando, correndo, subindo escadas ou apenas parado, computando e exibindo as calorias consumidas, tudo baseado no registro do movimento feito.

O gadget também pode medir o pulso a partir da ponta dos dedos, estimar o percentual de gordura corporal e — pasmem determinar o nível de mau hálito de seu dono através de um orifício que deve ser soprado para tanto.

Pelo que eu andei lendo, este segundo aparelho é apenas mais uma das muitas evidências dos diversos dispositivos que os japoneses freq¼entemente inventam na febre para perder algumas calorias: Os nossos amigos nipônicos também contam com coisas como uma balança de banheiro da qual se pode fazer o download de dados de perda de peso e um pedômetro que mede a perda de calorias e a distância caminhada enquanto está no bolso de seu usuário.

O fato é: Do jeito que tanta gente se preocupa com o peso, talvez este aparelho fosse um grande sucesso de vendas também no Brasil, se um dia a DoCoMo fizer o aparelho chegar aqui através de alguma parceria… quem sabe…

Os Correios em Benfica não abrem aos sábados

Em homenagem aos mais diversos tipos de mensagens que tenho recebido ao longo dos últimos meses, frutos normalmente de contatos feitos por internautas completamente perdidos que literalmente caem de pára-quedas por aqui através do formulário de contato deste humilde site, resolvi inaugurar mais um serviço de (in)utilidade pública, o Serviço de Orientação ao Internauta (Desavisado).

A primeira favorecida deste meu novo serviço será a senhora Izete Angélica da Cruz, que me escreve da cidade do Rio de Janeiro através de seu e-mail, provavelmente motivada por este meu recente post:

IZETE ANGÉLICA DA CRUZ wrote:
Preciso saber se o correio de Benfica RJ, esta aberto também aos sabados, e o telefone, pois eu tenho uma encomenda, para buscar ok.

Trata-se de uma pergunta altamente pertinente: Afinal, muitas pessoas são obrigadas a contar com serviços de utilidade pública aos sábados — desculpe-me, viu, dona Izete, mas a palavra tem acento —, mesmo porquê é o único dia da semana que têm livre para tratar de seus assuntos particulares.

Para responder   sua pergunta, precisei primeiro pesquisar referências geográficas: Benfica — eu não sabia — é um bairro da capital carioca, e eu, erroneamente, acreditei que pudesse ser uma cidade. Após esclarecer este pequeno detalhe, uma consulta rápida ao site dos Correios no que diz respeito  s informações de agências me revela que existem duas agências no bairro, a ACF Cadeg (telefone 21 3860-4301) e a ACF Olímpio de Melo (telefone 21 3860-0998). Infelizmente, nenhuma das duas atende aos sábados, sendo seu horário de funcionamento das 09:00  s 17:00, de segunda a sexta-feira.

Mais uma prova de que outro pacato cidadão brasileiro será obrigado a deixar seus afazeres durante a semana — perder talvez um dia de serviço e de salário inteiro — para ir buscar uma encomenda nos Correios que, se abrissem aos sábados, não causariam tal transtorno   população deste país.

Informou o plantão Daniel Santos.

Misery loves company…!!

Já aconteceu com vocês de estarem assistindo televisão e ouvirem numa vinheta ou propaganda casual uma música que logo de cara te conquista? A última vez em que algo parecido tinha acontecido comigo foi em 2003: Vendo o canal AXN na época, um clipe do Evanescence — na verdade Bring me to life — fez com que eu procurasse avidamente a música em meio eletrônico minutos depois do término do vídeo, e me transformasse num fã incondicional da banda até hoje.

Depois disso, durante muito tempo, nada efetivo chamou-me tanto   atenção. Até ontem.

Assistindo ao oitavo episódio da terceira temporada de House no Universal Channel, reparei na música de fundo de uma das vinhetas do canal, um rock bem executado e de ritmo contagiante do qual comecei a tentar extratificar algumas frases. Percebi também que não era a primeira vez que a vinheta me chamava   atenção, e resolvi correr atrás de alguns dados, contando com a ajuda divina.

Em poucos segundos veio a resposta: A música, Misery, um dos singles mais executados da banda de Pop Punk Good Charlotte, de Maryland, presente no álbum Good Morning Revival, de 2007, é realmente muito, muito boa. Ainda não tive a oportunidade de escutar mais algumas músicas, pois depois de assistir o episódio ontem e procurar as informações, fui direto pra cama, mas o final de semana com certeza dará lugar a mais explorações!

Moral da história: Daqui por diante, vou prestar mais atenção aos comerciais e seus pequenos detalhes… quem sabe venham mais coisas boas por aí, não é mesmo?

Atualização: Ouvi todo o álbum Good Morning Revival. Não é que realmente valeu muito à pena? 🙂

Essa é pra quem já viu Tropa de Elite…

Um dia quiseram ver quem era o melhor: McGyver, Jack Bauer, ou Capitão Nascimento.

Chegaram pro McGyver e falaram: Nós soltamos um coelho nessa floresta. Encontre mais rápido que os outros e você será considerado o melhor!

O McGyver pegou uma moeda de 5 centavos no chão, um graveto, uma pedra e entrou na floresta. Demorou 2 dias pra construir um detector de coelhos em florestas, e voltou no 3ú dia com o coelho.

Daí chegaram pro Jack Bauer, e falaram a mesma coisa. Ele entrou correndo na floresta, e 24 horas depois apareceu com o coelho. Pediu desculpas, porquê no caminho teve que desarmar 5 bombas nucleares, recuperar 15 armas químicas, escapar de um navio cargueiro que ia pra China e o tinha capturado, e matar mais 100 terroristas pra chegar até o coelho.

Então pediram para o Capitão Nascimento ir buscar o coelho. Se ele demorasse menos de 24 horas ele seria o melhor. Então ele respondeu:

Tá de sacanagem comigo, 05? Cê tá de sacanagem comigo? Você acha que eu tenho um dia inteiro pra perder com essa porra de brincadeira, 05? Tu é mo-le-que! MO-LE-QUE, 05!!! — Virou-se calmamente para a floresta e gritou:

— Pede pra sair!!! Pede pra sair, cambada!!!

Em menos de 5 segundos já tinham saído da floresta 300 coelhos, 20 jaguatiricas, 50 jacarés, 1000 paca-tatu-cotia-não, o Shrek e o Lostzilla.

Daí ele gritou:

— 02, tem gente com medinho de sair da floresta, 02!

— 07, traz a 12!

Nisso, o Bin Laden saiu da floresta correndo!!!

18/10/1977: Trinta anos de idade!

Como já andei colocando no Twitter falando por aí, hoje é o dia em que completei 30 anos de idade. É isso mesmo, no dia em que fiz upgrade para a versão 3.0 — embora alguns bugs permaneçam irremediavelmente hard coded —  preciso parar 5 minutinhos e escrever um post rápido para agradecer a todo mundo que se lembrou de mim.

Família, amigos… mensagens SMS, telefonemas, abraços e cumprimentos fizeram meu dia algo fantástico, tanto que nem senti o peso da idade, hehehehe. Também quero agradecer a todo mundo que deixou recados no Orkut e mensagens no Twitter. Vocês são os melhores amigos que um cara como eu poderia desejar! Valeu mesmo!

The Green Data Project e outras coisinhas…

Hoje é o dia do Blog Action Day. Neste 15 de outubro, os organizadores deste evento esperam que os blogueiros do mundo inteiro se juntem para colocar em evidência um dos assuntos mais comentados da paróquia este ano: O meio-ambiente.

Como fiquei imediatamente tocado pela idéia, resolvi procurar em meus vastos arquivos e descobri que recentemente escrevi por aqui sobre dois assuntos altamente relacionados   ecologia e ao meio-ambiente: Primeiro, no dia 16 de julho, Zonbu, o PC ecologicamente correto foi a bola da vez. A pequena maravilha, do tamanho de uma caixa de charutos, é comercializada no país de origem por apenas US$ 99 e promete poupar de seus usuários até US$ 10 por mês na conta de luz. Tentador, não é? Ainda mais por rodar Linux

Em seguida, no dia 21 de agosto, também comentei por aqui a respeito do laptop biodegradável. Bom, na verdade, os chassis do equipamento é que são feitos de material que se decompõe na natureza. 15% menos emissão de carbono é conseguida através deste processo, o que pode contribuir não apenas para a redução dos custos ao consumidor final, mas também para a diminuição da poluição.

Mas é claro que eu não poderia deixar de contribuir com algo novo. E desta vez, nada de produtos ecologicamente corretos: Vasculhando a grande rede hoje descobri uma iniciativa genial, batizada de The Green Data Project. O projeto visa mostrar que não é apenas o hardware que deve ser green, mas também os dados armazenados, para que esta ação diminua o consumo de energia.

O conceito é muito, muito simples: Você já pensou que muita coisa que está armazenada no seu computador são arquivos que você já não precisa mais — e  s vezes até esquece que estão ali? Você guarda alguma coisa, um documento, uma cópia de boleto, uma foto, na esperança — ou no pensamento — de que ele venha a ser necessário algum dia e, quando percebe, lá estão elas, toneladas e toneladas de dados armazenados   toa, consumindo um grande poder de processamento para serem lidos, indexados, desfragmentados e — consumindo energia elétrica preciosa.

Mas você acha que o seu computador é ruim? O projeto na verdade foca ainda mais nos casos de grandes empresas e órgãos governamentais, que armazenam gigabytes e gigabytes de dados. Nestes casos, estimam os fundadores do projeto, cerca de 40% da informação é esquecida e processada diariamente, consumindo energia.

Tenho uma experiência prática para relatar com relação a todo esse volume de informação inútil: Na área onde eu trabalhava até 6 meses atrás — e onde fiquei por aproximadamente 9 anos — semestralmente eram enormes as reclamações de usuários que não mais conseguiam salvar seus documentos na rede. A mensagem de erro? Espaço insuficiente em disco. Isso porquê a empresa onde eu trabalho instituiu cotas de disco para as áreas, e aqueles rascunhos de apresentações, bancos de dados, atas de reuniões e imagens ilustrativas, entre outros, sempre acabavam entulhando a cota. O remédio? Data cleaning. Colocam-se todos os usuários para separar aquilo que é vital — vai pra um DVD, CD ou fita streamer — daquilo que não é — normalmente 90% dos casos — que acabam indo para a lixeira.

O resultado prático parece invisível, mas não é. Com menos arquivos para processar, os backups da empresa são mais rápidos, consumindo menos recursos de TI e energia elétrica.

Uma outra coisa que eu faço no escritório — e que acaba de me ocorrer por também poder ser considerada green — é a não utilização de post-its para anotar recados. Na verdade, nenhum papel de rascunho em específico. Existe um software muito bom para Windows — e completamente free — chamado Stickies, que substitui a papelada. E ainda conta, de quebra, com funções de alarme e lixeira para recuperação de informações importantes. Os linuxistas de plantão obviamente conhecem programas similares para o ping¼im, como o popular Tomboy.

Para terminar, uma outra coisa, desta vez que faço em casa: Não imprimir os boletos das contas que eu pago no banco através da Internet. Não se iludam, a informação continua guardada: Vai direto para o formato PDF e, dali, de tempos em tempos, para backups realizados em CD. Nada de papel. Nada de consumo de árvores. Ecologicamente correto.

Estas foram minhas contribuições para o Blog Action Day. Espero que tenham sido úteis. Ah, não poderia deixar de agradecer a dica imperdível obtida via Twitter do meu compadre Neto Cury. Valeu!

Os Backyardigans e os Correios: EN nunca mais!

A foto acima mostra o presente de dia das crianças de uma mamãe e de um papai corujas que, vendo a verdadeira paixão do filhote pelo seriado The Backyardigans — atualmente em exibição pelo Discovery Kids, mas também, pelo que sei, no canal aberto RedeTV —, tiveram a idéia de dar-lhe os bonecos do Pablo, Austin, Tasha, Uniqua e Tyrone — todos os personagens da série — para que ele pudesse brincar   vontade.

O que me surpreendeu nessa história não foi fazer a compra dos bonequinhos em si: Esse processo foi rápido e através do Mercado Livre, depois que não encontramos os brinquedos disponíveis em nenhuma loja da cidade ou na internet. No dia 29 de setembro a vendedora de quem fiz a compra já estava em contato comigo, pois queríamos que chegasse no prazo para o dia das crianças: Eis aqui o meu erro, pois solicitei o envio através de EN, ou seja, encomenda normal. E estas encomendas costumam levar até 15 dias para chegar ao destino.

Ocorre que não pensei em pedir o envio via SEDEX porquê estando eu em São José dos Campos e a vendedora no Rio de Janeiro, achei se tratar de uma distância razoavelmente curta, e por isso, imaginei que o prazo de 15 dias seria apenas uma estimativa. Entretanto, até mesmo hoje, no momento em que escrevo este artigo, a situação da encomenda ainda é a mesma: Seu último status no sistema dos Correios foi informado no dia 03 de outubro:

Data Local Situação
03/10/2007 14:06 ACF CLOVIS BEVILAQUA – RIO DE JANEIRO /RJ Encaminhado
Em trânsito para CTE BENFICA/RJ – RIO DE JANEIRO/RJ
02/10/2007 16:24 ACF CLOVIS BEVILAQUA – RIO DE JANEIRO /RJ Postado

A falta de ação — na verdade, diria eu, de informação de rastreabilidade — dos Correios associada   proximidade cada vez mais iminente do dia das crianças fez com que tanto eu quanto a vendedora — acreditem — ficássemos preocupados: Assim sendo, no meio do processo, resolvemos que ela me enviaria uma nova encomenda através de SEDEX, e que, assim que a outra chegasse, me mandaria o dinheiro para que eu postasse a EN original de volta. Assim fizemos, e rapidamente o presente do filhote chegou. Foram menos de 24 horas de espera.

Data Local Situação
10/10/2007 14:13 CEE SAO JOSE DOS CAMPOS – SAO JOSE DOS CAMPOS/SP Entregue
10/10/2007 11:37 CEE SAO JOSE DOS CAMPOS – SAO JOSE DOS CAMPOS/SP Saiu para entrega
10/10/2007 06:51 CTE VILA MARIA – SAO PAULO/SP Encaminhado
Encaminhado para CEE SAO JOSE DOS CAMPOS – SAO JOSE DOS CAMPOS/SP
09/10/2007 22:55 CTE BENFICA/RJ – RIO DE JANEIRO/RJ Encaminhado
Encaminhado para CTE VILA MARIA – SAO PAULO/SP

O que isso me ensina? Que solicitar envio de qualquer compra minha feita on-line por encomenda normal, nunca mais. Bom, talvez nos casos em que eu não tivesse nenhuma pressa, ela ainda fosse aplicável. Mas, de maneira geral, estou mesmo mal-acostumado com o recebimento rápido — e quem não está? SEDEX uma vez, SEDEX sempre

Os Backyardigans no meu Dia das Crianças!!

Eu não me lembro se eu já comentei com vocês antes, mas sou um fã incondicional do programa dos Backyardigans! Aliás, sou tão fã do desenho — que mamãe ou papai normalmente assistem comigo todos os dias no Discovery Kids — que basta ele começar pra eu convidá-los pra dançar comigo enquanto canto a musiquinha que toca na abertura: “Temos o mundo inteiro no nosso quintal… sempre encontrando coisas novas pra brincar… todos os dias nós vamos voltar…”. Quem conhece, sabe.

dia das crianÃ?Æ?ças 009

Pois bem: Não é que hoje, em pleno dia das crianças, me deparei com uma surpresa maravilhosa? Mamãe e papai me deram de presente os cinco bonequinhos do desenho! Fiquei tão feliz que mal cabia em mim de tanta felicidade, e automaticamente comecei a carregá-los pra cima e pra baixo em todos os lugares que eu ia, fazendo a maior festa!

Vejam agora, por exemplo: Enquanto estou aqui contando pra vocês esta novidade mais do que especial, está se aproximando a minha hora de dormir. E todos os dias antes de eu dormir, o que é que eu faço, adivinhem? Sim! Eu assisto os Backyardigans! E, a partir de hoje, graças a este presentão, além da companhia do papai ou da mamãe, vou poder contar sempre com o Austin, o Tyrone, a Uniqua, o Pablo e a Tasha do meu lado! E vou inclusive levá-los sempre pra dormir comigo!! Ã?Å êêêêêêêêêêêêêê!

dia das crianÃ?Æ?ças 011

Agora já vou, viu? Estou ouvindo a musiquinha de que eu tanto gosto! O desenho já vai começar, e isso quer dizer que está na hora de levar meus amiguinhos comigo! Até outra hora, gente… Beijo do Xandinho 🙂

Transition: Carro e avião num só

Parece que estamos mais próximos de alguma coisa similar ao veículo utilizado pelos Jetsons em seu desenho animado futurista produzido na década de 50. É porquê um grupo de alunos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) fundou uma empresa em 2006, a Terrafugia, que produziu recentemente a primeira asa dobrável para aeronaves esportivas leves da história.

Eles acreditam que sua invenção pode finalmente viabilizar o desenvolvimento de um veículo híbrido entre carro e avião. Achei interessante o fato de que, apesar de a asa criada pelos estudantes ser apenas o primeiro passo do desenvolvimento do veículo, que deve se chamar Transition, essa já foi a superação de um problema e tanto: Até agora, todos os protótipos de mistos de carro e avião no mundo voavam com asas retiráveis manualmente. O projeto deles, no entanto, conta com asas retráteis automáticas.Se eles conseguirem superar o próximo desafio técnico, construir um motor que funcione tanto no ar quanto no chão e que seja capaz de funcionar com a gasolina encontrada em qualquer posto, o problema residirá nos requisitos exigidos pela FAA, agência reguladora da aviação norte-americana: velocidade máxima de aproximadamente 222 km/h, capacidade para uma ou duas pessoas e um mecanismo de aterrissagem fixo, entre outros.

A ambição é grande: A produção, que os alunos estimam ser de 50 a 200 veículos por ano, deve começar em 2009. A empresa planeja cobrar US$ 148 mil por veículo. Tentador?

E se tivesse sido o McDonald’s?

Dono de lanchonete é preso por batizar sanduíche de sargento

O dono de uma lanchonete em Alagoas foi detido pela Polícia Militar por dar nomes de patentes de militares a sanduíches. O comandante da PM na cidade de Penedo (169 km de Maceió), Eneildo Batista, considerou que a prática, como chamar um hambúrguer de “sargento”, fere a imagem da corporação e mandou deter o comerciante no domingo.

[…]

Na lanchonete Mister Burg, o cliente pode escolher lanches como o “coronel”, com filé e presunto, e o “comandante”, de calabresa. A Polícia Militar diz que os nomes dos pratos provocavam “chacotas” e “insinuações” contra os policiais entre os moradores da cidade, que tem 60 mil habitantes.

Informou o plantão Daniel Santos. Sem mais comentários.

As dúvidas da Telefônica TV Digital

No começo deste ano escrevi um artigo falando sobre as minhas impressões ao ter assinado a VocêTV, na época o serviço oferecido pela Telefônica para recepção de TV por assinatura.

O tempo passou, eu cancelei o serviço e acabei voltando para a Sky, mas sou obrigado a reconhecer que me surpreendi ao ver que o artigo acabou se transformando numa espécie de fórum de discussão de curiosos, outros assinantes, amigos e afins, sendo até agora o responsável pelo maior número de visitas por aqui.

Eis um exemplo de comentário que recebi ontem no artigo, para moderação. Como em todos os casos, liberei-o normalmente para exibição, mas fiquei preocupado: questões como as que são levantadas pelo Rui, acima, aparecem com freq¼ência entre os comentários, e me fazem ver o quanto a Telefônica não informa corretamente seus clientes, sejam os atuais, antigos ou prováveis.

Se você visita o site do atual produto de TV por assinatura deles e consulta as perguntas freq¼entes, descobre que a dúvida do Rui, e muitas outras, não estão ali contempladas. Isso, pra mim, se caracteriza como amadorismo. Talvez não haja mesmo como comportar todas as dúvidas naquele espaço. No entanto, acredito que, no mínimo, a empresa deveria disponibilizar aos seus clientes um chat para tirar dúvidas on line, como muitos outros serviços fazem. Isso certamente ajudaria bastante.

Em tempo, acabo de notar a pergunta 21: “Conheço pessoas que possuem a Telefonica TV Digital, mas dizem que na minha casa a instalação não pode ser efetuada. Qual o motivo?”

A resposta que está atualmente no site diz: Existem regiões consideradas áreas de sombra, isto é, regiões nas quais existe alguma obstrução que impede que o sinal seja recepcionado na casa desse cliente. Nesse caso não há como efetuar a instalação.

Acontece que uma amiga do trabalho passou exatamente por este problema. Ligou para assinar o serviço tempos atrás porquê me ouviu falando dele e porquê o vizinho que mora no apartamento do lado tinha acabado de assinar. Ouviu que a instalação estava indisponível no endereço dela. No entanto, o problema não era a referida área de sombra. O problema era que a linha telefônica do vizinho era da Telefônica, e a dela, da Vésper.

Não sabia que venda casada tinha mudado de nome para área de sombra… Tsc, tsc.

Problemas na escola?

Simplesmente não consigo parar de dar risada:

— Alô. Aqui é da escola do seu filho. Estamos tendo alguns problemas com o computador.

— Oh, meu Deus! Ele quebrou alguma coisa?

— Bom, de certa forma… O nome do seu filho é mesmo Robert’); DROP TABLE Students; —?

— Ah, sim!! Chamamos ele de Pequeno Bobby Tables.

— Bem, acabamos de perder todos os registros de alunos deste ano. Espero que você esteja satisfeita!

— E eu espero que vocês tenham aprendido a sanitizar as entradas no seu banco de dados!