Meu amigo Neto Cury, dia desses, comentou a respeito do privilégio que muita gente tem ao conseguir navegar na internet no trabalho, ainda que sites como o Orkut e serviços como o MSN Messenger sejam bloqueados o tempo inteiro. As pessoas que têm tal privilégio — e, realmente, é um privilégio — realmente não devem ter do que reclamar. No entanto, algo me diz que mesmo neste caso o cerco tem se fechado cada dia mais.
No trabalho, assim como em minha casa, há um incontável número de sites de notícias, serviços, weblogs e fotologs que eu acesso diariamente. Procuro fazer estes acessos logo pela manhã, antes do início do expediente, ou na hora do almoço, pois entendo que são os horários mais apropriados para tal navegação. Não acho que ler um post de weblog ou visualizar imagens do Flickr — só para dar exemplos simples — possam ser consideradas atividades nocivas à produtividade, pois muitas pessoas acessam diariamente artigos de jornais on-line que contam com textos e fotos que são livremente consumidos por elas.
No entanto, dada aquela máxima de que as empresas nunca pensam exatamente alinhadas com seus funcionários, reparei nos últimos dias, entre outros sintomas, que (a) o acesso às fotos do Flickr foi negado — o site está abrindo, mas as fotos, não, (b) o acesso a serviços de microblogging como o Twitter foi bloqueado e (c) diversos blogs que leio quase que diariamente também o foram. O fato é que naquela linha do manda quem pode, obedece quem tem juízo, parece ser hora de dar uma maneirada na diversidade de acessos.