Embora eu seja um defensor ferrenho do mundo open source e brigue com muita gente para que instalem o Linux em seus computadores, sou obrigado a manter em casa uma partição Windows — por conta dos insistentes pedidos da esposa. Pois bem, a existência desta partição, que roda Windows XP Professional, rendeu poucas e boas esta semana.
Tudo começou quando, ao executar automaticamente o Windows Update há 3 ou 4 dias atrás, o Windows XP substituiu o funcional Internet Explorer 6.0 por sua versão mais recente — e mais mal falada —, o Internet Explorer 7.0.
Como isso aconteceu durante o dia, ao chegar do trabalho recebi uma reclamação de minha digníssima porquê uma série de sites que ela costuma acessar passaram a não mais abrir, ou a funcionar parcialmente depois da atualização, que só constatei depois que examinei o computador eu mesmo. Recentemente eu escrevi sobre problemas de compatibilidade de browsers mais modernos, e este foi o caso, mais uma vez.
Como qualquer cristão faria, resolvi imediatamente desinstalar o novo navegador da Microsoft, certo de que isso faria com que a versão anterior, que pelo menos funciona corretamente, voltaria à ativa sem problemas. Mas a partir daí minha dor de cabeça começou. Ao concluir o processo de desinstalação e abrir o IE, me deparei com a seguinte tela ao acessar a opção Sobre, numa tentativa de verificar a versão atual:

É isso mesmo, senhoras e senhores: Reparem que, enquanto a caixa de diálogo exibe a versão 6.0 — que destaquei em amarelo —, ao fundo continua presente a interface de navegação por abas — destacada por uma seta vermelha — que é uma das novas características do Internet Explorer 7, numa tentativa de se modernizar e se comparar ao Firefox.
Desde então já tentei diversas alternativas para fazer com que as coisas voltassem ao normal: Desde uma limpeza no registro do Windows até uma instalação de reparo a partir do CD do Windows XP, tudo sem resultado algum. No final das contas, vou precisar mesmo formatar a partição do Windows, naquela que bem que poderia ser uma peça de primeiro de abril, mas não é.