Blogday 2006

Para quem talvez ainda não saiba, o Blogday foi criado tendo-se em mente que todo blogueiro deveria dedicar pelo menos um dia do ano para conhecer novos blogs, fossem eles de outros países ou áreas de interesse. Neste dia, todos os que têm um blog farão suas recomendações aos seus visitantes, indicando 5 blogs de sua preferência.

Enquanto a idéia é excelente, há uma questão extremamente interessante sobre ela. Na verdade, uma questão cruel: Como fazer, para, entre tantos bons candidatos, escolher apenas cinco? Afinal de contas, faço minhas as palavras da Patrícia quando diz que a blogosfera brasileira tem crescido tanto em volume quanto em qualidade. Tem cada vez mais gente boa surgindo, e os novos devem sempre ser bem-vindos.

Registrada esta difícil questão da escolha de apenas cinco candidatos, resta-me fazer minhas citações. E elas são, sem nenhuma ordem específica de preferência ou importância, as seguintes:

Bruno Torres

Acho que toda pessoa que tem um nível de interesse um pouco mais aprofundado sobre informática já quis ser como Bruno Torres. Ou pelo menos, escrever como ele. A forma como trata de assuntos relacionados a informática impressiona, não apenas pela simplicidade, como também pela clareza como o faz. Se você duvida do que eu digo, então acho que vale uma bela conferida, agora mesmo.

Garota Sem Fio

Quem nunca ouviu falar de Bia Kunze, a Garota Sem Fio? Quando o assunto é telecomunicação, não tem pra ninguém. Você tem um PDA, celular ou smartphone? Tem um MP3 Player? Gosta de ficar antenado nas últimas novidades dessa área? Então seu lugar é aqui. Bia é outra pessoa que também escreve textos muito fáceis de ler. E, nos últimos tempos, ainda de quebra, criou o LostCast, podcast sobre a série Lost que ela faz com o Gui Leite.

Meio Bit

Leonardo Faoro sabe bem o que acho sobre o Meio Bit. Já lhe disse em mais de uma oportunidade que o site criado por ele e mantido por uma equipe mais do que competente — com a qual, inclusive, já contribuí esporadicamente — é o Slashdot brasileiro. Quer um site onde, além de todas as novidades que você veria na mídia especializada em tecnologia e internet, você ainda conta com os comentários e toques pessoais dos autores? Achou.

Rodrigo Ghedin

É muito interessante ler o blog do Rodrigo. Sou uma pessoa que tem, assumidamente, uma queda por tecnologia — tanto é que a considero o pilar principal deste site que mantenho — e este é um assunto que ele também trata em seu site. Mas o mais interessante de ler os textos escritos por ele é a facilidade com que são mesclados com assuntos do cotidiano, do Brasil e da sua vida pessoal. Costumo ler para relaxar, e acho que vale mais do que a pena a indicação.

Licor de Marula com Flocos de Milho Açucarados

Alessandra Félix mantém mais um dos blogs que eu considero dignos de citação na web brasileira. Se você não o conhece, tentarei descrevê-lo de forma bastante sucinta: Trata-se de um espaço com textos simplesmente únicos. Me lembro de cruzar com o Licor pela primeira vez no meu trabalho, na hora do almoço, enquanto navegava blogosfera afora. Em instantes, dezenas de pessoas rodearam minha mesa e vieram conferir o porquê das minhas reações  s histórias dessa moça, hilárias e divertidas,   sua maneira.

Como eu disse, é complicado ter que escolher apenas cinco candidatos entre tantos que aprecio pela Internet afora. Aliás, trata-se do décimo terceiro trabalho de Hércules, praticamente. O que me consola é que, com a qualidade dos blogs cada vez mais em alta, tenho certeza de que esta lista merecerá sempre a rotatividade que lhe é esperada, e que, a cada ano, novidades interessantíssimas surgirão.

No entanto, não posso deixar de citar aqui os blogs do Neto Cury, da própria Patrícia e do Marcelo Glacial, que são meus primeiros cliques ao navegar, diariamente, e de Otávio Cordeiro, que, apesar de andar postando muito espaçadamente, foi praticamente o primeiro link de todo o meu blogroll, quando resolvi me propôr o desafio nada fácil de manter um weblog.

Ah, e antes que eu me esqueça, também queria deixar registrado aqui meu agradecimento ao Emerson Alecrim, pela indicação deste humilde blog em sua lista do Blogday no Infowester, outro site digno de uma visita mais demorada.

É isso aí. Boas visitas!

Aprendendo

Alguns amigos meus têm fielmente assistido à O Aprendiz 3, o reality show produzido em conjunto pela People and Arts e Rede Record de Televisão que tem como prêmio final um salário dos mais gordos — meio milhão de dólares por ano — e um emprego garantido nos Estados Unidos.

Quando O Aprendiz foi lançado, em 2004, vibrei com seu formato inovador e acompanhei todos os episódios da série que, na época, deu a vitória à Vivianne Ventura, hoje de volta ao programa como uma das consultoras de Roberto Justus. O mesmo formato não foi capaz de me segurar pela segunda temporada inteira e, desta vez, assisti a apenas dois episódios.

O segundo destes episódios, por sinal, foi um tanto quanto inusitado: Trata-se do sexto episódio da terceira edição do programa, no qual o candidato a aprendiz Peter Collins aprontou uma lambança sem precedentes pra cima do apresentador. Dizendo-se presidente de sua vida e não aguentando a pressão pela qual provavelmente passava, Peter simplesmente se demitiu em rede nacional, o que elevou os até então fracos índices de audiência do programa para uma média de 12 pontos e pico de 14.

A elevação na audiência, a meu ver, se deu por conta do brasileiro gostar de acompanhar um bom bate-boca. E isso foi o que não faltou neste episódio do programa. Peter e Justus tiveram fortes desentendimentos e o empresário criticou seu aprendiz por não saber respeitar um contrato comercial — já que ele teria que esperar ser demitido pelo apresentador, por mais que sentisse que isso aconteceria, visto que este é o formato do programa e ele teria concordado com isso. Justus também disse a Peter que, provavelmente — devido a seu comportamento naquela noite — ele estaria fechando diversas portas de pessoas que poderiam contratá-lo após o programa. A Rede Record disponibilizou um vídeo de cerca de 14 minutos com os acontecimentos daquela noite.

Mas confusões e desentendimentos à parte, o que fazer para manter o sucesso de um programa cuja fórmula — e eu digo isso pelo meu acompanhamento da série — parece estar desgastando-se mais rápido do que o esperado? A série tem enfrentado reclamações e está por um fio de ser tirada dos domingos:

Insatisfação

A Record não pára de receber telefonemas de telespectadores reclamando de Vivianne Ventura, atual consultora de “O Aprendiz”. O público quer Isabel Arias, a Bel, de volta. Dizem que Roberto Justus está irritado por causa disso.

Novo dia

Já cogita-se, na Record, tirar “O Aprendiz” do domingo.

Não acredito que haja algo de errado com o formato do programa em si. Afinal de contas, desde o primeiro ano do programa é que se sabe que ele é uma grande entrevista de emprego e, como tal, precisa fazer com que os candidatos a aprendiz passem por uma série de provas e testes, de forma a determinar quem está melhor qualificado. Com relação à Vivianne Ventura, verdade seja dita: Torci por ela e adorei quando ganhou O Aprendiz 1. Mas realmente, ela parece estar meio apagada como consultora de Justus.

O que acho que poderia ser mudado é o apresentador. Não se trata de levar a sugestão de Peter Collins à cabo e demitir Roberto Justus, mas sim, de permitir que o programa busque novos rumos: Com três edições seguidas em que um bem-sucedido executivo do ramo da propaganda e marketing buscou por um aprendiz, os telespectadores já estão habituados demais com o jeitão do empresário.

Acho que a melhor solução para alavancar a audiência das próximas edições de O Aprendiz seria uma troca de apresentador. Talvez colocando como âncora do programa um empresário da construção civil ou da indústria automobilística, o que se visse fosse diferente. Com menos provas voltadas ao marketing e mais à construção, por exemplo, e também com um novo jeito de ser de um apresentador, talvez os índices fossem melhores.

Eu, o artista

Essa semana mamãe e papai resolveram começar a exercitar meu lado artista. Me compraram uma caixa de giz de cera depois de verem como eu ando me interessando por brincar com as canetas, lápis e marcadores de texto aqui de casa… Eu, é claro, achei o máximo e saí logo observando papai, que fez alguns desenhos usando o giz pra eu ver.

Depois de olhar esses desenhos, é claro que não poderia ser diferente: Senti vontade de fazer o meu próprio. E eu não fiz feio: Hoje, enquanto estávamos em casa mamãe e eu, ela começou a me dar cada um dos gizes de cera enquanto estava desenhando do meu lado, pra ver qual seria a minha reação. De repente ela se surpreendeu, ao ver que eu criei a minha própria obra de arte, riscando cada um dos gizes que ela ia me passando numa folha de papel. O resultado é esse que vocês podem ver aqui:

O primeiro desenho do Xande

Depois desse, continuei a olhar minha mãe desenhando, e cada dia mais eu gosto de fazer isso. Continuo com o giz de cera, canetas e tudo mais, e nem sempre uso no papel: Quero mesmo, como um bom bebê, pintar e riscar tudo o que eu vejo pela frente: Parede, chão, meus bichinhos de pelúcia e brinquedos. Afinal de contas, tenho que praticar! Quem sabe, assim, vocês não acabem me conhecendo no futuro como um dos novos Leonardos Da Vinci, não é mesmo?

Passeio na Embraer!

Hoje papai e mamãe me levaram para fazer uma coisa bem diferente e divertida: fui conhecer o lugar onde papai trabalha, a Embraer, que estava fazendo aniversário. Chegando lá, fiquei sabendo que papai trabalha ajudando a fazer avião e que no Brasil inteirinho esse é o único lugar que fabrica aviões.

Mamãe e eu na Embraer

Como era um dia de festa, assim que cheguei fui presenteado com uma sacolinha onde tinha varias coisas, dentre elas uma viseira que gostei muito e fui logo colocando na cabeça (mamãe e papai ficaram surpresos pois eu não gosto muito de boné ou qualquer coisa que coloquem na minha cabeça). O passeio foi bem legal pois além de brincar, comer e assistir várias coisas eu também fiquei sabendo quem inventou o avião e a forma como ele é feito bem de pertinho.

Entre um caminho e outro fui tirando muitas fotos, inclusive do lado de uma reprodução do 14-Bis, que é o primeiro avião inventado no mundo inteiro, e por um brasileiro, assim como eu, o Santos-Dummont.

Papai, eu e o 14-Bis

E também assisti a uma sessão de cinema onde explicaram como funciona o Centro de Realidade Virtual da Embraer, onde a gente usou um óculos que mamãe comentou que era para ver as coisas em 3ê dimensão. Como eu não faço a menor idéia do que se trata isso, me diverti mesmo foi por causa das cores do óculos pois fiquei vendo as coisas em vermelho e azul.

Depois disso, andamos mais um pouco, e eu me interessei por alguns balões que estavam espalhados pela festa. Vendo o meu interesse mamãe logo tratou de entrar numa fila (que estava enorme) só para pegar balões para mim. Mais tarde, por sinal, levei os balões pra casa e fiquei brincando com eles…

O passeio ainda teve direito a lanche: Papai e mamãe comeram uns sanduíches e tomaram refrigerante, mas eu gostei mesmo foi da parte do chocolate, que comi de montão. No final das contas, achei que foi um dia muito legal, e eu gostei tanto de conhecer o lugar onde o papai trabalha que acho que vou pedir pra ele pra me levar lá outras vezes, sempre que ele puder!

Miniaturas da Discórdia

Thumbnails no del.icio.usDescobri meio que por acaso esta semana um novo recurso implementado pelos desenvolvedores do del.icio.us. Trata-se da inclusão, por parte deles, na página inicial do site, de thumbnails nos itens de sua hot list.

É pouco provável que alguém não saiba o que são thumbnails, mesmo que não o conheça exatamente por este nome: De qualquer forma, eles nada mais são do que pequenas miniaturas de imagens maiores, criadas para facilitar uma série de operações com as mesmas. É graças a estas miniaturas, por exemplo, que um conjunto de fotos recém-baixadas de sua câmera digital pode ser organizado sem que seja preciso abrir foto por foto.

Verdade seja dita, uma série de sites modernos — como o Flickr, por exemplo — se utiliza de thumbnails para facilitar a vida dos usuários. Já pensaram, por exemplo, que dificuldade seria fazer uma busca de imagens sem a ajuda destas miniaturas? Assim sendo, nada melhor do que a inclusão, por parte do del.icio.us, desta função, não é mesmo?

Não parece ser bem assim. Quando anunciada esta semana no blog do serviço, a novidade gerou diversos comentários. Embora houvesse algumas pessoas agradecendo pela qualidade do serviço e por mais este recurso, também havia muita gente reclamando. As reclamações tinham como base o fato de que os thumbnails não são grandes o suficiente para que sejam de qualquer ajuda aos usuários, além de aumentarem o tempo de carregamento do site.

Falando em usabilidade, a simplicidade e leveza do del.icio.us sempre me foram notáveis. Admiro os desenvolvedores da ferramenta por conta de manterem um site cuja interface é 100% texto (exceto pelo favicon) entre os mais populares da grande rede atualmente. Embora eu use banda larga ao acessar a Internet, tenho que admitir que há uma parcela de razão nas reclamações que foram feitas através dos comentários da mais recente notícia deles. Mas será que isso fará com que a equipe do del.icio.us volte atrás? Só o tempo dirá…

Néctar

E nesta semana que passou, graças a um presente dado por um amigo, pude experimentar pela primeira vez o Frutty Abacaxi — através de duas garrafas inteiras com 600ml —, tendo plena convicção de que se trata verdadeiramente um néctar dos deuses.

O presente em questão me foi dado graças a um bate-papo anterior, onde comentei com este mesmo amigo que eu adoro refrigerante de abacaxi, e que não podia entender a falta de minha marca de escolha até então — o (finado?) Convenção Abacaxi — nos supermercados da minha cidade. Este amigo, que me disse na ocasião também gostar de refrigerante deste sabor, surpreendeu-me: As garrafas que me presenteou têm produção em São Gonçalo do Sapucaí, no sul de Minas Gerais. É verdadeiramente uma pena que já tenham acabado, tão rápido…

E já que estou mesmo falando em experimentar novos sabores, outra coisa extremamente surpreendente que provei esta semana foi a nova Fanta Discovery. Pra quem ainda não viu, ela foi lançada há algum tempo em latinhas de 350ml, posteriormente ganhando versão 600ml e, finalmente, a garrafa de 2 litros. Eu já havia experimentado uma latinha e resolvi investir mais: Esta semana uma das garrafas de 2 litros passou pelas minhas mãos e o sabor da nova Fanta — feita de laranjas vermelhas originárias da China — me pareceu tão chamativo quanto a cor na qual o produto vem, um vermelho mais que berrante. Também achei que valeu a pena experimentar.

Uma coisa interessante nestas minhas provas em busca de novos sabores é o consenso geral que percebo a respeito dos sabores considerados pouco ortodoxos de Fanta. Ninguém gosta deles, no geral. Todos acham horríveis. Mas eu, ao contrário, gosto. Será coisa de nerd? Ou será possível que mais alguma viva alma perdida por aí também goste deles?

Eles mudaram o (meu) mundo

Lá pelos idos de 1996, quando conheci o mundo da internet, um dos passatempos com os quais eu mais ocupava meu tempo — além das intermináveis sessões de bate-papo via IRC e da leitura de e-mails com um software clássico, era a navegação em sites web.

Quando vejo que, em termos atuais, existem mais de 92 milhões de sites espalhados pelo mundo inteiro, chego à conclusão de que, já naquela época, devo ter adotado o mesmo comportamento de 100% dos usuários recém-chegados ao mundo on-line, ou seja, acessar todo e qualquer site que eu visse pela frente durante um certo tempo — basicamente enquanto tudo era uma novidade muito grande e eu ainda estava às voltas com meu Netscape dos mais antigos — e então reduzir bastante o escopo dos meus passeios a algumas dezenas de sites.

Muitos destes sites se tornaram meus favoritos ao longo do tempo. Seja porquê me permitam encontrar diversas informações, seja porquê o serviço que oferecem tenha características — pelo menos em algum momento — que considero únicas. De fato, não é exagero nenhum dizer que, entre as dezenas de sites que visito regularmente, alguns foram responsáveis por verdadeiras mudanças em meu mundo. Tal assunto, aliás, foi abordado pelo jornal britânico The Observer, que publicou no domingo passado uma interessante reportagem onde figuram os 15 websites que, na opinião dos editores, mudaram o mundo.

O jornal procura, com a lista, fazer um retrato do começo da vida na internet de forma a comemorar este mês os 15 anos de existência da World Wide Web. A reportagem cita, como os sites que mais influenciaram pessoas e mudaram o mundo de alguma forma:

  1. eBay
  2. Wikipedia
  3. Napster
  4. YouTube
  5. Blogger
  6. Friends Reunited, um site de reencontros de turmas de escola.
  7. Drudge Report, um site americano de notícias políticas.
  8. MySpace
  9. Amazon.com
  10. Slashdot
  11. Salon, uma das revistas on-line mais visitadas do mundo.
  12. Craig’s List, uma comunidade centralizadora de outras comunidades urbanas.
  13. Google
  14. Yahoo!
  15. EasyJet, a primeira companhia aérea low-cost da Inglaterra.

Não é preciso que eu discuta a inclusão de certos sites nesta lista, obviamente. Mas o que dizer dos tantos outros sites que mereceriam ao menos uma menção na lista, mas não alcançaram ali um lugar? Resolvi, por conta deste pequeno problema, organizar eu mesmo uma lista, que lhes apresento acreditando ser composta por sites que são merecedores de lembrança em meio à World Wide Web. Me acompanhem.

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Dia do meu papai!

E hoje foi dia do meu papai! E também do meu vovô! Pra comemorar, fomos todos — minha mamãe, meu papai, meu vovô e minha vovó — pra casa do meu bisavô, que fica lá em Lorena. Esta é a terceira vez que fui passear por lá, mas é a primeira depois que eu fiz um aninho de idade…

O Dia dos Pais por lá foi muito legal. Minha bisavó organizou um almoço e foi um monte de gente lá — irmãos e irmãs do meu vovô — que eu ainda não conhecia. Só sei que estava todo mundo curioso pra me ver! Foi a primeira vez em muito tempo que eu vi tanta gente diferente… Também aproveitei pra dar umas voltinhas andando na casa deles, já que agora eu já sei andar, e da última vez que eu tinha ido, no dia da minha mamãe, eu ainda não sabia fazer isso sem a ajuda dos meus papais…

E como eu estava cercado de três gerações inteiras dos meus papais, não podia deixar de registrar esse dia — pra variar lá estava a máquina fotográfica… E eu, que adoro tirar umas fotos, posei pra várias delas! Mamãe apareceu com a gente, é claro. Mas acho que a foto mais engraçada da qual eu me lembro foi a do meu vovô, se escondendo de mim atrás da planta na frente da casa do meu bisavô…!

Embora eu tenha adorado ir passear em Lorena e gostado muito do meu Dia dos Pais, eu não acho que esse bebê que vos escreve precise de um dia em especial pra dizer pra todo mundo que eu amo meu papai, meu vovô, meu bisavô e toda a minha família! Por isso, quero deixar um beijão aqui pra todos eles! 🙂 E até a próxima!

Imagens do Futuro

John Anderton é quem podia se vangloriar da alta tecnologia do mundo dos monitores futuristas: O personagem de Tom Cruise no filme Minority Report (2002), um policial que vive na Washington do ano 2054 e manipula informações sobre assassinos que ainda estão por concretizar seus crimes — prendendo-os antes do fato consumado — tem à sua disposição diversos monitores sensíveis ao toque com os quais pode analisar virtualmente qualquer informação à sua frente.

É, aliás, a sensibilidade ao toque quem dá grande parte do toque futurista ao filme: Não se trata de um toque por vez em pontos únicos e pré-determinados de uma tela pré-preparada para recebê-lo, tal como ocorre em quiosques de consulta em shopping centers, ou em certos terminais bancários muito utilizados hoje em dia. A tecnologia empregada no monitor de Anderton é multi-toque, ou seja, permite que ele manipule as coisas na tela com vários dedos e as duas mãos ao mesmo tempo, arrastando, aumentando ou diminuindo detalhes de arquivos e imagens conforme necessita.

Enquanto esta é uma coisa que eu adoraria ver nos computadores pessoais das casas de qualquer um com condição suficiente para comprar o mais simplório dos computadores, até agora imaginava que eu não estaria mais por aqui quando uma coisa deste tipo estivesse disponível para atualização. Mas, surpreendentemente, navegando hoje pela Internet me deparei com o trabalho de pesquisa de Jefferson Han, um consultor do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Ciências Matemáticas da Universidade de Nova Iorque.

Jeff Han descreve uma tecnologia chamada FTIR, ou Frustrated Total Internal Reflection — a mesma utilizada em aplicações biométricas para aquisição de imagens das impressões digitais das pessoas e sua posterior identificação pelas mesmas —, através da qual, sem grandes custos de engenharia, é possível se trabalhar com dispositivos de entrada de informação que sejam escaláveis — ou seja, com tamanho variável — e que respondam aos comandos realizados não apenas por um, mas vários dedos, e mais de uma mão ao mesmo tempo.

Uma demonstração disponível no site de Han é a prova definitiva de que não apenas touchscreens, mas também mesas virtuais e até mesmo paredes inteiras podem interagir aos toques de não apenas um, mas de vários usuários ao mesmo tempo. O dispositivo por ele concebido é uma das coisas mais incríveis que já vi em toda a minha vida, medindo ao todo cerca de 92 x 69cm, recebendo projeção de sua parte traseira e com resolução de sensibilidade de menos de 0,1 polegada.

Em outras palavras, isto é incrível. As imagens que ilustram este post já falam por si, mas é imprescindível que se assista ao vídeo, sem o qual é até complicado de se acreditar. Quem sabe em quanto tempo uma coisa dessas estará disponível para usarmos em casa? A pesquisa parece ser bem promissora.

No Sweat!

Não sei quanto a vocês, mas para mim a coisa mais corriqueira do mundo quando tenho uma dúvida relacionada a programação é consultar artigos em grupos de discussão on-line. Nessa linha de raciocínio, é impossível que eu diga por quantas vezes o conteúdo que encontrei principalmente através de buscas no Google Groups já salvou minha vida.

É óbvio — vocês vão me dizer — que a consulta a livros de referência e demais materiais de apoio impressos também ajuda, mas sinceramente, com o advento da internet, é muito mais simples buscar conteúdo quando se está conectado à grande rede, principalmente porquê ao lado do seu editor de texto favorito para programação sempre vai estar um navegador poderoso.

O maior problema neste caso é determinar para onde apontar meu navegador. Se eu não encontro o que preciso diretamente em grupos de discussão, acabo recorrendo ao Google, mesmo porquê reza a lenda que se o Google não encontra, é porquê não existe. Mas tal ditado não é valido em sua totalidade quando o assunto é programação. E quando um programador vê que nem o site de busca mais poderoso do mundo é capaz de ajudá-lo, sempre pensa que falta na internet um site de busca especializado em programação e demais assuntos referentes à desenvolvimento de aplicativos.

Neste post, procuro dar minha contribuição para quem, assim como eu há pouco tempo atrás, também estava procurando algo similar na internet.

Krugle?

Esta semana, meio que por acaso enquanto fazia minha leitura — nem tão diária assim — de feeds RSS, me deparei com um novo site, chamado Krugle. Apesar de seu nome pouco ortodoxo, a idéia do novo serviço, que me atraiu logo à primeira vista, é justamente preencher este gap enfrentado por programadores, estudantes e até mesmo curiosos, que por vezes estão procurando por trechos de código, documentação ou discussões mais aprofundadas para aprimorar conhecimentos ou levar seus projetos adiante, uma vez que tenham emperrado em algum lugar.

Com interface simples e carregado de recursos AJAX, o serviço se apresenta num formato bastante similar à qualquer outro site de busca mais conhecido. A diferença é que apresenta três abas distintas que podem ser escolhidas pelo usuário: Code, para busca de código-fonte, Tech Pages, para localizar documentação técnica ou artigos baseados em palavras-chave e Projects, que se destina a apontar para projetos open source desenvolvidos nas linguagens especificadas.

Para efeitos deste post, me concentrarei na primeira das abas. Como eu já disse, Code é utilizada para procurar códigos-fonte e navegar, de maneira interativa, através dos resultados, que podem ser escritos em diversas linguagens de programação, entre as quais Ruby, Java, PHP, Visual Basic, Python e C.

Há uma interatividade no Krugle, que aparece quando navegamos pelos seus exemplos de código. Cada um dos resultados obtidos é apresentado em uma aba diferente para, segundo os desenvolvedores, permitir que todo o histórico de código e documentação procurado em uma sessão permaneça ao alcance do mouse.

Quando um exemplo de código é apresentado, é possível deixar notas em trechos selecionados do arquivo fonte do programador original. Assim, caso você tenha uma sugestão melhor para a implementação de uma determinada rotina, pode entrar numa conversa direta com quem teve a idéia original, sendo que ambos poderão ganhar experiências novas. Além disso é possível salvar o resultado encontrado, através de um download para o seu PC, e procurar palavras-chave no código.

Pela facilidade de uso e por ser, ao menos a meu ver, uma aplicação que fazia até então muita falta na Internet, o Krugle entrou para os meus favoritos e mereceu seu lugar entre as minhas dicas.

Programming is Hard

Quando eu já estava quase terminando de escrever meu post a respeito do Krugle, encontrei, também por acaso, outra referência a um serviço similar. Para aqueles que concordam com o próprio título do site — ou não —, Programming is Hard também oferece exemplos e códigos prontos para quem está com uma dificuldade extra ou apenas curioso a respeito dessa ou daquela linguagem.

Classificando a si mesmo como um repositório público de code snippets e links, o Programming is Hard não apresenta a mesma interface, tão atraente, do primeiro dos serviços que citei. Sua aparência, é verdade, lembra mais a de um grande blog, onde os itens mais recentes vão sobrepondo os mais antigos.

De qualquer forma, ainda que interatividade e AJAX não façam parte do Programming is Hard, e que não se possa deixar comentários diretamente no código-fonte original de cada programador, o serviço conta com um ponto muito positivo a seu favor: A utilização de tags.

Tags, tais como eu as uso em meu site, servem para categorizar assuntos, ajudando a encontrá-los mais tarde, coisa que o Krugle peca por não ter. Com elas o tempo médio para se encontrar qualquer coisa pode diminuir exponencialmente.

Outro diferencial deste serviço é que ele se assemelha muito mais ao del.icio.us, ou qualquer site de bookmarks sociais. Isso porquê seus usuários não apenas enviam exemplos de código e links úteis para o site, mas também fazem referência a conteúdos que encontram fora dali, o que também é positivo.

Apresentando um feed RSS, qualquer pessoa pode assinar as últimas novidades enviadas ao serviço, mantendo seus conhecimentos desta ou daquela linguagem específica — ou de várias delas — em dia o quanto quiser. Por conta destes itens todos que citei é que este outro site merece lugar neste post.

Conclusão

Os dois serviços que mencionei neste post são ainda iniciais e, se depender da vontade daqueles que tiveram essas brilhantes idéias, ainda devem crescer muito no futuro, o que faz com que valha a pena dar uma olhada neles periodicamente, mesmo que por curiosidade. Com uma grande massa de gente disposta a ajudar os outros, acredito que não leve muito tempo até que os dois se tornem referências absolutas no que se propõem a fazer.

De resto, sempre há este ou aquele site que, mesmo não citado por mim, também permite o mesmo tipo de busca. Juntos, todos eles têm uma única finalidade: ajudar quem é programador, seja profissionalmente, seja por hobby. E, como toda ajuda é válida no mundo da programação, venha de onde vier, vale a pena criar uma lista destes pequenos serviços, principalmente para aquela situação em que você esquecer o seu velho livro de C++.