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Os Tempos Mudaram!

Já não é de hoje que eu defendo a utilização dos cartões de débito bancários para a realização de toda e qualquer operação que envolva o meu dinheiro, seja ela um pagamento de contas ou o fechamento de um negócio. Para pagar um lanche ou a entrada para o cinema, então, nem se fala. Não há nada mais prático e cômodo do que um cartão de débito, sempre à mão: além de ser mais seguro, também evita que tenhamos que ficar nos deslocando com grandes somas em dinheiro vivo, ou com um número incerto de folhas de cheque.

Imagino, cada vez que leio certas notícias, que a tendência é que o dinheiro, tal qual o conhecemos hoje, deva desaparecer em alguns anos. Quer tal fato se concretize ou não, e em quanto tempo, o que dizer quando os produtores de um famoso jogo de tabuleiro resolve promover a substituição do papel moeda utilizado em suas partidas por algo extremamente mais moderno?

Estou falando do jogo mais vendido de todos os tempos no mundo inteiro, o Monopoly, que, para algum desavisado que talvez não saiba, no Brasil ganhou uma versão traduzida que não há quem nunca tenha jogado, chamada Banco Imobiliário. Pense bem e responda: Quantas tardes você já não passou jogando — mesmo que tenha sido na infância — este famosíssimo jogo?

Preocupada em demonstrar que está atenta à mudança dos tempos, a Parker Brothers, produtora do jogo e subsidiária da Hasbro, anunciou esta semana, através de seu porta-voz Chris Weatherhead, o lançamento de uma versão do jogo em que, ao invés das tradicionais notas de papel, os jogadores utilizarão cartões de débito para as transações financeiras. Neste caso, o banqueiro terá em mãos um terminal onde poderá registrar todos os lucros e dividendos dos demais jogadores.

A nova versão do jogo, denominada Monopoly Here and Now Electronic Banking, já está à venda no comércio. Seu preço médio, cerca de cinq¼enta dólares, chega a ser mais que o dobro da versão convencional. Mas há de se admitir que acompanhar a modernidade tornou o trabalho do banqueiro muito mais interessante… Quanto tempo será que levará para uma versão brasileira nos mesmos moldes chegar, se é que isso vai um dia acontecer realmente?

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Comentário

  1. Idéia interessante, a primeira vista. Mas se formos pensar bem… Perde todo o charme do jogo. Que graça tem você terminar como vencedor sem ter aquele “leque” de dinheiro para se exibir diante dos amigos?
    E, afinal, como será possível embolsar algumas notas do banqueiro – prática muito comum entre os jogadores de Banco Imobiliário – com esse novo jogo?

  2. Sou entusiasta dos cartões de débito, ou daquela idéia de transformar o celular em um cartão de débito que faz ligações telefônicas. Uso o cartão do banco, o vale-refeição e o do ônibus (ê, pobreza).

  3. Também sou entisuasta dos cartões, mas dos de débito, adoro pagar com o meu dinheiro “mesmo”, o crédito ilude algumas pessoas, provoca um vislumbramento de que se pode tudo. A minoria sabe usar corretamente, mas tem muita gente caindo no crédito rotativo.

    Agora, quanto ao jogo, acho que o distribuidor/fabricante nacional vai dizer que nossas crianças ainda não tem capacidade de brincar com um jogo tão avançando! ;P

  4. Que fera!!! A vida do “banqueiro” vai ficar, realmente, simplificada, hehehehe! Ainda tenho meu Banco Imobiliário… fica juntando poeira no armário, mas não tenho coragem de me desfazer dele.