Eternally stuck in beta version

Urnas Biométricas

Que teremos eleições este ano novamente, acredito que seja fato mais do que conhecido de todo e qualquer brasileiro. Agora, que a votação através de urna eletrônica estará completando 10 anos no dia 01 de outubro, quando todos os cidadãos deverão comparecer às seções eleitorais para participar daquele que será o primeiro turno da disputa para presidente, senadores, deputados estaduais e federais e governadores, talvez nem todos saibam.

As urnas eletrônicas — inovações tecnológicas 100% brasileiras copiadas por diversos países — foram utilizadas pela primeira vez nas eleições municipais de 1996, nas cidades com mais de 200 mil eleitores. Naquela época, lembro-me de ter ficado bastante empolgado, pois foi justamente o fato de morar em São José dos Campos que me permitiu ser um dos primeiros eleitores — 33 milhões deles — a utilizarem o então novo sistema.

Agora, 10 anos depois, um total de 432,6 mil urnas eletrônicas serão colocadas à postos, em comparação às 78,4 mil do ano de estréia do processo automatizado. Através da transmissão de dados através das redes das grandes companhias telefônicas nacionais, as expectativas do TSE são de que 95% dos votos estejam apurados até o final do próprio dia da votação, tudo baseado nos dados coletados pelos disquetes que se encontram no interior de cada uma das urnas eletrônicas.

Aliás, com uma média de idade dessas, é chegada a hora de aposentar estes equipamentos, trocando-os por novas máquinas, processo que deve se iniciar logo após as eleições deste ano, sendo finalizado até 2012. Ler a notícia sobre a troca de equipamentos me fez pensar automaticamente nas minhas sugestões para uma urna eletrônica melhorada, que imaginei logo após o término do referendo sobre o desarmamento. Será que alguma delas entrará em vigor, afinal de contas?

A resposta parece ser afirmativa.

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Os Tempos Mudaram!

Já não é de hoje que eu defendo a utilização dos cartões de débito bancários para a realização de toda e qualquer operação que envolva o meu dinheiro, seja ela um pagamento de contas ou o fechamento de um negócio. Para pagar um lanche ou a entrada para o cinema, então, nem se fala. Não há nada mais prático e cômodo do que um cartão de débito, sempre à mão: além de ser mais seguro, também evita que tenhamos que ficar nos deslocando com grandes somas em dinheiro vivo, ou com um número incerto de folhas de cheque.

Imagino, cada vez que leio certas notícias, que a tendência é que o dinheiro, tal qual o conhecemos hoje, deva desaparecer em alguns anos. Quer tal fato se concretize ou não, e em quanto tempo, o que dizer quando os produtores de um famoso jogo de tabuleiro resolve promover a substituição do papel moeda utilizado em suas partidas por algo extremamente mais moderno?

Estou falando do jogo mais vendido de todos os tempos no mundo inteiro, o Monopoly, que, para algum desavisado que talvez não saiba, no Brasil ganhou uma versão traduzida que não há quem nunca tenha jogado, chamada Banco Imobiliário. Pense bem e responda: Quantas tardes você já não passou jogando — mesmo que tenha sido na infância — este famosíssimo jogo?

Preocupada em demonstrar que está atenta à mudança dos tempos, a Parker Brothers, produtora do jogo e subsidiária da Hasbro, anunciou esta semana, através de seu porta-voz Chris Weatherhead, o lançamento de uma versão do jogo em que, ao invés das tradicionais notas de papel, os jogadores utilizarão cartões de débito para as transações financeiras. Neste caso, o banqueiro terá em mãos um terminal onde poderá registrar todos os lucros e dividendos dos demais jogadores.

A nova versão do jogo, denominada Monopoly Here and Now Electronic Banking, já está à venda no comércio. Seu preço médio, cerca de cinq¼enta dólares, chega a ser mais que o dobro da versão convencional. Mas há de se admitir que acompanhar a modernidade tornou o trabalho do banqueiro muito mais interessante… Quanto tempo será que levará para uma versão brasileira nos mesmos moldes chegar, se é que isso vai um dia acontecer realmente?

Forever Free!

Ainda não faz tanto tempo assim que comentei por aqui que havia experimentado o SkypeOut, serviço do Skype que permite a seus usuários comprarem créditos para falar com telefones fixos em qualquer região do mundo. No meu caso específico, resolvi experimentar a coisa porquê minha esposa estava visitando sua família na Bahia e, para matar as saudades não apenas dela, mas também do meu filho, optei pela compra de créditos para saber assim, qual seria o resultado da utilização do serviço, unindo algo útil ao agradável.

Com qualidade excelente de áudio para suas ligações, a experiência de falar através do SkypeOut apenas não se mostrou ainda melhor por conta de um pequeno detalhe: Dependendo do horário em que eu estava tentando realizar minhas chamadas, eram precisas diversas tentativas antes de conseguir que uma ligação se completasse. Um detalhe que, somado ao fato de que os créditos — comprados em euros para mais tarde se converterem em reais através da cotação do dia de vencimento da fatura do seu cartão de crédito — são consumidos mesmo quando mensagens da operadora informam a impossibilidade de se completar uma ligação, me fez, no final das contas, deixar a utilização do serviço em stand by, pelo menos por uns tempos.

De qualquer forma, não se pode culpar o Skype por isso. A qualidade de ligação das operadoras de telefonia fixa nacionais talvez cumpra algum papel nessas dificuldades em completar ligações. De qualquer forma, é outra coisa que possivelmente continua mantendo muita gente afastada do mundo de ligações através de VoIP. O fato de que se precisa pagar para realizar uma ligação VoIP para telefone fixo. Os valores das tarifas não chegam a ser tão mais baixos — pelo menos no que tange ao SkypeOut — para que alguém se decida por utilizá-lo com mais freq¼ência, visto que a dificuldade em completar uma ligação ainda é maior.

Mas uma notícia muito interessante ocupou as manchetes da mídia internacional hoje. Tudo isso devido a um concorrente direto e em potencial do Skype, chamado Gizmo. O Gizmo, que realmente nasceu com a mesma finalidade do seu primo mais famoso, tem todas as características de um software de mensagens instantâneas como o ICQ ou MSN, permite aos usuários realizarem ligações VoIP com qualidade excelente e ainda conta com características interessantes como e-mail de voz gratuito, chamada em conferência gratuita e histórico permanente de ligações.

Só que o Gizmo não foi notícia exatamente por sua criação, visto que se trata de um projeto que, mesmo sendo menos famoso, já está no mercado há certo tempo. O Gizmo Project, na verdade, não é apenas um software para comunição VoIP. Trata-se de uma rede de comunicações não apenas desta tecnologia, mas também para qualquer aplicação peer-to-peer, sendo que o programa veio em seguida, para permitir a comunicação entre usuários através desta mesma rede. Baseado em protocolos abertos, o Gizmo também utiliza-se de tecnologia Jabber e do sistema SIP de VoIP.

A notícia que envolve o Gizmo tem relação, ao invés disso, com um concorrente direto para o SkypeOut, que mencionei no começo deste post. Trata-se de um novo programa lançado pela SIPphone, Inc., desenvolvedora do software, chamado All Calls Free. Este programa também dá direito a cada usuário ativo do Gizmo de realizar chamadas entre o programa e telefones fixos ou celulares, com o grande diferencial de que tais ligações serão sempre gratuitas.

à primeira vista a coisa pode até parecer mentirosa. Mas não é. Como divulgado hoje através da mídia, o All Calls Free abrange ligações gratuitas e ilimitadas que, no momento, podem ser realizadas para 60 países no mundo inteiro, incluindo Brasil, China, Japão, Itália, Espanha, Coréia do Sul, Canadá e, é claro, Estados Unidos.

Para participar, basta fazer o download do Gizmo, se cadastrar gratuitamente no serviço para obter um nome de usuário e adicionar amigos, família e contatos comerciais à lista de contatos. Para começar a tirar proveito do All Calls Free, no entanto, o usuário precisa ser considerado ativo. Para tanto, deve, ao se cadastrar, realizar uma chamada entre usuários (PC para PC, ou PC para telefone fixo ou celular) e manter a utilização posterior do software para que permaneça nesta condição. Caso o usuário deixe de utilizar o Gizmo para comunicação, lhe será cobrada tarifação a preços reduzidos, caso em que o serviço será similar ao SkypeOut.

Num mundo em que as companhias telefônicas, mais até do que o próprio Skype, buscam a lucratividade através de serviços de VoIP, o Gizmo merece um lugar entre os maiores destaques nesta disputa, visto que, remando contra todas as marés, se propõe a deixar que as ligações ocorram sem cobrança, desde que feitas, em uma das pontas, através de um computador:

“The All Calls Free program allows Gizmo Project users to call more than 2 billion landline or mobile phones around the world at no cost to them. There are no hidden fees or catches and we hope to extend the program to more countries in the near future,” said Jason Droege, president of SIPphone.

E que venham mais iniciativas como essa, sempre!

Conectado!

Sou um menino muito esperto e, como tal, descobri que adoro ficar sentado na frente do computador. É só eu ver que papai ou mamãe estão sentados na frente dele que eu logo peço pra usar também… E quando eles deixam, faço de tudo: Ligo o monitor, a caixa de som — e desligo também —, digito minhas palavrinhas no teclado (embora ninguém entenda ainda o que eu estou querendo dizer) e dou meus cliques no mouse.

Usando o Computador

Ah! E antes que eu me esqueça, também desligo o computador e aperto o botão reset, principalmente nos momentos em que ninguém está prestando atenção a isso. Eu simplesmente a-d-o-r-o ver a reação do papai e da mamãe quando faço isso…! É muito divertido! De qualquer forma, ao que tudo indica, eu vou ser mais um aqui em casa que terá um vício triste por computadores! 😉

Colocando ordem no mal

Um amigo comentou comigo, ainda ontem, que havia instalado em sua máquina um daqueles muitos programas freeware que têm a finalidade de varrer seu disco rígido em busca de assinaturas de spywares, trojans e outros malwares do gênero, que, não apenas para usuários mais convencionais de computadores como ele, mas para qualquer ser vivo na face da Terra, só vêm a atrapalhar sua experiência, seja esta on-line ou não.

Aliás, quando o assunto é malware, a grande pergunta que muitos usuários se fazem, mesmo sem muitas vezes se darem conta disso, é uma só: De onde vêm estas pequenas pragas virtuais? Muitas vezes a resposta se encontra no hábito freq¼ente que muitos têm, de abrirem, inadvertidamente, os anexos que estão naquelas mensagens de e-mail obscuras que recebem, sem nem ao menos se darem o trabalho de verificar sua procedência, e se esta é realmente segura.

Mas grande parte dos usuários se vê em apuros também quando navega na internet. Diversos sites disparam, à medida em que visitantes os encontram e acessam, programas executáveis que se auto-instalam nos computadores destas pessoas. E o resto desta história, todos conhecemos: Em algum tempo estas máquinas ficam mais lentas e passam a realizar operações suspeitas. Algumas exibem janelas pop-up com propagandas e têm a home page de seu navegador web alterada para apontar algum site pouco ortodoxo.

Já outros computadores, mais seriamente atingidos, passam a ser escravos de algum webmaster inescrupuloso, que recebe dados que vão desde o registro dos sites que foram visitados pelo usuário, até as combinações de teclas que este digitou, originando, muitas vezes, fraudes bancárias e compras em sites on-line sem aviso prévio para a vítima. Nestes casos, um programa de computador tem que ser muito bom para dar jeito na coisa. E é por isso que a prevenção se faz necessária.

E falando em prevenção, H.D. Moore, pesquisador de segurança computacional e criador do projeto Month of Browser Bugs, que busca e divulga falhas nos navegadores web mais populares — como o Internet Explorer, Firefox, Safari, Opera e Konqueror — divulgou esta semana um novo site de busca, capaz de indexar sites que contenham estes programas executáveis que mencionei, e que os disparem contra os inocentes usuários.

A nova ferramenta trabalha baseada em buscas realizadas no Google. Quando encontra um executável suspeito em um site, um algoritmo pré-determinado extrai sua assinatura — na verdade uma pequena seq¼ência de códigos do programa — e a compara com um banco de dados — que ainda conta com apenas 300 exemplares de malware, mas que deve ganhar em breve uma atualização em massa e passar a ter pelo menos 6000 assinaturas. Se a correspondência ocorrer, fica gravado no site de busca um registro apontando para um site que contém o arquivo a ser evitado.

A idéia é super interessante, tenho que admitir. Digitar a palavra-chave Bagle, por exemplo, retorna 20 resultados de sites que hospedam o worm. Worm, aliás, também é outra boa palavra-chave, retornando, num primeiro instante, 110 ocorrências. O problema, no entanto, é que nenhum usuário mais convencional sequer sabe nomes de vírus ou worms. Talvez, neste caso, H.D. Moore se veja obrigado a tentar uma abordagem mais prática, ou, num futuro bem próximo, quem sabe, aguardar que os grandes sites de busca, por conta deles próprios, acatem a idéia. Ou vocês acham que uma indexação de sites malignos já não pode estar em andamento, sendo realizada pelo próprio Google em si?

Skype alternativo?

Uma empresa de tecnologia chinesa desconhecida conseguiu realizar um feito que poderia ser considerado no mínimo questionável, ao menos em termos legais: Segundo o que li, eles foram responsáveis por criar um clone funcional do Skype, o famoso e internacionalmente popular software que é capaz de realizar ligações telefônicas VoIP e conectar usuários, qualquer que seja a distância entre seus computadores.

A solução não estaria pronta para liberação ao público, segundo o post do blog onde encontrei a informação. O autor, aliás, parece ter sabido do software por conhecer pessoalmente alguém de dentro da tal empresa chinesa de TI. Não procurei saber informações mais detalhadas, mas a questão legal que mencionei é claramente relacionada com a utilização, por parte desta mesma empresa — seja lá qual ela for — da tecnologia e propriedade intelectual contidas em um código de programação protegido por leis internacionais, ou seja, realizar processos de engenharia reversa com o programa fonte, o que nada mais é do que o primeiro passo para a prática da pirataria de software.

Enquanto muita gente pode se perguntar que benefícios os chineses teriam ao poder baixar um clone do Skype — tão ilegal para o restante do mundo quanto possa parecer, independente disto —, é importante deixar claro que, por lá, tal software é considerado ilegal e é inclusive combatido pelas autoridades e companhias telefônicas locais, que não gostariam de ver seu lucro escapar dos bolsos.

Estaria assim a tal empresa chinesa dando um grande passo na luta pela liberdade de utilização da grande rede de computadores em solo oriental? Alguns poderiam achar que sim. Mas pode ser também que o produto, uma vez acabado, seja comercializado em conjunto com as telefônicas chinesas, que, localmente — aí sim — apoiariam com certeza uma solução para a realização de ligações através do computador, ainda mais sabendo que poderiam obter lucratividade imediata com isso.

Cabeça Dura

Vexame de Zidane

É verdade que não comentei por aqui uma linha que fosse a respeito desta Copa do Mundo, durante toda a sua realização. A essa altura do campeonato, inclusive, nada restaria para ser dito, visto que em termos de esperanças brasileiras, pelo menos, só nos resta — após uma fraquíssima e vergonhosa apresentação de nossos selecionáveis na Alemanha — esperar por 2010, ano em que a FIFA e todas as seleções mundiais se farão presentes na frica do Sul.

Mas há uma coisa que chamou a atenção ontem, durante a final entre Itália e França, sendo desnecessário inclusive que eu diga do que se trata, visto que todos ficaram igualmente espantados com a cabeçada de Zinedine Zidane, camisa 10 da seleção francesa, em Marco Materazzi, zagueiro da Squadra Azzurra.

Embora, segundo a leitura labial realizada pelo programa Fantástico, da Rede Globo, o zagueiro italiano tivesse ofendido a irmã de Zidane, na minha opinião, nada justificaria seu ato que, aliás, como todos sabem, foi exatamente o que fez com que Zidane fosse mais cedo pro chuveiro, não presenciando a perda do título da Copa por seus companheiros, na cobrança de pênaltis.

Sei que é complicado criticar alguém por isso e que muita gente, ao ler o que estou dizendo, pode inclusive achar que numa situação similar, não apenas eu, mas qualquer um, provavelmente perderia a razão e talvez fizesse a mesma coisa.

Mas Zidane é uma personalidade, alguém em evidência, que, inclusive, considerado um grande jogador por toda a mídia internacional, também havia anunciado sua aposentadoria e poderia ter encerrado sua carreira, como era seu desejo inicial, com chave de ouro.

Como todos também já sabem, o jogador ganhou a Bola de Ouro da Copa, sendo considerado seu melhor jogador. Mas acho, sinceramente, que faltou um pouco de ética nesta decisão. Ele merecia originalmente este título, é bem verdade. Mas, pra mim, uma agressão dessas apaga todo o brilho de um jogador, por maior que este tenha sido durante a competição. E que me perdoem todos os jornalistas que discordam de mim, mas se dependesse desse que vos escreve, Zidane nunca teria recebido esse prêmio.

Em tempo, à parte do que estou lhes dizendo, o episódio já rendeu até video-game na internet. Tem gente que não perde mesmo tempo…

Choques

Um amigo meu me mandou por e-mail algumas fotos de outdoors que foram fotografados enquanto alguém viajava pela rodovia que vai até Salinas, em Minas Gerais no Pará (obrigado pela correção, Mário).

Interessantes e bem-humorados, estes outdoors contêm frases que fazem alusão ao perigo que representa dirigir embriagado, e, para mim, representam a mais pura verdade, ainda que acabem transmitindo uma mensagem tão séria quanto esta de forma leve e descontraída, como se pode ver:

Outdoor a caminho de Salinas (MG) Outdoor a caminho de Salinas (MG)

Outdoor a caminho de Salinas (MG) Outdoor a caminho de Salinas (MG)

Mas, quer seja realmente efetivo contra a bebida ou não, o bom humor não é a única arma disponível quando se deseja realmente deixar claros os riscos da bebida ao volante. Idéia da Insurance Corporation of British Columbia, uma companhia de seguros automotivos canadense, três anúncios que estão sendo veiculados na programação televisiva daquele país desde o último dia 26 de junho estão causando choque entre seus habitantes. Um deles é este:

Em outro dos anúncios, um pedestre é atropelado por um motorista embriagado enquanto um homem pondera com o telespectador quando é que as pessoas vão tomar consciência de que beber e dirigir é errado.

O último dos comerciais, igualmente chocante, mostra que beber e dirigir pode realmente ferir alguém que você ama, pricipalmente quando esse alguém acaba sendo arremessado contra o pára-brisa do seu próprio carro.

Mas fica uma questão que quero debater com vocês: Qual das duas abordagens será mais eficiente? Ou será que na guerra contra a direção alcoolizada, tal como no amor e na guerra, vale de tudo? Vocês me digam, por favor…

Mas os meus cabelos

Essa semana mamãe e papai me levaram pra fazer meu primeiro corte de cabelo!

De cabelo novo...

Puxa vida, já estava na hora, porquê meu cabelinho já estava ficando muito comprido… afinal de contas, desde que eu nasci, exceto por algumas aparadinhas que a mamãe e a vovó deram, nunca tínhamos cortado ele.

A preocupação de papai e mamãe era que eu talvez não me comportasse no salão. É claro, eu sei que sou um bebê super ativo — com asas nos meus pézinhos, principalmente agora que cada dia mais eu tento andar sozinho — e tudo mais, só que tem hora pra tudo. E confesso a vocês que eu também estava curioso pra saber como é que ficaria meu novo penteado.

Sendo assim, alguns minutos depois que chegamos no salão, lá estava eu, com tudo pronto! Isso porquê a cabeleireira que mamãe escolheu foi o máximo! Não só cortou o meu cabelo direitinho, me deixando um bebê ainda mais lindo (e modesto) do que eu já sou, mas também me distraiu com um monte de objetos que ela normalmente usa pra fazer o trabalho dela, mas que, nas minhas mãozinhas de bebê, viraram foi brinquedo mesmo.

Agora, falem a verdade. Confiram mais uma vez o meu novo visual e me digam se não fiquei mesmo o máximo!

Cabelo novo

Odores Registrados

Quem é que nunca viu pelo menos um programa na televisão onde o protagonista, ao passar por alguma situação aromaticamente desconfortável, fosse qual fosse o motivo, disparasse a já conhecida frase, afirmando, para alívio dos telespectadores, que ainda bem que a televisão não transmitia cheiro? Confesso que, em algumas vezes, eu mesmo comemorei tal fato.

Se a televisão vai continuar assim no futuro — um aparelho que não possui a capacidade padrão de transmissão de aromas — é complicado dizer. Não é a recente — e finalizada — discussão sobre padrões de televisão de alta definição no mundo e no Brasil que determinará tal coisa. Nem espero que esse tipo de recurso esteja disponível nas próximas gerações da raça humana. Mas um grupo de engenheiros japoneses do Instituto de Tecnologia de Tóquio, pelo menos, parece estar bem próximo de dar um passo que levará a este resultado no futuro.

É que estas pessoas estão construindo um gravador de odores. A idéia parece bizarra à primeira vista, eu imagino que vocês possam estar pensando: Mas a questão é que a intenção dos pesquisadores é gravar odores tanto quanto se gravam, atualmente, vídeo e som.

Se você é daqueles que adora o perfume que a sua namorada usa ou, quando sente o cheiro de seu prato favorito, consegue reconhecê-lo mesmo a quilômetros de distância, a invenção japonesa virá bem a calhar: permitirá que, ao apontar o gravador de odores para qualquer coisa, um cheiro característico seja gravado, analisado eletronicamente e depois reproduzido através de um conjunto de ingredientes químicos atóxicos.

O que me impressiona em um sistema destes, caso venha a se concretizar um gravador de cheiros, são suas aplicações um pouco mais avançadas: As pessoas poderão comprar um perfume, por exemplo, e antes de efetivar a compra, saber de antemão que gostarão do produto. A mesma coisa, vocês podem imaginar, se aplicará a restaurantes e lanchonetes, que poderão demonstrar os aromas de cada um de seus pratos para atrair novos clientes e até mesmo fidelizá-los. E, é claro, indo um pouco mais além, também há aplicações no campo da medicina, ou no treinamento de animais como cães farejadores, por exemplo.

Em resumo, na minha opinião, o gravador de odores é mais uma dessas idéias malucas que aparecem vez por outra por aí e que a gente realmente sente vontade de que sejam levadas à cabo, pra que se possa desfrutar dos resultados. Quem sabe, aliás, um desses gravadores, quando disponível, numa versão provavelmente modificada, possa reproduzir os odores ruins do dia-a-dia — chulés, bafos e tantos outros, desagradáveis —, uma vez gravados, transformados em coisas boas, não é mesmo? Invertendo a polaridade, quem sabe…

Brincando!!

Todo mundo tem direito a se divertir, não é mesmo?

De óculos!

Bom, comigo não é diferente… Então imaginem só a minha felicidade ao ser colocado, pela mamãe, no meio de praticamente todos os brinquedos que eu tenho? É tanta coisa pra olhar, pra mexer, pra brincar, que eu sinceramente nem sei por onde começar! Me digam a verdade: Vocês também não ficariam assim?

Brincando!

Brinquedos! Eu e os brinquedos!

Brincando! Brincando!