E viva as figurinhas!

Quando a Copa do Mundo de 1990 terminou na Itália, a minha tristeza não foi apenas devido ao ocorrido em Turim, naquele fatídico 24 de junho em que a Argentina — tinha que ser ela? — nos derrotou por 1 a 0 durante as oitavas-de-final, com um gol de Claudio Caniggia, me fazendo – — e a milhões de brasileiros ansiosos — ter que esperar mais quatro anos até ver o Brasil finalmente se sagrar tetra-campeão do mundo. Foi uma tristeza causada também pelo fato de eu nunca mais ter conseguido completar o meu álbum de figurinhas da Copa, editado já naquela época pela Panini, que, na minha opinião, prima pela qualidade de seus livros ilustrados. Na época me lembro de ter ficado bastante desapontado com os cromos que me faltaram e, embora soubesse que poderia ter pedido as figurinhas ausentes diretamente à editora, acabei não fazendo isso. O tempo passou e acabei me esquecendo dessa história.

Até agora. Este ano é ano de Copa do Mundo novamente, começando no próximo dia 9 de junho, e, com ela, um novo álbum, também este da Panini, chegou às bancas de todo o país. Pode ser que seja apenas uma impressão da minha parte, mas, desde a última vez em que fiz uma coleção de figurinhas — e a última vez foi justamente em 1990 — que não vejo um simples livro virar uma febre tão grande entre pessoas que eu conheço. Pense e veja se o seu caso se parece com o meu. Amigos. Vizinhos. Colegas de trabalho. Alguém muito perto de você provavelmente está revivendo — ou pensa em reviver — o hábito saudável e divertido de colecionar figurinhas, desta vez da Copa do Mundo de 2006. Só no Brasil, o álbum, que foi lançado mundialmente, já tem 3,5 milhões de unidades distribuídas, além de 45 milhões de envelopes, que vêm com 5 figurinhas cada. E várias destas unidades estão nas mãos de amigos meus. Uns tomaram a iniciativa por conta própria, enquanto outros, após caçoarem bastante do hábito, acabaram também se rendendo ao vício posteriormente.

Mas o mais interessante é aliar tecnologia a uma coisa tão simples quanto a coleção de um álbum. Quem imaginaria uma comunidade do Orkut para promover a troca de cromos e para eleger aquelas figurinhas mais difíceis? Mas ela existe. E de acordo com uma reportagem da revista Época, classifica os brasileiros Robinho e Kaká, o italiano Totti, o português Cristiano Ronaldo e os ingleses David Beckham e Michael Owen como quase impossíveis de aparecerem nos envelopes. Os editores do álbum, no entanto, dizem que não há figurinhas difíceis:

(…) todas as 596 são impressas em 3 folhas de papel autocolante com 200 cromos cada, ou seja, ainda sobram quatro repetidas. Depois disso, todas são embaladas automaticamente e distribuídas na mesma proporção.

Mesmo assim, em outra reportagem que li, desta vez no Último Segundo, a polêmica continua: Cromos do Brasil, Holanda, Estados Unidos e Itália seriam impressos em menor número, o que coloca apenas mais lenha na fogueira e anima os colecionadores, sejam eles de primeira viagem ou não, a comprarem mais envelopes, numa corrida louca pra saber quem completará o álbum primeiro.

Eu, que não ia colecionar figurinhas desta vez, sou um dos que não ag¼entou, e devo passar também eu a comprar minhas figurinhas. Um amigo meu deve me dar um álbum que ganhou e não vai usar. Com vários amigos já há muitos cromos na minha frente, talvez seja mais fácil trocar figurinhas repetidas. Na era da Internet, no entanto, um último recurso pode até ser empregado se o álbum não ficar completo: No Mercado Livre já tem gente vendendo álbuns completos da Copa deste ano por ofertas que giram em torno de R$ 100,00. Mas enquanto muita gente pode até se sentir tentada em vender sua coleção pessoal, após completá-la, acredito que os verdadeiros aficcionados por figurinhas nunca fariam isso. Ou será que fariam?

O que o Google quer com sua carteira

É verdade que está acontecendo bem timidamente, talvez devido à minha indisponibilidade de tempo nos últimos meses. Mas, talvez em parte motivado pela troca de tema que promovi no site, resolvi investir novamente na colocação de anúncios do Google no blog, visto que, apesar de não estar ativo há tempos, continuo sendo filiado a seu programa de publicidade, o AdSense. à parte do retorno financeiro que eu possa vir a ter com a exibição de propaganda, uma coisa é certa: Comprar através da internet continua sendo uma barreira altamente intransponível para muita gente que eu conheço.

Há muito mais de um amigo meu que prefere apelar para o bom e velho boleto bancário como forma de ratificar uma compra feita on-line. Medo? Insegurança? Talvez uma mistura de ambos, mas o fato é que não se pode discutir preferências pessoais. Ou você paga suas compras através de uma impressão de boleto, ou confia nos sites das lojas, que podem ser auditados através de diversos serviços on-line, por sinal. Mas talvez também seja igualmente interessante confiar em serviços como o PayPal — empresa fundada em 1998 e posteriormente adquirida pelo eBay —, que permitem o envio e recebimento de dinheiro on-line, evitando o uso de métodos mais convencionais de pagamento, como os cheques ou ordens de pagamento.

É verdade que você precisa ter um cartão de débito e/ou crédito para que possa abrir uma conta no PayPal, além de ter mais de 16 anos de idade. Mas isto não impede o serviço de conquistar cada vez mais usuários a cada dia que passa, já que se torna uma forma cada vez mais popular de compra e venda em sites de leilões, serviços e pequenos comerciantes. Vejam o Flickr, por exemplo. As assinaturas do serviço, comandado há certo tempo pelo Yahoo!, podem ser feitas e renovadas através desta opção.

Seja pela popularidade do PayPal, seja por se sentirem inseguros com o serviço, o boato corre solto, e parece que uma certa empresa californiana localizada em Mountain View está de olhos bem atentos. Centrado — devo ainda dizer — no negócio de busca e na venda de anúncios a partir do conteúdo que seus robôs indexam, o Google, mais uma vez ele, parece estar agora concentrado em lançar seu próprio sistema de pagamentos on-line.

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A Capa da Invisibilidade

Muitas vezes, quando Harry Potter anda pela Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, faz isso munido por um presente muito especial que herdou de seu pai: Sua capa da invisibilidade. Com ela, não apenas Harry, mas também seus amigos Rony e Hermione, podem explorar os mais diversos lugares, sejam eles dentro ou fora do castelo da escola. É verdade que nos últimos tempos — ou livros —, os três já não cabem mais juntos debaixo da capa, visto que, como qualquer criança entrando na adolescência, se tornam cada dia maiores. Mas isso não impede que tanto crianças quanto adultos sonhem em, um dia, também eles, possuírem uma capa igual à da série do menino-bruxo escrita por J.K.Rowling.

Esta capa por sinal, deve ser realmente feita de algum material mágico. Eu, que passei por todos os livros da série até agora e que, como muita gente por aí, mal posso esperar pelo derradeiro livro, aquele em que, imagino eu, todas as respostas pendentes serão fornecidas, não me lembro de ter lido qualquer referência a respeito dos componentes do tecido da capa de invisibilidade de Harry Potter. Mas há cientistas por aí, particularmente os que trabalham na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que dizem que sabem como reproduzi-lo. Só que, ao invés de mágica, usariam um novo tipo de componente, os chamados metamateriais.

O chefe da pesquisa, Nader Engheta, um professor de engenharia elétrica e de sistemas da universidade, propõe o uso de metamateriais porquê estes poderiam ser ajustados de forma a refletir qualquer radiação eletromagnética — seja ela composta por ondas de rádio ou luz visível — em qualquer direção. Um tecido feito com estes materiais, desde que desenvolvido em escala submicroscópica, não refletiria a luz, nem formaria sombras. Seria, portanto, virtualmente invisível.

A pesquisa, que foi financiada pelo Pentágono, ainda não conseguiu desenvolver uma capa feita com metamateriais, já que ainda procura mais investidores. Pelo que eu pude ler, no entanto, dentro de cerca de 18 meses, as primeiras versões de capas como esta, capazes de refletir microondas, devem estar disponíveis. A princípio chega a ser de duvidar, mas quem sabe um dia, principalmente se for um daqueles em que a gente deseja sumir do mapa, possamos simplesmente nos cobrir com a capa da invisibilidade e sair de cena…

The Bandwidth Bandit

Vira e mexe, navegando pela Internet, a gente se depara com um ou outro site que está temporariamente fora do ar devido ao famigerado erro HTTP 509, Bandwidth Limit Exceeded, que, em outras palavras, indica que o consumo de banda contratado pelo responsável pelo site foi excedido naquele mês: Uma foto mais pesada ou vídeo hospedado no site, que eventualmente se tornaram mais populares, recebendo centenas ou milhares de visitas diárias — ou até mesmo um aumento significativo no número de visitas de uma hora pra outra — podem todas ser razões para que isso aconteça.

Eu, dono deste humilde site, nunca me preocupei com isso, no entanto, pois minha bandwidth nunca sequer chegou perto da metade, quem dirá de seu limite final. Pelo menos até agora. Ocorre que, durante esta semana, comecei a receber e-mails automáticos vindos de meu servidor, me avisando que o consumo de banda já havia ultrapassado os 80% para este mês. Sem entender direito os motivos pra que isso ocorresse, repentinamente, e atolado de serviço até a tampa, não tive como dar atenção ao fato. Resultando destes fatores, ontem, sexta-feira, meu site chegou a ser bloqueado por algumas horas devido justamente ao problema citado anteriormente.

Emergencialmente, pedi a meu provedor que duplicasse meu limite mensal de banda, o que fez com que o site voltasse ao ar, me permitindo então diagnosticar 52% de uso da banda total, já após o upgrade solicitado por mim. Comecei então uma busca sem muitas pistas, na esperança de identificar o que poderia estar causando este problema de uma hora pra outra. Cheguei mesmo a culpar o excelente Bad Behaviour, plugin do WordPress que auxilia no combate a spam, pelo problema, visto que eu acabo de atualizá-lo para a última versão. No entanto, desabilitado o plugin, fiquei pasmo mais uma vez: De ontem pra hoje, meus 52% de consumo se tornaram 55%.

O primeiro pensamento que me ocorreu quando vi este salto assustador foi que alienígenas estão abduzindo — ou melhor, consumindo — toda a minha banda contratada. Mas, como tais coisas só existem em seriados como Arquivo X, precisei procurar outras explicações. Descobri que boa parte do consumo de minha banda mensal este mês se deveu a visitas de spiders, aqueles programas que são utilizados pelos sites de busca para indexação do seu site. Particularmente, o maior problema se refere a um tal Googlebot. Em resumo, parece que o Google está se revelando um belo de um ladrão de banda. Em relação ao mês passado, a banda do meu site consumida pelo bot deles cresceu surpreendentes 687%, como é possível perceber pela imagem abaixo:

Fazendo uma busca rápida, notei algumas reclamações de pessoas que afirmam que o Googlebot tem atingido muito duramente, nestes últimos tempos, páginas dinâmicas geradas em PHP, como é o caso de 99% do conteúdo no meu site. O que fiz, após esta triste constatação, foi tomar algumas providências. A primeira delas foi providenciar um arquivo robots.txt para o site, de forma a bloquear o acesso de spiders, inclusive a do Google, a partes do site que eu não quero que sejam indexadas. Também configurei, para este arquivo, o parâmetro Crawl-delay, em 60 segundos, de forma a evitar que a indexação ocorra muito rapidamente.

Adicionalmente, verifiquei todos os erros HTTP 404 do site, eliminando alguns arquivos obsoletos e até inexistentes para que parassem de consumir banda. Estou também pensando em adotar um tema mais leve para o blog, embora eu acredite que isso, neste instante, não seja realmente necessário, pois o consumo de banda gerado por visitantes de carne e osso está dentro da média que sempre observei por aqui.

Agora vou observar o que acontece novamente. Não sou expert neste tipo de assunto e, caso alguém possa me dar mais alguma dica, ficaria imensamente grato. à parcela geek que lê este meu site, fica aqui, realmente registrado, um pedido expresso de socorro. Dupliquei meu limite de banda, é verdade, mas não posso arcar com este tipo de coisa sempre. Não quero me tornar refém de spiders de sites de busca. Mas para o meu bolso, tal atentado, caso se torne uma constante, será tão grave quanto os atentados criminosos que pararam São Paulo na semana que passou. Help, anyone?

Fiz 11 meses!

Dia das Mães do Xande 2006 - 001

Gente, preciso confessar uma coisa pra vocês! Hoje, faltando um único mês pra que esse bebê que vos escreve complete um aninho inteiro de vida, comecei a ensaiar meus primeiros passinhos mais firmes e seguros… É, estou falando de passinhos por conta própria mesmo, já que até agora a maioria das vezes em que eu quero dar uma voltinha, tenho que usar meu andador.

Não é que eu não goste de andar com meu andador, mas acho que já cheguei em uma idade em que os bebês têm que procurar um pouco mais de independência, sabem como é? Pois então… Não posso ficar a vida inteira dependendo de um andador, e eu já passei muito tempo nele… Por isso é que resolvi começar um programa intensivo de caminhadas de poucos passinhos pra ver se eu resolvo logo esta séria questão.

Meus onze meses, portanto, estão repletos desta atividade: E eu coloquei todo mundo pra me ajudar. Mamãe me ajuda, segurando na mãozinha, o que é a mesma coisa que papai faz, quando chega do trabalho todos os dias. E nos finais de semana ainda recebo ajuda da minha vovó. Assim, acho que logo logo vou poder contar pra vocês uma ótima novidade. Quando será que eu darei meus passinhos sozinho mesmo, por conta própria, hein?

É Dia das Mães!

Dia das Mães do Xande 2006 - 012

E hoje é Dia das Mães! Um dia muito especial, onde todos lembram de suas mamães, e cobrem elas de carinho… Eu, é claro, não poderia esquecer da minha… Só pra começar, queria deixar aqui um beijão bem enorme pra minha mamãe Alexsandra, e agradecer a ela por ser uma super-mamãe, presente o tempo inteiro nessa minha curta vida… e também a Papai do Céu por me deixar contar com alguém tão carinhosa todos os dias!

Mas o mais interessante deste meu Dia das Mães é que ele é justamente o meu primeiro! Quer dizer, no último Dia das Mães eu já estava a caminho, é verdade… lembro até de ter comentado com vocês que passei um belo dia em Lorena, não apenas em companhia da mamãe e do papai, mas também junto com meus avós Fernando e Helena e meus bisavós Darci e Lourdes… mas agora estou aqui fora, ao vivo e a cores, e é muito mais legal poder estar do lado da minha mamãe por aqui… assim pude abraçar ela bastante, e cobri-la de carinhos!!

Aliás, preparei uma surpresa muito especial, não apenas pra minha mamãe, mas também pro meu papai… é que resolvi, justamente hoje, começar a beijá-los no rosto… Primeiro, é claro, o beijo foi pra mamãe… quando ela menos esperava, fui lá e… puf! Dei um beijão nela. Depois, só pro papai não ficar triste sem receber um beijo também, puf! Dei-lhe um outro beijo. É claro que eu peguei eles de surpresa, mas era essa a minha intenção… Se eu precisava tornar esse meu dia mais especial ainda do que já tinha começado, essa foi a maneira que eu encontrei. Cobrir quem eu amo de carinho e amor. E eu tenho certeza de que mamãe e papai vão se lembrar pra sempre desse Dia das Mães…

Mas muito mais coisas aconteceram nesse dia… E eu preciso realmente contar a vocês! Primeiro mamãe e papai me levaram pra passear: fomos todos almoçar na casa da minha vovó Helena, que é, aliás, minha mamãe duas vezes, como costumam chamar as vovós. Lá na casa da minha vovó também mora a minha bisavó Amélia, que eu, aliás, estou aprendendo a chamar, carinhosamente, só de vovozinha. Aprontei bastante no almoço, comi muito — e comi tudo e de tudo — e daí aproveitamos pra bater umas fotos pra registrar meu primeiro Dia das Mães. A mais legal foi uma em que apareci ao lado de todas as minhas mamães. Minha mamãe Alexsandra, e minhas vovós. Olhem só:

Dia das Mães do Xande 2006 - 014

Bem mais tarde, quando voltamos pra casa, papai e eu ainda tínhamos uma surpresa guardada pra minha mamãe Alexsandra… Tratava-se de uns presentinhos que nós dois compramos pra ela!! Eu até fiquei meio envergonhado de entregar os presentes pra mamãe, conforme vocês podem ver nesse videozinho que o papai gravou pra registrar o momento:

Cartão do Dia das MãesPrimeiro, demos botas — que eu devo confessar que achei muuuuuito legais — pra ela. Ela adorou o presente, mas nós ainda o complementamos com mais um: Uma blusa, junto com a qual veio um cartãozinho onde a gente fez uma dedicatória, dizendo que o presente (aliás, os presentes) eram meus e do papai. Vocês acham que ela não gostou? Olhem só a carinha de felicidade da minha mamãe quando abriu os presentes, e a minha, do lado dela, adorando tudo:

Dia das Mães do Xande 2006 - 010

Por essas e outras que eu digo a vocês que vou guardar esse dia na minha memória pra sempre. E que venham muitos outros dias das mamães, porquê, do lado da minha e de todo mundo que me ama, sei que todos eles serão igualmente inesquecíveis pra esse bebê aqui! Um beijo do Xandinho pra todo mundo e até a próxima…!

Quem te viu, quem te vê

Você já ouviu falar de TV digital? Se não, saiba que há um grande impasse em curso atualmente em nosso país, e tudo isso porque dois padrões internacionais para a utilização desta tecnologia, o europeu e o japonês, têm sido igualmente defendidos por seus simpatizantes e atacados por seus críticos em debates intermináveis entre o governo, emissoras de televisão, operadoras por assinatura e empresas patrocinadoras da tecnologia.

Finalmente voltei a escrever para a Rádio Antena 1. Se você quer ler o restante deste meu último artigo para eles, não se esqueça de dar um pulo no site. Ah, e não se esqueça de registrar sua opinião a respeito do assunto.

A sua linguagem é popular?

Ando com a idéia fixa de aprender uma nova linguagem de programação. Por mais que eu não tenha exercitado este lado da profissão que eu escolhi, acho que, uma vez no meu sangue, a Tecnologia da Informação sempre exercerá seu peso, me despertando tanta vontade de obter novos conhecimentos nesta área quanto para alguém que busca aprender um novo idioma, seja por diversão, seja para se atualizar no mercado.

Uma das linguagens que eu mais utilizo no meu dia-a-dia, e sobre a qual eu tenho um domínio relativamente alto, é o Visual Basic. O principal motivo para tal escolha é o grau de automatização de geração de informações provenientes de aplicativos do pacote Office que eu realizo. E, embora eu tenha visto, por exemplo, Java e PHP na faculdade antes de me formar, o contato que tive com tais linguagens após minha formatura foi praticamente zero. Preocupado com isso, decidi tirar algumas teias de aranha do cérebro e daí veio a idéia de que falei logo no começo deste post. Mas havia um problema: Que linguagem seria interessante aprender, ou, para mim, dependendo da escolha, reaprender?

Procurando respostas para esta minha dúvida, uma busca rápida com o auxílio dele me fez encontar o site da Tiobe, uma empresa de TI especializada em qualidade de software, e que publica, mensalmente, um ranking de popularidade das linguagens de programação, baseado em sua quantidade de profissionais experientes, cursos e fornecedores disponíveis. Mas como é dito no próprio site, não se trata de determinar a melhor linguagem, nem aquela em que mais linhas de código foram escritas.

O índice publicado pela empresa, que pode ser usado para determinar justamente o que eu queria — se as minhas habilidades de programação estão em dia ou se já é hora de aprender alguma coisa que está em alta no mercado —, traz em primeiro lugar o Java, seguido da linguagem C e de sua variação posterior, o C++. O PHP, que eu mencionei antes, vem na quarta posição, seguido — me espantei — pelo Visual Basic, que, aliás, em relação ao ano anterior, subiu uma posição tal qual o próprio PHP. Meu espanto foi porquê achei, ainda não sei bem o porquê, que a linguagem da Microsoft era coisa do passado, a caminho do museu. Agora, com estas indicações, devo mesmo revisar meus conhecimentos em Java e PHP. E quem sabe, lá na frente, arriscar-me um pouco em Python, pra dar uma variada. Alguma outra sugestão?

Os 220 dias

Ajuste de contas. É isso que nós, brasileiros, somos chamados a fazer anualmente quando entregamos nossas declarações de imposto de renda ao governo federal, quer pessoalmente, quer através da internet. Confesso, aliás, que acho este um termo bastante engraçado pra se usar em um país como o nosso, em que o cidadão tem que arcar com uma das cargas tributárias mais altas do mundo: Em tributação direta em nossos salários, por exemplo, perdemos apenas para a Dinamarca.

E o que me assusta mais é a falta de visão dos brasileiros em geral com relação a um detalhe muito simples, mas que custa caro aos bolsos de todos: Somos nós, cidadãos comuns, e não as grandes empresas, quem tomamos prejuízo com impostos, que encarecem tudo, absolutamente tudo que compramos. Meu amigo Kadu, por exemplo, acaba de citar em um post recente, diversos exemplos de produtos que se tornam muito mais caros do que deveriam, devido à incidência de carga tributária que neles é aplicada.

Não é de hoje que, quando vou trabalhar de carro, ouço a excelente série da Rádio Jovem Pan, Brasil, o País dos Impostos. A série, que é composta de pequenos blocos diários com poucos segundos de duração, traz informações alarmantes sobre os impostos que estão embutidos em tudo, desde escovas de dentes e colchões, até automóveis e motocicletas. Para mim, informações deste tipo deveriam ser veiculadas também em rede nacional de rádio e televisão, para que todos ficassem realmente alertas.

Uma das coisas que descobri justamente na semana passada, quando milhões de pessoas corriam para entregar em dia seus ajustes de contas com a Receita Federal, é que apenas a partir do próximo dia 26 de maio é que nós, cidadãos comuns, passaremos a trabalhar para nós mesmos, nossos sonhos e nossas famílias. Isso porquê teremos que destinar, este ano, 145 dias inteiros de trabalho só para o pagamento de impostos. O saldo em favor do contribuinte, atualmente de apenas 220 dias, já foi muito maior, como se pode perceber ao ouvir um dos curtos blocos da série, veiculado na semana em questão.

Só pelo fato de saber que 47% do preço total de uma simples latinha de guaraná é composto de impostos, perco até a sede. Novamente muito bem citado pelo Kadu, o site De Olho no Imposto presta um ótimo serviço e é uma das ferramentas que alerta consumidores desavisados de que tudo está (sobre)carregado de impostos. É preciso, inclusive, que mais iniciativas do gênero apareçam.

Enquanto fica muito fácil e cômodo pro governo cumprir promessas realizadas em campanha onerando os próprios interessados nesses resultados — a população que, muitas vezes, como se vê, não tem sequer instrução suficiente para que possa reclamar seus direitos —, acho que ainda é possível darmos a volta por cima. Num país em que há poucos anos milhares de caras-pintadas saíram às ruas e exigiram seus direitos, derrubando um presidente, basta apenas que alguém dê o primeiro passo, ou melhor, faça a primeira marca de tinta no rosto, nessa batalha em que o inimigo a ser vencido é a má utilização do dinheiro público. Podemos começar, obviamente, nos filiando à campanha. É simples, rápido, e, nos moldes da modernidade, on-line.