Eternally stuck in beta version

Lorena, lá fui eu!

E hoje eu fui pra Lorena. Pra quem não conhece, é uma cidade no interior do estado de São Paulo. Eu, que nasci em São José dos Campos, descobri, viajando pra lá, que a viagem dura mais ou menos uma hora de carro. Nem deu pra cansar, na verdade, porquê enquanto viajávamos, eu ia conversando e brincando com meu papai, minha mamãe, meu vovô Fernando e minha vovó Helena. Além de irmos lá pelo aniversário da minha bisavó Lourdes, a idéia era que tanto ela quanto meu bisavô Darcy me conhecessem.

O que eu posso dizer pra vocês é que eu adorei a viagem. Brinquei bastante, e nesse dia eu estava com muito bom humor, e sorri pra todos que ainda não tinham me visto. Não é pra eu ficar me gabando, mas meus bisavós me adoraram, e eu amei poder conhecê-los. Depois dessa primeira viagem, o que eu posso dizer é que quero voltar lá em Lorena muitas e muitas vezes.

Uma das coisas que eu fiz foi ficar no colo do meu bisavô Darcy:

Com meu bisavô Darcy

E também, é claro, fiquei no colo da minha bisavó Lourdes:

Minha bisavó Lourdes

Os dois colos são tão confortáveis que, depois de eu brincar bastante com eles, fiquei até com soninho. E só não acabei dormindo lá porquê o colo mais confortável do mundo ainda estava presente, o da minha mamãe.

No final dessa viagem que fizemos, de quebra, ainda preparei uma surpresa pros meus papais e pros meus avós, na volta. Enquanto estávamos vindo pra São José, em um dos meus sorrisos, meus papais repararam que meu primeiro dentinho já estava nascendo. Era esse o segredo pelo qual, durante já alguns dias, venho colocando tanto a mãozinha na boca. Minhas gengivinhas estavam coçando!! Se você quiser, aliás, dá uma olhada na página especial onde registro o nascimento dos meus dentinhos… E até a próxima!

A minha urna eletrônica

Certo. Os resultados do referendo já estão completamente apurados, e os brasileiros já disseram não, ou seja, não se poderá proibir o comércio de armas de fogo nem de munição no território nacional. Nesta vitória da democracia, apenas uma coisa já era certa desde antes mesmo do conhecimento do resultado final: As urnas eletrônicas, eternas aliadas da população, ajudariam os brasileiros — fossem eles meros eleitores ou mesários — a tornar as coisas muito mais rápidas e simplificadas.

Foi pelo rápido processamento de votos das urnas eletrônicas que ficamos sabendo o resultado do referendo tão rapidamente. Mas alguém já pensou que máquinas são essas que, desde 1995, ocupam as seções eleitorais e ajudam os brasileiros? A UE2000, modelo de urna em uso atualmente, foi homologada pelo governo desde 2000 e tem como principal função a coleta de votos e seu armazenamento, permitindo posteriormente sua transmissão. Sendo um computador, conta com memória de 256Mb, monitor de LCD, saída de áudio e interfaces USB, serial, PS/2, CompactFlash e Smart Card. Além destas especificações, conta ainda com teclado resistente a queda com inscrições em braile para auxílio aos deficientes visuais, bem como uma impressora térmica embutida e uma bateria interna que permite seu uso initerrupto por até 12 horas consecutivas — muito mais do que a duração de uma eleição.

Trata-se de uma obra prima criada 100% em território nacional: uma excelente ferramenta, sem sombra de dúvida. Qualquer brasileiro, seja lá qual for seu grau de instrução ou de familiaridade com computadores, pode operá-la com toda a facilidade. Mas mesmo assim, acho que algumas novidades já passaram da hora de serem implementadas. E em toda eleição que trabalho como mesário vou levantando uma ou outra idéia que acho que o governo deveria implantar para melhoria do equipamento.

Vou esclarecer que idéias são estas, compartilhando todas com vocês.

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É Amanhã!

Domingo, 23 de outubro de 2005. Então será amanhã que nosso tão estimado governo promoverá a mobilização de seus cento e vinte e dois milhões, cento e dois mil e setecentos e quarenta e seis eleitores para que deixem seus lares, levando em média cinco segundos para votar naquilo que, segundo muitos afirmam, mudará os destinos da população. O referendo que consultará a opinião pública, perguntando se o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido em território nacional. O custo dessa operação toda? Algo em torno de 210 a 240 milhões de reais, vindos dos cofres públicos.

Exercer a democracia sempre foi o direito majoritário de todos os brasileiros. Mas este referendo adiantará de alguma coisa, em termos práticos? Seja a minha ou a sua resposta qual for, será que apenas proibir a venda de armas de fogo será suficiente pra mudar alguma coisa? É mais do que óbvio que não. Mas duas frentes populares, a do NÃ?Æ?O e a do SIM, ocuparam os televisores de muitos brasileiros duas vezes ao dia e durante dias a fio, numa batalha tão grande que parecia realmente que a simples resposta a esta questão fosse resolver todos os problemas da nação.

Onde estão as verdadeiras ações públicas do governo? Aquelas que quem vai às urnas durante as eleições, escolhendo com fé seus candidatos, deveriam cobrar, posteriormente, daqueles que elegeram? Esse sim é, verdadeiramente, um direito reconhecido. Onde estão brasileiros nas ruas, tal como na época do impeachment de Fernando Collor, com suas caras pintadas, cobrando mais segurança, educação e emprego? Afinal, acredito eu, as palavras é que são as verdadeiras armas do povo. E estas, ninguém pode lhes tirar.

E enquanto os governantes tiram a atenção do povo com o referendo, no Congresso e no Senado as histórias de cassação de deputados e senadores vão aos poucos se transformando em pizza. Tudo aquilo ao que os brasileiros deveriam estar realmente prestando atenção fica em segundo plano.

Em tempo, a confusão na cabeça das pessoas ainda pode ser bastante grande. Você precisa votar não se quiser que sim, e sim, se quiser que não. Não entendeu? Tente dar uma olhada aqui e ver se melhora. Agora falando sério, não deixem de ver os dois centavos do meu amigo Alexandre Inagaki sobre o desarmamento. E amanhã, vote com consciência. Ainda que não seja a solução definitiva.

ATUALIZAÃ?â?¡Ã?Æ?O: E, como eu previa, a vitória esmagadora do NÃ?Æ?O apenas veio comprovar aquilo que eu já imaginava. Os brasileiros não querem tirar de si próprios um direito adquirido. E viva a democracia!

Completando 4 meses!

Hoje estou fazendo 4 meses e como vocês podem perceber estou cada vez mais e mais risonho. Pra vocês poderem ver como eu tenho razão, estou deixando aqui essa foto. Dêem uma olhada!

Hahahaha!

Já era tempo!

Faz um tempo considerável que eu estou nessa grande rede de computadores que é a Internet. Tempo suficiente pra dizer que eu assisti à padronização — ainda que em termos — de um dos serviços mais populares entre seus usuários, o serviço de e-mail. Milhões de usuários e de empresas, através de seus programas de correio eletrônico, aprenderam que, quando se utiliza um único padrão — ainda que nesse caso sejam dois deles, o POP3 e o IMAP —, os ganhos são maiores do que as perdas. E é por isso que há mais de uma década todas estas pessoas têm recuperado suas mensagens dos seus servidores tranquilamente, através de um destes protocolos.

Quando mudamos o terreno e andamos pelas terras das trocas de mensagens instantâneas, a coisa muda um pouco de figura. Hoje dominado de longe pela America OnLine, com seus AIM e ICQ — este último adquirido da Mirabilis, empresa israelita que o criou em novembro de 1996 —, o mercado de instant messaging tem outros heavy players. Que o diga a Microsoft, que, sozinha, através de seu MSN, arrebanhou vários dos usuários da própria America OnLine para seu próprio serviço mensageiro.

A Microsoft, aliás, passou a contar com outros concorrentes em sua batalha para dominar este nicho de mercado, numa batalha contra ICQ e AIM. O Yahoo Messenger, do Yahoo, e o próprio Google Talk, lançado recentemente pelo Google, são grandes competidores seus. Todos, invariavelmente, aliás, implementam de uma maneira ou outra algum nível de possibilidade de utilização de VoIP, tecnologia que permite conversar através de voz como se estivéssemos em uma ligação telefônica, cujo principal destaque (ainda) é o Skype.

Quando o Google lançou seu próprio mensageiro, pregou sua universalização de protocolos, tal como acontece com o e-mail há tempos. Nesta linha, a empresa fez com que seu Google Talk fosse desenvolvido para compatibilidade com o protocolo XMPP, cujo principal representante ainda é o impopular Jabber, mas que conta com diversos outros programas o suportando. E é enquanto não se decide por uma universalização neste ramo que desenvolvedores tentam preencher as necessidades de quem tem muitas contas em vários destes serviços. O Miranda Instant Messenger e o Trillian são apenas dois dos exemplos de clientes multi-protocolo, para concentrar contatos de várias redes diferentes sob um único programa.

Mas é justamente a universalização que parece querer começar a sair do papel. E, ao contrário do que temos nos acostumado a ver, não terá sido por iniciativa do Google. Apesar de seu desejo neste sentido, serão Yahoo Messenger e MSN que permitirão a intercomunicação entre seus produtos.

A parceria anunciada hoje pelos dois serviços deverá começar a vigorar a partir de junho do ano que vem. Um usuário do MSN poderá conversar diretamente com um do Yahoo Messenger, e vice-versa, à partir de então. O acordo fará com que a base de usuários de ambos se torne quase tão grande quanto a da própria America OnLine, que não se sabe ainda se também abrirá sua própria rede.

A universalização, afinal de contas, não é uma má idéia: Se deu certo pros programas de e-mail, cá pra nós, descontadas as implicações comerciais de um acordo deste porte, é bom saber que gigantes do ramo estão tentando se entender. Quem sabe, num futuro bem próximo, cada pessoa possa finalmente se ater à seu mensageiro favorito, num mundo em que todos eles troquem mensagens, sejam elas de texto, vídeo ou de voz, através de uma única via de transmissão. Seria o fim, acredito eu, de mensageiros multi-protocolo como os que citei, mas a mudança ainda assim seria bem-vinda, no meu entender. Acho que a única briga nesse caso seria a da padronização dos famigerados emoticons. Mas esses, prefiro é desabilitados mesmo.

Meu Neopet

E com a aproximação do Dia das Crianças (aliás, o meu primeiro Dia das Crianças), acabei ganhando três presentinhos dos meus papais: O primeiro deles foi uma camisetinha de manga comprida na cor azul, e os outros dois foram sapatinhos. Como eu estou crescendo todos os dias, e também os meus pézinhos, então estes presentinhos são muito bem-vindos, e eu nem preciso dizer que eu amei muito tê-los ganhado.

Mas junto com os presentinhos eu ganhei também um Neopet. Os Neopets são bichinhos virtuais que fazem companhia pras crianças e que moram numa terra distante chamada Neopia. Eu adorei o bichinho que eu ganhei, ele se chama Kacheek, e tem uma imagem dele aqui neste post, pra vocês verem como ele é. Os Kacheeks são divertidos, amorosos e pacíficos.

Embora eu ainda seja muito pequeninho, sempre que mamãe ou papai colocam o meu Kacheek perto de mim, eu pego ele com minhas mãozinhas e gosto de ficar segurando pra brincar um pouquinho. Quando eu for maior ainda, então, nem se fala, né? Os Neopets são uma coleção inteirinha, então quem sabe daqui pra frente eu não consiga também mais alguns amiguinhos como o meu Kacheek, pra poder brincar, não é mesmo? 🙂

Os Centuriões e a HBO

Gosta de história antiga? Talvez, então, você já tenha ouvido falar dos centuriões, oficiais de infantaria romana que comandavam legiões de legionários nas batalhas que o império travava, àquela época. Mesmo que seu conhecimento histórico seja baixo, é improvável que você nunca os tenha visto, retratados nos grandes épicos Hollywoodianos, sejam eles versões modernas ou não. Comandando entre 60 e 150 pessoas, cada centurião podia andar à cavalo nas investidas do império, mas morria freq¼entemente em batalha, auxiliando seus comandados.

Batalha, aliás, é o que a HBO pretende levar adiante para proteger a sua parte do Império Romano. Obviamente estou falando da série produzida originalmente pelo canal, Roma. A série, que já estreiou nos Estados Unidos, tem seu início marcado para 9 de outubro nas telas brasileiras. Mas, como acontece, aliás, com diversos outros títulos televisivos, seus episódios estão circulando livremente pela Internet, através das redes P2P de troca de arquivo, principalmente através de arquivos torrent.



Se o canal tivesse centuriões à sua disposição, com certeza enviaria seus homens, juntamente com seus legionários e todos os outros homens que pudesse, numa tentativa de repreender a pirataria dos episódios da série que, de longe, é um dos maiores tesouros que produziu, e também uma das mais caras produções do canal e da história: Custou aos cofres da empresa um total de 60 milhões de dólares. Em compensação, a estréia americana da história, contada em 12 capítulos, atraiu mais de 3 milhões de telespectadores norte-americanos, garantindo sua renovação por pelo menos mais uma temporada.

Como legionários e a alta infantaria romana atualmente só podem ser vistos através de reconstituições televisivas ou cinematográficas, resta à HBO utilizar-se de meios mais práticos na defesa de seu patrimônio: Ela tem progressivamente dificultado a vida de internautas que buscam os episódios de sua série em tais programas de troca de arquivos, principalmente através da já velha conhecida tática de oferecer downloads falsos nessas redes. Este tipo de download é oferecido através de uma fonte falsa (chamada de “seed” no BitTorrent e similares), que leva a um loop constante de download, fazendo com que a obtenção de um episódio fique travada indefinidamente.

Pessoalmente eu já fui vítima de tais seeds falsos, baixando episódios de outra série muito famosa da TV americana, Lost. Posso comprovar, assim, que trata-se de um meio bastante efetivo de atrapalhar a vida de quem quer conseguir os episódios de maneira mais fácil. Como dizer que a efetividade do mecanismo é total seria um exagero, pelo menos iniciativas deste tipo dificultam a obtenção de material pirateado, fazendo com que, ao invés de horas, leve-se dias até que um único arquivo seja baixado da Internet.

Mas é claro que manter qualquer iniciativa contra a pirataria será sempre difícil. Enquanto HBO e companhia enchem a rede de arquivos falsos, usados como isca, programas como o Peer Guardian permitem justamente que você gerencie e combata listas de fontes inválidas em ambiente P2P. E, no final das contas, qualquer um pode tomar a iniciativa de organizar tais listas, tal como acontece hoje num ambiente muito mais conhecido, o dos programas de e-mail. Afinal de contas, informar listas de endereços de spammers é um serviço de utilidade pública. Por quê informar sobre seeds defeituosos não seria, não é verdade? E que legionários me decaptem se eu estiver sem razão.

Pagamentos Biométricos

De vez em quando eu comento algo relacionado à biometria. Para quem não sabe, trata-se da utilização de meios automatizados ou computacionais para promover o reconhecimento de indivíduos através de suas características pessoais. A leitura da íris ou das impressões digitais de uma pessoa são apenas duas formas de se realizar o procedimento.

É justamente utilizando impressões digitais que algumas iniciativas recentes tentam implantar um sistema de reconhecimento que possa substituir os cartões de crédito, talões de cheque e cédulas monetárias atuais. Depois que uma cadeia americana de supermercados, a Albert’s, implantou recentemente um sistema que usa as impressões das pessoas como identificador válido para a autorização de pagamentos, agora é a vez de uma empresa recém-lançada, a Pay by Touch Solutions, anunciar o lançamento de seu produto, uma máquina capaz de realizar a leitura de impressões digitais.

A companhia já lançou o mecanismo em algumas centenas de lojas nos Estados Unidos. Para que um consumidor normal americano possa desfrutar dos benefícios da tecnologia, primeiro precisa se cadastrar. Após informar dados bancários e apresentar um documento oficial com foto, o cliente passa pelo sistema, que digitaliza e armazena suas características de impressão digital, transformando-as em um algoritmo único. Após o procedimento, a pessoa não precisa nem andar mais com a carteira, se não quiser.

John Morris, presidente da companhia, defende que o principal aspecto positivo do sistema de pagamentos por biometria é seu custo: Embora cada loja que deseje se filiar ao modelo precise desembolsar alguns dólares por unidade, a taxa cobrada pela companhia — cerca de 12 a 14 centavos de dólar por transação — é mais barata do que a cobrada em média, nos EUA, pelas operadoras de cartão de crédito e débito.

Ainda segundo Morris, uma possibilidade não explorada deste tipo de leitura biométrica é a personalização de serviços. Interessante o bastante pra ser citado é um exemplo de um cliente que chegue pra almoçar em um restaurante, tendo suas impressões digitais reconhecidas. Os garçons terão acesso, assim, não apenas às últimas refeições compradas por ele, mas também à seus pratos e bebidas favoritos, podendo dar sugestões que lhe agradem.

Embora eu goste muito de tratar a respeito de biometria, acho que iria com calma nesse caso. Coletadas de maneira errada, informações tão pessoais quanto as impressões digitais — que são únicas para cada ser humano — poderiam se tornar perigosas. Eu sei que não se pode deter o progresso, e que iniciativas comerciais envolvendo esta tecnologia se tornarão cada dia mais freq¼entes, mas até que eu me sinta 100% seguro pra colocar meu dedo em um sensor para confirmar uma compra, por menor que seja seu valor, vou me ater a cartões de crédito e de débito, ou, quem sabe, algo um pouquinho mais avançado, mas ainda feito de plástico…

A Guerra do Armazenamento

Será que os já velhos conhecidos hard disks serão aposentados pela tecnologia das memórias flash? Em A Guerra do Armazenamento, minha primeira coluna para o site da rádio Antena 1, discuto essa possibilidade.

E aproveito este singelo post para pedir aos meus leitores que me prestigiem por lá. A publicação deve ser semanal, e, se tudo der certo, procurarei trazer sempre novidades e assuntos interessantes a todos.

Isso é que é conceito!

Prova de conceito. É assim que uma empresa chama qualquer produto que não pretende lançar — pelo menos a curto prazo — e que utilize algum tipo de tecnologia experimental. Há diversos segmentos de mercado que realizam provas de conceito, e, tecnologicamente, esta experiência também se repete. Uma prova de conceito da Nokiaseu modelo 888 — é no mínimo diferente de qualquer coisa que eu já vi na minha vida em termos de celular.

Pense no design mais diferente que você consiga imaginar. O Nokia 888 é mais inovador. Trata-se de uma unidade de comunicação celular totalmente maleável. E quando digo maleável, estou falando de verdade. Equipado com tecnologia que permite o uso de uma bateria líquida, e com uma touchscreen flexível, é possível enrolar o equipamento, esticá-lo o quanto desejado, dobrá-lo, curvá-lo e utilizá-lo até mesmo como se fosse uma pulseira. Tudo isso por conta de uma parceria com a Yanko Design, que possui outros produtos interessantes em seu portfolio.

Meu problema com as tais provas de conceito é um só. Sempre que vejo uma novidade dessas, minhas mãos ficam coçando, ansiosas por experimentar e ver como a coisa funciona. Mas acredito que, como se trata apenas de um anúncio conceitual, ainda vai levar um bom tempo até que este brinquedo chegue ao mercado. Mesmo considerando que o preço vai ser algo assustador, eu bem que pagaria uns bons trocados pra ter um aparelhinho desses… ah, pagaria…

Vacina

Se tem uma coisa da qual eu não gosto é vacina. Eita coisa mais chata!! Além de ser chata, pra bebês como eu as pessoas só produzem vacinas em forma de injeções, o que é muito estranho, porquê eu jamais ouvi falar de ninguém que gostasse de tomar injeção. Em todo caso, como é pra me proteger, eu entendo. Sei que, no fundo, no fundo, a intenção é boa.



Hoje, depois de uma visitinha que eu fiz pro meu titio Renê, papai e mamãe aproveitaram pra me dar duas vacinas. Fiquei sabendo por alto que elas iam me proteger, entre um monte de outras coisas, contra meningite C e otite. Esta otite, por sinal, é uma coisa que eu não quero nem que passe perto de mim! Minha titia Fernanda já explicou uma vez que é uma baita de uma dor de ouvido que dá nos bebêzinhos, e eu, que ouço muito bem, quero é continuar desse jeito mesmo…

O pior é que eu não vou me livrar dessa onda de vacinação tão cedo… Ouvi mamãe comentar que já na semana que vem eu tenho que tomar mais algumas doses de vacinas diferentes. E, além disso, meu titio Renê disse pra ela que nesses primeiros dois aninhos de vida eu vou tomar muita vacina ainda. Acho que eu, como tomo vacina na perna, vou é arrumar uma chapinha de aço pra me proteger… Assim, quando as enfermeiras vierem aplicar alguma coisa na minha perninha, eu vou retribuir com um belo de um sorrisinho maroto… quem sabe eu as conquiste e me livre do incômodo de uma nova picadinha de injeção, né?

Nada se cria…

…tudo se copia. Não era assim aquela velha máxima que eu sempre ouvi meus pais, parentes e amigos comentarem o tempo inteiro? Acho que era assim mesmo, a frase. E acho também que ela serve perfeitamente para o mundo da tecnologia, onde boas idéias geradas pelas empresas são sempre copiadas por suas concorrentes que, obviamente, tentam adicionar algum tipo de melhoria à idéia original. É assim que se gera, afinal de contas, a competitividade entre elas.

O lançamento do Google Blog Search, movimento na minha opinião deveras tardio por parte do Google, na tentativa de — finalmente — oferecer aos internautas um mecanismo para que pudessem buscar conteúdo nas páginas dos diários virtuais Internet afora, poderia ter sido mais bem estruturado. Se a gigante das buscas tivesse trabalhado um pouco mais na adição de recursos à sua ferramenta — o que ainda pode ocorrer, é claro, futuramente —, talvez o lançamento tivesse causado um pouco mais de frissom do que causou. Agora parece mesmo que eles terão que correr atrás de Technorati, PubSub e serviços similares, se quiserem marcar mais presença nesse campo.

Mas há mais gente de olho nesse mercado. Número dois no ramo de buscas, o Yahoo parece estar se lançando no ramo, preparando uma resposta que deve estar pronta já na semana que vem. Segundo consta, o novo mecanismo da empresa buscará blogs e conteúdo de feeds RSS, organizando, como seu rival, os resultados por data de publicação e relevância, mas também por popularidade.

Não há detalhes adicionais a respeito do lançamento, no entanto. Pode ser que o novo mecanismo de busca seja melhor que o do Google, mas pode também ser que não. Acho que o mais importante nesse caso seria perguntar aos próprios blogueiros — que, a meu ver, seriam os principais utilizadores de serviços do gênero — o que gostariam de ver em um mecanismo de busca especializado em blogs que ainda não está disponível. De qualquer forma, se o Yahoo se sair bem na empreitada — e se a história realmente se confirmar —, terá sido uma ótima chance de superar seu maior rival. Esperemos.

Baterias já!

Outro dia estava num bate-papo animado com alguns amigos a respeito de telefonia celular. Dois deles acabaram de trocar seus celulares antigos para modelos mais novos — e mais modernos —, um deles inclusive mudando de operadora. Ambos os aparelhos, por sinal, possuem inovações tecnológicas como câmera digital e toques polifônicos com suporte à MP3. Tais inovações, acompanhando uma revolução já nem tão recente assim no mundo da telefonia, onde 3G e transmissão de vídeo são apenas algumas das mais novas modernidades à serviço dos que querem estar na vanguarda da tecnologia, não são necessariamente responsáveis por fazer os olhos dos meus amigos brilharem.

Isso porquê um problema em comum atingiu os dois em cheio: Embora recheados dos chamados wizardries — as mais recentes “feitiçarias” da tecnologia —, seus aparelhos celulares pecam no quesito bateria. Num dado momento da conversa que estávamos tendo, ambos se queixaram de que seus aparelhos antigos eram melhores nesse ponto. E eles, assim como milhares de usuários de celular pelo mundo afora, estão apenas sinalizando o que as indústrias de telefonia móvel já têm que ter em mente para o futuro há muito tempo: Nem TV, nem MP3. O que os usuários de celular querem, em geral, são baterias que durem mais tempo para seus aparelhos.

Uma pesquisa de mercado internacional realizada pelo grupo TNS ouviu mais de 7000 usuários de telefones celulares ao redor do mundo, inclusive no Brasil, perguntando que inovações tecnológias os usuários gostariam que fossem implantadas em seus aparelhos no futuro. Descobriu-se que mais de três quartos deles querem que suas baterias durem mais tempo do que duram atualmente. O apetite dessas pessoas por novas tecnologias em seus aparelhos é enorme, mas elas têm consciência de que precisam de baterias mais duráveis para desfrutar de tudo em perfeita harmonia.

O desejo por baterias mais poderosas é seguido de perto por câmeras fotográficas e de vídeo digitais de alta resolução, em segundo lugar, e pela possibilidade de rodar aplicativos do Microsoft Office nos aparelhos. Enquanto nem mesmo as câmeras chamam minha atenção para um celular novo, meu aparelho atual, um mero Motorola V150, cujas inovações tecnológicas se limitam apenas à visor colorido e discagem por voz, bem que poderia entrar nessa onda e receber uma bateria que durasse muito mais tempo.